sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Mirante Cultural segue com 7ª edição
Educação participa de Oficina Quilombola em Salvador
O convite para participação de Alagoas no evento surgiu da Coordenadora Geral de Educação Ambiental, do Ministério da Educação, Rachael Trajber que enfatiza a necessidade de uma maior mobilização e integração da escola. ”Estamos contando com o apoio dos professores nesse trabalho, que precisa ser de educação mesmo, de aprendizagem mais aprofundada, de pesquisa de conteúdos e de diálogo. Estamos enfatizando que a riqueza do processo de Conferência se dá no espaço escolar, com a comunidade em uma perspectiva de educação para a vida toda, tendo a escola como um local privilegiado”, afirmou.
A Conferência Nacional
A Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, criada no âmbito da Conferência Nacional do Meio Ambiente, envolve as escolas do segundo segmento do Ensino Fundamental. Nas duas versões (2003 e 2005/2006) a Conferência envolveu 26.927 escolas em todo o país, mobilizando 9.459.932 pessoas.
Em 2008/2009, a III Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente debaterá a temática “Mudanças Ambientais Globais” em uma perspectiva sistêmica e integradora com uma ação afirmativa abrangente que contemplará a diversidade existente nas comunidades indígenas, quilombolas, meninos e meninas em situação de rua e assentamentos rurais, dentro das ciências, história, geografia e linguagens.
A Diversidade na Educação de Alagoas
Alagoas é o estado referência em aplicabilidade de políticas públicas na educação. Pioneiro na estadualização da Lei Federal nº 10.639/03. A educação de Alagoas possui uma legislação própria a lei nº 6.814/07, sancionada pelo governador Theotonio Vilela Filho.
De acordo com Arísia, “A ação étnica da educação em Alagoas é focada no princípio da igualdade, de modo que enxergamos o respeito às diferenças como a ação ampla do fazer educação, com auto-estima, cidadania e consciência racial. E essa ação tem rendido dividendos", destacou.
Após a exposição do trabalho étnico da Secretaria de Estado da Educação, no Encontro Nacional dos Secretários de Educação, ocorrido em Porto Alegre, no dia 1º de agosto de 2008, Alagoas foi escolhido por unanimidade pelo Conselho Nacional dos Secretários de Educação para ser a representante do mesmo, no Grupo Interministerial, criado pelo Ministério da Educação, para a implementação da Lei nº 10.639/03”.
A Secretaria de Educação do estado de Alagoas é a única do Brasil a fazer parte do referido GT.
Michael Jackson completa 50 anos

Durante a sua trajetória também chamou atenção o seu visual, alvo de várias críticas do público e da mídia. Especulam-se a realização de várias cirurgias plásticas, mas o astro confirma apenas duas. Sobre a mudança na cor da pele dele, especialistas acreditavam que Michael teria se submetido a um tratamento intensivo com hidroquinona (composto orgânico), uma substância capaz de clarear a pele. Em 1993, durante entrevista à famosa apresentadora Oprah Winfrey, ele afirmou sofrer de vitiligo, uma doença autoimune não contagiosa em que ocorre a perda da pigmentação.
As especulações ainda continuam, principalmente, como seria o rosto de Michael Jackson sem as transformações. Numa projeção feita pelo jornal britânico Daily Mail, ele estaria com uma aparência que lembra bem o menino talentoso, quando nem imaginava que chegaria tão longe.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Seminário de Cultura Negra e Psicanálise
Sede do IPDH - Espaço Abdias Nascimento - Av. Mem de Sá, 39 - Arcos da Lapa, Rio de Janeiro
O seminário tem por objetivo a construção de um novo canal de interlocução entre áreas de conhecimentos que, ao produzir um diálogo, possibilitem a abertura de novos campos de reflexões, de formulações e de pensamentos para a cultura afrobrasileira.
O seminário será realizado do dia 31 de agosto, domingo, das 18:00 às 22:00 horas, a 4 de setembro, de segunda a quinta-feira, das 20:00 às 22:00 horas. As inscrições são necessárias em razão da limitação de vagas.
ENTRADA FRANCA
As inscrições são gratuitas e as vagas são limitadas. Para efetivar sua inscrição, favor preencher a ficha no verso e encaminhar para: contato@institutooc a.org.br, ou entregar na sede do IPDH.
31/08 – domingo, de 18:00 às 18:30 hs.
Abertura - Zezé Motta - SUPIR > Maritza Garcia - OCA > Nayara Mallon - OCA > Maria Catarina de Paula - IPDH
MESA 1: Subjetividade, Resistência e Discursos <>
Jairo Gerbase - Psicanalista, AME da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano – Brasil – Fórum Salvador.
Vanda Ferreira - Professora, Ouvidora da Petros, Militante do Movimento Negro.
Debatedores > Carlos Alberto Medeiros - Jornalista, Mestre em Ciências Jurídicas e Sociais pela UFF.
> Graça Pamplona - Psicanalista, AME da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano-Brasil/ Fórum de Petrópolis, Supervisora Clínica do Instituto OCA.
O sujeito, o sujeito da psicanálise, o cidadão e o desejo, o desejo o mal-estar e a civilização, a resistência subjetiva e a resistência no campo social, o mal-estar e as identificações do sujeito. Quais diálogos permitem pensar a cultura e as culturas em sua relação com o sujeito do desejo e os direitos dos sujeitos/cidadã os? Os discursos correntes e a construção de novos discursos, entre os quais o discurso da psicanálise, permitem reinterpretar o campo social contemporâneo de forma inovadora? O que pode fazer corte em paradigmas sócio-culturais estruturados? Racismo, exclusão, dor de existir?
20:30 hs. > Coquetel de Confraternizacã o, com lançamento e venda de livros
MESA 2 - A infância da Dor e a Dor da Gente
01/09 <>
Nayara Mallon - Psicanalista, Presidente do Instituto OCA.
Marícia Ciscato - Membro do Digaí-Maré, Correspondente da Escola Brasileira de Psicanálise-Seçã o Rio.
Ivanir dos Santos - Pedagogo, Secretário Executivo do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas- CEAP.
Debatedora > Lúcia Xavier - Assistente social, Coordenadora de Criola.
Esta mesa considera os recentes trabalhos e pesquisas vinculados ao atendimento de crianças e adolescentes, moradores de comunidades periféricas, com alto grau de violência social e familiar. Quais são as implicações decorrentes do modo como as próprias crianças e adolescentes interpretam a realidade em que vivem? Como comparece e quais são as propostas da psicanálise no tratamento da angústia desses meninos e meninas que vivem nessas comunidades? São estas angústias diferentes das experimentadas por qualquer criança ou adolescente? Quais são as implicações das formas de interpretação e aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente? Quais seriam as perspectivas da infância brasileira do ponto de vista sócio-cultural?
MESA 3 - Do Martírio à Malandragem: os mitos Saci Pererê e Negrinho do Pastoreio
02/09 <>
Lara Pamplona - Professora de Literatura Brasileira do Instituto Luso-Brasileiro da Universidade de Colônia (Alemanha).
Conceição Evaristo - Escritora, Doutoranda em Literatura Comparada - UFF.
Eliane Schermann - Psicanalista. AME da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano. Doutora pelo Instituto de Psicologia da UFRJ.
Debatedor > Guilherme Gutman - Psicanalista, Professor Adjunto do Departamento de Psicologia da PUC-Rio.
Foco no imaginário popular desses mitos e a correlação entre as malandragens e os dramas sociais vividos por nossa gente, em qualquer idade. Esta mesa toma como referência esses dois mitos populares dos séculos XVIII e XIX, onde num se identifica a picardia, a pilhéria e no outro o drama, a tragédia, e busca relacioná-los com a dinâmica de inúmeros e anônimos protagonistas do cotidiano da cidade, que se expressam no nosso dia a dia..
MESA 4 – Literatura Afrobrasileira e Pulsão
03/09 <>
Lia Vieira - Escritora, Autora de Chica da Silva - A mulher que inventou o mar.
Éle Semog - Escritor, Conselheiro Executivo do IPDH.
Clarice Gatto - Psicanalista, Responsável pelo Serviço de Psicanálise do Centro de Estudos de Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana - ENSP/FIOCRUZ.
Debatedoras > Denise Barata - Historiadora, Professora do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana da UERJ.
Olympio Xavier - Médico, Psicanalista, Membro da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano.
A proposta desta mesa é de estabelecer uma relação entre a pulsão expressa por autores afro-brasileiros clássicos como Cruz e Sousa, Lima Barreto, Machado de Assis, dentre outros, e a geração de escritores negros que surgiu nos anos 70, com a proposição de insurgência estética e política, utilizando o texto como meio de militância de combate ao racismo.
MESA 5 - Das Caravelas e Tumbeiros ao Hip-Hop
04/09
Julio Cesar de Tavares - Professor do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFF, Diretor da Associação para o Estudo da Diáspora Africana no Mundo - ASWAD, Fundador da CUFA.
Marcus André Vieira - Psicanalista, AME da Escola Brasileira de Psicanálise, Membro do Digaí-Maré, Professor da PUC-Rio.
Re.Fem - Rapper, Documentarista, Estudante de Comunicação Social da UVA, Coordenadora do Núcleo Jovem Coisa de Mulher e Coordenadora da Ong Estimativa.
Debatedor > Romildo do Rêgo Barros - Psicanalista, Membro da Escola Brasileira de Psicanálise e Diretor do Instituto de Clínica Psicanalítica do Rio de Janeiro - ICP.
A mesa pretende discutir as expressões de júbilo e riqueza e de aniquilamento e de resistência decorrentes das relações vividas no período da escravidão, desde a fragmentação do indivíduo ao embarcar nos tumbeiros à sua redenção como sujeito, ainda hoje em ambiente social adverso. Daquela condição de escravo, hoje a população afrobrasileira busca expressar-se das mais diversas formas e uma das mais insurgentes, críticas, pragmáticas e produtivas, é o Hip Hop. Como poderíamos pensar a especificidade, o lugar e o impacto da intervenção proposta pelo Movimento Hip Hop?
22:00 às 22:10 > Encerramento > Éle Semog – IPDH
Realização
Instituto Palmares de Direitos Humanos
Instituto OCA
Apoio
Associação Digaí-Maré
IV Semana da Visibilidade Lésbica
TEMA: A MINHA FAMÍLIA TAMBÉM TEM DIREITOS!!!!
29/08 - sexta-feira
09h - Sessão de abertura na Assembléia Legislativa
18h30 - Performance: Eu,tu e ela - Sophia e Mary Vaz no Espaço Cultural da UFAL - Praça Sinimbu - Centro
19h - Mesa Redonda: A minha família também tem direitos!
20h30 - Encerramento cultural com a banda afro Arerê.
30/08 - sábado
09:00h - Oficinas Simultâneas:
*Lesbianidade e Mídia
*Lesbianidade e Saúde
*Lesbianidade e juventude na periferia
14:00h - Roda de conversa: Diálogos estratégicos para o enfrentamento a lesbofobia e garantia dos direitos civis.
16:00h - Filme: A minha mãe gosta de mulheres.
18:30h - FESTA CULTURAL, SHOW COM MICHELINE E BANDA
Contatos: (82) 9141-8114
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Baque Alagoano realiza oficina de Maracatu

Negro e Bíblia
domingo, 24 de agosto de 2008
Sérvia inaugura a primeira estátua de Bob Marley na Europa

Fundação Cultural Palmares inaugura nova sede

Zulu Araújo abriu os discursos, agradecendo a presença de todos e falou sobre a importância da Fundação Cultural Palmares para a divulgação, promoção e preservação da cultura afro-brasileira. O presidente defendeu o processo de certificação das comunidades quilombolas, que tem sido criticado pela mídia. "Hoje, nós temos mais de 1.200 comunidades remanescentes de quilombos reconhecidas e certificadas, apesar de parte da sociedade brasileira tratar essa ação de uma maneira incorreta", afirmou Zulu. Ele ressaltou que a situação das comunidades quilombolas é uma conseqüência do processo dos quatrocentos anos de escravidão na sociedade brasileira.

O presidente da Fundação Cultural Palmares encerrou a cerimônia de inauguração da nova sede, agradecendo também aos diretores da Fundação, Antônio Pompêo e Maria Bernadete Lopes, e aos funcionários. A partir das 20h, no Teatro Nacional, a Fundação Cultural Palmares deu continuidade à comemoração dos 20 anos, com a entrega de prêmios a personalidades que contribuíram com sua trajetória e com o show da cantora Margareth Menezes.
sábado, 23 de agosto de 2008
FENAJ intensifica a luta pela igualdade racial
Publicado no Jornal Ìrohín online - 22/08/2008
Inauguração da Sala Abdias do Nascimento na UERJ

Na ocasião, será feita leitura dramatizada da peça "Sortilégio", de autoria de Abdias do Nascimento. A leitura é parte do projeto "Um Jeito Negro de Olhar", idealizado por Tatiana Tibúrcio, atriz, produtora e membro do DeNegrir. O projeto visa dar visibilidade a produções cênicas de artistas e autores negros.
Serviços:Data: 27 de agosto de 2008
Local: Auditório 91 - UERJ - R. São Francisco Xavier, 524 - Maracanã - Rio de Janeiro/RJ
Horário: 18 horas
Contatos: DeNegrir - Coletivo de Estudantes Negros/as da UERJ
http://br.groups.yahoo.com/group/denegrir_ uerj2005
http://www.denegrir.cjb.net/
Sessão Especial em homenagem aos 30 anos do MNU
O MNU, fundado em 18 de junho de 1978, é uma entidade de âmbito nacional, sem fins lucrativos, democrática e autônoma. Tem por objetivo combater o racismo, o preconceito de cor e as práticas de discriminação racial. Em sua trajetória de 30 anos na luta contra o racismo busca construir com outras entidades e pessoas sensíveis a construção de uma sociedade sem racismo, mais humana, da qual sejam eliminadas todas as formas de opressão e exploração, de raça, classe e de sexo, de que é alvo a maioria da população brasileira, descendentes de povos africanos.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
20 anos da Fundação Cultural Palmares

Edital Ação Griô Prorrogado
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Bienal do Livro discute Diversidade e Intolerância
Nota Pública do Conselho Estadual de Cultura acerca da demolição do Terreiro Oyá Onipo Neto
O Conselho Estadual de Cultura da Bahia entende que as religiões possuem uma relevante dimensão cultural, inclusive para aqueles que não professam nenhuma fé religiosa.
O Conselho Estadual de Cultura da Bahia entende também que o poder público deve se guiar sempre por princípios, tais como a defesa do seu caráter laico e o respeito à liberdade religiosa.
Nesta perspectiva, o Conselho Estadual de Cultura da Bahia, que não pode se omitir frente a este grave acontecimento, propõe que:
1. Seja reconstruída o mais rápido possível a infra-estrutura material do templo religioso, dado que o mesmo não pode acontecer com sua dimensão nitidamente sacra;
2. Sejam imediatamente ressarcidos os prejuízos materiais de Mãe Rosa, que neste momento se encontra com enormes dificuldades;
3. Seja regularizada a situação fundiária deste e de todos os templos, independentes de credo religioso.
Negros e Olimpíadas
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Orquestra de Tambores na Feira da Música

Cerca de 80 grupos musicais estarão presentes, dentre eles, a Orquestra de Tambores de Alagoas, que participa pela segunda vez. O nosso representante da cultura afro se apresenta no dia 23, no Centro Dragão do Mar e também foi convidado para compor a coletânea Instrumental Nordeste (junto com outros 11 grupos), CD oficial de divulgação da feira.
Veja a programação completa no site www.feiramusica.com.br.
Teatro Lusófono
Cinema Negro
Instituto Steve Biko comemora 16 anos
sábado, 16 de agosto de 2008
Curso da Unegro-AL adiado
Infelizmente, por motivos operacionais e de outras naturezas o curso de formação da Unegro-AL foi adiado para uma outra data a ser definida pela diretoria da entidade. Porém gostaríamos de tranqüilizá-los com relação ao local, pois o adiantamento do curso não acarretará em prejuízos as finanças do evento, pois como já está pago é só fazermos um novo agendamento, como disse antes, a diretoria estará estudando uma nova data.
Espero a compreensão de todos e que isso não seja considerado um fator de desânimo, mas sim uma nova chance para grandes realizações.
Mais informações liguem para mim.
Adriano José (82 – 9114-3560)
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Curso de Formação da Unegro-AL
8h – Acolhida
8h30-Abertura
9h – Palestra:Origens,modalidades e formas de racismo
11h- Debate:Estatuto da Igualdade Racial -Um projeto político para o povo negro.
13h-Almoço
14h-Palestra:História da África
16h-Palestra:A lei 10.639/03
18h-Jantar
19h30-Documentário sobre a temática
21h-Confraternização com luau
Domingo
07h-Café da manhã
08h-Livre
12h-Almoço
Quilombolas
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Primeiro cavaleiro negro do Brasil em Olimpíada chora por não poder competir

Em comunicado à imprensa, o veterinário Thomas Wolff afirmou que "a decisão surpreendeu não apenas a nós brasileiros, mas também a outras delegações".


"Vou voltar ao Brasil e já pôr em prática uma tática para conquistar as próximas medalhas no Pan e nas Olimpíadas", promete.
O atleta conta que falou por telefone com a esposa, que está dando "muito apoio" e "orando muito" por ele.
Fonte: JL/BBCBrasil (12.08.08)
Só talento não dá!

Por: Juliana Costa
Jornalista - MTE 1090/AL
julianacosta.jornalista@gmail.com
Sempre acreditei que para o exercício de qualquer profissão, antes de tudo, é preciso talento. O que, numa tradução bem simples, significa dizer que desde pequena acho que todo mundo nasce com um dom específico e que é este dom que vai fazer a diferença entre um profissional ruim, médio, bom ou ótimo. Hoje, não tenho mais a inocência dos meus 10 anos e enxergo as coisas de uma maneira um pouco mais complexa...
Continuo com minha tese de que o talento continua sendo um ótimo diferencial na carreira de alguém, mas não é tudo. Confiar só no talento não basta, por um motivo bem simples: se você acredita que o talento é tudo, você admite que não precisa de mais nada. Está subentendido. E se você não precisa de mais nada, está livre de correr atrás de qualquer coisa que te acrescente algo naquilo para o qual você se revela um talentoso exemplar da espécie.
Imagine aquele seu coleguinha de turma, que só tirava dez em matemática. No ensino médio, descobriu que tinha um talento gigantesco para contabilidade. Ainda no colégio, conseguiu estágio numa empresa e depois de alguns anos, foi contratado como contador em outra firma. A vida ia muito bem, obrigado, e ele dispensou a faculdade. Belo dia, sem ninguém esperar, bum!!! - a empresa quebra porque aquele seu colega se atrapalhou um pouco com os balancetes, trocou o lugar de uns míseros zerinhos e a coisa toda desandou...
Vamos então pensar em alguém com talento para psicologia, mas que nunca foi a uma aula da graduação e acha que tudo se resume à exclamação “Freud explica!”. Ou então, vamos imaginar um engenheiro "leigo", fascinado por aquelas estruturas metálicas e pelas construções, mas sem a mínima noção dos preceitos teóricos fundamentais pra erguer um prédio sem oferecer riscos a segurança de ninguém. Em resumo, profissionais talentosíssimos, mas sem o conhecimento acadêmico necessário para desempenhar satisfatoriamente suas atividades. Se só o talento bastasse, nenhuma dessas hipóteses seria possível, certo?!
Sou jornalista. Estudei quatro anos numa universidade para exercer a profissão. Vou fazer uma pós, em breve. Sonho com pesquisa, mestrado e doutorado na área. Já vi erros grotescos cometidos por pessoas que, às vezes talentosas, às vezes não, não tinham se preparado para exercer o jornalismo. Informações imprecisas, a mídia de responsabilidade social transformada em arena de egos - e a sociedade, o público do jornalismo feito com preparação e seriedade, saindo prejudicado por causa disso.
A mídia tem um poder que extrapola o nível pessoal. É inegável que é preciso o dom, mas trabalhar com algo tão delicado e ao mesmo tempo tão forte exige uma preparação densa e reconhecida pela sociedade que vai, sim, ser a maior beneficiada.
Ser a favor da desregulamentação da profissão de jornalista é sinônimo de irresponsabilidade e ignorância diante de uma atividade profissional que, tal como qualquer outra, deve contar com profissionais preparados para seu exercício e ter o devido reconhecimento da sociedade. É retroceder, esquecendo que o jornalismo tem um papel inegável na construção da democracia e um peso sem precedentes nas decisões dos cidadãos em seu cotidiano, além de olhar com leviandade para o exercício da profissão.
Conferir o devido reconhecimento das instituições sociais é uma prioridade dentro da sociedade democrática. Não podemos calar nossas vozes diante do absurdo que representa o Recurso Extraordinário (RE) 511961, que está prestes a ser votado no Supremo Tribunal Federal (STF). Além de reconhecer o esforço da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e dos Sindicatos dos Jornalistas afiliados, precisamos afirmar a importância da categoria profissional e manifestar apoio à não-desregulamentaçã o da profissão.
O talento pode até não ser o suficiente, mas o diploma é fundamental.
Em defesa do Diploma de Jornalismo

Jornalista (1102 - MTE/AL); Presidente do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô; integrante da COJIRA-AL; e editora da Coluna Axé, jornal Tribuna Independente.
helci_angel@hotmail.com
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Olubajé: o Banquete dos Deuses
Obaluaiê está relacionado a terra, é ele que nos dá todo tipo de alimento. A saudação é ATOTÔ e o odoboru é o alimento sagrado do orixá.
Atuações
O Núcleo de Cultura Afro Brasileira Ilê Axé Iyá Ogun-té, mais conhecido como Casa de Iemanjá, foi fundado em 19 de fevereiro de 1984. Entidade filantrópica sem fins lucrativos, de utilidade pública estadual e municipal. É uma casa religiosa ligada ao Candomblé, que trabalha a integração entre a religião, com atividades sócio-culturais.
Estabeleceu no Brasil o primeiro ponto de cultura voltado para a religião de matriz africana, intitulado Quilombo Cultural dos Orixás. Busca o resgate da cidadania e a valorização da auto estima da comunidade afrodescendente, principalmente, de jovens e adultos. Dentre as ações desenvolvidas destacam-se: dança-afro; capoeira; afoxé; bumba-meu-boi e o Jornal Odô Iyá.
Serviços:
Núcleo de Cultura Afro Ilê Axé Iyá Ogun-té / Casa de Iemanjá
Rua Dona Alzira Aguiar, 429, no bairro da Ponta da Terra. Cep: 57.030-270. Maceió-AL
Contatos: (82) 3231-0064 e 8819-6762. E-mail: casadeiemanja@ig.com.br
Mais informações: http://www.ileaxeiyaogunte.hpgvip.ig.com.br
Com informações dos organizadores.
Show
Cotas raciais: entidade vai ao STF contra 17 ministros
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Orgulho Olímpico




Lula indica 1º negro para o STJ
domingo, 10 de agosto de 2008
Edital do CNPIR: inscrições prorrogadas até 11 de agosto
O CNPIR é constituído por 44 membros, dentre entidades da sociedade civil e representantes do Poder Público.
Ficou assim o calendário da Seleção Pública:
Outras informações poderão ser obtidas diretamente na Secretaria do CNPIR pelo telefone (61) 3411-4942 ou pelo endereço de correio eletrônico cnpir@planalto.gov.br
Confira o edital no link abaixo:
http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/seppir/.arquivos/edital_cnpir1.pdf
Atividade adiada
sábado, 9 de agosto de 2008
Olimpíadas e as trancinhas

Manifesto à Nação: Defesa ao Diploma de Jornalismo

O Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a julgar o Recurso Extraordinário (RE) 511961 que, se aprovado, vai desregulamentar a profissão de jornalista, porque elimina um dos seus pilares: a obrigatoriedade do diploma em Curso Superior de Jornalismo para o seu exercício. Vai tornar possível que qualquer pessoa, mesmo a que não tenha concluído nem o ensino fundamental, exerça as atividades jornalísticas.
A exigência da formação superior é uma conquista histórica dos jornalistas e da sociedade, que modificou profundamente a qualidade do Jornalismo brasileiro.
Depois de 70 anos da regulamentação da profissão e mais de 40 anos de criação dos Cursos de Jornalismo, derrubar este requisito à prática profissional significará retrocesso a um tempo em que o acesso ao exercício do Jornalismo dependia de relações de apadrinhamentos e interesses outros que não o do real compromisso com a função social da mídia.
É direito da sociedade receber informação apurada por profissionais com formação teórica, técnica e ética, capacitados a exercer um jornalismo que efetivamente dê visibilidade pública aos fatos, debates, versões e opiniões contemporâneas. Os brasileiros merecem um jornalista que seja, de fato e de direito, profissional, que esteja em constante aperfeiçoamento e que assuma responsabilidades no cumprimento de seu papel social.
É falacioso o argumento de que a obrigatoriedade do diploma ameaça as liberdades de expressão e de imprensa, como apregoam os que tentam derrubá-la. A profissão regulamentada não é impedimento para que pessoas – especialistas, notáveis ou anônimos – se expressem por meio dos veículos de comunicação. O exercício profissional do Jornalismo é, na verdade, a garantia de que a diversidade de pensamento e opinião presentes na sociedade esteja também presente na mídia.
A manutenção da exigência de formação de nível superior específica para o exercício da profissão, portanto, representa um avanço no difícil equilíbrio entre interesses privados e o direito da sociedade à informação livre, plural e democrática.
Não apenas a categoria dos jornalistas, mas toda a Nação perderá se o poder de decidir quem pode ou não exercer a profissão no país ficar nas mãos destes interesses particulares. Os brasileiros e, neste momento específico, os Ministros do STF, não podem permitir que se volte a um período obscuro em que existiam donos absolutos e algozes das consciências dos jornalistas e, por conseqüência, de todos os cidadãos!
Sindicatos de Jornalistas de todo o Brasil
Anotações sobre um gesto pós-racial
As posições favoráveis e contrárias já são mais ou menos conhecidas (embora não tanto as motivações profundas dos opositores). Mas uma notícia que pode ter passado despercebida é capaz de lançar uma luz nova sobre o assunto: a atriz Marília Pera convidou o ator negro Lázaro Ramos para um dos papéis principais da peça The Vortex, que será encenada no Rio. O personagem a ser vivido por Lázaro é, no texto, branco, de família tradicional inglesa (O Globo, 9/6).
O notável do fato é que, até agora, o universo ficcional brasileiro tem obedecido ao cânone da verossimilhança sócio-histórica. Este pode ser exemplificado da seguinte forma: um fictício presidente da República não seria jamais interpretado por um negro (em peça, drama televisivo, cinema, filme etc.) por infringir a regra do verossímil, que apontaria para a evidência (meia-evidência, na verdade...) de que nunca houve um primeiro mandatário negro no Brasil. Ora, se se trata de ficção, por que atender aos requisitos da realidade histórica? A televisão norte-americana tem dado uma resposta singular à questão, ao colocar um negro como presidente da República numa série policial (24 Horas). Agora, é a vez de Marília Pera romper o cânone.
O corner do binarismo
A iniciativa da atriz é de natureza "pós-racial". Primeiro, tem implícito o pressuposto - corretíssimo - de que raça só existe uma: a humana, distribuída numa miríade de cores ou fenótipos, dos claros aos escuros. Depois, a escolha obedece apenas a critérios técnicos de adequação do ator ao personagem, e não à verossimilhança fenotípica. Um ser humano de carne e osso vai viver um outro, feito de imaginação e papel, no teatro. Lázaro Ramos já havia sido protagonista do filme O Homem que Copiava, de Jorge Furtado, sem que tenha sido levantada em qualquer passagem do roteiro a questão da cor da pele. Aos olhos do espectador, um homem, simplesmente um homem, relaciona-se com outros em proximidade, desracializado.
Há uma coincidência singular entre o fato referente à peça inglesa e o momento histórico em que o negro-mestiço Barack Obama é indicado como candidato do Partido Democrata à presidência da República dos Estados Unidos. "Negro-mestiço" para nós, "negro" para o sistema classificatório norte-americano (onde vige a one drop rule, ou seja, uma gota de sangue negro define racialmente o sujeito), Obama merece, assim como Lázaro Ramos, o epíteto de "pós-racial". Isto quer dizer que não racializou a sua campanha, apesar das tentativas dos adversários no ring das primárias, de levá-lo ao corner do binarismo racial.
Análises e soluções diferenciadas
Ora, dirão, esse binarismo radical que ensejou a luta por direitos mais civis nos Estados Unidos não é o caso brasileiro. O que é a mais absoluta verdade e contraria a que se apliquem aqui, sem mais nem menos, critérios válidos para a realidade norte-americana, tal como a "regra da gota única de sangue". Mas da mesma maneira não se pode invocar o "pós-racialismo" de Obama para dizer que o Brasil já dispõe há muito da fórmula agora encontrada pelo candidato democrata. São realidades diferentes, que induzem a análises e soluções diferenciadas. A boa saúde mental e cívica recomenda uma pausa nos reflexos especulares do centro do Império.
Uma pausa dessas pode servir para pensar que possivelmente o gesto pós-racial da atriz Marília Pera tenha sido "sobredeterminado" (uma múltipla determinação, em que o fenômeno Obama pode até ter tido algum peso) pela conjuntura sócio-político-cultural que a temática das cotas suscitou no Brasil.
Desde o Prouni, ganhou foro público a questão da cidadania de segunda classe, de sua exclusão sistemática das oportunidades historicamente concedidas aos que já nascem "cotados" ou "patrimonializados" pela cor socialmente valorizada. Mas as cotas de agora - recurso, para mim, provisório - representam uma estratégia de visibilidade mais forte, esta que os Estados Unidos de algum modo já obtiveram, sem, entretanto, resgatar a maioria negra de seus bolsões de pobreza, nem diminuir esse mal-estar civilizatório que é a discriminação racial. O conceito científico de raça acabou, mas não acabou a "relação social de raça", isto é, o senso comum atravessado pelo imaginário racialista.
Visibilidade valorizada
Os intelectuais que, em jornais ou na academia, formaram um ativo bloco orgânico para pregar contra as cotas, não desconhecem o fato de que a cidadania, conceito eminentemente político, nasce no solo da visibilidade dos membros de uma comunidade: o sujeito visível tem voz pública; o invisível, não. O escravo grego não podia ser cidadão porque não dispunha do "capital" de visibilidade suficiente (naturalidade da língua, da fratria etc.) para falar na ágora.
A decisão sobre quem pode ou não falar, ser visto e ocupar os lugares do privilégio, é de natureza estética, no sentido radical desta palavra. Na raiz, estética e política coincidem. Uma política de cotas não implica que se acredite na existência de raças, e sim que as diferenças estético-fenotípicas têm conseqüências para a igualdade dos cidadãos. Sobre a branquitude da paisagem eurocêntrica projeta-se alguma "colorização" de espaços - fonte do espanto de Martinho da Vila, ponto de partida de uma visibilidade valorizada.
Não se pode realmente acreditar que as cotas venham resgatar a situação socioeconômica dos escuros e desfavorecidos, nem resolver o problema da introjeção histórica dos estereótipos racistas. O exemplo do pós-racialismo é algo de fato desejável, pode ser uma meta. Mas não é algo que esteja aí à disposição dos interessados, como uma espécie de fruto natural gerado pela suposta boa consciência daqueles que dizem temer a "racialização" da sociedade brasileira. Em termos coletivos, será o resultado de lutas e cotas em que venham a envolver-se também empresas e outras instituições pertinentes, além do Estado. A visibilidade valorizada é um começo razoável.