terça-feira, 12 de setembro de 2017

Cabelos enrolados...

Meu cabelo enrolado, todos querem imitar, eles estão baratinados, também querem enrolar... A canção foi escrita por Macau na década de 1970, consagrada na voz da cantora Sandra de Sá é considerada um símbolo do orgulho negro e uma das mais conhecidas na música popular brasileira.

Já foi o tempo que os cabelos cacheados, crespos e ondulados eram considerados feios, sujos, bagunçados e outros inúmeros estereótipos negativos. Os conceitos se inverteram, virou tendência, e ampliou-se o interesse por esse tipo de beleza natural.

Atualmente, a busca por informações sobre os cabelos cacheados no Google ultrapassou a pesquisa por cabelos lisos. De acordo com o levantamento realizado pelo Google BrandLab, indica que a procura por dicas relacionadas aos cachos cresceu 232%; outro número animador são as buscas sobre transição capilar - procedimento em que a mulher retira a química dos cabelos com um grande corte para assumir seus cachos - subiu 55%, em dois anos.

Esse tipo de cabelo é volumoso, bastante frágil e assimétrico, porém, os/as especialistas de plantão afirmam que existem pelo menos dez versões para a estrutura dos fios: Tipo 2 - Cabelo ondulado: não é realmente cacheado, mas ondulações variam de leves a intensas e os fios nascem em "S"; 2A: é o cabelo levemente ondulado, fácil de mexer, inclusive de alisar ou enrolar; 2B: Nesse tipo de cabelo, as ondas se formam em todo o cabelo como se fossem uma letra S, é um poucos mais difícil de modelar; 2C: As ondas são bem definidas e apresentam mais volume; Tipo 3 – Cabelo Cacheado: cachos bem definidos; 3A: os cachos são grandes e abertos; 3B: Cachos menores e mais bem definidos, os fios são mais ásperos ao toque; 3C: O fio é mais grosso, praticamente crespo, e os cachos são bem apertados (têm a circunferência aproximada de um lápis), ressecados e armam com facilidade; Tipo 4 – Cabelo Crespo: os fios são mais rijos e ásperos e crescem paralelamente à raiz; 4A: O diâmetro desse cacho é próximo à uma agulha de crochê e retém melhor a umidade; 4B: tem características parecidas com o 4A, mas a mecha esticada é angulosa e fica em forma de "Z", e ainda, pode encolher em até 75% do tamanho natural; 4C: os fios parecem crescer para cima e ele também pode encolher em até 75% do tamanho natural. 

Para atender toda essa diversidade, as indústrias de cosméticos estão investindo em linhas específicas de shampoo, condicionador, cremes e óleos de hidratação, cremes de pentear para modelar os cachos, ampliar ou controlar o volume, reduz o frizz, proporcionar o efeito molhado, etc e tal. 

Nas redes sociais, são cada vez mais frequentes os grupos de amizade para pessoas que possuam esse tipo de cabelo ou simplesmente querem compartilhar receitas caseiras de tratamento, tutoriais de penteados, dicas no combate do ressecamento e informações sobre os maiores erros nos cuidados como pentear os cabelos quando estão secos danifica a estrutura dos fios e o fato de mantê-los presos o dia todo favorece a quebra.

O que pode parecer modismo ou futilidade, na verdade, transformou-se em sinônimo de pertencimento étnico, autoestima e empoderamento feminino.


Fonte: Coluna Axé – 458ª edição – Jornal Tribuna Independente (12 a 18/09/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Grito dos Excluíd@s 2017

No dia 7 de setembro, em contraponto ao Dia da Independência do Brasil, terá mais a 23ª edição do Grito dos/as Excluídos/as em Maceió. A concentração está marcada para às 9 horas, na Praça Sinimbu. 

A ação busca chamar a atenção da sociedade e do Poder Público sobre as injustiças e a exclusão social, sendo organizada por lideranças de vários movimentos sociais e as pastorais sociais da Igreja Católica.

Neste ano, os trabalhadores do campo e da cidade refletem sobre o tema “Vida em Primeiro Lugar” e o lema “Por direitos e democracia, a luta é todo dia”; a marcha ocorrerá na Avenida da Paz, perfazendo o mesmo trajeto do desfile militar, e retornará à Praça Sinimbu. A expectativa é que a atividade reúna de 1500 a 2 mil pessoas, agregando diversos movimentos que lutam contra as injustiças.

Com este chamado, os movimentos pretendem denunciar a exclusão provocada pelas reformas do governo Temer, a privatização do patrimônio nacional e a consolidação do golpe contra a classe trabalhadora. Em Alagoas, também denunciarão a privatização do Governo Renan e os assassinatos da população de rua, negra, pobre e periférica.

O Grito dos Excluídos/as surgiu no Brasil, em 1994, e se consolidou como um espaço sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos. E o objetivo é valorizar a vida e anunciar a esperança de um mundo melhor, construindo ações a fim de fortalecer e mobilizar pessoas para atuar nas lutas populares e denunciar as injustiças e os males causados por este modelo econômico liberal e excludente, ocupando ruas e praças por liberdade e direitos.


Fonte: Coluna Axé – 457ª edição – Jornal Tribuna Independente (05 a 11/09/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Tambor Falante discute Racismo Institucional e o Estatuto da Igualdade Racial

Na Década Afrodescendente em que se faz necessário ampliar o diálogo a respeito das mudanças de conceitos e a legitimação pela ocupação de espaços na sociedade, o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô realizará o projeto TAMBOR FALANTE sobre o tema RACISMO INSTITUCIONAL E ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL”. O evento será neste sábado (02/09), às 15h, no Ilé N’ifé Omi Omo Posú Betá (Casa de Axé coordenada por Mãe Miriam), localizado na Rua Dr. Luiz Campos de Teixeira, 290 – Ponta da Terra – em Maceió.  

O diálogo será conduzido por facilitadores ativistas do movimento negro: o jornalista Nuno Coelho, Coordenador de Relações Institucionais dos APNs e Conselheiro Titular do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) do Ministério de Direitos Humanos e Cidadania. E a psicóloga Vanda Menezes, feminista, perita criminal e ex-secretária da Mulher do Estado de Alagoas.

Para abrilhantar ainda mais o evento, seguindo a proposta de prestigiar a cultura afro-brasileira, o encerramento terá performance artística do grupo Samba de Roda Posú Betá. Com entrada franca, o encontro visa trabalhar as questões do pertencimento étnico racial e reúne ativistas dos segmentos afros, integrantes de grupos artísticos, produtores culturais, lideranças de movimentos sociais, povos tradicionais, religiosos de matrizes africanas, pesquisadores, estudantes e simpatizantes da causa. 

O projeto – “TAMBOR FALANTE: Refletindo, Debatendo e Transformando Realidades” foi selecionado no Prêmio Eris Maximiniano 2015, na categoria Cultura Afrobrasileira, uma realização da Prefeitura de Maceió por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac).   Com este encontro, chegamos a última edição, da proposta de realizar cinco (5) encontros de formação/debates utilizando os aspectos culturais na formação sociopolítica da população afrodescendente, que desencadeará a produção de um livro e DVD sobre os temas discutidos.

O Anajô é uma organização não-governamental fundada em dezembro de 2005, vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs), instituição nacional do Movimento Negro que encontra-se presente em 14 estados brasileiros. Promove atividades de formação sobre a história do Quilombo dos Palmares; pertencimento étnico; conjuntura sociopolítica da população afro-brasileira; ações de combate ao racismo e preconceitos correlatos.

SERVIÇO:

Tambor Falante sobre RACISMO INSTITUCIONAL E ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL”
Data: 02/09/2017 (Sábado)
Hora: 15h
Local: Ilé N’ifé Omi Omo Posú Betá (Coordenada por Mãe Miriam) 
Rua Dr. Luiz Campos de Teixeira, 290 – Ponta da Terra (Mesma Rua da Escola Estadual Luiz Campos de Teixeira).                                 
Contatos: (82) 98878-7484 / 99905-3515

ENTRADA FRANCA! 


Fonte: Ascom

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Feira das Margaridas

Pela primeira vez em Maceió, terá a Feira das Margaridas do Crédito Fundiário nos dias 30 e 31 de agosto e 1º de setembro, na Praça da Faculdade, das 6h às 22h. 

A atividade é uma realização do Governo de Alagoas por meio do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) com o apoio da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Alagoas (Fetag) e do Instituto de Capacitação, Extensão, Formação e ATER (ICEFA). 

Participarão agricultores familiares das unidades produtivas do crédito fundiário e assentados da reforma agrária (convidados), que comercializarão produtos como: frutas, tubérculos, hortaliças, verduras, legumes, artesanato, animais; além de doces caseiros, pimenta e ovos de capoeira. O público poderá conferir a casa de farinha, restaurante camponês, espaço para exposição e palestras. 

As feirantes e o público em geral poderão conferir a palestra “Quebrando o silêncio” no dia 30 às 15h30, ministrada por Hylza Torres, Promotora de Justiça e Coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher do Ministério Público Estadual (MPE/AL). 

Na programação cultural, terá o Espetáculo “Thallita canta Gonzaga” no dia 30 a partir das 18h; na quarta-feira(31) às 19h, o bingo seguido da apresentação de Lula Sabiá e Banda; e na sexta-feira (01.09), o show de Guga do Acordeon e Banda; e no encerramento Xameguinho e Banda. 

A ação integra o "Agosto Lilás" – campanha estadual de conscientização sobre a violência contra a mulher – e ainda é uma referência à Margarida Alves, sindicalista rural assassinada no dia 12 de agosto de 1983 em Alagoa Grande (PB), considerada um símbolo na luta pelos direitos dos trabalhadores rurais no Brasil e inspiração para a Marcha das Margaridas criada em 2000. 

Esse é mais um momento para o fortalecimento da agricultura familiar, e ainda, enaltece a mulher enquanto protagonista no processo produtivo do Programa Nacional do Crédito Fundiário (PNCF). Entrada franca! Prestigie!

Fonte: Coluna Axé – 456ª edição – Jornal Tribuna Independente (29/08 a 04/09/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato:cojira.al@gmail.com

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Cojira-DF comemora dez anos de luta

Data será lembrada com solenidade, debate, festa quizomba e homenagens aos fundadores da entidade, que luta pela igualdade racial entre jornalistas



A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira) do Distrito Federal está completando uma década de fundação. A entidade foi criada em agosto de 2007 e vai celebrar a data na nesta sexta-feira (25), no Sindicato dos Jornalistas do DF.

Uma solenidade lembrará a trajetória da Cojira-DF. Entre os convidados que comporão a mesa de abertura estão representantes da Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial (Conajira), da Universidade de Brasília, Organização da Nações Unidas, do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal e de entidades do movimento negro de Brasília.

O ato também homenageará fundadoras e fundadores do coletivo, além de personalidades do movimento negro e de mulheres. As homenageadas e homenageados são: Juliana Nunes, Lecíno Filho Leleo e Sionei Leão, os três fundadores da Cojira; o jornalista Wilson Brother de Miranda (in memorian); e a ativista e afroempreendedora Graça Santos.

Em seguida um painel debaterá “Os desafios d@ profissional negr@ no Jornalismo”, com a participação de Luciana Barreto, jornalista da Empresa brasileira de Comunicação (EBC); Juliana Gonçalves, jornalista de Mídia Alternativa; Juliana Lopes, repórter do SBT de Brasília, e autora de monografia sobre a Cojira-DF. A mediação será da jornalista Juliana Nunes, da coordenação da Cojira.

As comemorações prosseguirão com uma Festa de Confraternização Kizomba e a Feira Afroempreendorismo de Mulheres Negras. Os festejos se completam com a exposição fotográfica Quilombos, do repórter-fotográfico Carlos Moura, e a intervenção poética Língua Preta, do poeta Jorge Amâncio. Tudo regado a muita música.


Fonte: Cojira/DF

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Agosto popular

Para enaltecer as manifestações culturais e sua diversidade no Estado de Alagoas, além da importância dos mestres populares na perpetuação do saber, a Articulação da Cultura Popular e Afroalagoana promove mais uma edição do projeto Agosto Popular.

A programação foi iniciada no sábado(19) sob a coordenação do grupo Cepa Quilombo no bairro do Jacintinho, com o debate sobre “A cultura popular e afro-brasileira como instrumento de inclusão social” e a apresentação de coco de roda, rap, capoeira e a banda Afro Zumbi. No domingo, foi a vez da Casa 31 no Santo Eduardo com o debate “Arte como ato político” seguido de várias apresentações e exposição. Nessa sexta-feira(25), no Quintal Cultural localizado no bairro do Bom Parto, terá a partir das 16h o debate sobre “Cultura e Direitos Humanos no combate à violência contra a mulher e juventude”; e as apresentações do grupo Afro Dendê, o grupo de capoeira Engenho Velho, o coletivo de hip hop ‘Noís q faiz’ e os grupos de dança ‘Oz Deuzes do Guetho’ e ‘Escoteiros da Cidadania’.

No dia 26, o Coletivo AfroCaeté coordena a atividade no bairro histórico do Jaraguá às 15h, com o debate “Folclore, Cultura Popular e Negritude” e apresentações do grupo de dança Àfojubá, a literatura de cordel do Mestre Jorge Calheiros e o batuque do coletivo. 

E no domingo, 27 de agosto, a programação acontecerá na Praça Santa Teresa no bairro da Ponta Grossa a partir das 16h com as apresentações artísticas: Grupo Erê, Grupo Ginga Brasil, Afoxé Ofáomin, Fanfarra da Escola Edson Bernardes, Coletivo AfroCaeté, Bumba Meu Boi, Rogério Dyaz e a Trincheira, Afro Afoxé, Bateria da Escola de samba Girassol, Afoxé Okê Arô e Roda de RAP (Sakura e convidados).

Todas as ações também fazem alusão ao Dia do Folclore, celebrado em todo o país no dia 22 de agosto, que foi instituído por meio do Decreto de Lei nº 56.747, de 17 de agosto de 1965, aprovado pelo Congresso Nacional. Prestigie!



Fonte: 455ª edição – Jornal Tribuna Independente (22 a 28/07/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

Conferência da Igualdade Racial chega ao Alto Sertão

Por: Luíla de Paula - Jornalista e integrante da Comissão de Comunicação Conepir/AL


A região do Alto Sertão receberá nesta terça-feira (22/08), a segunda etapa das Conferências Intermunicipais de Promoção da Igualdade Racial. Com o objetivo de discutir e avançar na construção de políticas públicas que atendam as demandas da população negra, quilombola, bem como indígenas, ciganos, grupos religiosos e culturais de matriz africana. O evento será sediado em Delmiro Gouveia, das 8h às 17h, no Espaço Juventude e contará com a participação de gestores e líderes de movimentos sociais, que atuam com as questões étnico-raciais, de oito municípios (Delmiro Gouveia, Água Branca, Canapi, Inhapi, Mata Grande, Olho D’água do Casado, Pariconha e Piranhas).

Com o tema central “O Brasil na Década dos Afrodescendentes: reconhecimento, justiça, desenvolvimento e igualdade de direitos”, a conferência contará com quatro grupos de trabalho, sendo discutidos subtemas.  E a Palestra Magna será realizada pela Dra. Professora Ana Cristina Conceição dos Santos – professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Campus do Sertão, membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Diversidade e Educação do Sertão Alagoano (NUDES/Ufal) e conselheira nacional de promoção da igualdade racial.

As atividades serão encerradas com a plenária final para aprovação de propostas e eleição dos delegados entre gestores e sociedade civil, a fim de integrarem a IV Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial, que deve acontecer em 24 e 25 de novembro.

ETAPAS - Ao todo as Conferências Intermunicipais terão nove etapas distribuídas por regiões. As próximas serão Delmiro Gouveia (dia 22/08), abrangendo toda a região do Alto Sertão; Maragogi (dia 25/08), região Norte; São Miguel dos Campos (dia 01/09), região Tabuleiro do Sul; Arapiraca (dia 05/09), região Agreste; Santana do Ipanema (dia 15/09), com a região do Médio Sertão; Palmeira dos Índios (dia 19/09), região Planalto da Borborema; Maceió (dia 22/09), compreendendo a Região Metropolitana; e União dos Palmares (dia 29/09), incluindo a região Serrana dos Quilombos.

As Conferências Intermunicipais são realizadas pela Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh), por meio da Superintendência de Direitos Humanos e Igualdade Racial e o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial de Alagoas (Conepir-AL).

Mais informações: (82) 3315-1791 (SUPDHIR), 99809-1015  ou pelo email conepir2017@gmail.com

sábado, 19 de agosto de 2017

Região do Baixo São Francisco recebe primeira conferência de igualdade racial

O Iteral é uma das instituições atuantes na organização da atividade que terá nove etapas regionais, e a conferência estadual acontecerá em novembro



Nessa sexta-feira, 18 de agosto, a cidade de Penedo sediou a primeira etapa da Conferência Intermunicipal de Promoção da Igualdade Racial referente à Região do Baixo São Francisco, reunindo lideranças quilombolas, ciganos e gestores públicos locais. 



A atividade foi iniciada com a apresentação do grupo de guerreiros Treme Terra, e em seguida, a palestra ministrada por Clébio Araújo – Historiador e Vice Reitor da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal). Com o tema ‘O Brasil na Década dos Afrodescendentes: Reconhecimento, Justiça, Desenvolvimento e Igualdade de Direitos’.

Só há paz na resistência. E hoje, nessa conferência, é um espaço para nos empoderar, ocupando os espaços necessários para quebrar as forças que insistem em andar para trás e retroagir. Mas, para isso, temos que sair do lugar e nós precisamos ser reconhecidos por aquilo que nós somos”, exaltou o Araújo.

O Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral), o Gabinete Civil a Secretaria de Estado da Mulher e Direitos Humanos (Semudh) e o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir-AL) integram a comissão organizadora da conferência intermunicipal. Segundo a Assessora Técnica dos Núcleos Quilombolas e Indígenas no Iteral, Leone Silva, ao todo serão nove etapas das conferências que são espaços de integração e controle social. 




De acordo com Helcias Pereira, presidente do Conepir-AL, o objetivo é discutir e fortalecer as políticas públicas. “O Conselho Estadual tem a missão de ouvir as demandas e fazer com que essas demandas sejam registradas, cobradas e que virem realmente políticas públicas eficazes para a promoção da igualdade racial. Nós não podemos desistir da luta e temos que estar unidos”, citou.



Na ocasião, foram eleitos 18 delegados e delegadas, entre gestores públicos dos municípios de Penedo e Igreja Nova, representantes da Comunidade Quilombola Oiteiro e da Comunidade Cigana Vila Matias que participarão da etapa estadual nos dias 24 e 25 de novembro.

Dentre as propostas aprovadas estiveram: Aprovação do Estatuto do Cigano, que tramita no Senado Federal; Criação do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial; Apoio técnico e financeiro para o resgate e manutenção dos grupos culturais dos povos tradicionais (quilombolas, ciganos, indígena, matriz africana, ribeirinhos e outros); formação sobre pertencimento étnico; criação de atendimento especializado em violência a grupos vulnerabilizados; fomentar a criação de um Conselho Municipal de Segurança em Penedo; e a realização de um Encontro Estadual de Povos Ciganos.

Agenda
A segunda etapa da Conferência Intermunicipal ocorrerá na próxima terça-feira(22) no município de Delmiro Gouveia, das 9 às 17h, na Estação Juventude, com a participação de oito municípios da Região do Alto Sertão Alagoano: Delmiro Gouveia, Água Branca, Canapi, Inhapi, Mata Grande, Olho D´Água do Casado, Pariconha e Piranhas.

As próximas datas serão: 25 de agosto na sede da Coopeagro em Maragogi (Região Norte); 1º de setembro em São Miguel dos Campos (Região Tabuleiro Do Sul); 05 de setembro em Arapiraca (Região Agreste), 15 de setembro em Santana do Ipanema (Região Médio Sertão), 19 de setembro em Palmeira Dos Índios (Região Planalto do Borborema); 22 de setembro em Maceió (Região Metropolitana) e 29 de setembro em União Dos Palmares (Região Serrana Dos Quilombos).

Mais informações: (82) 3315-1791 (SUPDHIR), 99809-1015 ou pelo email conepir.al@gmail.com


Fonte: Ascom/ITERAL




quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Grupo de capoeira realiza "É Tradição Camará"


No período de 18, 19 e 20 de agosto, a Associação Cultural Capoeira Tradição realizará a quarta edição do evento É TRADIÇÃO CAMARÁ, que acontecerá no Espaço Tradição de Capoeira (Rua São Francisco, 31, Ouro Preto) em Maceió.

Coordenado pelo Mestre de capoeira Leto Santana (foto), a atividade contará com a presença de vários mestres convidados de Alagoas e de outros estados. A programação será iniciada às 19h e terá como palestra de abertura o tema “A capoeira e o Cangaço” ministrada pelo Mestre Máximo Brito (Mestre de Capoeira e Historiador – Bahia).

Os participantes poderão participar de várias oficinas: Dança Afro (Cristina Santos), Capoeira Angola (Mestre Marco Baiano - Grupo de Capoeira Angola Palmares - Alagoas), Maculelê (Mestre Besourão - Escola de Capoeiragem - Alagoas), Noções Básicas de Primeiro Socorros (Wellington Lima - Socorrista e monitor do Serviço de Atendimento Médico de Urgência - SAMU).

Também terá a palestra sobre “Africanidade” com Bidansanta Na Isna (Membro do Núcleo de Estudantes Africanos e aluno do Curso de Medicina da Universidade Federal de Alagoas); Papoeira (Mesa Redonda com os mestres presentes); batizado, troca de cordas de Capoeira e apresentação cultural.

Mais informações: (82) 99114-4330.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Thallita canta Gonzaga

O Espetáculo “Thallita canta Gonzaga” é uma iniciativa do Projeto Thalita, que reúne no palco música, teatro e muita emoção. 

Com duração de aproximadamente 1h, o espetáculo possui aproximadamente 60 artistas, crianças do projeto e convidados, que despertam uma viagem à cultura nordestina e ainda homenageia o Rei do Baião Luiz Gonzaga.

Serão interpretadas nove canções: Vida de Viajante, Luar do Sertão, Xote das Meninas, Xote Ecológico, Que nem jiló, ABC do Sertão, Asa Branca, Rei Bantu e Ave Maria Sertaneja.

A primeira apresentação será nessa quinta-feira, 17 de agosto, no Teatro Deodoro em Maceió, a partir das 19hs e o ingresso é apenas 1kg de alimento não perecível. O ciclo de apresentações continuará no dia 22 de setembro no Sesc Centro; 06 de outubro, no Teatro Linda Mascarenhas; e 28 de outubro no Sesc Poço.

O projeto Thalita pertence à “Associação Esperança e Vida” é uma organização não governamental com finalidade jurídica o desenvolvimento de ações socioeducativas e culturais. Fundada no dia 9 de março de 1996 possui atualmente 150 famílias assistidas com várias ações, dentre elas: oficinas de canto, flauta doce, teatro, reforço educacional, informática, cursos profissionalizantes, formação e apoio psicológico à família e comunidade; além da realização de palestras a exemplo dos direitos da crianças e combate da exploração infantil, atividades de recreação, visita a museus e ao parque municipal ecológico.

A instituição está localizada na Av. Djalma Fragoso de Alencar, 15, Petropolis, Maceió. Contato: (82) 3328-9333 / projetothallita@ibest.com.br. Prestigie!


Fonte: Coluna Axé – 454ª edição – Jornal Tribuna Independente (15 a 21/07/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Tambor Falante une representantes religiosos para dialogarem sobre intolerância

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô realizará mais uma edição do Projeto TAMBOR FALANTE que desta vez fará uma abordagem sobre a “Intolerância Religiosa e Preconceitos Correlatos”

O encontro acontecerá neste sábado(12/08), às 15h, na sede do grupo Capoeira Tradição, localizada na Rua São Francisco, 31, bairro do Ouro Preto, em Maceió. Para ampliar o debate, o evento terá a participação dos facilitadores Pastor Wellington Santos (Igreja Batista do Pinheiro) e o Babalorixá Célio Rodrigues (Casa de Iemanjá). No encerramento, terá apresentação artística do Coletivo Maracatod@s.

Com entrada franca, o encontro visa trabalhar as questões do pertencimento étnico racial e reúne ativistas dos segmentos afros, integrantes de grupos artísticos, produtores culturais, lideranças de movimentos sociais, povos tradicionais, religiosos de matrizes africanas, pesquisadores, estudantes e simpatizantes da causa.

O projeto –“TAMBOR FALANTE: Refletindo, Debatendo e Transformando Realidades” foi selecionado no Prêmio Eris Maximiniano 2015, na categoria Cultura Afrobrasileira, uma realização da Prefeitura de Maceió por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac).Tem como proposta realizar cinco (5) encontros de formação/debates utilizando os aspectos culturais na formação sociopolítica da população afrodescendente e desencadeando a produção de um livro e DVD sobre os temas discutidos.

O Anajô é uma organização não-governamental fundada em dezembro de 2005, vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs), instituição nacional do Movimento Negro que encontra-se presente em 14 estados brasileiros. Promove atividades de formação sobre a história do Quilombo dos Palmares; pertencimento étnico; conjuntura sociopolítica da população afro-brasileira; ações de combate ao racismo e preconceitos correlatos.


SERVIÇO:
Tambor Falante sobre “Intolerância Religiosa e Preconceitos Correlatos”.
Dia: 12/08/2017 (sábado)
Hora: 15h
Local: Sede do Grupo Capoeira Tradição.
Rua São Francisco, 31, bairro do Ouro Preto, em Maceió.
Contatos: (82) 98894-5962 / 99809-1015
ENTRADA FRANCA!


Fonte: Ascom/Anajô

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Meados de Agosto 2017

O Quilombo Lunga – Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos Passagem do Vigário e Poços do Lunga – realiza mais uma edição da tradicional Festa Meados de Agosto no município de Taquarana, que ocorre há 200 anos. 

O evento é considerado a maior expressão festiva de resistência e fé das comunidades quilombolas em Alagoas. Tem como público alvo as comunidades quilombolas do Agreste Alagoano: Lagoa do Coxo, Mameluco, Passagem do Vigário e Poços do Lunga (Taquarana); Serra Verde (Igaci); Tabacaria (Palmeira dos Índios); Carrasco e Pau D’Arco (Arapiraca); Serra dos Banga (Belém); além de moradores dos sítios circunvizinhos, estudantes, pesquisadores e ativistas de movimentos sociais. 

A programação foi iniciada nessa segunda-feira(07.08) e segue até o dia 15. Serão realizadas oficinas de coco de roda, “Redução de Danos com a Comunidade/ Trabalhadores da Equipe de Saúde da Família”, cordel, Percussão, bumba meu boi e grafite. Na sexta-feira(11), a partir das 14h terá o Cine Pipoca SESC na comunidade, que ocorrerá na Escola Tenente Tenório – Comunidade Remanescente de Quilombo Poços do Lunga/Taquarana. Já as rodas de diálogos abordarão os temas: “Mulheres pela Democracia”; “Juventude, Cultura e Resistência” e “A mulher negra do campo e a retirada de Direitos”. 

O Ritual Religioso no Rio Lunga da grande festa será no dia 15 a partir das 6h, e ao meio dia, terá a Procissão da Santa Nossa Senhora do Perpétuo Socorro no Quilombo Poços do Lunga; e às 14h serão iniciadas as apresentações de várias expressões culturais: grupos folclóricos, afroculturais, capoeira, maracatu, hip hop, samba e reggae. Trata-se de uma grande celebração; um misto de cantos, dança, saberes e fé em sinal de agradecimento aos frutos da colheita de subsistência. 

Mais informações: (82) 99632-6584 / 98200-9392 / 98849-2085.


Fonte: Coluna Axé – 453ª edição – Jornal Tribuna Independente (08 a 14/07/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Quilombos ameaçados

Em agosto, o futuro de milhões de quilombolas será decidido no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Desde 2004, o Partido Democratas (DEM) entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no STF, questionando o decreto 4887/2003 que regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos de que trata o art. 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias”. 

Essas comunidades são grupos étnico-raciais, segundo critérios de auto-atribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida. Lembrando que cabe ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a regulamentação dos procedimentos administrativos para identificação, medição e demarcação das terras. E a Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura deverá instruir o processo para fins de registro ou tombamento e zelar pelo acautelamento e preservação do patrimônio cultural brasileiro. 

O julgamento será retomado no dia 16 de agosto e essa será a terceira vez que o direito constitucional quilombola estará em pauta; a primeira vez foi em 2012, com o voto do Ministro Cesar Peluso pela inconstitucionalidade do decreto; e a segunda, em 2015, com o voto pela constitucionalidade da Ministra Rosa Weber; e agora, retornará com o voto do Ministro Dias Tóffoli. Caso seja aprovado, os quilombos já titulados no país podem ser anulados e novas titulações não serão possíveis sem o decreto. Atualmente, mais de 6 mil comunidades ainda aguardam o reconhecimento e lutam pela efetivação de políticas públicas em seus territórios. 

Buscando conscientizar a população brasileira sobre esse retrocesso e desvalorização das comunidades quilombolas; além de combater o racismo e a concentração fundiária no país; a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) encontra-se com uma mobilização para arrecadar assinaturas na petição online: https://peticoes.socioambiental.org/nenhum-quilombo-a-menos. 

O Brasil é quilombola! Nenhum quilombo a menos!



Fonte: Coluna Axé – 452ª edição – Jornal Tribuna Independente (01 a 07/08/17) / Cojira-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Sintufal realiza evento sobre saúde da mulher negra


Quintas no Poço homenageia baianidade de Daniela Mercury

Toda última quinta-feira do mês há espaço para mais uma opção de entretenimento, ao som de repertórios que são referência para a música brasileira. O Quintas no Poço traz artistas alagoanos para homenagens a ritmos e grandes nomes da música, com entrada franca.

No mês de julho, o projeto será realizado no dia 27/07, às 19h30, na Unidade Sesc Poço, e apresentará um pouco da baianidade da cantora Daniela Mercury, na voz de Naná Martins. A intérprete traz ao palco a ginga e canções do repertório de uma das mais consagradas artistas brasileiras.

Naná Martins apresenta um pouco do universo musical contagiante através de composições da aclamada cantora e compositora baiana Daniela Mercury. Suas músicas embalam gerações, como “O Canto da Cidade”, percursor do movimento samba-reggae, logo chamado de "axé music", ganhou força em todas as regiões do país e permitindo que outros artistas do gênero tivessem destaque no cenário musical brasileiro. O repertório do "furacão da Bahia" e "rainha do axé", que conquistou públicos de todo o mundo, poderá ser conferido pelo público nesta homenagem.

Sobre Naná Martins
Natural de Alagoas e com fortes raízes africanas, aprendeu desde criança a trazer cultura afro em sua performance. Em seis anos de carreira vem ampliando experiências de palco no cenário Alagoano, a exemplo da abertura de shows de cantores como o baiano Saulo Fernandes (2013), Martinho da Vila (2013), Fundo de Quintal (2014), Mart'nália (2015) e Daniela Mercury (2016). O batuque forte dos tambores na sua música é fruto da atuação nos grupos de percussão afro: Coletivo AfroCaeté desde 2011 e Grupo de Formação e Inclusão Social Inaê desde a sua fundação em 2003. Apresenta ainda influência de um dos fortes ritmos brasileiros, o Axé.

SERVIÇO
Projeto Quintas no Poço
Naná Martins homenageia Daniela Mercury
Local: Unidade Sesc Poço
Data: 27/07/2017
Horário: 19h30
Entrada franca
 
 
Fonte: Ascom/Sesc-AL

terça-feira, 18 de julho de 2017

Editora procura escritoras negras com livro inédito


Primeiro selo da editora Linha a Linha busca escritoras negras e homenageia a autora Carolina Maria de Jesus (1914-1977) – Foto: Divulgação



Por Miguel Arcanjo Prado

A editora Linha a Linha anunciou que está em busca de escritoras negras, “cis & trans”, de todas as idades, que não tenham lançado ainda nenhum livro, possuam uma obra inédita e morem no Estado de São Paulo.

As obras selecionadas vão compor o selo CAROLiNA, que vai inaugurar as publicações do Editorial Linha a Linha, “a primeira editora feminista do Brasil”.

Segundo a editora, o nome é em “homenagem a uma das maiores escritoras brasileiras do século 20, Carolina Maria de Jesus (1914-1977)”, autora do já clássico “Quarto de Despejo”.

Segundo o anúncio da Linha a Linha, a autora negra precisa ter um livro “pronto ou quase pronto de prosa literária” e lembra que “vale romance, conto, ficção, não-ficção e tudo que há no meio disso e não pode ser facilmente classificado”.

A editora ainda ressalta que a “obra não precisa tratar explicitamente ou exclusivamente de feminismo, ou de questões raciais” e reforça querer saber o que as escritoras escrevem “sobre o mundo para além desses temas”, mas também se colocando disposta a “receber com alegria originais que se dediquem a essa abordagem de maneira mais direta”.

A Linha a Linha explica que as escritoras selecionadas não pagarão pela publicação, que será totalmente custeada pela editora. A autora ainda receberá 10% da tiragem e poderá comprar exemplares com 30% sobre o preço de capa para revender e ter algum retorno financeiro, para além dos direitos autorais.

Os originais podem ser enviados até 15 de agosto de 2017. Veja as regras divulgadas pela Linha a Linha:
a) escreva um e-mail para contato@editoralinha.com.br com o assunto “Chamada de originais CAROLiNA”.
b) Anexe em formato .doc ou .docx o original
c) No corpo do e-mail se apresente e apresente brevemente a obra em um parágrafo curto. Queremos saber quem é você e como pensa a sua obra! Se quiser pode incluir links para suas redes sociais, mas não é obrigatório. 😉
d) Inclua, em seguida, a cidade onde mora; conte-nos também quais as suas principais influências literárias (livros e autoras/es), e quais os últimos três livros que leu.


Fonte: Blog do Arcanjo

segunda-feira, 17 de julho de 2017

“Julho das Pretas” continua debatendo racismo e opressão de gênero



A programação “Julho das Pretas”, idealizada e organizada por um grupo de entidades que atuam no combate ao racismo e à opressão de gênero em Alagoas para marcar o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, e o Dia de Tereza de Benguela, celebrados em 25 de julho, continua esta semana, com a realização do Cine-Fórum em escolas públicas, e debates no MISA e na Ufal.

Nesta segunda-feira, dia 17, às 19h o Cine-Fórum exibe o Curta “O Xadrez das Cores”, na Escola Estadual Maria Ivone, situada no Conjunto Eustáquio Gomes, no Tabuleiro do Martins, seguido de debate. O objetivo é levar os estudantes a pensar, refletir e entender as raízes do preconceito. A atividade será coordenada pelo Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – entidade vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs).   
  
Na terça-feira, dia 18, às 14hs, a programação volta a acontecer no auditório do MISA, com o debate “Mulheres Negras na mira do tráfico para fins de exploração sexual”. Já no dia 19, o Campus A C Simões da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) também será palco do empoderamento feminino, quando o Núcleo Temático Mulher&Cidadania discutirá sobre “Ativismo de Lélia Gonzalez: percurso do feminismo da mulher negra”.

As atividades do Cine-Fórum continuam no dia 27 de julho, às 19hs na Escola Estadual Rosalva Pereira Viana, localizada na Santa Lúcia, e no dia 28, na Escola Estadual Benedita de Castro, no Clima Bom, às 14hs.

O Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha foi instituído em 1992, na República Dominicana, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, para dar visibilidade e reconhecimento à presença e à luta das mulheres negras nesse continente. Tereza de Benguela é considerada uma grande guerreira quilombola mato-grossense e símbolo da resistência negra no Brasil colonial.

O Julho das Pretas tem à frente várias entidades da sociedade civil que lutam contra o racismo e a opressão de gênero, em conjunto com a Rede de Mulheres Negras do Nordeste e em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim), Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir), Fapeal e a Ufal.


Fonte: Valdice Gomes (jornalista, MTE 288\AL) \ (82)99999-1301

domingo, 16 de julho de 2017

Centro de Belas Artes oferece oficinas de produção de xequerê e atabaque

Serão disponibilizadas 60 vagas, sendo 40 para xequerê e 20 para atabaqueSerão disponibilizadas 60 vagas, sendo 40 para xequerê e 20 para atabaque(Foto: Ascom/Secult)
 
 
 
Texto de Júlya Rocha
O Centro de Belas Artes, equipamento cultural da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), abre inscrições para as oficinas de produção de xequerê e atabaque. O curso é uma realização da  Orquestra de Tambores, do Ponto de Cultura para Tambores de Alagoas Ilú Orun, e será ministrado pelo professor Wilson Santos.

Serão disponibilizadas 60 vagas, sendo 40 para xequerê e 20 para atabaque. As aulas de xequerê acontecerão às quartas e sextas-feiras, de 14h às 17h, e as de atabaque aos sábados, no mesmo horário.

A partir desta quarta-feira (12), os interessados devem comparecer à sede do Cenarte portando documentos de identidade, CPF, comprovante de residência e uma foto 3x4 atual. Os alunos devem ser maiores de 15 anos. As matrículas seguem até o dia 21 de julho.

O Cenarte está localizado na Rua Pedro Monteiro, 108, Centro. Mais informações através do telefone: 3315-7871.

Fonte: Secult