terça-feira, 23 de março de 2010

Mais respeito e conquistas

Por: Helciane Angélica - Jornalista


O Dia Mundial Contra a Discriminação Racial é comemorado no dia 21 de março, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em memória as vítimas do Massacre de Shaperville, um bairro sul-africano da província de Gauteng. Nesta mesma data em 1960, vinte mil negros protestavam contra a “Lei do Passe”, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam se movimentar no país. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a multidão e o saldo da violência foi de 69 mortos e 186 feridos.

Trata-se de mais uma data que busca refletir sobre os efeitos danosos do racismo na sociedade e que encontra-se presente em todas às classes sociais e segmentos. No dia 21 de março, também tem mais dois fatos importantes, em 1988 a Serra da Barriga através do Decreto nº 95.855 foi reconhecida como Monumento Nacional, após ter sido tombada pelo IPHAN em janeiro de 1986. E dez anos depois, o movimento negro conseguiu junto ao Governo Federal consagrar o último comandante-em-chefe da República Quilombola Palmarina, Zumbi dos Palmares, como herói nacional devido a sua luta, organização e resistência no maior e mais importante “mukambu”.

No último domingo no Vergel do Lago, ocorreu um ato de valorização da cultura popular e afro-alagoana para reverenciar o dia 21 de março, os 12 anos de Zumbi como herói, além de chamar a atenção da sociedade sobre as injustiças que homens, mulheres e crianças negras sofrem diariamente devido à cor da pele.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estática (IBGE), pouco mais de 50% da população brasileira é afro-descendente (pardos e negros), no entanto, ainda lutam por oportunidades iguais no mercado de trabalho, nas universidades, nos cargos de poder, nos meios de comunicação, por tratamento adequado de saúde e moradia. Temos preconceito contra o gordo, o baixinho, o homossexual, o nordestino, o deficiente físico... são várias as formas de opressão, mas ainda querem negar que existe discriminação racial no Brasil. Bom, já tivemos várias conquistas, mas o racismo não dar descanso e a luta continuará! Axé!

Fonte: Coluna Axé - Tribuna Independente (23.03.10)

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