quarta-feira, 18 de maio de 2016
terça-feira, 17 de maio de 2016
Bairro Trapiche da Barra tem 1º Concurso de Beleza Negra
No último domingo(15.05), foi realizado o 1º Concurso Beleza Negra 2016 no Fama Fest no bairro do Trapiche da Barra em Maceió. O evento foi promovido por Wandouglas Simas e Cláudio Silva, e recebeu o patrocínio do Estilo Roots.
Ao todo, foram quinze jovens negras inscritas, entre 15 e 29 anos, que eram estudantes, trabalhadoras das mais diversas áreas e integrantes do movimento social negro. O júri foi composto por seis membros, que avaliaram a desenvoltura na passarela, postura, simpatia e estética.
Ao todo, foram quinze jovens negras inscritas, entre 15 e 29 anos, que eram estudantes, trabalhadoras das mais diversas áreas e integrantes do movimento social negro. O júri foi composto por seis membros, que avaliaram a desenvoltura na passarela, postura, simpatia e estética.
Todas desfilaram com a roupa oficial do evento, traje livre e vestimenta afro; e a grande vencedora foi Ruthe Dhucthy Rocha de 16 anos.
Para encerrar em grande estilo, a banda Afro Afoxé garantiu a animação da festa.
Para encerrar em grande estilo, a banda Afro Afoxé garantiu a animação da festa.
Fonte: Coluna Axé – 391ª edição – Jornal Tribuna Independente (17 a 23/05/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
Crédito das fotos: Divulgação
Patrimônio Cultural
A Serra da Barriga – sede político administrativa do Quilombo dos Palmares, entre os séculos XVII e XVIII, período de lutas contra holandeses, portugueses e a escravidão na economia canavieira. – localizada no município de União dos Palmares, zona da mata do Estado de Alagoas, é considerado o palco da resistência negra e da luta por liberdade.
Em 1985, foi tombada como Patrimônio Histórico, Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN); e desde 1988 é um Monumento Nacional, que deve ser preservado devido à importância histórica e cultural. É o centro de homenagens, oferendas, pesquisas, encontros, romarias e grandes concentrações durante todo ano, especialmente, no Dia Nacional da Consciência Negra e de Zumbi dos Palmares (20 de novembro).
Agora, é aspirante à Patrimônio Cultural do Mercosul. A candidatura se insere na proposta La Geografía del Cimarronaje: Cumbes, Quilombos y Palenques del MERCOSUR; o aceite da proposta ocorreu durante a XIII Reunião da Comissão de Patrimônio Cultural do MERCOSUL, em Colônia de Sacramento, Uruguai. Também participam da seleção: Equador e Venezuela, que apresentaram sítios de interesse para a valoração da contribuição africana no continente sul-americano.
O Assessor de Relações Internacionais do IPHAN, Marcelo Brito, fez questão de agradecer às pessoas que participaram da elaboração do mini dossiê para a postulação da candidatura: os coordenadores locais (Sandro Gama, Joelma Farias de Cornejo, Greciene Lopes e Rute Ferreira), pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas-UFAL (Aruã Lima, Clara Suassuna, Siloé Soares de Amorim), Zezito Araújo (Secretaria de Educação do Estado de Alagoas), Élida Miranda (Representante Regional da Fundação Cultural Palmares), Cláudia Puentes (representante da Secretaria Estadual de Cultura - SECULT) e a ialorixá Neide Oyá D´Oxum.
A avaliação será no fim do segundo semestre de 2016, na próxima presidência pro tempore do MERCOSUL. Todas as honras e homenagens aos guerreiros quilombolas e aquele solo sagrado são relevantes, vitais para o reconhecimento social e valorização étnica! Axé!
Fonte: Coluna Axé – 391ª edição – Jornal Tribuna Independente (17 a 23/05/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
O Assessor de Relações Internacionais do IPHAN, Marcelo Brito, fez questão de agradecer às pessoas que participaram da elaboração do mini dossiê para a postulação da candidatura: os coordenadores locais (Sandro Gama, Joelma Farias de Cornejo, Greciene Lopes e Rute Ferreira), pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas-UFAL (Aruã Lima, Clara Suassuna, Siloé Soares de Amorim), Zezito Araújo (Secretaria de Educação do Estado de Alagoas), Élida Miranda (Representante Regional da Fundação Cultural Palmares), Cláudia Puentes (representante da Secretaria Estadual de Cultura - SECULT) e a ialorixá Neide Oyá D´Oxum.
A avaliação será no fim do segundo semestre de 2016, na próxima presidência pro tempore do MERCOSUL. Todas as honras e homenagens aos guerreiros quilombolas e aquele solo sagrado são relevantes, vitais para o reconhecimento social e valorização étnica! Axé!
Fonte: Coluna Axé – 391ª edição – Jornal Tribuna Independente (17 a 23/05/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
segunda-feira, 16 de maio de 2016
sexta-feira, 13 de maio de 2016
Feijoada dos Pretos Velhos
O Grupo União Espírita Santa Bárbara (Guesb) e a Ialorixá Neide Oyá D'Oxum informam que a tradicional festa e feijoada em louvor aos sábios e caridosos Pretos Velhos acontecerá nessa sexta-feira (13 de maio), às 19h30, na casa de axé sediada na Rua São Pedro, nº10, Village Campestre II em Maceió.
quinta-feira, 12 de maio de 2016
24º Festival de Bumba Meu Boi de Maceió tem mudança de data
A 24ª edição do Festival de Bumba Meu Boi de Maceió, prevista para acontecer esta semana, foi transferida para a sexta-feira, dia 20 e no domingo, dia 22 de maio, em decorrência de problemas técnicos para a realização do tradicional evento da cultura popular da capital alagoana. Com isso, a arena a ser montada em área do estacionamento do Jaraguá, vai contar no camarote com espaço exclusivo para cadeirantes, que terão acesso pela rua Sá e Albuquerque, a partir do beco do prédio da Receita Federal.
A ordem de apresentações dos 22 grupos participantes está mantida. Na noite de sexta-feira, a partir das 19h, os 12 bois da Série B, ou Grupo de Acesso, mostrarão seus espetáculos para a comissão julgadora. No sábado será a vez dos 10 bois que fazem parte da Série A, ou Grupo Especial. Como nos anos anteriores, haverá premiação com troféu para os três primeiros colocados em cada categoria. Além da acessibilidade garantida, inclusive com a instalação de rampa, a arena também deve contar com arquibancada, para acomodar, nos dois dias de evento, um público estimado de aproximadamente 20 mil pessoas.
O tradicional festival anual é realizado pela Prefeitura de Maceió e Governo do Estado através da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) em parceria com a Liga dos Grupos de Bumba Meu Boi de Maceió e conta ainda com apoio cultural do banco Bradesco. Confira abaixo os grupos participantes do evento:
Grupos de Boi do 24º Festival do Bumba Meu Boi
Série B – Sexta – 20 de maio de 2016
1. Águia – Vergel
2. Águia de Ouro – Ponta da Terra
3. Africano – Cruz das Almas
4. Bumbá Guerreiro – Jacintinho
5. Amizade – Conjunto Virgem dos Pobres
6. Trovão – Conjunto Virgem dos Pobres
7. Fênix - Conjunto Virgem dos Pobres
8. Imperador – Jatiúca
9. Talismã – Conjunto Virgem dos Pobres
10. Dragãozinho – Ponta da Terra
11. Treme-Terra – Ponta da Terra
12. Cascavel – Conjunto Joaquim Leão
Série A – Grupo Especial – Sábado – 21 de maio de 2016
1. Lacrau – Poço
2. Cobra Negra – Jatiúca
3. Dragão – Ponta da Terra
4. Cão de Raça – Jacintinho
5. Tigre – Ponta da Terra
6. Bumbá Alagoano – Ponta da Terra
7. Rei Bumbá – Jacintinho
8. Vingador – Ponta da Terra
9. Bumbá Anaconda – Ponta da Terra
10. Águia Dourada – Reginaldo
Fonte: Ascom/FMAC
A ordem de apresentações dos 22 grupos participantes está mantida. Na noite de sexta-feira, a partir das 19h, os 12 bois da Série B, ou Grupo de Acesso, mostrarão seus espetáculos para a comissão julgadora. No sábado será a vez dos 10 bois que fazem parte da Série A, ou Grupo Especial. Como nos anos anteriores, haverá premiação com troféu para os três primeiros colocados em cada categoria. Além da acessibilidade garantida, inclusive com a instalação de rampa, a arena também deve contar com arquibancada, para acomodar, nos dois dias de evento, um público estimado de aproximadamente 20 mil pessoas.
O tradicional festival anual é realizado pela Prefeitura de Maceió e Governo do Estado através da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) em parceria com a Liga dos Grupos de Bumba Meu Boi de Maceió e conta ainda com apoio cultural do banco Bradesco. Confira abaixo os grupos participantes do evento:
Grupos de Boi do 24º Festival do Bumba Meu Boi
Série B – Sexta – 20 de maio de 2016
1. Águia – Vergel
2. Águia de Ouro – Ponta da Terra
3. Africano – Cruz das Almas
4. Bumbá Guerreiro – Jacintinho
5. Amizade – Conjunto Virgem dos Pobres
6. Trovão – Conjunto Virgem dos Pobres
7. Fênix - Conjunto Virgem dos Pobres
8. Imperador – Jatiúca
9. Talismã – Conjunto Virgem dos Pobres
10. Dragãozinho – Ponta da Terra
11. Treme-Terra – Ponta da Terra
12. Cascavel – Conjunto Joaquim Leão
Série A – Grupo Especial – Sábado – 21 de maio de 2016
1. Lacrau – Poço
2. Cobra Negra – Jatiúca
3. Dragão – Ponta da Terra
4. Cão de Raça – Jacintinho
5. Tigre – Ponta da Terra
6. Bumbá Alagoano – Ponta da Terra
7. Rei Bumbá – Jacintinho
8. Vingador – Ponta da Terra
9. Bumbá Anaconda – Ponta da Terra
10. Águia Dourada – Reginaldo
Fonte: Ascom/FMAC
terça-feira, 10 de maio de 2016
Festival de Bumba Meu Boi
A 24ª edição do Festival de Bumba Meu Boi de Maceió está agendado para os dias 13 e 14 de maio, no estacionamento do bairro histórico de Jaraguá. Participam mais de 20 grupos oriundos de diversas comunidades de Maceió, entre as quais Ponta da Terra, Vergel do Lago, Jacintinho, Poço, Jatiúca, Cruz das Almas e Vale do Reginaldo. Eles apresentarão a arte, a beleza de figurinos diversificados, batuques e coreografias.
Será montada uma estrutura de arena com arquibancadas para o público estimado de aproximadamente 20 mil pessoas. As apresentações iniciarão às 19h, e os participantes serão divididos em duas categorias: Grupo B (Acesso) e Grupo A (Especial).
Dentre os quesitos avaliados estão: evolução do vaqueiro, evolução do boi, bateria, conjunto, beleza do boi, fantasia e entoada. A comissão julgadora é instituída pela Liga dos Grupos de Bumba Meu Boi e os resultados normalmente são divulgados alguns dias depois.
O festival anual é realizado pela Prefeitura de Maceió e Governo do Estado por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), em parceria com a Liga dos Grupos de Bumba Meu Boi de Maceió, e conta com o apoio cultural do Banco Bradesco.
A grandiosidade dos espetáculos mistura rivalidade e amor ao folguedo. Repassado de geração para geração, os grupos mantém o trabalho durante todo o ano, com a captação de recursos financeiros, preparação dos materiais, ensaios e apresentações. Com certeza, esse é um ótimo programa de entretenimento para famílias e turistas conferirem a importância da cultura e o protagonismo juvenil.
Será montada uma estrutura de arena com arquibancadas para o público estimado de aproximadamente 20 mil pessoas. As apresentações iniciarão às 19h, e os participantes serão divididos em duas categorias: Grupo B (Acesso) e Grupo A (Especial).
Dentre os quesitos avaliados estão: evolução do vaqueiro, evolução do boi, bateria, conjunto, beleza do boi, fantasia e entoada. A comissão julgadora é instituída pela Liga dos Grupos de Bumba Meu Boi e os resultados normalmente são divulgados alguns dias depois.
O festival anual é realizado pela Prefeitura de Maceió e Governo do Estado por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), em parceria com a Liga dos Grupos de Bumba Meu Boi de Maceió, e conta com o apoio cultural do Banco Bradesco.
A grandiosidade dos espetáculos mistura rivalidade e amor ao folguedo. Repassado de geração para geração, os grupos mantém o trabalho durante todo o ano, com a captação de recursos financeiros, preparação dos materiais, ensaios e apresentações. Com certeza, esse é um ótimo programa de entretenimento para famílias e turistas conferirem a importância da cultura e o protagonismo juvenil.
Viva a cultura popular! Prestigie a alegria do nosso povo!
Fonte: Coluna Axé – 390ª edição – Jornal Tribuna Independente (10 a 16/05/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
Fonte: Coluna Axé – 390ª edição – Jornal Tribuna Independente (10 a 16/05/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
segunda-feira, 9 de maio de 2016
CONVOCAÇÃO: Reunião Ordinária do Conepir (10.05.2016)
CONSELHO ESTADUAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL
(Lei nº 7.448, de 20/2/2013, alterada pelo Decreto Nº 26.909, de 3/7/2013).
– CONEPIR –
CONVOCAMOS a todos\as integrantes do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CONEPIR-AL) para Reunião Ordinária de Maio\2016, a se realizar na próxima terça-feira, 10 de maio de 2016, a partir das 9hs, na Casa dos Conselhos, situada na Rua Ladislau Neto (conhecida como Rua das Árvores), nº 367, no Centro de Maceió, com a seguinte pauta:
- Projeto de criação do Fundo Estadual de Promoção da Igualdade Racial
- Participação na Conferência Nacional de Direitos Humanos
- Encaminhamento do Relatório sobre o Mês da Consciência Negra
- Edital do Sinapir\Seppir
- Eleição dos representantes do Conepir (titular e suplente), para o Comitê Intersetorial de Saúde Integral da População Negra e Quilombola
- Denúncia de intolerância religiosa em União dos Palmares
- Encaminhamentos sobre 2º Encontro e 1º Jornada Científica de Comunidades Quilombolas e Povos Tradicionais de Terreiros
- Informes Gerais
Atenciosamente,
Valdice Gomes da Silva
Presidenta
Presidenta
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Conferência de Direitos Humanos
Nos dias 27 a 29 de abril, em Brasília, foi realizada a 12ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos com o tema “Direitos Humanos para Todas e Todos: Democracia, Justiça e Igualdade”.
A conferência sucedeu quatro conferências temáticas conjuntas iniciadas dia 24, voltadas para os direitos de pessoas com deficiência, de crianças e adolescentes, de idosos e da população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros); contou com a participação de convidados(as) e de 2000 delegados(as): 1,2 mil escolhidos nas etapas estaduais e distrital, e, visando a efetiva transversalidade dos temas, 400 eleitos nas etapas estaduais e distrital; além de 400 delegados(as) membros titulares dos conselhos, comissões, comitês e fóruns oficiais das temáticas relacionadas às pautas da Secretaria de Direitos Humanos. A delegação alagoana foi composta por 26 integrantes, entre representantes do governo e da sociedade civil.
Na cerimônia de conclusão das atividades, a ministra das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, agradeceu o empenho de todos os participantes em debater de forma conjunta diversas temáticas e declarou que o Brasil não pode retroceder as políticas públicas em direitos humanos. "Todos nós que passamos por processos de exclusão e discriminação sabemos o que é lutar por um direito e não alcançar. Você não precisa pertencer a um grupo para ser solidário e sentir na pele a dor que o outro sente e lutar pelo direito que o outro tem que ter, assim como o seu. Aqui, nessa conferência, foi um lugar de escuta, de fala de registro e de tomada de decisões. Quem faz a democracia caminhar e tenciona para que se concretize no estado de direito é a nossa população, é o cidadão. É uma causa, para uma luta que é justa para todos e para todas", exaltou a Ministra.
Dentre os pontos que se destacam estão: o lançamento da campanha de divulgação do Disque 100 e aplicativo de celular para fazer denúncias de violações de diretos humanos, que está integrado ao aplicativo Projeto Brasil; a entrega do relatório do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, referente ao seu primeiro ano de atuação, que reúne os resultados das visitas do mecanismo à instituições de privação de liberdade; a aprovação do decreto presidencial, que permite a adoção do nome social por travestis e transexuais nos órgãos do Poder Público federal, como ministérios, autarquias, empresas estatais, instituições de ensino e no Sistema Único de Saúde; além do amplo debate sobre a implantação de centros de referência em direitos humanos nos estados e o funcionamento de conselhos de proteção.
Os avanços existem, porém os desafios continuarão evoluindo, enquanto a luta por respeito for diária!
A conferência sucedeu quatro conferências temáticas conjuntas iniciadas dia 24, voltadas para os direitos de pessoas com deficiência, de crianças e adolescentes, de idosos e da população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros); contou com a participação de convidados(as) e de 2000 delegados(as): 1,2 mil escolhidos nas etapas estaduais e distrital, e, visando a efetiva transversalidade dos temas, 400 eleitos nas etapas estaduais e distrital; além de 400 delegados(as) membros titulares dos conselhos, comissões, comitês e fóruns oficiais das temáticas relacionadas às pautas da Secretaria de Direitos Humanos. A delegação alagoana foi composta por 26 integrantes, entre representantes do governo e da sociedade civil.
Na cerimônia de conclusão das atividades, a ministra das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, agradeceu o empenho de todos os participantes em debater de forma conjunta diversas temáticas e declarou que o Brasil não pode retroceder as políticas públicas em direitos humanos. "Todos nós que passamos por processos de exclusão e discriminação sabemos o que é lutar por um direito e não alcançar. Você não precisa pertencer a um grupo para ser solidário e sentir na pele a dor que o outro sente e lutar pelo direito que o outro tem que ter, assim como o seu. Aqui, nessa conferência, foi um lugar de escuta, de fala de registro e de tomada de decisões. Quem faz a democracia caminhar e tenciona para que se concretize no estado de direito é a nossa população, é o cidadão. É uma causa, para uma luta que é justa para todos e para todas", exaltou a Ministra.
Dentre os pontos que se destacam estão: o lançamento da campanha de divulgação do Disque 100 e aplicativo de celular para fazer denúncias de violações de diretos humanos, que está integrado ao aplicativo Projeto Brasil; a entrega do relatório do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, referente ao seu primeiro ano de atuação, que reúne os resultados das visitas do mecanismo à instituições de privação de liberdade; a aprovação do decreto presidencial, que permite a adoção do nome social por travestis e transexuais nos órgãos do Poder Público federal, como ministérios, autarquias, empresas estatais, instituições de ensino e no Sistema Único de Saúde; além do amplo debate sobre a implantação de centros de referência em direitos humanos nos estados e o funcionamento de conselhos de proteção.
Os avanços existem, porém os desafios continuarão evoluindo, enquanto a luta por respeito for diária!
Fonte: Coluna Axé – 389ª edição – Jornal Tribuna Independente (03 a 09/05/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
quarta-feira, 27 de abril de 2016
Escola livre?
O Estado de Alagoas ganhou novamente a visibilidade na mídia nacional, com a tramitação de mais um projeto polêmico na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE).
De autoria do deputado Ricardo Nezinho (PMDB), o Programa "Escola Livre” no âmbito do sistema estadual de ensino defende: neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado; pluralismo de ideias no âmbito acadêmico; liberdade de crença; direito dos pais a que seus filhos menores recebam a educação moral livre de doutrinação política, religiosa ou ideológica; e educação e informação do estudante quanto aos direitos compreendidos em sua liberdade de consciência e de crença.
Porém, as “boas ações” que estão no papel, prevê na prática a punição aos professores que emitirem seus posicionamentos em sala de aula a respeito de temas como política, questões étnicas, questões de gênero, diversidade sexual, etc. Diz a ementa: “O(a) professor(a) não poderá: abusar da inexperiência, da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para qualquer tipo de corrente específica de religião, ideologia ou político-partidária; não favorecer nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas; não fará propaganda religiosa, ideológica ou político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos ou passeatas; e ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa, com a mesma profundidade e seriedade, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas das várias concorrentes a respeito, concordando ou não com elas”.
O projeto de lei foi aprovado por unanimidade na Casa legislativa, porém, o governador de Alagoas Renan Filho (PMDB) vetou alegando que a medida é inconstitucional e a decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado no 25 de janeiro de 2016. Ontem (26 de abril), os/as deputados/as estaduais retomaram com a pauta no plenário, para debater sobre o veto do Chefe do Executivo.
Durante todo o dia, em frente à ALE no bairro do Centro em Maceió, ocorreu o ato intitulado “Todos contra a censura: Não à lei da mordaça”, onde acadêmicos, trabalhadores da educação e representantes dos movimentos sociais reivindicaram a manutenção dos vetos e pressionaram os parlamentares contra o retrocesso na educação. A ação é contrária ao cerceamento das liberdades democráticas, da autonomia do professor em sala de aula e do espaço escolar como ambiente democrático e essencial para se alcançar uma sociedade mais justa e igualitária. Segundo as lideranças, o Programa “Escola Livre” está sendo encabeçado pelo Movimento Brasil Livre, setores ultraconservadores da Igreja Católica e Evangélica, Movimento Pró-Família e Movimento Alagoas contra a Doutrinação Escolar.
A Mesa Diretora instalou telões do lado de fora do prédio, para os/as manifestantes acompanharem a votação. No entanto, a população precisa reivindicar a solução de outras problemáticas recorrentes, que interferem a efetivação da educação com qualidade, salário digno para professores(as), merenda diária e nutritiva aos estudantes, infraestrutura adequada... São inúmeras as questões para se preocupar, afinal, o índice de evasão escolar continua gritante e o Estado é líder em analfabetismo.
Os estudantes precisam ter contato e saber respeitar os universos distintos da sociedade, ampliar a sua formação e compreensão de mundo.
Porém, as “boas ações” que estão no papel, prevê na prática a punição aos professores que emitirem seus posicionamentos em sala de aula a respeito de temas como política, questões étnicas, questões de gênero, diversidade sexual, etc. Diz a ementa: “O(a) professor(a) não poderá: abusar da inexperiência, da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para qualquer tipo de corrente específica de religião, ideologia ou político-partidária; não favorecer nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas; não fará propaganda religiosa, ideológica ou político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos ou passeatas; e ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa, com a mesma profundidade e seriedade, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas das várias concorrentes a respeito, concordando ou não com elas”.
O projeto de lei foi aprovado por unanimidade na Casa legislativa, porém, o governador de Alagoas Renan Filho (PMDB) vetou alegando que a medida é inconstitucional e a decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado no 25 de janeiro de 2016. Ontem (26 de abril), os/as deputados/as estaduais retomaram com a pauta no plenário, para debater sobre o veto do Chefe do Executivo.
Durante todo o dia, em frente à ALE no bairro do Centro em Maceió, ocorreu o ato intitulado “Todos contra a censura: Não à lei da mordaça”, onde acadêmicos, trabalhadores da educação e representantes dos movimentos sociais reivindicaram a manutenção dos vetos e pressionaram os parlamentares contra o retrocesso na educação. A ação é contrária ao cerceamento das liberdades democráticas, da autonomia do professor em sala de aula e do espaço escolar como ambiente democrático e essencial para se alcançar uma sociedade mais justa e igualitária. Segundo as lideranças, o Programa “Escola Livre” está sendo encabeçado pelo Movimento Brasil Livre, setores ultraconservadores da Igreja Católica e Evangélica, Movimento Pró-Família e Movimento Alagoas contra a Doutrinação Escolar.
A Mesa Diretora instalou telões do lado de fora do prédio, para os/as manifestantes acompanharem a votação. No entanto, a população precisa reivindicar a solução de outras problemáticas recorrentes, que interferem a efetivação da educação com qualidade, salário digno para professores(as), merenda diária e nutritiva aos estudantes, infraestrutura adequada... São inúmeras as questões para se preocupar, afinal, o índice de evasão escolar continua gritante e o Estado é líder em analfabetismo.
Os estudantes precisam ter contato e saber respeitar os universos distintos da sociedade, ampliar a sua formação e compreensão de mundo.
Fonte: Coluna Axé - 388ª edição – Jornal Tribuna Independente (26/04 a 02/05/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
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