Medalha comemorativa mostra a face do presidente americano, Barack Obama (Foto: Petr Josek/Reuters)Praga, em 4 e 5 de abril, será a terceira etapa da viagem e onde assistirá à terceira cúpula com a UE.
Medalha comemorativa mostra a face do presidente americano, Barack Obama (Foto: Petr Josek/Reuters)
Ong leva comunidade ao Parque Memorial Quilombo dos Palmares



FEDERAÇÃO ZELADORA DOS CULTOS EM GERAL-AL
PONTO DE CULTURA QUILOMBO DOS ORIXÁS
ASSOCIAÇÃO DOS QUILOMBOLAS DA SANTO LUZIA DO NORTE
ORGANIZAÇÃO NÃO-GOVERNAMENTAL MARIA MARIÁ
FORUM DE ENTIDADES NEGRAS DE ALAGOAS (FENAL)
COMISSÃO DE JORNALISTAS PELA IGUALDADE RACIAL DE ALAGOAS (COJIRA/AL)
CENTRO DE CULTURA E ESTUDOS ÉTNICOS ANAJÔ
UNIÃO DE NEGROS PELA IGUALDADE DE ALAGOAS (UNEGRO/AL)
PASTORAL DA NEGRITUDE DA IGREJA BATISTA DO PINHEIRO
CENTRO DE FORMAÇÃO E INCLUSÃO INAÊ
Atensiosamente,
Maria Salete de Albuquerque Beltrão
No último sábado (21), aconteceu a segunda edição do Tambor Falante – Ciclo de Debates, no restaurante Velho Jardim localizado no bairro do Riacho Doce. Desta vez, o tema escolhido foi “questões raciais e de gênero”, uma referência aos dias internacionais da mulher (8 de março) e pela eliminação do racismo (21 de março). 

Jornalista Paula Saldanha e equipe gravam, durante toda esta semana, em diversos pontos do Estado, cenas para as próximas edições de seu trabalho, exibido nas TVs Cultura e Brasil
“Temos o grupo Quilombo dos Palmares há um ano. Todas as sextas e sábados, subimos a serra para os ensaios. Participam 52 integrantes, entre 6 e 34 anos. A capoeira trouxe mudanças para a saúde, a qualidade física dessas pessoas e, principalmente, para a autoestima”, explica o mestre Cláudio, coordenador desse núcleo.
tem 15 anos. Ela explica que é uma escola aberta. “Nós abraçamos gente de todas as idades, homens e mulheres de diferentes credos. Vamos além da religiosidade para levar cidadania e dignidade à nossa comunidade”, revela. Hoje, mais de 300 pessoas participam do projeto, que oferece oficinas de capacitação profissional e atividades de cultura e lazer.
Alheia a toda as manifestações estava Dona Irinéia Rosa Nunes da Silva, moradora da comunidade Muquém, que também fica em União dos Palmares. Durante as gravações a senhora ficou quieta, entretida na criação de esculturas de argila. É mais uma tradição entre os quilombolas: a arte que nasce do chão, da terra escura.
A Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, em parceria com o deputado federal Joaquim Beltrão, e a Secretaria Especial de Políticas da Igualdade Racial (SEPPIR) vão apresentar nesta segunda-feira (16), às 9h, na sede da Associação dos Municípios de Alagoas (AMA), o Diagnóstico das Comunidades Remanescentes de Quilombos de Alagoas reconhecidos.
O diagnóstico foi feito pela Gerência Afro-Quilombola da Secretaria a partir de reuniões com representantes do governo do Estado e dos quilombolas, através de oficinas propositivas das demandas estruturais de cada comunidade. O trabalho foi baseado em uma análise crítica das reais necessidades das comunidades. Ao mesmo tempo que foram elaboradas propostas de projetos nas áreas de infraestrutura, saúde, educação, saneamento básico e habitação.
As propostas serão apresentadas aos representantes das secretarias de Estado de Assistência Social, Educação e Esporte, Cultura, Saúde, Agricultura, além das autarquias governamentais como Casal, Iteral; e aos 16 prefeitos que têm em seus municípios comunidades quilombolas. As secretarias terão o papel de orientar os mecanismos financeiros necessários para que estes gestores encaminhem os projetos estruturantes de cada segmento.
Segundo a gerente do Núcleo Afro-quilombola, Elis Lopes, essa atividade é muito importante para orientação e proposição de projetos estruturais das comunidades reconhecidas. Ela reforça que o grande diferencial é que esse diagnóstico foi construído a partir das carências e das necessidades de cada comunidade.
Alagoas possui hoje 23 comunidades reconhecidas, distribuídas em 16 municípios, dentro as quais três estão em situação de emergência. “As comunidades Filus (Santana do Mundaú), Jacumoco (Poço das Trincheiras) e Tabacaria (Palmeira dos Índios) se encontram atualmente em pior situação socioeconômica, precisando de atenção emergencial”, declarou.
Confirmaram presença na apresentação, a sub-secretária de Comunidades Tradicionais da SEPPIR, Ivonete Carvalho; o coordenador estadual de Quilombos de Alagoas, José Petrúcio dos Santos; e os representantes das comunidades quilombolas.
O governo do Estado através da Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos não está medindo esforços para elucidar todas as problemáticas levantadas. “Estamos trazendo todas as secretarias de Estado e representantes da SEPPIR, no sentindo de viabilizar e implementar a agenda social quilombola, englobando todas as ações no sentindo de estruturar essas comunidades nas áreas socioeconômica”, afirmou Wedna Miranda, secretária da Mulher.

Empregada doméstica de 44 anos considera que foi barrada por ser negra. Ela só entrou na sexta tentativa, depois de tirar a roupa. (Foto: Dago Nogueira/ Agência Bom Dia)
