terça-feira, 17 de outubro de 2017

Empreendedorismo

De 18 a 20 de outubro, no Centro de Convenções de Maceió localizado no bairro histórico do Jaraguá, terá a 8ª Feira do Empreendedor de Alagoas. 

Esse é um dos maiores eventos de empreendedorismo do Sistema Sebrae, que busca promover os produtos e serviços, dos patrocinadores, parceiros e expositores de várias franquias, ajudando a promover e a ampliar a carteira de clientes de todas as partes interessadas. 

A programação é composta por oficinas, palestras, mesa redonda, workshop, exposição, sessão de negócios; orientações sobre o Acesso a Crédito com o Banco do Brasil e Banco do Nordeste; Rodada de negócios multissetoriais; Momento do Empresário; Talk Show Troco Likes – Redes Sociais para Alavancar seu Negócio; além de apresentações musicais. 

Dentre as palestras destaques estão: “Os Impactos da Reforma Trabalhista para as Micro e Pequenas Empresas” com o palestrante Nélio de Souza (AB & DF ADVOCACIA)”, amanhã (18) às 16h30 na sala 3; e no dia 19, o tema “Cenário Econômico do Brasil: Impactos para as Empresas do Nordeste” às 19h30, no Espaço Criatividade em Ação, com o palestrante Luiz Barreto (Ex Presidente do Sebrae). Também serão discutidos: Vantagens da Formalização para o Micro Empreendedor Individual (MEI), Líder Coach, Educação Financeira, Marketing Digital para Pequenos Negócios, Posicionamento da marca nas Redes Sociais, Economia Sustentável, Registro de Marcas e Patentes, dentre outros. 

É um grande momento para aprofundar conhecimentos, despertar ideias, fortalecer os negócios e ampliar a geração de renda. Todas as atividades são gratuita, mas é importante fazer a inscrição antecipada no site: http://feiradoempreendedor.al.sebrae.com.br/. Participe!


Fonte: Coluna Axé – 463ª edição – Jornal Tribuna Independente (17 a 16/10/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Espetáculo “Deu a louca na Branca” em Maceió

 

Pela primeira vez em Alagoas terá o espetáculo “Deu a louca na Branca”, com duas apresentações, no sábado (14) às 21h, no Teatro Cenecista Thereza em Arapiraca; e no domingo (15) às 19h, no Teatro Gustavo Leite em Maceió.

A atriz Cacau Protásio encarna uma versão brasileira da heroína dos contos de fadas, contracenando com as vozes em off de Paulo Gustavo como o Espelho.

A personagem Sebastiana narra sua trajetória até quando foi descoberta por Walt Disney, e apesar da fama, guarda uma revolta por seu criador: ele é quem teria feito com que o público sempre a visse e a chamasse de Branca, embora fosse declaradamente negra.

A comédia possui 70 minutos, tem classificação de 14 anos e ingressos a partir de R$25. Vendas na Livraria Leitura (Parque Shopping), Loja Alethia (Maceió Shopping) e no site www.eventim.com.br. Contato: (82) 3235-5301. 


Fonte: Coluna Axé / Jornal Tribuna Independente
Crédito da foto: Janderson Pires

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Mestrado sobre quilombolas

O Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) recebeu a visita do Prof. Dr. Edmundo Accioly, orientador do acadêmico Jonathan Silva, que buscou o apoio institucional para a tese de Mestrado no Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação (PROFNIT) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

O diretor-presidente do Órgão de Terras, Jaime Silva, e a Assessora Técnica dos Núcleos Quilombolas e Indígenas, Leone Silva, ouviram atentamente a proposta, e destacaram que todas as ações voltadas à autoestima e desenvolvimento socioeconômico são bem vindas. Também foram convocados para dar suporte nas informações: Edenilsa Lima Chagas, Gerente de Articulação Social do Gabinete Civil e Francis Hurst, supervisor de Estudos e Pesquisas da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo de Alagoas (Sedetur).

O objetivo é mapear as oportunidades de negócios através de produtos e serviços porventura existentes em comunidades remanescentes de quilombo do Estado de Alagoas; e também serão ministradas palestras sobre empreendedorismo afro para as lideranças quilombolas e juventude. 

De acordo com Jonathan Silva: “O grande diferencial deste trabalho é poder trazer a questão da inovação para dentro dos quilombos. Quando trabalhamos na perspectiva de indicações geográficas estamos trabalhando com conceitos de desenvolvimento sustentável, tecnologias sociais, além da propriedade intelectual. Eu vejo que as comunidades têm muito a ganhar, pois estaremos reconhecendo os produtos com notoriedade e tradição. Para o Iteral, permitirá que as ações sejam articuladas e mais planejadas. Se outros órgãos do Governo puderem estar presentes, darão maior proporção, e será algo muito rico para o Estado de Alagoas”, exaltou.

Dentre as propostas para a produção final, encontram-se: criação de um catálogo, publicação do documento técnico para novas pesquisas, identificação das comunidades aptas a participarem das feiras agrárias e a criação de um selo de reconhecimento quilombola. Atualmente, existem 69 comunidades certificadas no Estado de Alagoas e espalhadas em 36 municípios.

Esperamos que o conteúdo científico contribua para a mudança de realidades, de forma positiva, e traga mais valorização para esse povo tão sofrido. Axé!


Fonte: Coluna Axé – 462ª edição – Jornal Tribuna Independente (10 a 16/10/17) / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Bienal do livro - 2017

Começou o maior evento literário no Estado de Alagoas, a Bienal Internacional do Livro de Alagoas, que encontra-se na oitava edição. O evento segue até o dia 8 de outubro, com livros e programações para todas as idades: oficinas, contação de histórias, lançamentos de livro, apresentações culturais, roda de conversas, sessão de autógrafos com escritores, palestras, encontro de cordelistas, mostra audiovisual, exposições em estandes variados e até espaço para a troca de livros.

Em relação às atividades com foco nas questões étnicorraciais, destacam-se o Fórum Mestre Zumba, Cine Axé e apresentação de dança de rua. Nessa quarta-feira(4) na Sala Tamarindo das 10h30 às 12h, terá o Espetáculo teatral A saga de Zumbi dos Palmares - Grupo Teatro Cyro Accioly; e às 19h no auditório A, terá a Roda de conversa: Fala Preta! Promovido pelo Instituto Feminista Jarede Viana, que contará com as palestrantes: Ana Pereira, Regina Lopes e Vilma Reis.

Na quinta(5), a partir das 10h no auditório A, acontecerá a 1ª (Des)conferência Zumbi e Maninha Xukuru-Kariri: os rumos das relações étnico-raciais; às 19h na Sala Ipioca, o Fórum Reinventando Alagoas: Mostra Sururu de Cinema Alagoano (O Juremeiro de Xangô; Exu - Além do Bem e do Mal; Jangada de Pau; Ponto das Ervas; Barro do Muquém; Mwnay); na Sala Umbu, das 19h às 22h, terá a palestra “Invisibilidade Negra” com Éric Pascoal. No dia 7 de outubro, das 10h às 12h, na sala Siriguela, as oficinas de Dança: Break (Nego Love), Hip Hop Dance (Fagner Rosendo), House dance (Djamerson – Dja), Street Dance (Bruno e Ataíde - Taíde).

No Brasil, a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) é a única universidade que planeja, promove e realiza uma Bienal do Livro – evento cultural, literário e social – que é coordenada pela Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal) e foi incorporada ao calendário nacional deste segmento.

Nesse ano, a Bienal do livro tem como tema o Bicentenário da Emancipação Política de Alagoas (1817-2017), e o Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, promoverá o lançamento do livro “Bicentenário em prosa”, com textos de escritores alagoanos e a apresentação do Governador Renan Filho – no estante da Secult, às 16h, no dia 6 de outubro.

Para mais informações, acesse o site oficial: http://bienaldolivroal.com.br/. Entrada gratuita!


Fonte: Coluna Axé – 461ª edição – Jornal Tribuna Independente (03 a 09/10/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Iteral busca valorização socioeconômica das comunidades quilombolas


  Órgão apoiará pesquisa de mestrado que visa o mapeamento das oportunidades de negócios



O Instituto de Terras e Reforma de Alagoas (Iteral) é um dos órgãos estaduais que se preocupam com a articulação de políticas públicas para às comunidades remanescentes de quilombo. Pensando na valorização e desenvolvimento socioeconômico desses territórios, a instituição apoiará a pesquisa que visa o mapeamento das oportunidades de negócios.

Nesta segunda-feira (2), o acadêmico Jonathan Silva esteve na sede do Iteral para discutir a importância da sua tese de mestrado, que busca identificar os produtos, serviços, atividades voltadas para o turismo étnico e com potencial para a geração de renda porventura existentes nas comunidades tradicionais do Estado de Alagoas, para agregar valor e fortalecer o olhar empreendedor.

Jonathan é formado em Administração de Empresas, servidor do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) e mestrando no Programa em Rede de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (Profnit) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em parceria com a Associação Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Forpec). Ele encontra-se sob a orientação do Prof. Dr. Edmundo Accioly e co-orientação da Prof. Dra. Graça Ferraz.

O diretor-presidente do Iteral, Jaime Silva, destacou que a pesquisa é importante, mas deve proporcionar um retorno eficaz para os quilombolas. “Queremos colocar os quilombolas na vitrine. É preciso investir em ações que promovam o desenvolvimento e eles terem a certeza do que estão produzindo possui visibilidade e retorno financeiro. Para isso, é preciso ter o incentivo necessário, ter linhas de crédito adequadas para continuarem trabalhando. Porém, não basta o Iteral atuar sozinho neste processo, precisamos articular outras instituições que possam ter condições de realmente apoiar”, explicou.

A cientista social e assessora técnica dos Núcleos Quilombolas e Indígenas, Leone Silva, exaltou que todas as ações são bem-vindas, desde que promovam a autoestima e o conhecimento.  “Precisamos trabalhar para ampliar a autoestima dos quilombolas, porque eles estão cansados de pesquisadores ou instituições visitarem, obterem informações e, depois, não retornarem para fortalecer as comunidades. Precisamos investir em práticas que estimulem o conhecimento e deixem um legado”.


Propostas

O objetivo da tese de mestrado é a divulgação das indicações geográficas utilizadas para identificar a origem de práticas únicas (produtos e serviços) ou determinada característica e qualidade de uma determinada localidade e povo.  No Brasil existem duas modalidades: Denominação de Origem (DO) e Indicação de Procedência (IP). Ele também pretende investir na proteção da cultura tradicional; geração de renda e tecnologia social, que são ações de baixo custo e de impacto na sociedade.

O grande diferencial deste trabalho é poder trazer a questão da inovação para dentro dos quilombos. Quando trabalhamos na perspectiva de indicações geográficas estamos trabalhando com conceitos de desenvolvimento sustentável, tecnologias sociais, além da propriedade intelectual. Eu vejo que as comunidades têm muito a ganhar, pois estaremos reconhecendo os produtos com notoriedade e tradição. Para o Iteral, permitirá que as ações sejam articuladas e mais planejadas. Se outros órgãos do Governo puderem estar presentes, darão maior proporção, e será algo muito rico para o Estado de Alagoas”, exaltou Jonathan.

Em contrapartida ao apoio institucional, serão ministradas palestras sobre empreendedorismo afro para as lideranças quilombolas e juventude. Dentre as propostas para a produção final, encontram-se a criação de um catálogo, publicação do documento técnico para novas pesquisas, identificação das comunidades aptas a participarem das feiras agrárias, criação de um selo de reconhecimento quilombola e, inclusive, o registro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

O próximo encontro ficou agendado para o dia 4 de outubro, com a presença de representantes da Gerência de Articulação Social do Gabinete Civil e da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur).



Comunidades Quilombolas

Os quilombolas são descendentes de africanos escravizados, que mantêm tradições culturais, de subsistência e religiosas ao longo dos séculos. Atualmente, existem 69 comunidades quilombolas no Estado de Alagoas, espalhadas em 36 municípios, reconhecidas e certificadas pelos órgãos federais (Incra e Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura).



Fonte: ASCOM/ITERAL

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Ufal inscreve para formação continuada em Educação, Pobreza e Desigualdade Social



A Universidade Federal de Alagoas, por meio da Pró-reitoria de Extensão (Proex)  publicou edital de seleção de candidatos para o curso de aperfeiçoamento em Educação, Pobreza e Desigualdade Social (EPDS).  Serão ofertadas 360 vagas, distribuídas em seis municípios polos de Alagoas: Arapiraca, Delmiro Gouveia, Maceió, Penedo, Maragogi e Santana do Ipanema.

As inscrições devem ser feitas pela internet após preenchimento de um formulário eletrônico, até o dia 18 de outubro.

Confira aqui o edital completo.

O curso, na modalidade a distância, destina-se à formação continuada de profissionais que atuam na educação básica que estabelecem relações com a educação em contextos empobrecidos. Coordenadores e auxiliares estaduais e municipais; operadores; equipe gestora e professores de escolas que já informam a frequência escolar dos beneficiários do Programa Bolsa Família atendem aos pré-requisitos de ingresso no curso.

De acordo com o edital o aperfeiçoamento dos profissionais é “com vistas ao desenvolvimento de práticas que possibilitem a transformação das condições de pobreza e de extrema pobreza de crianças, adolescentes e jovens e, consequentemente, promovam condições objetivas que viabilizem um justo e digno viver definido socialmente”.

Com duração de seis meses e 160 horas, o curso é uma iniciativa do Ministério da Educação numa parceria local da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secadi) e o Centro de Educação da Ufal (Cedu).


Fonte: Ascom Ufal

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Grupo Resgate Crew leva dança de rua ao Teatro Deodoro é o Maior Barato



 
Texto de Hannah Copertino


A dança está de volta ao palco do Teatro Deodoro com o Grupo Resgate Crew que apresenta o espetáculo Hope, nesta quarta-feira (27/9), às 19h30, no projeto Teatro Deodoro é o Maior Barato. O ingresso custa R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 a meia entrada e pode ser comprado na bilheteria do teatro, a partir das 14h, e pelo site http://www.compreingressos.com/espetaculos/8730-resgate-crew-hope, sem cobrança de taxa de conveniência.

Com coreografias de Wallace Procópio, Jamerson Carvalho, Fernando Silva e Djamyson Olimpio, direção geral de Jamerson Carvalho, que também assina a direção artística com Fernando Silva, Hope traz em cena os dançarinos Wallace Procópio, Jamerson Carvalho, Fernando Silva, Djamyson Olimpio, Givaldo Santos, Karolayne Nepomuceno, Maria Tereza, Carla Rayane, Elias Rodrigues, Leandro Silva, Levy Silva, Dayanne Mendes, Mateus Lima e Daniele Figueirêdo.

Hope aborda questões como a violência, problemas financeiro e estrutural do país, conta a história do personagem bíblico Jó e fala sobre a esperança. O processo de criação do espetáculo começou com o texto bíblico: “Quero trazer à memória o que pode me dar esperança”. A partir desse versículo, eles passaram a trabalhar o tema esperança, que em inglês é hope, refletindo sobre o que tira e o que dá esperança ao grupo e construindo o espetáculo com a coreografia.

Resgate Crew é um grupo de danças urbanas do Ministério Betel de São Miguel dos Campos. Os dançarinos usam técnicas de estilos como o hip-hop, break e house. Fundado em 1997, Resgate Crew ganhou o prêmio de melhor espetáculo de dança do Estado, concedido pelo Sindicato dos Artistas do Estado de Alagoas, com Nas Batidas do Coração, em 2013.

O grupo já participou de outras edições do projeto Teatro Deodoro é o Maior Barato com a dança de rua. “Apresentar o espetáculo Hope no Teatro Deodoro é algo muito especial pra gente, é uma grande oportunidade, principalmente para o crescimento e desenvolvimento da nossa equipe. O projeto Teatro Deodoro é o Maior Barato tem contribuído bastante para o nosso trabalho porque, além de nos motivar a crescer e estudar mais, tem trazido valorização maior na nossa equipe. Depois que começamos a participar do projeto, mais portas se abriram pra gente”, afirmou o diretor geral, Jamerson Carvalho.

teomb2018-2

Serviço:
Projeto Teatro Deodoro é o Maior Barato –Espetáculo Hope, do Grupo Resgate Crew.
Quando – Quarta-feira (27/9), às 19h30.
Onde- Teatro Deodoro, Centro de Maceió.
Ingresso – R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 a meia entrada e pode ser comprado na bilheteria do teatro, a partir das 14h, e pelo site http://www.compreingressos.com/espetaculos/8730-resgate-crew-hope, sem cobrança de taxa de conveniência.


Fonte: Ascom/Diteal

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Exposições retratam povos indígenas e negros no Complexo Cultural Teatro Deodoro

Texto de Hannah Copertino

Dois artistas, referências na fotografia alagoana, estão apresentando seus trabalhos em exposições simultâneas, no Complexo Cultural Teatro Deodoro. Ailton Cruz revela seu olhar sobre povos africanos em Angola: viajando com os olhos. Já Siloé Amorim, expõe sua visão sobre tribos indígenas em Memórias: narrativas em preto e branco. As mostras trazem culturas distintas, peculiares, mas dialogam ao trazer à tona traços de povos marcados pela luta e resistência. As visitas podem ser feitas até 17/10; de segunda a sábado, das 8h às 18h, exceto às quartas quando o horário se estende até 20h, e, aos domingos e feriados, das 14h às 17h. A entrada é gratuita. Grupos de escolas e instituições devem agendar a visita pelo e-mail: escolasditeal@gmail.com ou por telefone (82) 98884-6885 e (82) 98819-5010.

A exposição Angola: viajando com os olhos traz 49 fotografias coloridas captadas por Ailton Cruz em sua viagem ao país africano como consultor do primeiro jornal de economia e finanças de lá. O lugar vivia um período de pós-guerra, era proibido fotografar, mas Ailton conseguiu fazer seus registros e, mesmo tendo sido preso por isso, continuou seu ofício, trazendo um enorme e belo acervo. A mostra Memórias: narrativas em preto e branco apresenta 30 fotografias feitas com câmera analógica em preto e branco, reveladas com nitrato de prata sobre gelatina, impressas sobre papel fotográfico ILFORD de fibra. As imagens são fruto de um trabalho de pesquisa do antropólogo.
Exposição Angola: viajando com os olhos, de Ailton Cruz. Foto: Adalberto Farias.
Exposição Angola: viajando com os olhos, de Ailton Cruz.
Foto: Adalberto Farias.

Ailton Cruz comparou a experiência ao Prêmio Esso de Jornalismo. “Para mim, foi como ganhar o prêmio Esso, ir para Angola e ter acesso à cultura, à esse material todo aqui. Foi uma experiência cultural e antropológica. Fui para trabalhar em Angola, aproveitei para conhecer Angola a fundo, não os pontos turísticos, fui para as tribos, onde tinha a pobreza. Lá, só tem duas classes: o pobre e o rico, e o pobre é muito pobre e o rico é muito rico, mas a cultura é riquíssima, o povo é alegre… É a minha segunda pátria ali. Há oito anos, as fotos estavam prontas e, agora, pela primeira vez, chegar e ver a exposição aqui, me emociono. Eu quero que o público veja e viaje com os olhos”, afirmou o fotógrafo Ailton Cruz.

Siloé Amorim iniciou a pesquisa de mestrado com os índios do Sertão apresentados na mostra em 1999 e terminou dez anos depois. “Espero, com a exposição, que a população reconheça que nós temos uma população indígena forte, que reconheça neles uma humanidade, uma luta, uma busca de território, e que o público se veja diante dessa situação. É a primeira vez que estou expondo no Complexo Cultural Teatro Deodoro, é um espaço importante, que vêm muitos artistas, é do Estado, que tem que se comprometer com essa causa. E que o público venha, é bem importante”, disse Siloé Amorim.
Exposição Memórias: narrativas em preto e branco, de Siloé Amorim. Foto: Adalberto Farias.
Exposição Memórias: narrativas em preto e branco, de Siloé Amorim.
Foto: Adalberto Farias.

A diretora presidente da Diteal, Sheila Maluf, ressaltou a excelente qualidade dos trabalhos dos fotógrafos e a relevância dos temas abordados na mostra. “É fundamental dar visibilidade a esses povos. A mostra promove um aprendizado, um circuito cultural, são duas produções independentes, mas que dialogam entre si. Então, vale a pena conferir, estão todos convidados”, acrescentou Sheila Maluf.

O jornalista e professor, Cícero Rogério, que esteve na abertura da mostra, destacou a importância das exposições. “Eu acho de extrema importância poder retratar nas imagens fotográficas, tanto a questão dos povos indígenas alagoanos, quanto também o povo negro, especificamente de Angola, porque são duas etnias, dois povos, que embora pareçam povos distintos, claro, cada um dentro da sua particularidade, mas que eles se juntam pela resistência, são dois povos que resistem até hoje para serem reconhecidos como cidadãos, trabalhadores, para participar desse mundo e isso significa ter seus direitos respeitados. No caso dos índios, ter acesso à terra e, dos negros, combater toda a espécie de racismo. A importância dessa exposição é essa: o olhar do outro para esses povos, para que a gente lute cada vez mais por respeito, por dignidade, para que quem sofre mais socialmente falando, tenha condições de viver e ser feliz. E a arte tem esse papel”, ressaltou Cícero Rogério.

Sobre os artistas:
Ailton Cruz é de Utinga, em Rio Largo, iniciou sua carreira em 1976. Formado em Jornalismo pelo Centro de Ensino Superior de Maceió (Cesmac), com extensão em Antropologia Visual pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), descobriu a paixão pela fotografia ainda na infância, quando aprendeu a retratar imagens com filmes em preto e branco.

Siloé Amorim, de Palmeira dos Índios, é professor no curso de Ciências Sociais na Universidade Federal de Alagoas. Formado em Antropologia Social pela Escola Nacional de Antropologia e História/ENAH, mestre em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas e doutor em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Antropologia visual, atuando principalmente nos temas: antropologia, imagem, comunicação e identidade, antropologia indígena e antropologia social.

Serviço:
Exposições Angola – Viajando com os olhos, do fotógrafo Ailton Cruz, e Memórias – Narrativas em Preto e Branco, do antropólogo e artista visual Siloé Amorim.
Visitação – Até 17/10.
Horários – Às segundas, terças, quintas e sábados, das 8h às 18h; às quartas, das 8h às 20h; e, aos domingos e feriados, das 14h às 17h.
Local – Complexo Cultural Teatro Deodoro, vizinho ao Teatro Deodoro, Centro de Maceió.
A entrada é gratuita.
Grupos de escolas e instituições devem agendar a visita pelo e-mail: escolas@gmail.com ou por telefone (82) 98884-6885 e (82) 98819-5010.


Fonte: Ascom/Diteal