Domingo, 12 de Julho de 2009

Secretaria da Mulher e Conselho da Criança têm vasta programação para comemorar os 19 anos do ECA

Segunda-feira (13) haverá caminhada pelo Centro de Maceió e aposição de placa no prédio da secretaria com números da mortalidade infanto-juvenil em Alagoas


A Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos e o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente promovem na próxima segunda-feira (13) caminhada em alusão aos 19 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), uma das mais importantes leis de garantia e proteção das crianças e adolescentes brasileiros. O evento contará com a presença da secretária Wedna Miranda e do presidente do CEDCA, Cláudio Soriano.

A concentração da caminhada está marcada para 9 horas, em frente ao prédio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL) e percorrerá o Centro de Maceió até o prédio da secretaria, localizado na rua Cincinato Pinto, onde será realizada solenidade para aposição de placa com os números da mortalidade infanto-juvenil em 2009. Jovens beneficiados pelo Protejo participarão com atividades culturais.

Criado pela Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, o ECA constitui um marco jurídico de todos os que se preocupam com a necessidade de proteger e educar, em sentido amplo, os brasileiros mais jovens. Além de assegurar os direitos à vida, à saúde, à alimentação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária a crianças e adolescentes, o ECA proíbe práticas prejudiciais ao pleno desenvolvimento desses seres em formação. Entre os seus objetivos, portanto, estão o fim do trabalho infantil, a extinção da violência contra esse público e a execução de melhores políticas de saúde e educação.

Tendo em vista o compromisso do governo do Estado com o tema, a Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos e o CEDCA realizaram uma vasta programação em 2008. Inclusive, foi criado e lançado o site do conselho com o endereço www.conselhodacrianca.al.gov.br, um instrumento valioso e indispensável para pesquisas, estudos e busca de informações das ações realizadas pelo conselho com a finalidade de garantir os direitos das crianças e dos adolescentes.

Conferências – O tema Criança e Adolescente será pauta de várias discussões nos próximos meses, quando o estado de Alagoas, por meio da Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos e do CEDCA, se prepara para realizar as conferências regionais da Criança e do Adolescente.

O primeiro encontro está marcado para Santana do Ipanema dia 7 de agosto; Anadia, dia 13, União dos Palmares, dia 20 e a Metropolitana dia 25 em Rio Largo. A conferência lúdica será no município de Taquarana dia 1º de setembro. A estadual está prevista para 15 de setembro e a 8ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente de 7 a 10 de dezembro, em Brasília, com o tema “Construindo diretrizes da política e do plano decenal”.


Fonte: Divulgação

Conferência com negros trata de segurança em AL


O evento contou com aproximadamente 50 representantes de várias entidades do movimento negro



No segundo dia do Encontro de Etnicidades Nordeste: Promoção da Igualdade Racial em Alagoas, que comemora o Dia Nacional contra a desigualdade racial, ocorreu mais uma conferência livre de segurança pública, em Maceió.

A reunião aconteceu no auditório da Casa da Indústria durante toda a manhã e início da tarde desta terça-feira (7). O evento contou com aproximadamente 50 representantes de várias entidades do movimento negro, pra discutir sobre as questões da segurança pública entre a sociedade negra em Alagoas.

O tenente-coronel PM, Mário da Hora, conduziu a leitura do texto-base, explanando para os participantes da reunião, os principais objetivos das conferências livres que servem para o debate de ideias e formulação de propostas que deverão ser encaminhadas para a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg) evento que acontecerá de 27 à 30 de agosto em Brasília.

Todos os representantes destacaram os trabalhos do tenente-coronel Mário da Hora, que sempre esteve representando o movimento negro, lutando pelos direitos da classe e participando de projetos sociais, dentro da Polícia Militar do Estado. José Sandro Santos, representante do Movimento Quilombola, falou das dificuldades sofridas dentro dos quilombos, detectando as comunidades mais vulneráveis que sofrem com a violência alertando para a falta de segurança em determinadas áreas.

A coordenadora do Projeto Raízes de Áfricas, Arísia Barros, destacou a iniciativa do governo do Estado em promover esta conferência. “O movimento negro necessita muito deste debate. É extremamente necessário enxergar as necessidades da comunidade negra em Alagoas. Os problemas se intensificam cada vez mais. Criar uma política séria de segurança pública, é o primeiro passo para a resolução dos nossos maiores problemas”, disse Arísia.

A conferência livre discutiu também a participação das comunidades quilombolas na etapa estadual da conferência nacional, que será realizada de 15 a 17 deste mês no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Jaraguá.


Fonte: Agência Alagoas

Negros têm só 3,5% dos cargos de chefia

Quem olha ao redor no seu ambiente de trabalho constata que há muito poucos colegas negros. Chefes, então, são raríssimos. Se não surpreendem, por mostrarem uma realidade facilmente perceptível, os números a respeito da presença de negros em cargos de nível executivo nas maiores companhias brasileiras -apenas 3,5%, segundo pesquisa do Ibope com o Instituto Ethos- chamam a atenção para um cenário que empresas e profissionais se acostumaram a tratar com naturalidade. Mas os negros são 49,5% da população do país.

"Eis o resumo da história desde a Lei Áurea, que depois de amanhã completa 120 anos. Mantivemos intacta uma estrutura excludente e discriminatória com base na cor da pele. O topo da hierarquia das firmas não é diferente de outros lugares de prestígio e status na nossa sociedade”, diz José Vicente, presidente da ONG Afrobras e reitor da Unipalmares (Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares).

"A cultura corporativa de um mundo homogêneo vai se reproduzindo. Como os espaços de convivência públicos e familiares são predominantemente brancos, quando é preciso escolher um novo membro para o grupo, as pessoas acabam buscando dentro do espaço que conhecem e no qual se inserem”, completa Cláudio Dedecca, professor do Instituto de Economia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Para as mulheres negras, a situação é ainda mais cruel, já que elas sofrem um duplo preconceito. De acordo com o levantamento Ibope/Instituto Ethos, feito em 2007, não chega a 0,5% a porcentagem de negras em cargos executivos. “As que rompem as barreiras não conseguem se incluir no cotidiano. É muito grave”, frisa Eliana Maria Custódio, coordenadora- executiva do Geledés (Instituto da Mulher Negra).

Na opinião dos especialistas, uma das explicações para o fato de os negros não alcançarem postos mais altos dentro das corporações é o seu limitado acesso a educação básica e superior de qualidade, o que os impede de entrar nas empresas em qualquer tipo de posto. Comparando com outros candidatos, que estudaram em escola particular, cursaram universidades de elite e aprenderam vários idiomas, eles ficam em enorme desvantagem.

A outra razão é o preconceito velado. “O senso comum é que o negro não tem qualificação ou competência intelectual. Assim ele é visto”, resume Vicente. Executivos negros ouvidos pela Folha contam não terem sido alvo de manifestações explícitas de discriminação -o que ocorre com frequência, dizem, são estranhamentos por parte de colegas e clientes, desacostumados a conviver com eles.

Consultorias de recrutamento e seleção e os departamentos de recursos humanos das empresas sustentam que não existe nenhuma espécie de filtragem dos candidatos por cor. “Isso não é mencionado nos currículos. Os interessados são chamados pela sua qualificação. Só quando adentram a sala é que sabemos se são verdes ou azuis”, afirma Carlos Diz, diretor do Instituto de Liderança Executiva. “Antes, fui “head- hunter” [”caçador de talentos”] por dez anos. Devo ter entrevistado cerca de 6.000 pessoas. Houve apenas um negro.”

As críticas de que as firmas de seleção não escolhem negros porque os avaliadores são brancos não fazem sentido, diz Fátima Zorzato, presidente da consultoria Russell Reynolds no Brasil. “Basta dizer que o meu chefe, baseado em Nova York, é um afro-americano.”


Mudanças

"Os números são críticos nas 500 maiores empresas. Podemos imaginar, então, um quadro ainda mais pessimista no restante”, comenta Hélio Gastaldi, diretor de atendimento e planejamento do Ibope.

Pesquisas como a que ele coordena estão servindo de alerta para que as companhias tomem alguma atitude a fim de começar a corrigir as distorções. “O objetivo do levantamento é trazer uma informação inconteste. Geralmente, os gestores fazem uma avaliação mais positiva do que está acontecendo: 34% responderam sim, quando questionados se a proporção de negros no patamar executivo é adequada. Confrontados com dados objetivos, eles são obrigados a fazer uma reflexão.” Na opinião de Gastaldi, isso é porque o brasileiro em qualquer assunto tem facilidade de fazer críticas no coletivo, mas não reconhece os problemas nele próprio.

Entretanto, Vicente aponta que está tendo início uma transformação nesse campo: “A globalização é uma manifestação da diversidade da qual não dá para escapar. As empresas precisam se adequar, pois qualquer pessoa minimamente esclarecida começa a perceber as incongruências e as pressiona. O Brasil não pode ser um país multicultural para quem vê de fora e branco por dentro.”


Fonte: Folha de S. Paulo / Dinheiro

Futebol e racismo – não tem jogo!

O racismo é um ato de violência (foto: google)


A União de Associações Europeias de Futebol (UEFA) aprovou algumas medidas contra o racismo que vem se intensificando em jogos e nos campos de futebol do continente. Agora, o árbitro de uma partida pode interromper e até suspender o jogo se os torcedores tiverem algum tipo de comportamento racista.

A determinação da entidade é para que o juiz paralise a partida ao constatar uma ocorrência racista e faça um alerta a respeito. Se ela se repetir, o árbitro pode paralisar o jogo por até 10 minutos. Se o comportamento permanecer após a paralisação, a partida pode ser suspensa.

Recentemente, o italiano de origem ganesa Mario Malotelli da Inter de Milão, foi alvo de racismo pela torcida do Juventus. Jogadores brasileiros que jogam na Polônia e na Bulgária também denunciam o comportamento de torcidas racistas.

No Brasil, o caso mais recente foi o argentino Maxi Lopez (Grêmio), que teria chamado o volante Elicarlos (Cruzeiro) de “macaco” e foi parar na delegacia. Em 2005, pelo mesmo motivo o zagueiro Desábato, do Quilmes, foi preso por agredir verbalmente o atacante Grafite, do São Paulo.


Fonte: Jornal Tribuna Independente (04/07/09 – Política / pág 5) – Coluna Tribuna Livre – Editor Bartolomeu Dresch

NOTA DE ESCLARECIMENTO - Estatuto da Igualdade Racial

Com o objetivo de esclarecer a posição do Governo Federal junto a entidades do movimento negro que, durante a II Conferência Nacional de Igualdade Racial (25 a 28 de junho de 2009), lançaram manifesto em defesa da aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, a SEPPIR divulga a seguinte nota:

Da Elaboração do Estatuto

O Estatuto da Igualdade Racial foi concebido para alcançar direitos essenciais à população negra brasileira em sua totalidade e, portanto, crianças, adolescentes, jovens e idosos são destinatários e beneficiários da norma. O Projeto tem caráter compensatório e, sobretudo reparatório, o que impõe a transversalização do público alvo nas ações nele contidas.

Tramita na Câmara dos Deputados, no âmbito de Comissão Especial, o Projeto de Lei 6264 de 2005, que institui o Estatuto da Igualdade Racial, resultado da aprovação, em 25 de novembro de 2005, do PLS nº 213/20031 no Senado Federal, em caráter terminativo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O referido Projeto veicula normas com finalidades de combater a discriminação racial incidentes sobre a população negra com a implementação de políticas públicas pelo Estado contemplando os seguintes eixos de atuação: saúde, educação, cultura, esporte, lazer, liberdade de consciência, de crença e livre exercício dos cultos religiosos, financiamento das iniciativas de promoção da igualdade racial, e moradia adequada, direito dos remanescentes das comunidades dos quilombos às suas terras, mercado de trabalho, sistema de cotas, meios de comunicação, ouvidorias permanentes nas casas legislativas e acesso à justiça.

A Casa Civil e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR/PR), com intuito de esclarecer o tema, iniciaram em 2003, debate mais sistemático sobre o Estatuto no âmbito do Governo Federal com a participação de diversos ministérios e outros órgãos diretamente envolvidos com os temas contemplados no PL.

O Estatuto da Igualdade Racial refletiu até o ano de 2005, o alcance do debate havido entre movimento negro, governo e Congresso Nacional, sobre a realidade da discriminação racial experimentada pela população negra brasileira.

Contudo, desde sua proposição até este ano, houve avanços significativos na implementação de novos instrumentos garantidores da promoção da igualdade racial pelo Governo Federal. Para tanto, na adequação dos dispositivos contidos no PL 6.264/2005, foram consultados importantes segmentos do movimento negro, parlamentares de amplo espectro partidário e órgãos do governo, a propiciar maior participação dos interessados no assunto.

Do texto substitutivo

A atual disposição dos artigos no substitutivo ao PL 6.264/2005, visa melhorar os eixos de atuação do instrumento normativo e, os assuntos que tratavam de assuntos específicos inseridos em outros capítulos foram remanejados para a área pertinente havendo apenas adequação estrutural, sem ferir o sentido original do projeto.

Da classificação das normas

Na construção do substitutivo ao nº PL 6.264/2005, as normas autorizativas foram substituídas por normas impositivas, permissivas, substantivas, de eficácia restringível, as quais ordenam a realização de ações pelo Poder Público, bem como regulam relações jurídicas, criam direitos e impõe deveres.

Das cotas

O Projeto de Lei n.º 6.264 de 2005 prevê nos artigos 18, 19 e 20 a adoção de programa que assegure a ocupação de vagas nos cursos oferecidos pelas instituições públicas federais. Garantindo a inserção dos estudantes negros nas instituições públicas de ensino médio e superior.

Das políticas de ações afirmativas

Desde o projeto de lei originário n.º 6.264/2005 constava indicativos de prioridade de atendimento as pessoas auto declaradas de cor preta/parda e se situem abaixo da linha de pobreza, vejamos:

"Art. 34. Entre os beneficiários das iniciativas de promoção da igualdade racial terão prioridade os que sejam identificados como pretos, negros ou pardos no registro de nascimento e que, de acordo com os critérios que presidem a formulação do Índice de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, se situem abaixo da linha de pobreza."

Substitutivo ao Projeto de Lei nº 6.264, de 2005 (publicado em 2008):

"Art. 78. Entre os beneficiários das iniciativas de promoção da igualdade racial terão prioridade os autodeclarados de cor preta ou parda e os que sejam identificados como negros ou pardos no registro de nascimento e que, de acordo com os critérios que presidem a formulação dos índices indicativos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, se situem abaixo da linha de pobreza."

O dispositivo supra, foi reestruturado no substitutivo ao PL 6.264/2005, mantendo a premissa apontada segundo os índices do IBGE. Contudo, o Estatuto da Igualdade Racial contempla toda a população negra, garantindo condições de igualdade e oportunidade, econômica, social, política e cultural.

Do direito dos remanescentes das Comunidades dos Quilombos às suas terras

O Estatuto da Igualdade Racial, PL 6.264/05 resguarda o direito dos remanescentes dos quilombos as suas terras.

No mais, o que tange os procedimentos garantidores da regularização fundiária das áreas de remanescentes de quilombolas é o Decreto n.º 4.887 de 2003. Instrumento legal específico à questão das terras quilombolas.

Financiamento das políticas públicas

A supressão do fundo deu-se em virtude da crescente destinação de recursos para implementação de políticas afirmativas.

Manifesto durante a CONAPIR para a provação do Estatuto

Durante a Plenária Nacional da II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (II CONAPIR), o excelentíssimo senador Paulo Paim em discurso fez referência à necessidade de aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, ocorrendo à aclamação por vários participantes (delegados e convidados) no anseio de aprovação do Estatuto.

Ressalta-se que durante a realização da II CONAPIR, em nenhum outro momento foi evidenciada a discussão acerca do Estatuto da Igualdade da Igualdade Racial, haja vista que o objetivo do evento visa ampliar o diálogo e a cooperação entre órgãos e entidades governamentais e não governamentais de promoção da igualdade racial, na qual foram apontados possíveis ajustes nas políticas de igualdade ora em curso, e fortalecidas as relações das mesmas com as políticas sociais e econômicas em vigor. Sendo ainda um momento de consolidação da promoção da igualdade racial enquanto política permanente de Estado, na busca do equilíbrio nas relações étnicas em nossa sociedade.


Mais informações:
Coordenação de Comunicação Social
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Presidência da República
Esplanada dos Ministérios, Bloco A, 9º andar - 70.054-906 - Brasília (DF)
Telefone: (61) 3411-3659 / 4977

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Vila Emater ganha Espaço Cultural




Por: Cibelle Araújo


Acontece hoje (10), às 15h, na Vila Emater, localizada na entrada do lixão de Maceió, a inauguração do Espaço Cultural do Ponto de Cultura Guerreiros da Vila, um lugar composto de arte e cultura em que acontecem atividades de circo, capoeira, teatro, música, folclore e cineclube para as crianças, jovens e adultos da Vila Emater.

A ideia da construção do Espaço Cultural surgiu no início de 2008 quando Jailson Carnaúba, mais conhecido como Pelé, integrante do Ponto de Cultura visitou um projeto cultural. A partir daí ele pensou em construir um local assim na Vila. Com as próprias mãos, ele começou a construção sozinho, contando depois com o apoio do Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu (Ceasb) e da comunidade.

O que antes era um sonho virou realidade. Hoje a Vila possui um local próprio para realizar suas atividades de circo, capoeira, teatro, música, folclore e cineclube para as crianças, jovens e adultos.


Programação

Apresentação da Banda de Percussão Guerreiros da Vila, Mesa de abertura, apresentação da história da Vila contada pelos moradores, apresentação teatral com os integrantes do Ponto de Cultura do “ABC dos Guerreirinhos”(cordel criado pelos moradores ) e atrações convidadas.
Ponto de Cultura - O Ponto de Cultura Guerreiros da Vila é um espaço voltado para o lúdico, as artes, formação do trabalho e inclusão socioeconômica dos catadores.

Coordenado pelo (Ceasb), atua em conjunto com a Associação dos Moradores da Vila Emater II (Asmov) e com a Cooperativa dos Catadores da Vila Emater (Coopvila). O Ponto integra a Rede Alagoana de Pontos de Cultura e conta com o apoio do Ministério da Cultura, através do Programa Cultura Viva.

Atualmente os jovens Guerreiros da Vila - como são chamados os integrantes do Ponto de Cultura - participam como monitores de atividades educativas e de incentivo à leitura no do Baú de Leitura – “Baú dos Guerreirinhos” e atividades musicais com a Banda Guerreiros da Vila.


Serviço
O que: Inauguração do Espaço Cultural do Ponto de Cultura Guerreiros da Vila
Quando: sexta-feira (10)
Onde: Vila Emater II, Jacarecica, próximo a entrada do Lixão
Hora: 15h
Entrada Franca
Contato: 3355 5196/ 99377359/ 8814 7521 (Jailson Carnaúba/ Ana Lúcia Ferraz de Menezes


Fonte: Assessoria Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu (Ceasb) / Ponto de Cultura Guerreiros da Vila

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

III Fórum Nacional de Performance Negra


Foi iniciado nesta segunda-feira e segue até o dia 09 de julho, o III Fórum Nacional de Performance Negra na cidade de Salvador (BA). O estado de Alagoas será representado pelo bailarino e ativista Edu Passos, uma das importantes referências da dança afro no país. Cerca de 150 representantes de Grupos e Companhias negras, além de pesquisadores e artistas dos mais diversos setores participarão das palestras, mesas redondas, debates, oficinas, grupos de trabalho e apresentações diversas. O evento é um marco do teatro e da dança negra no Brasil, é promovido, pelo Bando de Teatro Olodum/Teatro Vila Velha de Salvador (BA) e Companhia dos Comuns, Rio de Janeiro (RJ).



Fonte: Publicado na edição nº 59 da Coluna Axé no jornal Tribuna Independente (08/07/09) / Crédito da foto: Arquivo pessoal

Cotista ganha prêmio de melhor aluno universitário

"Fomento a alunos compromissados fazem não só a diferença entre permanecer e sair da Universidade, como entre se destacar ou ser mais um dentro da instituição".




Por: Marcus Bennett - Fundação Cultural Palmares



Numa época em que a discussão entre o mérito e a oportunidade de ingresso de alunos negros no ensino superior por meio de cotas tem tomado as pautas da mídia brasileira, um estudante negro, cotista, prova que o mérito de sua formação profissional não está ligado apenas ao modo de ingresso na instituição, mas que seu futuro também depende do esforço que se empreende durante todos os anos de faculdade. Assim pensou Gilberto da Silva Guizelin, vencedor do Prêmio de melhor aluno da Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 2008.




Superintendente Regional da Caixa, Roberto Bachmann, e Reitor da UEL, Wilmar Marçal, entregam prêmio de 10 mil reais



Com uma nota média de 9,520 pontos, o agora historiador recebeu R$ 10 mil pelo feito, no final de abril deste ano. Segundo a pró-reitora de graduação da UEL, professora Maria Aparecida Vivian de Carvalho, "nós não tivemos nenhum aluno que se aproximou dessa média", o que valoriza ainda mais a conquista.

O prêmio é inédito na instituição e surgiu de uma parceria entre a Reitoria e a Caixa Econômica Federal para premiar aquele que teve um melhor desempenho entre os demais alunos no decorrer de toda a graduação.

A professora Maria Aparecida conta que para ser justo, o processo de seleção foi muito estudado, visando os projetos pedagógicos dos cursos e seus respectivos sistemas de avaliação. Para tanto, o critério é o estudante ter ingressado por concurso vestibular, não ter tido qualquer anotação ou registro em sua pasta acadêmica e também alcançado uma nota mínima em cada disciplina, igual ou superior a sete. Isso significa não ter tido nenhuma reprovação.

Feliz da vida, Gilberto nem pensa em parar. Quer, desde já, dar prosseguimento a seus estudos. "Este dinheiro vai me auxiliar no decorrer da minha pós-graduação que acabo de iniciar aqui mesmo na UEL, dentro do Programa de Mestrado em História Social. Mas, talvez, mais importante do que o valor financeiro do prêmio, seja o reconhecimento dele advindo, o que tem me ajudado a abrir inúmeras portas no caminho de minha formação," observou.

Natural de Paraguaçu Paulista, interior de São Paulo, Gilberto Guizelin atribui parte de seu sucesso ao Programa Afroatitude, voltado para o fomento de bolsas de estudo para estudantes negros e oriundos de escola pública. Para ele, o Programa Afroatitude foi fundamental para o desenvolvimento de uma consciência mais cidadã e pelo amadurecimento nas questões acadêmicas, como estudos, pesquisas e artigos.


Veja seu depoimento:

"Penso que uma das principais razões de eu ter ganhado este prêmio foi, sem dúvida, a conjuntura favorável de minha formação ao longo dos últimos quatro anos. Quando ingressei na universidade, em 2005, no curso de História, logicamente que uma das minhas preocupações era com relação à minha capacidade de acompanhar as matérias, pois vindo de uma família de recursos financeiros escassos, desde a época do colégio pensava em me sustentar na Universidade por algum sistema de bolsa de estudo, assim a manutenção de uma boa média era uma preocupação constante desde o Ensino Fundamental e Médio. Assim que cheguei na UEL, conheci o Afroatitude e fiquei vinculado ao programa por dois anos e meio, entre 2005 e 2007. Minha experiência foi muito boa, pois, além de me inserir nas discussões recentes em relação às cotas para estudantes negros, o programa possibilitou-me sair na dianteira de meus colegas de curso, uma vez que desde o início de minha graduação passei a ter contato com um projeto de iniciação científica, capacitando-me a produzir diversos trabalhos científicos, o que, por sua vez refletiu na construção de um currículo Lates acima das expectativas de um aluno de graduação, e, ainda, me abriu um mundo novo ao me levar para congressos científicos em diversas partes do Paraná e do Brasil".

"Uma outra exigência do Programa, além de contemplar estudantes negros, era desenvolver pesquisas que abordassem o negro. O que para todos os alunos contemplados com o programa foi uma dificuldade tendo em vista a escassez de projetos acadêmicos que tenham a preocupação com este público tão esquecido na história institucional, social e econômica do Brasil. Contudo, para minha sorte, dentro do Departamento de História, o professor José Miguel Arias Neto encontrava-se desenvolvendo uma pesquisa em torno da formação da Marinha de Guerra do Brasil, e uma das finalidades da pesquisa era estudar a presença negra neste processo de constituição. Gostei muito de ter feito parte dessa pesquisa, pois não só criei vínculos de amizade e estabeleci uma relação de profissionalismo, como ainda publiquei meus primeiros artigos acadêmicos dentro da Revista Afroatitudeanas". (http://www2.uel.br/revistas/afroatitudeanas/)


"O curso de História teve uma grande participação no Programa Afroatitude da UEL, pois quatro de seus estudantes faziam parte dele: Fernanda Charis, Júlia Amabile, Laércio e eu. Como fazíamos parte do mesmo curso e da mesma turma, nosso contato era diário, o que me permitiu tomar ciência do estado de suas pesquisas e de suas trajetórias no decorrer do curso. Aliás, tenho orgulho em dizer que, próximo ao encerramento do programa, em uma pesquisa interna da UEL, realizada para medir o desempenho dos alunos cotistas e membros do Programa, nós, os alunos de História, ficamos entre os primeiros. O que mais uma vez reforça que possibilidades de fomento a alunos compromissados fazem não só a diferença entre permanecer e sair da Universidade, como entre se destacar ou ser mais um dentro da instituição".


Projetos futuros

O objetivo profissional de Gilberto Guizelin é se tornar um professor universitário. Para tanto, busca, desde já, desenvolver uma boa dissertação de mestrado sobre um tema pouco conhecido e difundido que é a política externa imperial do Brasil e suas preocupações com relação à África. Ao mesmo tempo, já se adianta à construção de um projeto de doutoramento. "Uma viagem para Angola, tipo um intercâmbio com os pesquisadores de além-mar, assim como uma viagem para estudo nos centros de documentação de Portugal e Grã-Bretanha seriam também bem vindas, mas, quanto a isso, resta estabelecer algum convênio de pesquisa", aspira.

Recém ingressado no Programa de mestrado em História Social da UEL, Guizelin desenvolve a pesquisa A Projeção Atlântico-Africana do Império Brasileiro (1822-1863): "Destino" ou "Fardo Atlântico" à Construção do Estado Nacional Brasileiro. O trabalho voltado à investigação da política externa do Império brasileiro com relação ao continente africano, mais especificamente com as colônias portuguesas. "Meu interesse por esta temática se deu pelo fato de as relações bilaterais entre a África e o Brasil, desenvolvidas a partir do comércio negreiro, desde meados do século XVI e consolidadas entre os séculos XVII e XVIII, formarem um caso sui generis na História: a constituição de um sólido, difuso e complexo circuito mercantil no Atlântico Sul, no qual as praças brasileiras ocuparam, por excelência, uma posição político, administrativa e comercial estratégica", revela.


Conheça mais sobre o Programa Afroatitude na UEL:
http://www2.uel.br/neaa/afroatitude/artigo-mec.html


Fonte: Site da Fundação Cultural Palmares

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Encontro Etnicidades Nordeste


O Projeto Raízes de Áfricas (ONG Maria Mariá) realiza nos dias 06 e 07 de julho, o Encontro Etnicidades Nordeste: “A Promoção da Igualdade Racial em Alagoas: Teoria e Prática”, no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, localizado no bairro do Farol.

A atividade conta com patrocínio da Federação das Indústrias e parceria com pesquisadores do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), representante da Fundação Kellog e de diversos órgãos governamentais e não-governamentais tem como objetivo mapear o atual cenário das políticas de igualdade racial em Alagoas, como também dialogar com lideranças, movimentos sociais, organizações não governamentais, governo, universidade, financiadores locais que estão desenvolvendo ou desenvolveram trabalhos inovadores no estado para a equidade racial como inclusão social.

É uma análise de projetos: coleta de dados, entrevistas, discutir sobre as políticas, enfim, ter um panorama sobre a questão racial no estado de Alagoas. O resultado do mapeamento em Alagoas será editado pela Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, entre outros parceiros.Podem participar representantes de organizações não governamentais, movimento negro, governo, universidades, visando não só colher informações, como também mobilizar grupos e lideranças, contribuindo para aprofundar o entendimento sobre os programas e projetos desenvolvidos.


Conferência Livre no Dia Nacional de Luta contra o Racismo


No dia 07 de julho, Dia Nacional de Luta contra o Racismo faz parte da programação do Encontro Etnicidades Nordeste a Conferência Livre que abordará segurança pública para os povos quilombolas e indígena.As conferências livres têm como propósito promover a escuta das comunidades e das realidades locais como coletar sugestões e propostas para serem incluídas em documento a ser debatido na conferência nacional, marcada para agosto, em Brasília.



Programação completa:


06/07/09 (segunda-feira)

09h00- Diálogos Artísticos-
Apresentação Coral SESI
Apresentação afro artística: cantora moçambicana Sônia André
09h30- Diálogos Estratégicos:
1-O que é equidade racial para inclusão social? ( 20 minutos)
Sávio de Almeida
2-Como criar mecanismos e fortalecer capacidades de lideranças locais comprometidas com projetos coletivos de equidade racial a curto, médio e longo prazo? (20 minutos)
Abrindo o diálogo:
Representantes do CEAFRO e da Fundação KELLOG
3-Porque trabalhar os desafios e as oportunidades para a promoção e o desenvolvimento da democracia humana? (20 minutos)
Abrindo o diálogo:
Coordenação de Mesa: Cláudia Pessoa (Secretária de Turismo de Maceió )
10h30- Debate
11h30- Diálogos Arte comestíveis
Apresentação de um grupo local

13h30 às 16h30- Diálogos Expositivos:
Apresentação em data show (10 minutos para cada) das experiências concretas que produziram intervenções em comunidades tendo como enfoque a promoção da equidade racial para inclusão social a partir de diagnósticos indicando possíveis soluções. Pode ser trabalho concluído ou em andamento, mas já que tenham resultados, atendendo aos seguintes passos:

Diagnóstico: Qual é o problema?
Projeto: Quais as ações realizadas?
Metodologia: Como foi feito?
Resultado : Exposição de caso com números indicadores do resultado de projeto realizado ou em curso.


07/07/2009 (terça-feira)

09h00- Diálogos Artísticos- Apresentação grupo local
09h30- Registro dos Diálogos em Grupos ( mapeando as ações,aplicação de questionário, coleta de materiais e entrevistas com lideranças.)
Coordenação de mesa:

Diálogos Governo-
Diálogos Movimento Negro
Diálogos Universidades
Diálogos Quilombolas
Diálogos Inter-religiosos
Diálogos Responsabilidade Sócio Empresarial

11h00- Conferência Livre: A Segurança Pública e as Comunidades Quilombolas
11h10- O Que é a Conferência Nacional de Segurança Pública e a importância da participação quilombola.
11h30- Leitura do texto base
11h50- Escolha do eixo
12h30- Diálogos Arte comestíveis
13h30- Construindo propostas
14h30- Socializando
16h30- Encerramento

Fonte: Divulgação

Domingo, 5 de Julho de 2009

UNEGRO se desfilia da CONEN


São Paulo, 04 de julho de 2009



COMUNICADO DA UNEGRO



A União de Negros Pela Igualdade - UNEGRO desde sua fundação, em 14 de julho de 1988, nutre a forte convicção que a unidade do movimento negro brasileiro é fator fundamental para o fortalecimento e avanço da luta pela superação do racismo e promoção da igualdade social entre negros e brancos. Trata-se de uma herança da heróica luta da população negra originada nos navios negreiros, senzalas, quilombos e nas organizações políticas que surgem a partir das primeiras décadas do século passado.

Imbuídos do compromisso político em investir na unidade do movimento negro nacional, compomos todo processo de construção, consolidação, crescimento e fortalecimento da Coordenação Nacional de Entidades Negras - CONEN. Transformando- a num pólo plural de aglutinação das entidades/organizaçõ es da luta anti-racista, onde se estabelecia agenda política unitária, salvaguardando autonomia e considerando o pluralismo de ideias existentes no movimento negro, sem prejuízos aos projetos específicos das entidades vinculadas.

Firme na sua vocação para unidade, a UNEGRO envidará todos os esforços necessários para contribuir na viabilização de espaços com autoridade política para agregar as forças/entidades/ organizações para defesa da unidade do movimento negro na luta política contra o racismo e na promoção social da população negra. Em consonância com essa decisão e com a avaliação da emergência de estabelecimento de espaços de articulação amplos, formalizamos nosso afastamento da estrutura política e organizacional da CONEN.

Compreendemos que a CONEN está distante dos objetivos de sua fundação, por isso produziu resultado inverso. Hoje é composta e dirigida por uma cúpula de quadros pontualmente espalhados em alguns estados brasileiros. O caminho trilhado pelo grupo hegemônico que hoje atua na CONEN está levando-a a se distanciar ainda mais dos seus objetivos, e tem fragilizado sua estrutura organizativa, quebrando a frágil pluralidade e ensimesmando a CONEN em uma única força política.

Para um organismo garantir manutenção da unidade no movimento negro exige-se contínua busca de parcerias representativas, de convencimento no debate, amplitude política, democracia interna e institucionalidade, algo extinto na CONEN. Tomamos como exemplo a total desarticulação da coordenação eleita no Encontro Nacional da CONEN, realizado em Salvador nos dias 11, 12, 13 de maio de 2006, até a presente data não houve e não foi chamada nenhuma reunião. Esta é solenemente ignorada por um grupo que toma para si e apenas para si a tarefa de dirigir a CONEN sem o exercício do respeito às decisões coletivas.

Nosso afastamento da estrutura organizativa da CONEN não apaga o entendimento que esta importante articulação cumpriu um papel na história da luta contra o racismo no Brasil. Entretanto, abre-se um novo ciclo, com novas exigências, que requer um maior esforço de amadurecimento do movimento negro, de coesão em torno das nossas principais bandeiras de lutas nacionais, de identificação e combate aos reais inimigos da luta pela promoção da igualdade racial no país, como os latifundiários, os racistas que se sentem herdeiros naturais das estruturas de poder político e da academia.

A UNEGRO orgulha-se em ter compartilhado lutas, projetos e produzido resultados importantes para população negra brasileira, consideramos as organizações que compõe a CONEN comprometidas com a luta racial, merecedoras de confiança e respeito. Por fim, convidamos a militância, entidades e forças avançadas do movimento negro para a construção de um novo diálogo e pacto nacional, em que possamos secundarizar parte das nossas divergências em prol da luta em torno de grandes consensos, a exemplo da defesa da titulação das terras de quilombos, ampliação e consolidação das ações afirmativas nas universidades, da luta contra a intolerância religiosa, da defesa do trabalho e moradia digna nas cidades e no campo, de saúde e educação básica de qualidade, da implantação em todo território nacional da Lei 10.639, da construção de uma sociedade justa e igualitária.


Axé!

Edson França - Coordenador Geral da UNEGRO