terça-feira, 23 de maio de 2017

Jogos Indígenas

A aldeia Wassu Cocal localizada no município de Joaquim Gomes – zona da mata alagoana –  realizará a primeira edição dos seus jogos indígenas no período de 22 a 26 de maio. A programação foi iniciada com uma roda de conversa entre lideranças indígenas; cerimônia cultural de abertura do evento esportivo e homenagem aos anciões Wassu Cocal.

Estão participando 240 competidores e competidoras representando sete povos indígenas do Estado de Alagoas: Jeripankó (Pariconha), Kotokin (Pariconha), Karapotó Plakió (São Sebastião), Koiupankó (Inhapi), Xucuru Kariri – Serra da Capela (Palmeira dos Índios), Xucuru Kariri – Mata da Cafurna (Palmeira dos Índios) e Wassu Cocal (Joaquim Gomes).

As modalidades esportivas são: natação, corrida de jangada, arremeço de lança, competição de maracá e zarabatana; rouba bandeira; estilingue; arco e flecha; corrida de perna de pau, cesto, de pote e a corrida dos guerreiros; cabo de guerra, braço de força. Também serão realizados vários rituais culturais; exposição e comercialização de comidas típicas e artesanato; além do desfile da beleza indígena com peças da Griff Koiupanká.

O evento conta com o apoio do Governo do Estado por meio do Gabinete Civil e do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral); além da Prefeitura Municipal de Joaquim Gomes e comunidade local. 

Mais informações: (82) 98707-6373.


Fonte: Coluna Axé – 442ª edição – Jornal Tribuna Independente (23 a 29/05/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Iteral participa de encontro nacional de quilombolas

Evento acontecerá na cidade de Belém (PA) e delegação alagoana é composta por representantes de comunidades quilombolas e do poder público


De acordo com Leone Silva, do Iteral, encontro contribuirá para a reflexão dos direitos conquistados e avaliação da luta por novos reconhecimentos De acordo com Leone Silva, do Iteral, encontro contribuirá para a reflexão dos direitos conquistados e avaliação da luta por novos reconhecimentos 
 
 
Texto de Helciane Angélica

A quinta edição do Encontro Nacional das Comunidades Quilombolas terá como tema “Terra Titulada: Liberdade Conquistada e Nenhum Direito a Menos”. O evento ocorrerá de 22 a 26 de maio, no Hotel Gold Mar, em Belém (PA), e  é uma realização da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) e reunirá lideranças de todo o país.

A delegação alagoana é representada por membros das comunidades remanescentes de quilombo: Mumbaça (Traipu); Puxinanã (Major Isidoro); Poço do Sal (Pão de Açúcar); Palmeira dos Negros (Igreja Nova); Gameleiro, Aguazinha e Guarani (Olho D´Água das Flores).  Na condição de ouvintes estão Leone Manoel da Silva, assessora técnica dos Núcleos Quilombolas e Indígenas representando o Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) e Aline Gama, da Gerência de Articulação Social do Gabinete Civil.

De acordo com Leone Silva, o encontro contribuirá para a reflexão dos direitos conquistados e avaliação da luta por novos reconhecimentos. “O encontro contará com a presença de mais de 200 participantes, com representações de todos os estados brasileiros. É um espaço de intercâmbio cultural e troca de experiências. Eu estou indo na condição de convidada, com direito à voz, e iremos passar a realidade, avanços e o comprometimento do Governo de Alagoas com os quilombolas, que é de garantir a atenção, promover a integração e alinhar as políticas públicas sociais voltadas a esses povos tradicionais”, destacou.

Na programação, consta a exposição fotográfica ‘ParAfrica’ de Ana Carla Oliveira e Aíssa Mattos; mesas redondas sobre “Avanços e desafios da luta quilombola no Brasil” e a “Estrutura Agrária do Brasil”; oficinas de empoderamento das mulheres quilombolas contra a violência e o racismo; e apresentações culturais.

Os espaços para a formação e engajamento são os painéis de discussão sobre: Terra e Território; Produção: agroecológica, orgânica e agricultura familiar; Meio Ambiente e Impacto por Grandes Projetos; Gestão Territorial, Ambiental e CAR nos quilombos. E ainda, os grupos de trabalho com as temáticas: Organização Interna da Conaq; Autossustenção da Conaq política e financeira; Protagonismo das Mulheres Quilombolas no fortalecimento político e autossustentável da Conaq; Juventude Quilombola; Saúde da População Negra; Educação Escolar Quilombola; Comunicação; Habitação; Novas Tecnologias e Ancestralidade Quilombola.

No encerramento das atividades, terá a produção da carta oficial com as deliberações e posicionamentos políticos.

Mais informações, acesse o site oficial: www.conaq.org.br


Fonte: Agência Alagoas

terça-feira, 16 de maio de 2017

Encontro Nacional de Quilombolas

A quinta edição do Encontro Nacional das Comunidades Quilombolas acontecerá nos dias 22 a 26 de maio, no Hotel Gold Mar, em Belém (PA). Esse é o espaço máximo para deliberações da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), que contribui para a reflexão das políticas públicas, manutenção de direitos já conquistados e na luta por novos reconhecimentos.

Estarão presentes lideranças de comunidades remanescentes de quilombo de vários estados brasileiros que discutirão o tema “Terra Titulada: Liberdade Conquistada e Nenhum Direito a Menos”.

Na programação, terá debates sobre direitos territoriais, agricultura familiar, meio ambiente e ensino superior com pesquisadores e especialistas convidados; grupos de trabalho (GTs) sobre o protagonismo das mulheres, empoderamento da juventude, saúde da população negra; além da programação cultural com apresentação de grupos de música e dança, exposição fotográfica, e feira com produtos feitos nas comunidades quilombolas.

De acordo com os organizadores, eles não se responsabilizam pelo fornecimento da alimentação, transporte ou hospedagem para os/as participantes na condição de ouvinte, já que essa é uma prioridade para as representações das comunidades quilombolas. O evento tem a capacidade máxima para 200 pessoas, assim, caso o número de ouvintes seja elevado, haverá uma seleção de acordo com o interesse no evento. Para preencher o formulário, deve-se acessar o link: https://goo.gl/forms/oOxLGOxhFXPOVOfX2. Também existe um credenciamento para os/as interessados/as em expor/vender produtos na feira: https://goo.gl/forms/diJp9Jo4YdC9PRZv1.

A Conaq possui 21 anos de atuação, já realizou os encontros nacionais em Brasília-DF (1995), Salvador-BA (2002), Recife-PE (2003) e Rio de Janeiro-RJ (2011).

Para outras informações, visite o site: http://conaq.org.br/


Fonte: Coluna Axé – 441ª edição – Jornal Tribuna Independente (16 a 22/05/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 9 de maio de 2017

O Topo da Montanha

O casal de atores e ativistas negros, Taís Araújo e Lázaro Ramos, estão em turnê pelo Nordeste brasileiro com o espetáculo "O Topo da Montanha".

Após uma temporada de quase um ano na capital do estado de São Paulo, a montagem passou por diversas cidades, sempre com sessões lotadas. Agora chegou a vez de Maceió, nos dias 19 e 20 de maio (sexta e sábado) às 21hs e 21 de maio às 20h, no centenário Teatro Deodoro localizado no bairro do Centro da capital alagoana.

O Topo da Montanha faz alusão ao último grande discurso de Martin Luther King  (I’ve Been to the Mountaintop). Em Memphis, na Igreja de Mason, no dia 3 de abril de 1968, Luther King acabara de realizar seu último sermão. É exatamente neste cenário, um dia antes de seu assassinato, cometido na sacada do Hotel Lorraine, do quarto 306 – e na sequência de suas derradeiras palavras públicas –, que Martin Luther King, interpretado por Lázaro Ramos, conhece Camae, encenada por Taís Araújo, a misteriosa e bela camareira em seu primeiro dia de trabalho no estabelecimento. Repleta de segredos, ela confronta o líder em clima de suspense e simultaneamente debochado. Deste modo, em perfeito jogo de provocações, faz o reverendo se lembrar que, como todos, é humano. Por meio do humor e da emoção, faz rir e pensar com retórica atual, seja para americanos ou brasileiros.

A montagem teatral que estreou em Londres, em 2009, ganhou versão na Broadway em 2011 e começou sua trajetória de sucesso em São Paulo, no dia 9 de outubro de 2015, protagonizada e também produzida por Lázaro Ramos e Taís Araújo, com direção de Lázaro Ramos e codireção de Fernando Philbert. A comédia dramática tem duração de 1h30min, com classificação etária de 12 anos.

Os ingressos custam R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia) e podem ser adquiridas no Viva Alagoas (Maceió Shopping), Loja Mrs. Cat (Maceió Shopping), na bilheteria do teatro, e ainda, pelo site www.lojadeingresso.com. Mais informações: (82) 3032-5210 ou 996012828.

 

O espetáculo “Topo da Montanha” já foi visto por mais de 70 mil espectadores no Brasil. (Crédito da foto: Juliana Hilal)




Fonte: Coluna Axé – 440ª edição – Jornal Tribuna Independente (09 a 15/05/17) / Cojira-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Participe da eleição do Conselho Municipal de Políticas Culturais


Quilombolas festejam quitação do crédito fundiário

Beneficiários do Programa Nacional de Crédito Fundiário tiveram um domingo de muita comemoração Beneficiários do Programa Nacional de Crédito Fundiário tiveram um domingo de muita comemoração 
 
Texto e fotos: Helciane Angélica

Trinta famílias de agricultores quilombolas tiveram um domingo (7) de festa no povoado Alto do Tamanduá, localizado no município de Poço das Trincheiras. Elas são beneficiários do Programa Nacional de Crédito Fundiário e recebem o acompanhamento do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) e a assistência técnica da Cooperativa Agropecuária Regional de Palmeira dos Índios (Carpil), que juntos garantiram a infraestrutura do evento.

A renegociação e quitação da dívida do crédito rural junto ao Banco do Nordeste foi o resultado de muita luta. Para o presidente da associação dos quilombolas, José Maria Vieira da Silva, esse é um sonho realizado. "Muita gente dizia que a gente ia perder a terra, mas a gente teve fé em Deus e nos homens, trabalhamos muito, e hoje somos os donos da nossa terra. Se não fosse o Iteral, a gente não tinha conseguido, a dívida já estava em torno de 20 mil para cada assentado e conseguimos reduzir a dívida para R$ 3.100".

O diretor-presidente do Iteral, Jaime Silva, marcou presença na celebração e parabenizou o grupo pela união e por se tornar um exemplo para os demais assentados do crédito fundiário. “Infelizmente, têm muitas pessoas com condições de pagar e não querem quitar porque acham que o governo vai perdoar a dívida, mas com a Lei Federal 13.340/16 é possível ter um desconto de até 95%. Aqui é uma referência, as famílias do Alto do Tamanduá são donos do pedaço de terra e agora têm a garantia de que deixam uma herança para os seus filhos. E espero que o Iteral e a Carpil continuem lado a lado, defendendo o bem-estar e o interesse de todos para que continuem trabalhando e produzindo”, disse Silva.



A semente foi plantada e estamos colhendo hoje. A gente recebeu críticas e muitos beneficiários não tinham esperança, mas conseguimos reverter a situação porque estamos aqui para ajudar. Agora, estamos batalhando a individualização dos lotes e a entrega dos títulos de posse, e também, na reestruturação do curral e armazém”, destacou Tiago Medeiros, técnico agropecuário da Carpil.

A celebração contou com a colaboração de todos os agricultores familiares e a presença de convidados como os representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Poço das Trincheiras e da Associação Comunitária de Remanescentes de Quilombo Alto do Tamanduá. O dia foi marcado por um almoço coletivo com churrasco e feijoada; além de entoada e muito forró pé de serra.


PNCF
O Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) foi criado em 2003, é complementar ao Plano Nacional de Reforma Agrária, sendo um instrumento de democratização ao acesso à terra, combate à pobreza rural e consolidação da agricultura familiar. É coordenado pela Secretaria de Reordenamento Agrário do Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) e possui uma política de valorização às mulheres (PNCF Mulher), aos negros (Programa Terra Negra Brasil) e aos jovens de 18 a 28 anos (Programa Nossa Primeira Terra). Em Alagoas, são mais de 3 mil famílias beneficiadas pelo PNCF que recebem o acompanhamento do Governo de Alagoas por meio do Iteral.


Fonte: Agência Alagoas

terça-feira, 25 de abril de 2017

Padrinho?!

A atual Ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, durante um evento no Palácio do Planalto no último dia 12 de abril, intitulou o presidente Michel Temer como “Padrinho das Mulheres Negras Brasileiras”. 

O pronunciamento foi registrado em vídeo e rapidamente se espalhou via WhatsApp. A afirmação causou revolta nas mídias digitais, blogs e a publicação de notas oficiais de repúdio emitidas por diversas organizações dos movimentos sociais – Negro e de Mulheres – inclusive, do Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (Cladem). 

A crítica é sobre o desrespeito quanto ao protagonismo das mulheres negras e a titulação da política do apadrinhamento que remete-se aos tempos coronelistas. “Fale pela Senhora. Tenha ele como o SEU PADRINHO, não use a luta das mulheres negras em benefício próprio, para se legitimar perante um governo que não nos respeita e nem de longe reconhece a nossa luta ancestral”, desabafam as lideranças.

A Coordenação Nacional de Gênero do Coletivo de Entidades Negras (CEN) afirma: “Nós, mulheres negras, não entendemos que um homem branco, machista, patriarcal, misógino, sexista, golpista, usurpador de direitos possa nos representar”. 

Já o Núcleo Impulsor da Marcha de Mulheres Negras de São Paulo disparou: “Os ataques que Michel Temer tem feito desde que assumiu a presidência nos atingem diretamente. Luislinda deveria ter lembrado disso ao colocar em nossas bocas e em nossos nomes posição que não reivindicamos. Houve corte de 61% do orçamento federal para o combate à violência contra mulher e nós mulheres negras morremos mais por causa de feminicídio e a ação deste governo golpista é nos relegar ainda mais à morte. O desmonte da educação e saúde através do congelamento de investimentos por 20 anos é mais uma demonstração do quanto Temer não se importa com as nossas vidas e dos nossos. Temos o fechamento de programas como a Farmácia Popular e o aumento do valor da inscrição para o PROUNI. São as mulheres negras que mais recorrem aos serviços públicos e que terão sua saúde e educação negligenciadas por 20 anos”.

O Coletivo de Mulheres da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) exigiu uma retratação pública imediata e informou que a Ministra não as representava. “Um governo ilegítimo que destrói todas as políticas destinadas às mulheres e que, de forma deliberada acaba com o Ministério das Mulheres Igualdade Racial e Direitos Humanos e todas as políticas, desmantela todos os espaços governamentais de elaboração e execução de políticas para as mulheres e para os trabalhadores/as rurais de todo o Brasil. Lamentamos que a única mulher negra em um cargo ministerial seja considerada ‘afilhada’ de um governo golpista, assim reproduzindo o velho estereótipo do(a) negro(a) da Casa Grande que precisa ser apadrinhada para ser respeitada ou ‘não ser esquecida’”.

Enfim, chega de ironia e retrocesso!



Fonte: Coluna Axé – 439ª edição – Jornal Tribuna Independente (25/04 a 01/05/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 18 de abril de 2017

Consciência Indígena

De 17 e 20 de abril, a cidade alagoana de Arapiraca sediará a primeira edição da Semana da Consciência Indígena de Alagoas, que ocorrerá na Casa da Cultura, situada na Praça Luiz Pereira Lima no bairro do Centro. Trata-se de uma parceria entre a Prefeitura de Arapiraca, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Lazer e Juventude (SMCLJ) e a Universidade Estadual de Alagoas (Uneal).

A programação iniciará às 19h com performance de dança Toré e poética, também, contará com mostras de artes plásticas e de artefatos indígenas, exposição fotográfica; exibição dos documentários “Visadas do Pajé Miguel Celestino” e “José do Chalé”; e a explanação de alguns representantes de comunidades indígenas locais. As oficinas sobre “O Índio no Livro Didático” e “Fontes para a História Indígena” a partir das 14hs.

Já as mesas-redondas, abordarão os temas: “Povos do Sertão: Resistência”, “O Que É Ser Índio na Atualidade: Reflexões sobre Identidade Étnica” e “Rompendo o Preconceito: a Contribuição do Trabalho Indígena à Economia Local”.

O evento é gratuito e faz alusão ao Dia do Índio que é comemorado no dia 19 de abril, e busca ampliar a reflexão sobre a valorização sociocultural dos povos indígenas em nosso país. O Estado de Alagoas possui 12 etnias e 22 aldeias indígenas.


Fonte: Coluna Axé – 438ª edição – Jornal Tribuna Independente (18 a 24/04/17) / COJIRAL-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com  (Com informações da Ascom)

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Apresentação de Balé afro em Alagoas



No dia 22 de abril às 21h, no Teatro Gustavo Leite do Centro de Convenções de Maceió, terá o espetáculo “Herança Sagrada – A Corte de Oxalá” do Balé Folclórico da Bahia (BFB). 

Com única apresentação e pela primeira vez em Alagoas, o espetáculo integra a turnê Nordeste e já foi aplaudido nos Estados Unidos, Europa, Caribe, Oceania e África, conta com direção geral de Walson (Vavá) Botelho e direção artística de José Carlos Santos (Zebrinha). 

No palco, 26 bailarinos, músicos e cantores apresentam coreografias clássicas do repertório do Balé e as mais importantes manifestações folclóricas baianas, em “Puxada de Rede”, “Capoeira” e “Samba de Roda”, além de “Afixirê”, coreografia inspirada na influência dos escravos africanos na cultura brasileira. 

Os ingressos para assentos na plateia custam R$70 (inteira) e R$35 (meia-entrada); e no mezanino: R$50 (inteira) e R$25 (meia); e estão sendo comercializados na Loja Alethia no Maceió Shopping e Parque Shopping. 

Mais informações: (82) 3235-5301 / 99928-8675 / www.suechamusca.com.br

terça-feira, 11 de abril de 2017

Valorização dos indígenas

O Dia do Índio é comemorado no dia 19 de abril, foi criado pelo presidente Getúlio Vargas, através do decreto-lei 5540 de 1943. O principal objetivo é a reflexão sobre os valores culturais dos povos indígenas e a importância do respeito e preservação das tradições.

Em Alagoas existem as nações indígenas: Tingui-Botó (Feira Grande), Kariri-Xocó (Porto Real do Colégio), Geripancó (Pariconha), Xucuru-Kariri (Palmeira dos Índios), Wassu Cocal (Joaquim Gomes), Xucuru Kariri (Palmeira dos Índios), Karapotó (São Sebastião), Karuazú (Pariconha), Kalancó (Água Branca), Xucuru-Kariri (Palmeira dos Índios) e Dzubucuá (Porto Real do Colégio). Para celebrar a data¸ a Secretaria de Estado da Cultura realizará ações especiais.

Nos dias 17 e 18, das 09h às 11h, o Centro de Belas Artes de Alagoas (Cenarte) acontecerá a oficina de artesanato indígena – com vagas limitadas – ministrada pelo cacique do grupo Dzubucuá, Evenildo Ferreira, da tribo Kariri Xocó. Os interessados devem se inscrever na Superintendência de Identidade e Diversidade Cultura, na sede da Secult, ou pelo telefone 3315-7894. 

No dia 18, a partir das 14h, também será lançada a exposição fotográfica “Jerinpankô” no Museu Palácio Floriano Peixoto (Mupa), no bairro do Centro em Maceió. O grupo indígena Dzubucua, da cidade de Porto Real do Colégio, irá dançar o Toré, mostrando sua cultura e tradições.

Outra boa notícia, é que foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta segunda-feira (10) o edital do Processo Seletivo Simplificado (PSS) para a contratação de professores temporários para as escolas indígenas da rede pública estadual. Ao todo, são 241 vagas disponibilizadas entre as 17 unidades escolares pertencentes às comunidades indígenas de Alagoas. São oferecidas vagas nas disciplinas de Português, Inglês, História, Arte, Química, além de professor auxiliar de sala de aula e dos anos iniciais. As inscrições são online entre os dias 11 e 19 de abril; enquanto a entrega de títulos, documentos pessoais, carta de anuência e comprovante de experiência ocorre entre 2 e 5 de maio. Saiba mais no site da Secretaria de Estado da Educação (Seduc): www.educacao.al.gov.br.


Fonte: Coluna Axé – 437ª edição – Jornal Tribuna Independente (11 a 17/04/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Páscoa na periferia


A Yalorixá Veronildes Rodrigues (Mãe Vera), coordenadora do Abassá de Angola Oyá Igbalé – Casa de Resistência, é um exemplo de mulher guerreira, humanista e defensora da cultura afroalagoana. 

A sua casa de axé tem contribuído para o pertencimento étnico, resgate da autoestima e combate da marginalidade de crianças e adolescentes. São realizadas várias atividades socioculturais: Maracatu Raízes da Tradição; bumba meu boi Dudu Namorador; oficinas de maracatu e figurino; coco de roda; bloco Comunidade da Paz; festa de Cosme e Damião e o natal na comunidade; dentre outros. 

E com o projeto “A Mesa Doce do Amor”, ela realiza com muito carinho a produção e entrega ovos de páscoa às crianças carentes das comunidades Otacílio de Holanda, Denisson Menezes e Gama Lins parte alta de Maceió. 

A atividade já se tornou tradição e precisa de todo o apoio com a doação de barras de chocolate. Contato: (82) 98815-8748. 

Colabore!

terça-feira, 4 de abril de 2017

Teatro do Oprimido

O Teatro do Oprimido (TO) foi criado pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal. Possui uma metodologia lúdica, atraente e de fácil aplicação para atores e não-atores, visa a democratização dos meios de produção teatral, o acesso das camadas sociais menos favorecidas e a transformação da realidade.

Praticada em mais de 70 países é um instrumento fundamental para o desenvolvimento de programas socioculturais, fomenta o diálogo plural e democrático, sobre situações de conflito, desigualdade e injustiça verdadeiramente vivenciadas pelos participantes, em busca de superá-las coletivamente.

Em 2008, o TO chegou ao Estado de Alagoas com a realização de várias oficinas para a formação de agentes multiplicadores e a implantação de um núcleo estadual com representantes de pontos de cultura, grupos culturais e movimentos sociais (sem terra, LGBT, estudantil, feminista e sindical). Agora, será a vez de aprofundar os debates e capacitar outras pessoas!

Nos dias 12, 19, 26 de abril e 3 de maio acontecerá o minicurso de Introdução ao Teatro do Oprimido para alunos e docentes da Ufal, além de professores da rede pública municipal e estadual. A ação é uma iniciativa do projeto de extensão Teatro do Oprimido na Saúde Mental em Maceió, coordenado por Deise Juliana Francisco, aprovado pelo edital do Programa Círculos Comunitários de Atividades Extensionistas (Proccaext 2016) da Universidade Federal de Alagoas. As inscrições estão abertas e podem ser feitas on-line, ao todo são 40 vagas.

Os encontros terão a duração de quatro horas e acontecerão das 8h às 12h, na sala 4 do Centro de Educação, no Campus A.C. Simões na Cidade Universitária em Maceió. As atividades serão ministradas pelos estudantes Udson Pinheiro, multiplicador de Teatro do Oprimido, formado pelo Centro de Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro; Diego Januário, do curso de Dança da Ufal; Williane da Silva Santos, de Pedagogia; e por Claudete do Amaral Lins, terapeuta ocupacional e mestranda em Educação.

Mais informações: (82) 99635-6946 / 99954-6419.


Fonte: Coluna Axé – 436ª edição – Jornal Tribuna Independente (04 a 10/04/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Lançamento de livro sobre o racismo terá palestra de Kabengele Munanga

Organizada por Dennis de Oliveira, a obra reúne textos elaborados por autores de gerações, áreas e formações distintas


O livro A luta contra o racismo no Brasil (Edições Fórum) será lançado na próxima terça-feira (4), em São Paulo, no auditório Freitas Nobre, da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), às 19h30. Este será o primeiro evento de lançamento da publicação e contará com uma palestra do antropólogo e professor brasileiro-congolês da USP, Kabengele Munanga.

A obra é organizada pelo professor da Universidade de São Paulo (USP) Dennis de Oliveira, que reuniu autores de gerações, áreas e formações distintas para realizar um verdadeiro balanço da ação política na luta antirracista, trazendo também dados, análises, estudos e ensaios sobre as perspectivas de uma batalha travada no dia a dia de dezenas de milhões de brasileiros.

“O livro traz contribuições de intelectuais-ativistas que se colocam na perspectiva de compreender as raízes desta que é a maior mazela do país, o racismo estrutural”, diz Dennis de Oliveira.

A luta contra o racismo no Brasil conta com textos de Cláudia Rosalina Adão, Dennis de Oliveira, Eliete Edwiges Barbosa, Humberto Bersani, Joselicio Junior, Marcio Farias, Maria da Glória Calado, Rosane Borges, Silvana Barbaric, Silvio Luiz de Almeida e Tatiana Oliveira. Múltiplas visões que se interconectam para dar um amplo retrato do racismo brasileiro.

Em um contexto no qual se desenha uma série de retrocessos no campo dos direitos, A luta contra o racismo no Brasil discute as limitações dos espaços institucionais e formas de discutir e enfrentar uma questão enraizada nas estruturas do Estado e da sociedade, relacionando-se às singularidades do capitalismo desenvolvido no país.






A luta contra o racismo no Brasil Editora: Edições Fórum Preço: R$ 35 232 páginas
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Lançamento Terça-feira (4/4), 19h30 Auditório Freitas Nobre da ECA/USP (Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 – Cidade Universitária – São Paulo/SP) Confirme sua presença no Facebook


terça-feira, 28 de março de 2017

Quilombolas do sertão

Trinta famílias quilombolas do Alto do Tamanduá no município de Poço das Trincheiras, que estão credenciadas no Programa Nacional de Crédito Fundiário conseguiram quitar a dívida do crédito rural junto ao Banco do Nordeste e terão a titulação dos lotes agrícolas. 

O Programa foi criado em 2003 é um instrumento de democratização ao acesso à terra, combate à pobreza rural e consolidação da agricultura familiar; e em Alagoas, é coordenado pelo Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral).

O presidente da associação dos quilombolas, José Maria Vieira da Silva, tinha medo de não conseguir quitar a dívida e todas as famílias serem prejudicadas. "As pessoas diziam que a gente não ia conseguir, que a gente ia perder tudo, eu tenho 11 filhos e vi a hora de perder o juízo. Se a gente perdesse esse pedaço de chão, a gente não teria onde morar, ia viver na beira da pista. A gente estava no fundo do poço, mas conseguimos pagar e resolver a nossa situação, e agora, vai mudar muita coisa nas nossas vidas".

Já o diretor-presidente do Iteral, Jaime Silva, parabenizou o grupo pela união e a nova conquista. "Vocês provaram que são homens e mulheres de bem, com muita determinação conseguiram cumprir com esse compromisso. Foi um grande avanço, ou vocês quitavam ou poderiam perder a terra. E agora, todos precisam ter as condições de trabalhar e podem continuar contando com o Governador Renan Filho e com o Iteral, porque o nosso dever é apoiar o pequeno agricultor e esperamos muito em breve levar a produção de vocês para as feiras agrárias", enalteceu o gestor durante a visita especial no local.

O próximo passo do Governo de Alagoas será a articulação de um convênio entre o Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas (Emater) e o Iteral para ampliar a assistência técnica no Estado, atendendo prioritariamente aos pequenos agricultores, quilombolas e indígenas, além de contribuir para o escoamento da produção agrícola nos municípios.

A comunidade quilombola foi certificada pela Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura em 19 de abril de 2005.


Fonte: Coluna Axé – 435ª edição – Jornal Tribuna Independente (28/03 a 03/04/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
(Com informações da Ascom Iteral)   

Fórum Mestre Zumba realiza cineclube Elegbá



segunda-feira, 27 de março de 2017

Quilombolas realizam o sonho de serem proprietários de lotes

 A comunidade faz parte do Programa Nacional de Crédito Fundiário, que em Alagoas é coordenado pelo Iteral


O Alto do Tamanduá no município de Poço das Trincheiras, no médio sertão de Alagoas, foi certificada como comunidade quilombola pela Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura em 19 de abril de 2005, e atualmente, vivencia uma grande conquista social e de valorização para a agricultura familiar. 

Apesar da intensa estiagem e as dificuldades financeiras, 30 famílias quilombolas credenciadas no Programa Nacional de Crédito Fundiário conseguiram quitar a dívida do crédito rural junto ao Banco do Nordeste e terão a titulação das terras. Em Alagoas, o programa é coordenado pelo Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) que garante a assistência técnica e extensão rural, e ainda, realizou a mobilização “Inadimplência Zero” em todo o Estado com o repasse das orientações sobre a implementação da Lei Federal nº 13.340/2016, que possibilitou a liquidação e a renegociação de dívidas de crédito rural com descontos de até 95%.

 

O presidente da associação dos quilombolas, José Maria Vieira da Silva, tinha medo de não conseguir quitar a dívida e todas as famílias serem prejudicadas. "As pessoas diziam que a gente não ia conseguir, que a gente ia perder tudo, eu tenho 11 filhos e vi a hora de perder o juízo. Se a gente perdesse esse pedaço de chão, a gente não teria onde morar, ia viver na beira da pista. A gente estava no fundo do poço, mas conseguimos pagar e resolver a nossa situação, e agora, vai mudar muita coisa nas nossas vidas".

Antes, viam umas pessoas aqui dizia o que a gente devia fazer e depois sumiam. E desde 2015, com a presença do Iteral mudou muita coisa, a gente passou a ter orientação técnica para plantar a palma, milho, feijão e até o algodão”, citou o tesoureiro da associação, Valdemir Júlio Viana.



O diretor-presidente do Iteral, Jaime Silva, parabenizou o grupo pela união e a nova conquista. "Vocês provaram que são homens e mulheres de bem, com muita determinação conseguiram cumprir com esse compromisso. Foi um grande avanço, ou vocês quitavam ou poderiam perder a terra. E agora, todos precisam ter as condições de trabalhar e podem continuar contando com o Governador Renan Filho e com o Iteral, porque o nosso dever é apoiar o pequeno agricultor e esperamos muito em breve levar a produção de vocês para as feiras agrárias", enalteceu o gestor durante a visita especial.

O Governo de Alagoas está preparando um convênio entre o Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas (Emater) e o Iteral para ampliar a assistência técnica no Estado de Alagoas, atendendo prioritariamente aos pequenos agricultores, quilombolas e indígenas, além de contribuir para o escoamento da produção agrícola nos municípios.



PNCF

O Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) foi criado em 2003, é complementar ao Plano Nacional de Reforma Agrária, sendo um instrumento de democratização ao acesso à terra, combate à pobreza rural e consolidação da agricultura familiar. É coordenado pela Secretaria de Reordenamento Agrário do Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) e possui uma política de valorização às mulheres (PNCF Mulher), aos negros (Programa Terra Negra Brasil) e aos jovens de 18 a 28 anos (Programa Nossa Primeira Terra).


Fonte: Ascom Iteral

terça-feira, 21 de março de 2017

Águas de Oxalá

No dia 21 de março, celebra-se o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. 

E em Maceió, a data será celebrada em grande estilo com os lançamentos do documentário “Águas de Oxalá Caminhos de Transformação” e a exposição fotográfica “Didára Omi Oxalá – A Beleza das Águas de Oxalá”. O evento é uma realização do Núcleo de Cultura Afro Brasileira Iyá Ogun-té (Casa de Iemanjá Templo dos Orixás) e acontece hoje(21), no Centro Cultural Arte Pajuçara a partir das 20 horas.

A produção do documentário surgiu com o desejo de reverenciar a tradição e registrar as ações imateriais das Comunidades Tradicionais de Matriz Africana em Alagoas, em destaque a celebração “As Águas de Oxalá” também conhecida como Lavagem do Bonfim, onde utiliza a água como elemento transformador para a renovação das energias, sendo realizada sempre no segundo domingo de janeiro com uma caminhada contra a intolerância religiosa. A ação consolidada há 17 anos, conta com a participação efetiva das casas de axé da capital e do interior, com caravanas de diversos municípios do Estado, além da participação de ativistas do Movimento Negro, pesquisadores e integrantes de grupos afroculturais.

O roteiro segue três eixos: as ações tradicionais dos saberes e fazeres; as ações políticas e de articulação; e as ações sociais – apresentando os envolvidos como agentes ativos, que atuam de forma protagonista nas construção de uma sociedade igualitária. O DVD é o resultado do edital nacional prêmio Culturas Afro Brasileira realizado pela Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura em 2014, e a distribuição será gratuita.

Keyler Simões, jornalista e produtor cultural divide a direção com o gestor cultural Amaurício de Jesus e Célio Rodrigues, historiador e Babalorixá. A realização é do Núcleo de Cultura Afro Brasileira Iyá Ogun-té (Casa de Iemanjá Templo dos Orixás), com apoio cultural da Rede Alagoana de Comunidades Tradicionais, Prefeitura de Maceió através da Fundação Municipal de Ação Cultural – FMAC, Centro Cultural Arte Pajuçara e Assessoria de Comunicação de Keka Rabelo. O evento é gratuito e de classificação livre.
    

Exposição
A Exposição “Didára Omi Oxalá” A Beleza das Águas de Oxalá é o resultado da parceria constituída entre as comunidades tradicionais e fotógrafos da cidade de Maceió. Em destaque a temática étnicorracial, momentos únicos vivenciados durante o cortejo cultural da Lavagem do Bonfim. Ao todo, são 27 imagens capturadas pelos fotógrafos: Jorge Vieira, Alberto Lima, Alexandre Carvalho, Arthur Celso, Cláudia Leite, Luna Gavazza, Thiago Sobral, Wagner Mendes e Cristiano Kriko. Prestigie!


Fonte: Coluna Axé – 434ª edição – Jornal Tribuna Independente (21 a 27/03/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
Crédito da foto: Amaurício de Jesus

terça-feira, 14 de março de 2017

Conepir/AL - representações

Nessa segunda-feira(13), na Casa dos Conselhos em Maceió ocorreu a escolha das instituições da sociedade civil inscritas, que apresentaram a documentação exigida e ficaram aptas paras a eleição do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir), conforme publicação no Diário Oficial nos dias 31/01 (pag. 34) e 02/02 (páginas 23 e 24).

Para garantir a lisura do processo eleitoral, a urna foi devidamente lacrada; ocorreu a exigência de ofício com os dados do representante-votante e assinatura da lista de presença, com o acompanhamento de integrantes do Gabiente Civil, e a fiscalização do Ministério Público Estadual, sendo representado pelo sociólogo e Assessor de Feitos Jurídicos, Leandro Rosa.

O Conepir é um órgão colegiado paritário, com 13 representantes da sociedade civil e 13 de órgãos governamentais, de caráter deliberativo, que integra a estrutura básica da Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos. Os membros titulares e respectivos suplentes têm a missão de propor, em âmbito estadual, políticas públicas para a promoção da igualdade racial, combate do racismo e fortalecimento dos segmentos étnicos-raciais.

As representações da sociedade civil, eleitas para o período 2017-2019, são: Capoeira: Federação de Capoeira do Estado de Alagoas (FECEAL); Indígenas: Associação Indígena da Aldeia Wassu Cocal (Joaquim Gomes/AL) e Comitê Inter-Tribal de Mulheres (Palmeira dos Índios/AL); Quilombolas: Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas Ganga-Zumba e Associação de Desenvolvimento da Comunidade Remanescente de Quilombo Carrasco (Arapiraca/AL); Ciganos: Comunidade Cigana Vila Matias (Penedo/AL); Comunidades Religiosas de Matriz Africana: Entidade Religiosa Ilê Nifé Omi Omo Posú Betá e a Federação Zeladora das Religiões Tradicionais Afro Brasileiras de Alagoas (Fretab).

Dentre as entidades que trabalham a promoção da igualdade racial e Direitos Humanos, foram eleitas: Central Única dos Trabalhadores (CUT), Centro de Cultura e Estudos Énicos Anajô (APNs/AL), Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (COJIRA/Sindjornal), Grupo União Espírita Santa Barbara (GUESB) e o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (SINTEAL).


Fonte: Coluna Axé – 433ª edição – Jornal Tribuna Independente (14 a 20/03/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 7 de março de 2017

Semana da mulher

No dia 08 de março é celebrado o Dia Internacional da Mulher, uma data emblemática para a reflexão sobre a luta por igualdade de direitos, respeito e combate a todo tipo de violência.

Nessa quarta-feira a partir das 8h na Praça Sinimbu em Maceió, terá a concentração para o ato público “Por Todas Elas - Nenhum Direito a Menos!”, com caminhada até o calçadão do comércio e reflexão sobre a Reforma de Previdência, que ameaça à saúde pública, a política de assistência social, valida as diversas formas de opressão e a desigualdade de gênero, tudo isso, associado ao risco de perder o direito à aposentadoria. Diante disso, foram convocadas as mulheres do campo, da cidade, trabalhadoras rurais, negras, jovens, lésbicas, transexuais, professoras, domésticas, movimentos feministas, sociais, sindicais, universidades, estudantes e outras organizações de Alagoas para esse movimento.

No dia 13 a partir de 9h, terá a audiência pública na Assembleia Legislativa com o tema “Rede de Atenção à Mulher, Negritude e Invisibilidade”. E às 9h30, no plenário da Câmara Municipal de Maceió, a sessão solene para a entrega da Comenda Deputada Selma Bandeira, que é conferida a personalidades, entidades e instituições nacionais que se dedicam ao fim da violência e na defesa dos direitos humanos. 

No dia 16, o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher (CEDIM) e a Comissão de Justiça e Inclusão Social farão uma visita na Casa de Detenção Feminina Santa Luzia para desenvolver ações na área da saúde, reestruturação da biblioteca com livros doados e discussão de casos que ainda não foram julgados. No dia 30, terá o evento Fala Preta sobre o enfrentamento do racismo; além da homenagem para dez mulheres com a Comenda Nise da Silveira no Centro de Convenções.

Já a Secretaria Estadual da Mulher e Direitos Humanos fará uma ampla programação na capital alagoana e em 60 municípios alagoanos com palestras, caminhadas, encontros, blitz, audiências públicas, seminário com a participação da Secretaria Nacional de Políticas para a Mulher e assinaturas de termos de parcerias com municípios alagoanos, tendo como foco o combate à violência contra a mulher e o empoderamento feminino. 

Outras atividades importantes são: a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (FAPEAL) encontra-se com a campanha "Fapeal com Elas" para destacar o trabalho de mulheres pesquisadoras. A Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) está lançando a Comissão Nacional de Mulheres Jornalistas, com representação de 17 sindicatos filiados, para ampliar a discussão sobre a diversidade de gênero e atuação no movimento sindical. As ações são variadas, ocorrem em todo o território nacional e contribuem para o empoderamento e autoestima!


Fonte: Coluna Axé – 432ª edição – Jornal Tribuna Independente (07 a 13/03/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

Versão digital da Coluna Axé: https://issuu.com/tribunahoje/docs/ed070317 

domingo, 5 de março de 2017

Relançamento do livro "O Genocídio do negro brasileiro"



Augusto Boal e Abdias Nascimento eram grandes amigos e tinham em comum o engajamento artístico e político contra as opressões.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Patrimônio histórico, cultural e social

A Serra da Barriga localizada no município de União dos Palmares, zona da mata alagoana, foi a sede administrativa do Quilombo dos Palmares – “república negra” que possuiu uma organização sócio-política-militar, com mais de 10 mocambos (esconderijos) estratégicos distribuídos na zona da mata, entre os estados de Alagoas e Pernambuco, ocupou uma área de aproximadamente 200km² e resistiu por aproximadamente 100 anos, chegou a ter uma população superior a 20.000 habitantes formada por escravos fugidos, indígenas e brancos empobrecidos.

Atualmente, a Serra da Barriga é considerada um templo sagrado, símbolo da liberdade e da resistência negra, além de ser o palco de grandes homenagens à luta por igualdade racial e contra o racismo. Desde novembro de 1986 foi inscrita no Livro de Tombamento Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, e ainda, foi reconhecida como Monumento Nacional no ano 1988, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

E agora, pode se tornar Patrimônio Cultural do Mercosul, já que, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) estar sendo produzido um dossiê, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura (Secult), Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Fundação Cultural Palmares, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), instituições públicas e sociedade civil. 

O documento será entregue em março para avaliação da Comissão de Patrimônio Cultural do bloco econômico, e a candidatura será inserida na proposta “La Geografía del Cimarronaje: Cumbes, Quilombos y Palenques del MERCOSUR”, concorrendo com outros juntamente com Colômbia, Equador e Venezuela, que também apresentaram sítios de interesse para a valoração da contribuição africana no continente sul-americano.

Outra notícia positiva, mencionada no início desse mês, foi a pavimentação do acesso à Serra da Barriga que foi confirmada pela Secretaria de Transporte e Desenvolvimento Urbano e a expectativa é que a obra seja finalmente concluída e inaugurada no dia 20 de novembro, durante as comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra e Zumbi dos Palmares.

Já passou da hora desse local ter o devido reconhecimento do Poder Público e sociedade. Trata-se de um marco para o Estado de Alagoas e também fortalecerá o turismo étnico na região dos quilombos, além de ser mais um mecanismo na América Latina para a valorização do pertencimento étnico.


Fonte: Coluna Axé – 431ª edição – Jornal Tribuna Independente (21 a 27/02/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Indígenas confirmam presença nas prévias carnavalescas de Maceió

Povos Xucurus Cariris, de Alagoas, e Xavantes, do Mato Grosso, desfilam neste sábado (18), no Bloco do Bicentenário 


 
Indígenas confirmam presença nas prévias carnavalescas de Maceió
Graciliana Wakaña afirma que a interação entre os povos promove a respeitabilidade das diferenças (Foto: Agência Alagoas) 








 
Texto de Tais Albino
No ano em que se comera o bicentenário da emancipação política de Alagoas, as prévias carnavalescas de Maceió contarão com uma atração à parte. Pela primeira vez, povos indígenas vão participar dos festejos. Entre jovens e anciãos, são cerca de 30 pessoas que participarão do ‘Bloco do Bicentenário’, neste sábado (18), na orla da Pajuçara.

Oriundos de Palmeira dos Índios, os Xucurus Cariris vão celebrar os festejos carnavalescos, junto aos foliões tradicionais, trazendo interculturalidade ao Carnaval do Bicentenário. Além dos povos indígenas do Estado, os Xavantes, do Mato Grosso, também estarão presentes.

Graciliana Wakaña, do Comitê Intertribal de Mulheres Indígenas do Nordeste e conselheira estadual da Promoção da Igualdade Racial, explica a importância da representatividade do ato para os povos indígenas.

“Quando passamos essa ideia para o cacique, ele ficou espantado, assim como a maioria dos anciãos. Não é comum nos proporem uma interação assim. Precisamos louvar o apoio do Governo de Alagoas nesse sentido, e dos próprios indígenas por aceitarem. Não é normal os índios participarem do Carnaval”, disse a conselheira.

A ideia surgiu durante as conversações da Comissão Mista do Bicentenário, que foi instituída para realizar estudos e propor ao Governo do Estado ações para a programação dos 200 anos de emancipação. Para Graciliana Wakaña, a interação promove a respeitabilidade das diferenças.

“A intenção é promover o intercâmbio de experiências nesse momento festivo que só o Carnaval trás, e o bicentenário tá envolvendo todos os povos e raízes alagoanas; não só os indígenas, mas os negros também”, disse a representante.
Fonte: Ascom/Secult

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Roda de Diálogos: "Leituras Contemporâneas sobre Imaginário, Sociedade, Racismo e Empreendedorismo"

Por: Arísia Barros

Dia 21 de fevereiro, das 9 às 13 horas, o Instituto Raízes de Áfricas, com apoio do governo do estado de Alagoas promove a Roda de Diálogos: "Leituras Contemporâneas sobre Imaginário, Sociedade, Racismo e Empreendedorismo", das 9 às 13h, na Sala dos Conselhos do Palácio República dos Palmares, em Maceió, AL.

Com uma programação diversificada a Roda tem como objetivo propiciar a escuta e troca de experiências, redefinindo e redimensionando a questão racial na sociedade, dando-lhe uma dimensão e interpretação políticas, consubstanciando o debate racial com foco na  abordagem da  sustentabilidade social, econômica, cultural e espacial.

Na abertura da atividade teremos a militante jovem negra, Mirian Soares realizando uma performance afro-poética-artística, como também a exibição de depoimentos do Documentário Abayomi, idealizado pelo Instituto Raízes de Áfricas e produzido pela TVE Alagoas, que serão comentados por Arísia Barros, Fernanda Monteiro e Mirian Soares.

O convidado que vem de fora é Giovanni Harvey, consultor em Políticas Públicas, Programas e Projetos de Ações Afirmativas, diretor da Incubadora Afro Brasileira e ex-secretário Executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República.

Programação

9h- Abertura da Roda de Diálogos

9h20- Apresentação afro-artística: Eu, poemando- Mirian Sousa- ativista da juventude negra, em Alagoas.

9h30- Exibição do Documentário Abayomi- (Instituto Raízes de Áfricas - TV Educativa-AL)

Múltiplos diálogos sobre racismo, com Arísia Barros, alagoana, faz o exercício cotidiano do ativismo social preto-político, nas Alagoas de Palmares e Fernanda Monteiro, presidente PMDB Afro Alagoas.

-Apresentando  Abayomi, a boneca

10h30- Roda de Diálogos: Leituras Contemporâneas sobre  Imaginário, Sociedade, Racismo e Empreendedorismo-

Giovanni Harvey- consultor em Políticas Públicas, Programas e Projetos de Ações Afirmativas, diretor da Incubadora Afro Brasileira e ex-secretário Executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República.

11h30- Diálogo ampliado

13h30- Lanche/Encerramento

Para se inscrever basta enviar um e-mail, com nome, instituição, contato para raizesdeafricas@gmail.com, ou arisia.barros@gmail.com

Inscreva-se logo, pois as vagas são limitadas.

Haverá certificação.

Mais informações: (82) 3231-4201-98827-3656


Fonte: Blog - Raízes de África

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Visita oficial

Em visita oficial ao Estado de Alagoas, a Ministra de Direitos Humanos e Igualdade Racial,  Luislinda Valois, cumpriu uma extensa agenda sociopolítica.

No domingo, ela esteve pela primeira vez na Serra da Barriga – solo sagrado, palco da resistência negra e sede administrativa do Quilombo dos Palmares – na ocasião, ela conheceu os espaços temáticos do Parque Memorial e obteve mais informações sobre a organização dos guerreiros e guerreiras quilombolas. Ela destacou que foi um momento ímpar em sua vida, de grande valor cultural e histórico. “Ali, naquele espaço tem muita coisa envolvida, é muito profundo, e não devemos explorar aquele espaço somente no campo do turismo”.

A ministra também esteve no Tribunal de Justiça (TJ-AL) e na Secretaria Estadual de Segurança Pública, onde defendeu a inclusão de Alagoas no Plano Nacional de Segurança que visa a mediação entre a Polícia Militar e as comunidades, e ainda, a implantação de uma delegacia especializada na repressão ao racismo, xenofobia, homofobia, lesbofobia e outros crimes de ódio.

No encontro com representantes dos segmentos afros, reafirmou o seu compromisso para a implantação de políticas públicas para combater a desigualdade social e étnicorracial.

Ministra
A ministra Luislinda Valois (foto) reuniu-se nessa segunda-feira(13), no auditório Aqualtune do Palácio República dos Palmares, com gestores, gabinete civil, assessores técnicos das secretarias de Cultura e Educação, e Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral); representantes dos segmentos afros, a exemplo, da Federação Alagoana de Capoeira (Falc) e Federação dos Cultos Afros Umbandista do Estado de Alagoas; liderança da aldeia Wassu Cocal; membros da comissão de direitos humanos na OAB/AL; além dos presidentes dos conselhos estaduais da Mulher, LGBT, Direitos Humanos e Conepir.



Fonte: Coluna Axé – 430ª edição – Jornal Tribuna Independente (14 a 20/02/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Governo de AL apoia vigília afro na Serra da Barriga

A celebração reverenciou os antepassados que resistiram até à morte no Quilombo dos Palmares, lutando contra a escravidão, por respeito e liberdade 

Texto: Ascom/Iteral
Fotos: Leto Santana – Mestre de Capoeira (CORTESIA)

 

Durante toda a madrugada dessa segunda-feira (6) na Serra da Barriga localizada no município de União dos Palmares, zona da mata alagoana, ocorreu a Vigília Afro “Honra e Referência aos antepassados”. A celebração foi composta por caminhada, cânticos, reflexões e apresentações artísticas em alusão ao dia do massacre e destruição da sede do Quilombo dos Palmares no ano de 1694, e também, homenageou todos os guerreiros e guerreiras quilombolas que lutaram por liberdade e contra o período escravocrata brasileiro.


Estiveram presentes cerca de 200 pessoas, demonstrando uma ampla diversidade sociocultural e política: membros titulares e suplentes do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir/AL); pesquisadores e estudantes universitários; mestres, instrutores e professores de capoeira; sindicalistas; babalorixás, yalorixás e adeptos das religiões de matrizes africanas; evangélicos da Igreja Batista do Pinheiro; ativistas do Movimento Negro e LGBT alagoano; lideranças quilombolas da comunidade remanescente de quilombo Muquém; além de convidados oriundos de outros estados, a exemplo, do Rio de Janeiro e Bahia.

A estudante de enfermagem, Yara Costa, de 25 anos, só tinha visitado à Serra da Barriga durante as festividades do Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro) e dessa vez levou seus familiares para conferir a cerimônia afro. “Eu achei que o evento conseguiu cumprir o seu papel de trazer a história de tudo que aconteceu naquele espaço. Em cada parada, eu consegui entender melhor sobre a data e a união deles [quilombolas], de como a capoeira foi fortalecida e também sobre a religião. Eu me surpreendi muito com a organização e com a acolhida, mesmo com o cansaço, a gente se animou com a apresentação do grupo de dança afro e o teatro ”, afirmou a jovem.

A programação recebeu o apoio do Governo de Alagoas, por meio do gabinete civil, Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (SEMUDH) e do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral). Também contou a colaboração da Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura; Prefeitura Municipal de União dos Palmares; Universidade Estadual de Alagoas (Ufal); Sintufal; Uninassau; Movimento de Arte e Cultura Popular de União dos Palmares (CELCAB); Espaço Baubá; Grupo União Espírita Santa Bárbara (GUESB) e Adapo Muquém.
 
De acordo com Leone Silva, socióloga e assessora técnica dos núcleos quilombolas e indígenas do Iteral, o evento consolidou o engajamento governamental e proporcionou uma infraestrutura apropriada, com conforto e segurança aos participantes. “A vigília afro é de fundamental importância para o povo alagoano, porque acreditamos que ela tem o objetivo de fortalecer e aproximar os segmentos afros, como também, de perpetuar a história e cultura do nosso povo, incentivando os mais jovens para o amor e o respeito à identidade afrocultural. Diante disso, o Iteral foi um dos parceiros e garantiu o apoio com o transporte”, destacou Leone.




História
O Quilombo dos Palmares resistiu por aproximadamente cem anos, chegou a ter uma população superior a 20.000 habitantes formada por escravos fugidos, indígenas e brancos empobrecidos. Essa “república negra” possuía uma organização sócio-política-militar, com mais de 10 mocambos (esconderijos) estratégicos distribuídos na zona da mata, entre os estados de Alagoas e Pernambuco, e ocupou uma área de aproximadamente 200km2. Já a Serra da Barriga – sede administrativa do Quilombo – atualmente é considerada um templo sagrado e palco da resistência negra; e desde novembro de 1986 foi inscrita no Livro de Tombamento Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, e ainda, foi reconhecida como Monumento Nacional no ano 1988, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Os vários quebras

O Quebra de Xangô, infelizmente, deixou marcas intensas e continuam latejando até os dias atuais com diferentes formas de perseguição e opressão. Em 1912 existia uma milícia conhecida por Liga dos Republicanos Combatentes – agremiação política que fazia oposição ao governador da época, Euclides Malta – realizava as invasões, espancamentos e prisões dos adeptos das religiões de matrizes africanas.

Para manter viva a crença, precisava silenciar os tambores, disfarçar ou fugir para outros Estados. Porém, de acordo com o historiador e babalorixá Célio Rodrigues (Pai Célio) o culto ao orixá foi proibido em todo o Brasil no ano de 1957, durante o governo do Presidente Getúlio Vargas, e cada governador adotou a sua metodologia para cumprir a determinação. 

Em Alagoas, era necessário que cada terreiro solicitasse um alvará de funcionamento e comunicar à Polícia (DOPS); os toques aos orixás só podiam ser realizados aos domingos das 16h às 19h, e caso o horário fosse burlado, podia ocorrer a invasão a qualquer momento, os instrumentos eram recolhidos e a casa suspensa; nas vistorias, o juizado de menores também acompanhava a polícia para impedir a participação das crianças, e caso fosse comprovada a iniciação à religião, ou estivesse dançando ou cantando, o terreiro também era multado.

O tempo passou e apesar dos inúmeros mecanismos para combater essas formas de violência, a hostilidade permanece forte! A advogada do Movimento da Articulação de Matriz Africana de Alagoas, Kandysse Melo, destacou que é preciso denunciar os crimes de intolerância e ódio, e reivindicar o comprometimento do Judiciário e o Poder Público para o cumprimento da lei. Ela denunciou que no ano de 2016 ocorreram vários atentados aos terreiros, inclusive, uma ekede foi atingida por arma de fogo durante uma festividade na casa de axé; um ogan foi demitido de uma escola particular por cultuar os orixás; além dos insultos por usar suas guias, turbantes e roupas brancas às sextas-feiras (dia em homenagem ao orixá).

A nossa religião representa fé e axé, e se não fosse assim a gente hoje não estaria ocupando os espaços do Governo e as secretaria para falar da nossa religião e usar nossas vestes. Nós temos que lutar para a nossa religião esteja no mesmo nível de igualdade com as outras religiões. Vamos nos unir para alcançar dias melhores”, exaltou Mãe Mirian, a sacerdotisa da religião de matriz africana de Alagoas mais respeitada da atualidade.

Atualmente, as casas de axé seguem três vertentes de atuação: religiosa, cultural e social. Também estão investindo na formação, valorização do pertencimento étnico e participando dos espaços de controle social para a reivindicação de políticas públicas. O terreiro merece respeito e a luta contra a intolerância religiosa continua! Os tambores ainda ecoam e a esperança para a perpetuação do axé continua viva, bem viva! Axé!


Fonte: Coluna Axé – 429ª edição – Jornal Tribuna Independente (07 a 13/02/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Jornalista e socióloga lançam livros sobre os 200 anos de Alagoas


Segundo Odilon Rios e Ana Cláudia Laurindo, os 200 anos de Alagoas envolvem paixão, morte e muito a ser contado


Dentro das celebrações e eventos para marcar os 200 anos de emancipação política de Alagoas, o jornalista Odilon Rios e a socióloga Ana Cláudia Laurindo lançam, nesta sexta-feira (10), dois livros que pretendem analisar mais que a história desses 200 anos, mas os laços sociais, históricos e políticos que ainda tecem a trama da sociedade alagoana.

O lançamento duplo será no Memorial da República, na Praia da Avenida, bairro do Jaraguá, a partir das 18h. Odilon ficou responsável por “Alagoas, 200”, enquanto Ana Cláudia debruçou-se sobre o passado do litoral norte em “200 anos de Alagoas – Análise Socioantropológica”.
Confira abaixo um convite especial enviado pelos próprios autores:

Duzentos anos. Tempo da emancipação de Alagoas do território pernambucano.
Dois livros procuram mostrar histórias dentro desta História. Histórias mostrando a intencionalidade dos discursos do passado influenciando o presente; nossa paixão pela morte, como diria Dirceu Lindoso; os miseráveis em sua busca por espaço; e quem comanda sem disposição de abrir estes espaços.

Ana Cláudia Laurindo e Odilon Rios abrem os 200 anos de Alagoas mostrando que, apesar de tudo, há luz no fim do túnel. O mesmo túnel onde percorreram os principais personagens da história brasileira pelas matas fechadas, neutralizando movimentos sociais; o mesmo túnel onde ideias circulam e o povo se reconstrói.

Laurindo faz uma análise socioantropológica sobre a área norte alagoana, diretamente ligada ao passado colonial do antigo sul de Pernambuco.

Rios entrevista 11 intelectuais da terra – Dirceu Lindoso, Sávio de Almeida, Élcio Verçosa, Douglas Apratto, Francisco Sales, Golbery Lessa, Osvaldo Maciel, Fábio Guedes, Ana Cláudia Laurindo, França Junior e Jorge Vieira – que falam dos colonizadores aos índios; dos operários aos canaviais; da paz à violência.

Capoeira: CEMCAL elege sua nova diretoria

O Conselho Estadual de Mestres de Capoeira de Alagoas (CEMCAL) foi criado em 2008, tem como principal missão unir e organizar os mestres de capoeira.

As principais bandeiras de luta são: investimento na formação; implementação da capoeira nas escolas; o reconhecimento dos mestres de capoeira com o título de notório saber; e a publicação de um livro cartográfico sobre a prática da capoeira no Estado de Alagoas.

No último sábado(4), ocorreu a eleição para eleger a nova Diretoria para o período de 2017-2019. A gestão é composta por Mestre Paulo Padre (Presidente), Mestre Danone (Vice Presidente), Mestre Petuti (Primeiro Secretário), Mestre Tempero (Segundo Secretário), Mestre Virgulino (Primeiro Tesoureiro), Mestre Diamante (Segundo Tesoureiro); além do Conselho Fiscal formado pelos Mestres Cláudio, Jacaré e Claudemir.

A primeira reunião será nessa quarta-feira (8) às 19h, na Academia Fusion - situada na Rua Industrial, 2004, no Conjunto Cleto Marques Luz, no bairro do Tabuleiro do Martins em Maceió - para rever a situação do CNPJ e pendências, e ainda, fazer um levantamento dos Mestres que coordenarão os núcleos nas regiões administrativas do interior do Estado (Zona da Mata, Agreste, Alto Sertão, litoral norte e sul). 

Mais informações: (82) 99917-0517



 






domingo, 5 de fevereiro de 2017

Vigília Afro na Serra da Barriga

Na madrugada dessa segunda-feira (06), na Serra da Barriga em União dos Palmares, ocorrerá a Vigília Afro “Honra e Referência aos antepassados” com caminhada, cânticos e reflexões. A atividade é em alusão ao dia do massacre e destruição da sede do Quilombo dos Palmares no ano de 1694.




terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Xangô Rezado Alto 2017

O dia 02 de fevereiro, é uma data marcante no Estado de Alagoas e exalta a luta por respeito e o combate à intolerância religiosa. São 105 anos do episódio nefasto conhecido por “Quebra de Xangô”, quando no ano de 1912, casas de culto afrorreligiosos de Maceió foram invadidas e destruídas; e os adeptos das religiões de matrizes africanas foram perseguidos e até mesmo mortos.

Em contraponto a esse momento violento e que muitos preferem esquecer, foi criado o projeto Xangô Rezado Alto, que visa alertar a sociedade e celebrar o trabalho sociocultural de vários segmentos afros que mantém vivas as heranças afro-brasileiras e o pertencimento étnico.

Nessa quinta-feira, a concentração será às 14h, na Praça Dom Pedro II (em frente à Assembleia Legislativa de Alagoas) no Centro de Maceió. Estarão reunidos integrantes de casas de axé de vários municípios, ativistas professores, pesquisadores e estudantes.

Dentre grupos afroculturais que se apresentarão em tablados instalados no Centro de Maceió e participarão do cortejo estão: Banda Afro Mandela, Afoxé Odô Iyá, Coletivo Afro Caeté, Maracatod@s, Maracatu Baque Alagoano, Rogério Dias, Grupo Themba, Banda Afro Afoxé, Maracatu Raízes da Tradição, Afoxé Povo de Exu, Afoxé Ofá Omin, Yá Capoeira, Grupo Afojubá, Orquestra de Tambores, Aiê Orum e Banda Afro Zumbi.

O Xangô Rezado Alto é uma realização da Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), em parceria com a Rede Alagoana de Comunidades Tradicionais de Terreiro; onde conta com o apoio da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) e do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CONEPIR-AL). Prestigie!


Fonte: Coluna Axé – 428ª edição – Jornal Tribuna Independente (31/01 a 06/02/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Prévias carnavalescas

A capital alagoana, Maceió, é conhecida por suas belezas naturais, diversidade cultural e a expressiva quantidade de eventos que antecedem a maior festa popular brasileira. 

As prévias carnavalescas foram iniciadas no último domingo com o Carnaval Edécio Lopes na orla da Ponta Verde. Trata-se de uma iniciativa da Liga Carnavalesca de Maceió e o Governo de Alagoas, uma homenagem às comemorações do bicentenário da emancipação política do Estado.

Ao todo serão 12 dias de festa e desfiles por toda Maceió. Os blocos receberam apoio do Governo do Estado e já têm dias e horários estabelecidos.

Confira a programação: 28 de janeiro – Baile Vermelho e Preto (Jaraguá Tênis Clube); 29 de janeiro – Vem Ver a Banda Tocar Frevo| Banda Vulcão (Ponta Verde); 04 de fevereiro – Panelada da Rolinha (Ponta Verde); 10 de fevereiro – Baile de máscaras/Seresteiros da Pitanguinha (Centro de Convenções); 11 de fevereiro – Baile Verde e Branco (Iate Clube Pajussara); 12 de fevereiro – Vem Ver a Banda Tocar Frevo / Banda Vulcão (Ponta Verde); 12 de fevereiro – Baile infantil/Seresteiros da Pitanguinha (Centro de Convenções); 17 de fevereiro – Jaraguá Folia (Jaraguá) com a presença de vários blocos temáticos, inclusive, o retorno do bloco “Filhos da Pauta” formado por profissionais da Comunicação Social; 17 de fevereiro – Bloco Filhinhos da Mamãe (Museu Théo Brandão); 18 de fevereiro – Carnaval Nota 10 (Pajuçara/Ponta Verde) com orquestras de frevo, Samba de Nêgo, Sururu da lama, Pecinhas de Maceió, Turma da Rolinha, dentre outros blocos; 19 de fevereiro – Matinê de Carnaval (Iate Clube Pajussara); 19 de fevereiro – Vem Ver a Banda Tocar Frevo|Banda Vulcão (Ponta Verde); 25 de fevereiro – Bloco Filhinhos da Mamãe (Pajuçara/Ponta Verde); 26 de fevereiro – Bloco Nêga Fulô (Pajuçara/Ponta Verde); e 28 de fevereiro – Blocos Afros (Pajuçara/Ponta Verde).

É programação para todos os gostos, idades e recursos financeiros. Prestigie!


Edital
Encerram no dia 6 de fevereiro as inscrições para o “Prêmio Carnaval Bicentenário de Emancipação Política de Alagoas 2017”. Ao todo serão investidos R$ 200 mil em premiações para projetos de agremiações carnavalescas, que buscam reconhecer e contemplar as propostas que tenham como objetivo o fortalecimento e a democratização do carnaval de rua, valorizando as tradições e a participação das comunidades locais. Os prêmios serão distribuídos em categorias: cinco festas carnavalescas municipais; seis Escola de Samba/Maracatus/Afoxés; dois Eventos pré-carnavalescos, dez Blocos Tradicionais (Acima de 1 mil participantes) e dois Blocos Especiais (acima de 5 mil participantes). Confira o edital, formulários e documentações exigidas no site: http://www.cultura.al.gov.br/.


Fonte: Coluna Axé – 427ª edição – Jornal Tribuna Independente (24 a 30/01/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Carnaval Bicentenário

O Governo de Alagoas, por intermédio da Secretaria de Estado da Cultura, lançou  o edital aberto para inscrições no “Prêmio Carnaval Bicentenário de Emancipação Política de Alagoas 2017” que investirá R$ 200 mil em premiações. Busca-se reconhecer e contemplar as propostas que tenham como objetivo o fortalecimento e a democratização do carnaval de rua, valorizando as tradições e a participação das comunidades locais.

Serão concedidos 25 prêmios, distribuídos em categorias: cinco festas carnavalescas municipais; seis Escola de Samba/Maracatus/Afoxés; dois Eventos pré-carnavalescos, dez Blocos Tradicionais (Acima de 1 mil participantes) e dois Blocos Especiais (acima de 5 mil participantes). 

Os recursos devem ser destinados ao pagamento de cachê de orquestra e músicos, estandartes, adereços, camisetas e figurinos, estrutura física (som, palco, banheiros químicos, trios elétricos, etc) e produção.

A prioridade no processo seletivo são as manifestações carnavalescas que não cobrem ingressos, taxas de participação, camisetas e não esteja protegida por cordões de isolamento. E obrigatoriamente, deverão ter temas e enredos que ressaltem as comemorações do Bicentenário de Emancipação Política de Alagoas.

Outra regra importante, é que serão automaticamente desclassificados os projetos cujos proponentes tiverem sua atuação cultural vinculada às práticas de desrespeito às leis ambientais, às mulheres, crianças, aos jovens, idosos, afro-descendentes, povos indígenas, povos ciganos ou a outros povos e comunidades tradicionais, à população de baixa renda, às pessoas com deficiência, às lésbicas, aos gays, bissexuais, travestis e transexuais ou que expresse qualquer outra forma de preconceito ou de incentivo ao uso abusivo de álcool e outras drogas.

As inscrições são gratuitas e seguem até o dia 6 de fevereiro, confira o edital, formulários e documentações exigidas no site: http://www.cultura.al.gov.br/.


Fonte: Coluna Axé – 426ª edição – Jornal Tribuna Independente (17 a 23/01/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 15 de janeiro de 2017

Moda x Racismo

Continua repercutindo internacionalmente o projeto fotográfico "Black Mirror" realizado em 2016. 

Trata-se de um protesto artístico-criativo da modelo liberiana Deddeh Howard em parceria com o fotógrafo Raffael Dickreute, para chamar atenção sobre a diversidade étnica na indústria da moda e na mídia. 

Apesar da última década ter ampliado a conscientização para acrescentar modelos negras nas agências e desfiles, os maiores cachês e aparições nas marcas de maior prestígio ainda são destinados aos modelos brancos. 

A modelo recriou ensaios de marcas consagradas, imitando posições e figurinos, colocando-se no lugar de top models como Gigi Hadid, Kendall Jenner, Linda Evangelista, Kate Moss e a brasileira Gisele Bündchen, em uma das campanhas da Vivara. 

A iniciativa só demonstra a necessidade de ousadia dos/as profissionais negros (pretos e pardos) para provar a sua competência a todo tempo, independente da profissão, a igualdade racial, de gênero e econômica sempre serão os desafios.