terça-feira, 18 de julho de 2017

Editora procura escritoras negras com livro inédito


Primeiro selo da editora Linha a Linha busca escritoras negras e homenageia a autora Carolina Maria de Jesus (1914-1977) – Foto: Divulgação



Por Miguel Arcanjo Prado

A editora Linha a Linha anunciou que está em busca de escritoras negras, “cis & trans”, de todas as idades, que não tenham lançado ainda nenhum livro, possuam uma obra inédita e morem no Estado de São Paulo.

As obras selecionadas vão compor o selo CAROLiNA, que vai inaugurar as publicações do Editorial Linha a Linha, “a primeira editora feminista do Brasil”.

Segundo a editora, o nome é em “homenagem a uma das maiores escritoras brasileiras do século 20, Carolina Maria de Jesus (1914-1977)”, autora do já clássico “Quarto de Despejo”.

Segundo o anúncio da Linha a Linha, a autora negra precisa ter um livro “pronto ou quase pronto de prosa literária” e lembra que “vale romance, conto, ficção, não-ficção e tudo que há no meio disso e não pode ser facilmente classificado”.

A editora ainda ressalta que a “obra não precisa tratar explicitamente ou exclusivamente de feminismo, ou de questões raciais” e reforça querer saber o que as escritoras escrevem “sobre o mundo para além desses temas”, mas também se colocando disposta a “receber com alegria originais que se dediquem a essa abordagem de maneira mais direta”.

A Linha a Linha explica que as escritoras selecionadas não pagarão pela publicação, que será totalmente custeada pela editora. A autora ainda receberá 10% da tiragem e poderá comprar exemplares com 30% sobre o preço de capa para revender e ter algum retorno financeiro, para além dos direitos autorais.

Os originais podem ser enviados até 15 de agosto de 2017. Veja as regras divulgadas pela Linha a Linha:
a) escreva um e-mail para contato@editoralinha.com.br com o assunto “Chamada de originais CAROLiNA”.
b) Anexe em formato .doc ou .docx o original
c) No corpo do e-mail se apresente e apresente brevemente a obra em um parágrafo curto. Queremos saber quem é você e como pensa a sua obra! Se quiser pode incluir links para suas redes sociais, mas não é obrigatório. 😉
d) Inclua, em seguida, a cidade onde mora; conte-nos também quais as suas principais influências literárias (livros e autoras/es), e quais os últimos três livros que leu.


Fonte: Blog do Arcanjo

segunda-feira, 17 de julho de 2017

“Julho das Pretas” continua debatendo racismo e opressão de gênero



A programação “Julho das Pretas”, idealizada e organizada por um grupo de entidades que atuam no combate ao racismo e à opressão de gênero em Alagoas para marcar o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, e o Dia de Tereza de Benguela, celebrados em 25 de julho, continua esta semana, com a realização do Cine-Fórum em escolas públicas, e debates no MISA e na Ufal.

Nesta segunda-feira, dia 17, às 19h o Cine-Fórum exibe o Curta “O Xadrez das Cores”, na Escola Estadual Maria Ivone, situada no Conjunto Eustáquio Gomes, no Tabuleiro do Martins, seguido de debate. O objetivo é levar os estudantes a pensar, refletir e entender as raízes do preconceito. A atividade será coordenada pelo Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – entidade vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs).   
  
Na terça-feira, dia 18, às 14hs, a programação volta a acontecer no auditório do MISA, com o debate “Mulheres Negras na mira do tráfico para fins de exploração sexual”. Já no dia 19, o Campus A C Simões da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) também será palco do empoderamento feminino, quando o Núcleo Temático Mulher&Cidadania discutirá sobre “Ativismo de Lélia Gonzalez: percurso do feminismo da mulher negra”.

As atividades do Cine-Fórum continuam no dia 27 de julho, às 19hs na Escola Estadual Rosalva Pereira Viana, localizada na Santa Lúcia, e no dia 28, na Escola Estadual Benedita de Castro, no Clima Bom, às 14hs.

O Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha foi instituído em 1992, na República Dominicana, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, para dar visibilidade e reconhecimento à presença e à luta das mulheres negras nesse continente. Tereza de Benguela é considerada uma grande guerreira quilombola mato-grossense e símbolo da resistência negra no Brasil colonial.

O Julho das Pretas tem à frente várias entidades da sociedade civil que lutam contra o racismo e a opressão de gênero, em conjunto com a Rede de Mulheres Negras do Nordeste e em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim), Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir), Fapeal e a Ufal.


Fonte: Valdice Gomes (jornalista, MTE 288\AL) \ (82)99999-1301

domingo, 16 de julho de 2017

Centro de Belas Artes oferece oficinas de produção de xequerê e atabaque

Serão disponibilizadas 60 vagas, sendo 40 para xequerê e 20 para atabaqueSerão disponibilizadas 60 vagas, sendo 40 para xequerê e 20 para atabaque(Foto: Ascom/Secult)
 
 
 
Texto de Júlya Rocha
O Centro de Belas Artes, equipamento cultural da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), abre inscrições para as oficinas de produção de xequerê e atabaque. O curso é uma realização da  Orquestra de Tambores, do Ponto de Cultura para Tambores de Alagoas Ilú Orun, e será ministrado pelo professor Wilson Santos.

Serão disponibilizadas 60 vagas, sendo 40 para xequerê e 20 para atabaque. As aulas de xequerê acontecerão às quartas e sextas-feiras, de 14h às 17h, e as de atabaque aos sábados, no mesmo horário.

A partir desta quarta-feira (12), os interessados devem comparecer à sede do Cenarte portando documentos de identidade, CPF, comprovante de residência e uma foto 3x4 atual. Os alunos devem ser maiores de 15 anos. As matrículas seguem até o dia 21 de julho.

O Cenarte está localizado na Rua Pedro Monteiro, 108, Centro. Mais informações através do telefone: 3315-7871.

Fonte: Secult

terça-feira, 11 de julho de 2017

Julho das pretas - 2017


No dia 25 de Julho é celebrado o Dia da Mulher Negra Latina Americana e Caribenha. Trata-se de um marco internacional, instituído em 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, para dar visibilidade e reconhecimento a presença e a luta das mulheres negras nesse continente.

O mês de julho é um mês de mobilização, também conhecido como o Julho das Pretas, porque no dia 25 de julho, também celebra-se o Dia Nacional da Mulher Negra e da quilombola Tereza de Benguela (Projeto de Lei do Senado nº 23, de 2009, de autoria da Senadora Serys Slhessarenko). Em todo o Brasil, entidades do Movimento de Mulheres e segmentos afros realizam debates, seminários, lançamento de livros, desfiles afros e homenagens.

Em Alagoas, o Conselho Estadual da Defesa dos Direitos da Mulher (Cedim) e o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir-AL) em conjunto com a Rede de Mulheres Negras do Nordeste e várias instituições alagoanas realizarão uma ampla programação em alusão à data. Nos dias 12 a 19 no Museu da Imagem e do Som (MISA), no histórico bairro do Jaraguá, terão vários debates.

Nessa quarta-feira (12) a partir das 14h terá a oficina Fala Preta: discursos e estética enquanto práticas de poder, que será ministrada por Ana Pereira, Presidenta do Cedim e Regina Lopes, integrante do Instituto Feminista Jarede Viana. E a cerimônia de abertura oficial será às 18h30 com o debate sobre “Escritas Negras em Alagoas: poderes e resistência!”, seguida da apresentação artística da sambista Mel Nascimento. No dia 13 às 14h, será a vez de discutir sobre a “Saúde da Mulher Negra: uma dívida histórica”; no dia 14 – Mulheres Pretas: intolerância religiosa e resistências com a presença do Coletivo AfroCaeté e o Centro de Formação e Inclusão Social Inaê; e no dia 18 – “Mulheres Negras na mira do tráfico para fins de exploração sexual”.

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – entidade vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) – realizarão no dia 17, o Cine-Fórum em escolas públicas sobre gênero e racismo. A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) UFAL – Campus A C Simões em Maceió também será palco do empoderamento feminino, o Núcleo Temático Mulher&Cidadania discutirá no dia 19 de julho, sobre “Ativismo de Lélia Gonzalez: percurso do feminismo da mulher negra”. Todas essas ações buscam mobilizar e refletir sobre a luta e resistência da mulher negra contra a opressão de gênero e racismo. Entrada franca. Prestigie!


Mulher negra

A brasileira Taís Araújo (foto), 38 anos, foi nomeada no último dia 3 de julho ao posto de “Defensora dos Direitos das Mulheres Negras” pela ONU Mulheres Brasil. Antes dela, já recebeu esse título a atriz e escritora carioca Kenia Maria. Taís é atriz, apresentadora, mãe de dois e diva; e é conhecida por levantar a bandeira de luta contra o racismo. Agora, terá a missão de apoiar iniciativas da organização no combate à desigualdade de gênero e ao preconceito racial, apoiando na visibilidade das mulheres negras como um dos grupos prioritários do Plano de Trabalho da ONU Brasil para a Década Internacional de Afrodescendentes. (Crédito da foto: Divulgação/TV Globo)


Fonte: Coluna Axé – 449ª edição – Jornal Tribuna Independente (11 a 17/07/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Edital Sinapir 2017 está com inscrições abertas


 
Órgãos da administração pública direta (Estados, Municípios e Distrito Federal) e consórcios públicos têm até o dia 18 de agosto de 2017 para apresentarem propostas referentes ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial – Sinapir. Ao todo, são mais de R$ 2 milhões para projetos em três áreas de financiamento: fortalecimento dos órgãos de promoção da igualdade racial; apoio a políticas públicas de ação afirmativa e a políticas para comunidades tradicionais.

Os proponentes podem apresentar projetos diferentes em programas distintos, de acordo com a linha de cada um, não existindo limite de propostas. Os órgãos participantes do Sinapir (com extrato de adesão publicado no Diário Oficial da União até a data constante do item 61 do edital), vão receber pontuação adicional.

Para participar, o interessado deve incluir sua proposta no Sistema de Convênios do Governo Federal (Siconv), disponibilizado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) no sítio eletrônico https://www.convenios.gov.br/portal/ . A publicação do resultado provisório de classificação das propostas está prevista para o dia 28 de agosto e o resultado final no dia 31 de agosto de 2017.

Áreas temáticas do edital
Na primeira área, “fortalecimento institucional de órgãos, conselhos e consórcios públicos voltados para a promoção da igualdade racial”, podem ser inscritos projetos voltados para a estruturação e/ou fortalecimento de órgãos e conselhos através da aquisição de bens duráveis.

Dentro da segunda área temática, “apoio às políticas públicas de ação afirmativa”, os projetos devem abordar a formação para gestores públicos com conteúdo e ênfase na abordagem e enfrentamento ao racismo institucional; valorização da vida, proteção, empoderamento e atendimento social de adolescentes e jovens negros em situação de vulnerabilidade social e violência, com ênfase em projetos de economia solidária, empreendedorismo e geração de renda; ações que visem a construção de instrumentos pedagógicos para implementação da lei nº 10.639/2003, entre outras legislações de promoção da igualdade racial; visibilidade da população negra LGBT com enfoque no acesso ao mercado de trabalho e empreendedorismo, no combate à violência, racismo e lgbtfobia; e projetos que estimulem e fortaleçam as ações afirmativas voltadas para mulheres negras, com ênfase em: cultura, geração de renda, violência doméstica e saúde.

Já o terceiro eixo do edital, “apoio às políticas públicas para comunidades tradicionais”, contemplará projetos de gestão territorial e ambiental, baseados no uso sustentável dos recursos naturais, que promovam a capacitação para gestão ambiental em territórios e comunidades quilombolas e terreiros de matriz africana, com ênfase na utilização das seguintes tecnologias: a) energias renováveis; b) tratamento de resíduos; c) reaproveitamento de águas da chuva; d) cultivo agroflorestal e agricultura urbana.

Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial – Sinapir
Foi instituído pelo Estatuto da Igualdade Racial (Lei nº 12.288, de 20 de julho de 2010) e regulamentado em 2013, como forma de organização e de articulação do conjunto de políticas e serviços destinadas a superar as desigualdades raciais no Brasil. Esse Sistema estabelece como requisito para a adesão, por parte dos entes federados, a existência de órgãos e conselhos voltados para a promoção da igualdade racial em âmbito local. O Sinapir estabelece, ainda, modalidades de gestão (básica, intermediária e plena) cuja diferenciação está na capacidade de gestão do órgão de Promoção da Igualdade Racial (PIR) local.

Para realizar a adesão voluntária ao Sinapir, Estados, Distrito Federal e Municípios podem encaminhar a solicitação, a qualquer tempo, à Assessoria de Assuntos Federativos da Seppir – Asasf/Seppir, do Ministério dos Direitos Humanos (MDH), que é responsável pela validação dos pré-requisitos. O telefone de contato é (61) 2027-3994.

Informações sobre o Sinapir: http://seppir.gov.br/articulacao/sinapir
Informações sobre o Edital verificar os telefones de contato de acordo com a área temática na Tabela 4.


Fonte: http://www.seppir.gov.br

quinta-feira, 6 de julho de 2017

ARRASTAXÉ em Maceió



A cantora e compositora, Naná Martins, promete fazer a ressaca de São João mais animada de Alagoas. 

O ARRASTAXÉ terá um repertório composto por uma mistura ousada e divertida combinação com músicas do axé e forró. Será no dia 15 de julho, a partir das 22hs, no Orákulo Chopperia no histórico bairro do Jaraguá em Maceió. 

Os ingressos do primeiro lote custam R$20, e podem ser adquiridos pelo número (82) 99966-3777 ou pelo link https://www.sympla.com.br/arrastaxe-da-nana__158882, e ainda, no dia do evento na bilheteria da casa de shows.

A realidade dos povos tradicionais será tema de roda de conversa


Para promover reflexões sobre o preconceito e a vulnerabilidade social em Alagoas, o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô realizará mais uma edição do Projeto TAMBOR FALANTE sobre o tema: Os desafios na atual conjuntura dos povos tradicionais.

O encontro acontecerá nesse sábado (08/07), às 15h, no auditório do Estádio Rei Pelé, no Trapiche da Barra e contará com as intervenções dos facilitadores Zezito Araújo (Mestre em História do Brasil e Professor de História da Secretaria de Educação de Alagoas) e Ednilsa Lima (Gerente de Articulação Social do Gabinete Civil e Coordenadora do Comitê Institucional de Políticas para as Comunidades Tradicionais de Alagoas).

Aberto ao público, o evento agrega ativistas dos segmentos afros, lideranças de movimentos sociais, além de pesquisadores e estudantes. No encerramento, terá a apresentação artística da banda Afro Afoxé.

Projeto - De grande relevância social O projeto "TAMBOR FALANTE: Refletindo, Debatendo e Transformando Realidades" foi um dos selecionados no Prêmio Eris Maximiniano 2015, uma realização da Prefeitura de Maceió, por intermédio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC). Ao todo, serão cinco edições com temas diversos e busca contribuir para a troca de conhecimentos e a formação sociopolítica, que resultará na produção de um livro e DVD sobre os temas discutidos.

O Anajô é uma organização não-governamental fundada em dezembro de 2005, vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs), instituição nacional do Movimento Negro que encontra-se presente em 14 estados brasileiros. Promove atividades de formação sobre a história do Quilombo dos Palmares; pertencimento étnico; conjuntura sociopolítica da população afro-brasileira; ações de combate ao racismo e preconceitos correlatos.



SERVIÇO:

Tambor Falante - Refletindo, debatendo e transformando realidades

Tema: Os desafios na atual conjuntura dos povos tradicionais.

Dia: 08/07/2017 (sábado)

Hora: 15h

Local: Auditório do Estádio Rei Pelé - Trapiche da Barra

Contatos: (82) 98894-5962 / 99905-3515 / 99999-1301 / 99616-1053 / onganajo@hotmail.com

 
ENTRADA FRANCA!



Fonte: https://anajoalagoas.com/

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Conselho de Promoção da Igualdade Racial define nova mesa diretora

Gestão 2017/2019 terá missão de realizar conferências e ampliar as atividades de formação e criação de novos conselhos


 
Texto e fotos: Helciane Angélica / Ascom-Iteral
 

O Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) sediou nessa terça-feira (4) a primeira reunião ordinária da gestão 2017/2019 do Conselho Estadual de Promoção de Igualdade Racial (Conepir-AL). O conselho é deliberativo e foi criado por meio da Lei nº 7.448, de 20/2/2013, alterada pelo Decreto Nº 26.909, de 3/7/2013.

O destaque da programação foi a eleição da nova mesa diretora do conselho. Na coordenação das atividades esteve a jornalista Valdice Gomes, presidente durante o período de 2014 a 2017, que destacou que o colegiado nasceu a partir da luta e organização da sociedade civil para fortalecer as políticas afirmativas no Estado de Alagoas, atendendo os anseios da população negra, comunidades quilombolas, povos indígenas e ciganos.

O direito à igualdade é de todos, independente da questão racial. E, no âmbito dos conselhos, o Conepir é um dos mais combativos e importantes no Estado de Alagoas equiparando-se ao Conselho de Defesa dos Direitos Humanos. São vários segmentos, com suas especificidades e que, quando se juntam, representam a própria sociedade”, exaltou Edenilsa Lima, Gerente de Articulação Social do Gabinete Civil e Coordenadora do Comitê Institucional de Políticas para as Comunidades Tradicionais de Alagoas.

Foram eleitos por aclamação e empossados o novo presidente do Conepir Helcias Pereira, assessor técnico para Políticas de Promoção da Igualdade Racial na Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh); na vice-presidência, Queila Brito, da casa de axé Grupo União Espírita Santa Bárbara (Guesb); e na condição de secretária-geral ficou Leone Manoel da Silva, que atua como assessora técnica dos Núcleos Quilombolas e Indígenas no Iteral.

 
De acordo com o presidente eleito, Helcias Pereira, a nova diretoria atuará como uma coordenação executiva que terá como prioridades a reformulação do regimento interno, investimento na formação sociopolítica e pertencimento étnico, a criação de conselhos municipais e a inserção de órgãos públicos de igualdade racial em todo o Estado.

O nosso público alvo encontra-se nas bases, nos terreiros, comunidades de povos tradicionais, periferias e nos locais mais longínquos. Então, para atuar nesse conselho, além do compromisso, é preciso ter comprometimento, identificação com a causa, agir com coração e razão para defender os interesses socioculturais”, lembrou Leone Silva, socióloga e representante titular do Iteral no Conepir.

Atuação

A primeira tarefa da nova gestão do Conepir será a articulação e mobilização para a IV Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (IV Conapir), que discutirá em 2018 o tema “O Brasil na Década dos Afrodescendentes: reconhecimento, justiça, desenvolvimento e igualdade de direitos”.

 

Para aprofundar os debates e a elaboração de propostas, serão realizadas nove edições das Conferências Intermunicipais nas datas previstas: 28 de julho; 4, 11, 18 e 25 de agosto; 01, 15, 22 e 29 de setembro. Já a etapa estadual, será realizada nos dias 24 e 25 de novembro.

Também foi debatida a realização da IV Conferência Estadual de Promoção de Igualdade Racial (Coepir) e do 3º Encontro de Comunidades Quilombolas e Povos Tradicionais de Terreiro de Alagoas (Enconquite), previsto para acontecer nos dias 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, em Arapiraca, além da elaboração do Seminário sobre a Serra da Barriga.

Estiveram presentes no encontro, representantes de oito instituições do Poder Público Estadual: Iteral, Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), Gabinete Civil; além das secretarias estaduais Segurança Pública, Cultura, Educação, Desenvolvimento Social e Mulher & Direitos Humanos. E da sociedade civil, membros titulares ou suplentes do Guesb, Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira), Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, Federação Zeladora das Religiões Tradicionais Afro-Brasileiras em Alagoas (Fretab), Ile Nifé Omí Omo Posu Beta, Comitê Intertribal de Mulheres Indígenas (COIMI), Federação de Capoeira do Estado de Alagoas (Feceal) e Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal).


Fonte: Agência Alagoas

terça-feira, 4 de julho de 2017

Retorno do Tambor Falante

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – instituição vinculada aos Agentes de Pastoral Negro do Brasil (APNs) – desenvolve desde a sua fundação em dezembro de 2005, atividades de formação e que promovam a reflexão sobre racismo, várias formas de preconceito e intolerância; pertencimento étnico; além da vulnerabilidade social em Alagoas.

Nesse segundo semestre, a instituição retomará o projeto "TAMBOR FALANTE: Refletindo, Debatendo e Transformando Realidades" que foi um dos selecionados no Prêmio Eris Maximiniano 2015, desenvolvido pela Prefeitura de Maceió, por intermédio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC).

A próxima etapa acontecerá no sábado (08/07), a partir das 15h, no auditório do Estádio Rei Pelé localizado no bairro Trapiche da Barra em Maceió, com o tema: “Os desafios na atual conjuntura dos povos tradicionais”. O encontro contará com as intervenções dos facilitadores Zezito Araújo (Mestre em História do Brasil e Professor de História da Secretaria de Educação de Alagoas) e Edenilsa Lima (Gerente de Articulação Social do Gabinete Civil e Coordenadora do Comitê Institucional de Políticas para as Comunidades Tradicionais de Alagoas).

Segundo o Decreto Nº 6.040, de 7 e Fevereiro de 2007  que criou a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, define os povos tradicionais como: “são grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição”.

São exemplos de povos ou comunidades tradicionais: Povos Indígenas, Quilombolas, Seringueiros, Castanheiros, Quebradeiras de coco-de-babaçu, Comunidades de Fundo de Pasto, Catadoras de mangaba, Faxinalenses, Pescadores Artesanais, Marisqueiras, Ribeirinhos, Varjeiros, Caiçaras, Povos de terreiro, Praieiros, Sertanejos, Jangadeiros, Ciganos, Pomeranos, Açorianos, Campeiros, Varzanteiros, Pantaneiros, Geraizeiros, Veredeiros, Caatingueiros, Retireiros do Araguaia, dentre outros.

No Estado de Alagoas, foi instituído no ano de 2016 um comitê para tratar de políticas de desenvolvimento para povos tradicionais, os quilombolas, ciganos e índios; além de ficar responsável por articular e integrar as políticas públicas intersetoriais, elaborar e desenvolver projetos para o fortalecimento de suas culturas, além de implementar e monitorar o Plano Estadual de Desenvolvimento dos Povos Tradicionais e de Matriz Africana. O Tambor Falante é aberto ao público, sendo destinado aos ativistas dos segmentos afros, lideranças de movimentos sociais, além de pesquisadores e estudantes; e no encerramento terá a apresentação artística da banda Afro Afoxé.

Essa é a oportunidade de aprofundar e compartilhar conhecimentos sobre as ações desenvolvidas em Alagoas. Participe!


Fonte: Coluna Axé – 448ª edição – Jornal Tribuna Independente (04 a 10/07/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 27 de junho de 2017

Conferências de igualdade racial

O Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir-AL) iniciou os trabalhos de articulação e mobilização para a IV Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (IV Conapir), que discutirá o tema “O Brasil na Década dos Afrodescendentes: reconhecimento, justiça, desenvolvimento e igualdade de direitos”.

A etapa nacional está prevista para ocorrer no terceiro trimestre de 2018 em Brasília. Porém, é preciso intensificar os debates, organizar as propostas e cobrar a efetivação das políticas públicas.

Os prazos para as Conferências Livres, Intermunicipais e Estaduais foram redefinidos e as organizações que lutam pelo desenvolvimento das questões étnicorraciais, nos mais diversos setores, devem ficar atentas. As Conferências Livres devem ser promovidas até o dia 30 de junho; trata-se de uma iniciativa da sociedade civil ou fomentada pelo Conselho, direcionadas a públicos específicos ou comunidade de povos tradicionais. É importante destacar que os organizadores precisam fazer uma lista de presença, o registro fotográfico e elaborar um Relatório com as propostas aprovadas.

Já as Conferências Intermunicipais serão realizadas nove edições, ou seja, uma em cada região seguindo a divisão mais recente feita pela Secretaria de Planejamento do Estado, nas seguintes datas: 29 de julho, 05 de agosto, 19 de agosto, 26 de agosto, 02 de setembro, 09 de setembro, 16 de setembro, 23 de setembro e 30 de setembro.

E a Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial (IV Coepir) será no mês da Consciência Negra, nos dias 24 e 25 de novembro, cujo local ainda será confirmado. Para que todas essas decisões sejam executadas, o Conepir realizará na sua primeira Reunião Ordinária da nova gestão (Biênio 2017/2019) no dia 04 de julho, nos dois horários, a partir das 9h no Centro de Formação dos Profissionais da Educação (Cenfor/Cepa) em Maceió. 

Mais informações: (82) 99999-1301 / 99809-1015.



Fonte: Coluna Axé – 447ª edição – Jornal Tribuna Independente (27/06 a 03/07/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 25 de junho de 2017

Encontro Crescheadas em Maceió


Esse é mais um momento para fazer novas amizades, fortalecer a autoestima, discutir o empoderamento feminino; além de trocar informações sobre beleza, moda e estilo. Outras informações na página do facebook: https://www.facebook.com/Crescheadaas/

terça-feira, 20 de junho de 2017

Festejos juninos em Alagoas

No ano do bicentenário do Estado de Alagoas, a programação do São João foi intitulada Arraiá da Solidariedade, e contará com pontos de coletas de mantimentos e agasalhos para as famílias que sofreram com a chuva. Em Maceió, a festa será realizada nos entornos do Museu da Imagem e do Som de Alagoas (MISA), nas praças Dezoito de Copacabana e Dois Leões, no bairro histórico do Jaraguá.

O Governo de Alagoas garantirá a instalação de dois palcos, um para apresentação dos grupos de cocos de rodas e outro para atrações alagoanas: 17 bandas e 36 trios autênticos de forró.

Confira a programação completa a partir das 20h no palco central: 23/06 – Betinho Marcolino, Claudio Rios e Eliezer Seton; 24/06 – Naldo do Baião, Joelson dos Oito Baixos e Tião Marcolino; 25/06 – Edgar dos Oito Baixos, Trio Gogó da Ema (Ivanildo do Forró) e Messias Lima. 26/06 – Zé de Princesa, Anderson Fidélis, Irineu e Banda; 27/06 – Zé do Brejo, Mila do Acordeon, Zé Mocó e Banda; 28/06 – Gil Neves, Sandoval e Banda Fogo no Forró, Lula Sabiá e Banda; 29/06 – Tutinha do Acordeon, Chau do Pife e Banda, Xameguinho e Banda.

Também terá a exposição ‘O Forró dos 200 Anos’ no Misa, que homenageia os grandes nomes do forró de Alagoas; e em frente ao museu será instalada uma casa de farinha, que estará em pleno funcionamento para os/as visitantes se deliciar com comidas típicas.

Outra importante iniciativa será o I Festival de Coco de Roda de Alagoas de 24 a 29 de junho, na Praça Dezoito de Copacabana. Trata-se de uma parceria entre o Governo do Estado e a Liga dos Cocos Alagoanos (Licoal) que proporcionará a competição de 20 grupos de coco de roda e apresentação de convidados, somando mais de mil dançarinos, são eles: Ganga Zumba (Cruz Das Almas), Xique Xique (Jacintinho), Mandacaru (Clima Bom), Paixão Nordestina (São Jorge), Los Coquitos (Chã Da Jaqueira), Raízes Nordestinas (Pescaria), Flôr da Mata (Boca da Mata), Pisa na Fulô (Farol), Leões de Fogo (Jacintinho), Reviver (Bebedouro), Águia de Fogo (Reginaldo), Raro Xodó (São Jorge), Rosa Vermelha (Boca da Mata), Catolé (Benedito Bentes), Sensashow (Jacintinho), Estrela de Alagoas (Bebedouro), Pau de Arara (Tabuleiro), Reis do Cangaço (Jacintinho), Coco de Roda Balança Mas Não Cai (Arapiraca), Coco de Roda Arcoiris (Benedito Bentes), Coco de Roda Xodó Mirin (Jacintinho) e Coco de Roda Pisa Miudinho (Melhor Idade). A grande final ocorrerá no dia 29 a partir das 19h.


Fonte: Coluna Axé – 446ª edição – Jornal Tribuna Independente (20 a 26/06/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Governo de Alagoas promove I Encontro de Segmentos Sociais

Texto de Maria Barreiros

O exercício pleno da cidadania somente pode ser alcançado em um Estado Democrático de Direito, a partir de um modelo de gestão pública que estimula a participação popular. É com esse propósito que o Governo de Alagoas, por meio do Gabinete Civil, vem consolidando um novo formato de política pública e promove o I Encontro Estadual dos Conselhos de Segmentos Sociais. O evento acontece na segunda-feira (19), no Teatro Linda Mascarenhas (Cepa), e segue até terça-feira (20), no auditório do Cenfor (Cepa), a partir de 8h.

De acordo com o secretário-chefe do Gabinete Civil, Fábio Farias, a gestão Renan Filho tem como prioridade o respeito, diálogo e valorização de todos os segmentos sociais.

“O atual Governo vem tendo o maior respeito com os segmentos. Isso é notório e bem aceito por eles próprios. Conquistamos um processo de diálogo diferenciado, por meio da Gerência de Articulação, que valoriza o cidadão, a partir do controle social, em uma gestão que tem como prioridade a integração entre todos os conselhos, de forma inédita, consolidando um único diálogo de igualdade. Queremos, cada vez mais, facilitar o apoio para que esses segmentos, juntamente com a sociedade civil, possam desenvolver suas ações,” observou o chefe do Gabinete Civil.

O encontro tem como objetivo a análise das políticas públicas e controle social, a partir de uma articulação entre os setores envolvidos e os segmentos populacionais em desvantagem social.

Para a gerente de Articulação Social do Gabinete Civil, Ednilsa Lima, após esse evento, os conselhos estarão mais fortalecidos para serem mecanismos de participação social.

“Queremos, a partir do compromisso e da responsabilidade dos integrantes, consolidar um novo formato na gestão de governo, que tenha como eixo a democratização de informações e a participação social na implementação das políticas públicas. Por isso esse encontro será um marco para o Governo, no que diz respeito aos segmentos em desvantagem social,” explicou Ednilsa Lima.

Confira a programação:

Dia 19/06
Teatro Linda Mascarenhas - Cepa
08h - Credenciamento e entrega dos Crachás
10h - Apresentação cultural
Abertura Oficial – Frente de Honra com falas Institucionais
11h - Posse dos Novos Membros dos Conselhos Para o Biênio 2017/2019
Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos
Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial
Conselho Estadual do Idoso
12h30- Intervalo para o Almoço

Auditório do Cenfor - Cepa
14h30 – Mesa 1 - Palestra Inicial Tema 1: Controle Social – Histórico e Perspectivas ; Controle Social – Caráter Deliberativo e Paridade – Exercício de Disputa e Pactuação (A paridade nos conselhos gestores entendida do ponto de vista quantitativo, mas, principalmente, quanto ao aspecto qualitativo).
Palestrantes: Promotor do Ministério Público Estadual/AL Dr. Flávio Gomes da Costa Neto e Leandro Rosa - Assessor de Feitos Jurídicos da 61ª Promotoria
15h40 – Debate.
16h00 – Pausa para Café
16h20 – Mesa 2 – Palestra Inicial : Responsabilidade Social e Institucional dos Conselheiros, mecanismos jurídicos legais do Papel do Conselheiro e do papel deliberativo e seus limites( Política, Planos, Fundos)
Palestrante: Assessor Jurídico do Núcleo da Procuradoria-Geral do Estado no Gabinete Civil, Dr. Iuri Nobre Rodrigues.
Tema 2 - Ampliando a Compreensão dos Direitos Humanos: Políticas Sociais – Setores e Segmentos
Palestrante e coordenadora da mesa -superintendente de Direitos Humanos / Semudh, dra. Rita Mendonça
17h - Debate.
17h30 – Enceramento do 1º dia

Dia 20/06
08h - Abordagem: Políticas de Defesa de Direitos dos Segmentos Geracionais - Coordenador: Edmilson Vasconcelos – Participação
08h30 às 11h - Trabalhos em Grupo
11h às 12h30 – Apresentação de propostas dos grupos
12h30 às 14h - Almoço
14h às 16h - Formação de Grupos Mistos – Intolerância e Preconceito – Construção de pactos de respeito mútuo.
16h às 17h - Apresentação de Resultados
17h30 – Encerramento
Mais informações pelos números (82) 9 8833.9084 (Ednilsa Lima),  (82) 3315-3343 (Allana Miranda).

terça-feira, 13 de junho de 2017

Cotas no serviço público federal

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu no dia 8 de junho, o julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 41 e reconheceu a validade da Lei 12.990/2014, que reserva 20% das vagas oferecidas em concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal direta e indireta, no âmbito dos Três Poderes.

Desde 2014 a legislação vinha sendo questionada em vários tribunais do país, e agora, a decisão foi unânime para torna-la válida. O julgamento foi iniciado em maio, quando o relator, ministro Luís Roberto Barroso, votou pela constitucionalidade da norma. Ele considerou, entre outros fundamentos, que a lei é motivada por um dever de reparação histórica decorrente da escravidão e de um racismo estrutural existente na sociedade brasileira. Acompanharam o relator, naquela sessão, os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Rosa Weber e Luiz Fux.

Já o ministro Dias Toffoli destacou que seu voto restringe os efeitos da decisão para os casos de provimento por concurso público, em todos os órgãos dos Três Poderes da União, não se estendendo para os Estados, Distrito Federal e municípios, uma vez que a lei se destina a concursos públicos na administração direta e indireta da União, e deve ser respeitada a autonomia dos entes federados. Porém, caso queiram fazer o mesmo, não é considerado ilegítimo.

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, afirmou que a decisão do STF reforça ações que combatem a desigualdade: “A posição do Judiciário não vinha sendo uniforme, o que tem gerado situações de insegurança jurídica em concursos públicos federais (...) Hoje foi dado mais um passo em direção à igualdade de oportunidades num país que ainda sofre com a desigualdade”, mencionou.

Enquanto isso, as polêmicas e críticas continuam em relação a essa conquista histórica!


Fonte: Coluna Axé – 445ª edição – Jornal Tribuna Independente (13 a 19/06/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Lançamento de documentário sobre comunidade quilombola no Iphan tem local de realização alterado por conta das chuvas

 Anny Rochelly Jornalista


A exposição com diversas peças feitas de barro provenientes da comunidade quilombola Muquém, situada no município de União dos Palmares/AL, estará aberta aos alagoanos e turistas que visitam o Estado a partir de 6 de junho, no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional de Alagoas (Iphan), que fica localizado no Jaraguá. Mais de 100 peças confeccionadas por artesãos da comunidade ficarão abertas para visitação e compra até o início de julho. 
O lançamento do documentário sobre a comunidade, que aconteceria no mesmo local, foi remanejado devido às chuvas recentes que ocasionaram problemas de energia no Iphan. Por conta disto, o lançamento desta noite acontece no Centro Universitário Tiradentes (Unit/AL), no anfiteatro do Bloco C da instituição, às 18h. Potes, vasos, travessas, panelas, luminárias, objetos decorativos, cabeças de barro, todos estes itens compõem o acervo de arte produzido pelos artesãos e que estará disponível no Iphan. O barro é matéria-prima das peças que hoje são revendidas para apreciadores da arte de todo o Brasil. As cabeças de dona Irineia, por exemplo, são amplamente utilizadas em resorts de luxo, novelas e museus espalhados pelo país.
O evento é uma organização de alunos do mestrado em Sociedade, Tecnologias e Políticas Públicas da Universidade Tiradentes (Unit/AL) e terá início com o lançamento de um documentário de cerca de 20 minutos que conta um pouco da história da comunidade, dos artesãos e da arte produzida, tudo isso pelas palavras dos próprios quilombolas, além da enchente que atingiu o local em 2010. 
“Este filme é emocionante por trazer trechos e depoimentos dos artesãos na linguagem típica da região, portanto valoriza a cultura quilombola e permite que as pessoas conheçam a cultura e a força do nordestino em cada detalhe”, explicou o estudante Alexandre Vasconcelos, concluinte do mestrado. O filme será lançado às 18h, com exibição única no dia 6 de junho, no anfiteatro do bloco C da Unit.
 Os artesãos retratados no documentário são dona Irineia e o esposo, seu Antônio, além de dona Marinalva e dona Julieta. A exposição também terá peças do seu Edson e o acesso é gratuito. A comunidade Muquém fica localizada em União dos Palmares, zona da mata alagoana, e foi certificada pela Fundação Palmares em 2005. No local, residem 140 famílias e atualmente os artesãos revendem suas peças no Galpão de Artesanato União dos Palmares ou na própria residência, onde os turistas chegam para compra imediata ou encomenda de peças para envio posterior.




 Serviço: Lançamento de documentário e exposição quilombola
 Onde: Unit e Iphan
 Quando: 06 de junho a 02 de julho
 Acesso gratuito

terça-feira, 6 de junho de 2017

Cultura e direitos humanos

Até o dia 9 de junho a partir das 14h, no Museu da Imagem e do Som de Alagoas (MISA) localizado na Rua Sá e Albuquerque, no bairro histórico do Jaraguá em Maceió, acontecerá a 11º Mostra Cinema e Direitos Humanos.

O evento voltado à promoção da educação e da cultura em Direitos Humanos é uma realização do Governo Federal, Ministério dos Direitos Humanos, em parceira com o Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh); conta com a produção nacional ICEM e produção local Marola Produções.

Serão exibidos 29 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens, tendo como tema central as questões de Gênero, contando com a exibição de 7 títulos que abordam temas relacionados às mulheres, orientação sexual e diversidade de gênero, empoderamento feminino, violência contra a mulher, estereótipos de gênero, LGBTfobia, conquistas sociais, políticas e econômicas. A novidade para esta edição é a Mostrinha, com oito curtas metragens direcionados ao público infanto-juvenil.

A programação é dividida em três momentos: Mostra Panorama apresenta filmes selecionados a partir da convocatória pública aberta pela equipe da curadoria; Mostra Temática sobre questões de gênero; e a Mostra Homenagem que visa homenagear cineastas cuja filmografia explora a temática Direitos Humanos, trazendo-a para o foco de debates, e nesta edição, a homenageada é a cineasta Laís Bodansky.

A Mostra Cinema e Direitos Humanos acontecerá nas 26 capitais e no Distrito Federal. A expectativa é receber um público de 30 mil pessoas em todo o país e ainda promover um espaço de reflexão, inspiração e promoção do respeito à dignidade da pessoa humana por meio da linguagem cinematográfica.

Para mais informações e programação detalhada, acesse a página: https://www.facebook.com/11mostracinemadireitoshumanosmczal. Entrada gratuita!


(Com informações da Ascom)


Fonte: Coluna Axé – 444ª edição – Jornal Tribuna Independente (06 a 12/06/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 4 de junho de 2017

Cenarte abre vagas para novas turmas de percussão

Texto de Júlya Rocha


O Centro de Belas Artes de Alagoas (Cenarte), equipamento da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), abriu 40 vagas para o novo curso de percussão, com ênfase no pandeiro e tarol. As matrículas são gratuitas e acontecem entre os dias 02 e 09 de junho, na secretaria da escola.


As aulas serão realizadas todas as segundas-feiras, de 14h às 15h30 (tarol) e de 16h às 17h30 (pandeiro), e as sextas-feiras, de 09h às 10h30 (tarol) e de 11h às 12h30 (pandeiro), ministradas pela professora Manuela Cecília,  a partir do dia 12 de junho.

Os interessados devem comparecer ao equipamento cultural, das 09h às 16h, portando uma foto 3x4, carteira de identidade (RG), CPF e comprovante de residência. Podem se inscrever pessoas a partir de 10 anos de idade.

Cenarte 

Criado há 35 anos, o Cenarte visa à promoção do acesso aos bens artístico-culturais e a prestação de serviços em artes, dança, música e teatro. O equipamento cultural está localizado na rua Pedro Monteiro, 108, Centro de Maceió. Mais informações pelo telefone: 3315-7871.


Fonte: Ascom/Secult

Estudante alagoana é chamada de 'macaca' em postagem nas redes sociais

(Crédito: Reprodução) 
 
Uma postagem com mensagens racistas viralizou nas redes sociais com vários compartilhamentos entre estudantes de Alagoas nesta quinta-feira (01). Na imagem, uma jovem negra, aluna do Colégio Santa Úrsula, é alvo de xingamentos por parte de outros jovens que seriam da mesma instituição de ensino. 

“Sem comentários para a macaca azeda que eu vou meter meu gesso na cara, merma arruma esse cabelo de tuim pra poder falar dos outros!!”, diz o primeiro comentário, de uma garota, completado com a hashtag #aiquesusto. “Vaiii comer banana oush”, falou outra jovem, que também usou a mesma hashtag. 

Entre as mensagens racistas, um jovem chega a recriminar a atitude das meninas. “Isso foi racista”, afirmou. “Aquela macaca merece todo racismo do mundo”, respondeu a autora do primeiro comentário. 

Alunos do colégio chegaram a realizar uma manifestação contra o ato de preconceito e em apoio à aluna, com cartazes e mensagens nas redes sociais. 

O TNH1 tentou entrar em contato com a diretoria do Santa Úrsula, mas uma funcionária do colégio informou que no momento da ligação telefônica não havia ninguém que pudesse responder sobre o caso. 

No início da noite, o colégio postou uma nota em uma rede social se manifestando sobre o caso, sem dizer, no entanto, se iria realizar algum procedimento administrativo ou se os alunos envolvidos sofreriam algum tipo de punição. 

Confira a nota na íntegra:
Nota de repúdio
O Colégio Santa Úrsula vem a público manifestar total repúdio em relação aos relatos de racismo ocorridos nas redes sociais entre alunos.
A instituição reforça, ainda, que diariamente desenvolve projetos e atividades que prezam pela formação contínua de cidadãos éticos, responsáveis e conscientes de seu compromisso social, almejando sempre uma sociedade justa e igualitária.

 
 

Fonte: TNH1