Fonte: R7 (01.02.12)
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Lançamento de catálogo encerra exposição sobre José Zumba
Catálogo, lançado na noite desta quinta-feira, é ilustrado com telas da mostra; durante evento, foram entregues certificados de participação a colecionadores
A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) lançou, esta quinta-feira (2), no Museu Palácio Floriano Peixoto (Mupa), o catálogo que ilustra as 85 telas da exposição “Zumba, um pintor negro para o Brasil”. O evento encerrou a exposição em homenagem ao pintor José Zumba, que esteve aberta ao público por mais de dois meses.
O lançamento contou com a participação dos colecionadores que cederam parte do acervo exposto na mostra. Na ocasião, foram entregues pelo secretário de Estado da Cultura, Osvaldo Viégas, certificados de participação na exposição.
Ele aproveitou o momento para agradecer a colaboração de todos os que doaram temporariamente suas peças para que o público alagoano pudesse conhecer o trabalho realizado por Zumba. “Este catálogo é o desfecho complementar dessa exposição e um registro da documental da obra desse artista negro que representa a expressiva arte alagoana”, ressaltou.
Para o colecionador Geraldino Gonçalves, que participou da mostra com 19 telas, a experiência foi gratificante. “Estou feliz em ter participado dessa iniciativa, principalmente pelo fato de ter conhecido e acompanhado a trajetória de Zumba desde 1967. Foi a partir desta data que comecei a encomendar quadros a ele sobre temas da cultura alagoana, como os que retratam as festas populares”, afirmou.
Já o artista visual Lula Nogueira, que também acompanhou de perto a arte de Zumba, ressaltou o catálogo como uma forma de levar ao conhecimento do público parte do legado deixado por José Zumba. “Esse registro será mais uma oportunidade de reverenciarmos a obra de Zumba”, afirmou.
De acordo com Maria do Socorro Lamenha, uma das colaboradoras da mostra, o resultado superou as expectativas e o lançamento do catálogo é mais uma justa homenagem à arte do pintor. “A confecção deste catálogo foi uma excelente ideia, assim como a exposição, que trouxe à tona o olhar afetivo da arte de Zumba, que está presente tantos em lares alagoanos”, destacou.
Fonte: Ascom Secult
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Ex-catadora de lixo é aprovada em processo de transferência da USP
Jovem participou do processo seletivo do curso de gestão ambiental e ficou em 4º lugar
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Divulgação/Frô |
Laíssa Sobral Santos Martins, de 19 anos, é uma das estudantes aprovadas no último processo de transferência externa da Fuvest, que seleciona alunos já matriculados em outras universidades para estudarem na USP (Universidade de São Paulo).
Sua história seria comum se não fosse um detalhe: Laíssa é ex-catadora de lixo e cresceu na cooperativa de catadores da Granja Julieta, na qual sua mãe, Mara Lúcia Sobral Santos, é coordenadora.
- Eu estava matriculada em um curso de gestão ambiental na FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), mas não podia mais arcar com os custos da mensalidade, alimentação e transporte.
Na família de Laíssa, composta pela mãe, o irmão Everton e mais 14 irmãos adotados, ninguém havia conseguido superar o ensino médio. A jovem é a primeira a entrar em uma universidade.
História
Laíssa se matriculou na FMU no começo de 2011, quando ainda trabalhava com a mãe na cooperativa e recebia cerca de R$ 900 por mês.
Incentivada por amigos que conheciam seu trabalho na Granja Julieta, ela se inscreveu no processo de seleção para trabalhar na ITCP (Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares) da USP, que selecionaria dois estudantes.
Laíssa passou, mas o salário era inferior ao que recebia na cooperativa. Mesmo assim, ela não desistiu.
- Era junho de 2011, período de inscrição para transferência para a USP. Seria a chance de poder continuar na incubadora. Alguns amigos me ajudaram com o dinheiro para pagar a taxa e consegui me inscrever.
Confira também
A jovem passou por um processo seletivo semelhante ao vestibular, que também continha conteúdos específicos do curso de gestão ambiental, para o qual ela desejava transferência.
No total, foram oferecidas 1.101 vagas de transferências para cursos das áreas biológicas, exatas e de humanidades.
A boa notícia para Laíssa veio em novembro, quando ela soube que havia sido aprovada para estudar no curso de gestão ambiental, que fica no campus USP-Leste.
- As aulas começam dia 27 de fevereiro. Vou precisar regredir um ano, pois já estava no segundo ano na FMU. Mesmo assim, consegui eliminar cinco matérias, então não terei prejuízos e vou terminar no tempo previsto.
Fonte: Bianca Bibiano, do R7
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
1º Nosso Samba de fevereiro

Queridas amigas e queridos amigos, estamos na contagem regressiva para o Carnaval e nada melhor do que um bom SAMBA para apaziguar a ansiedade. O NOSSO SAMBA está de volta no próximo sábado (dia 04 de fevereiro) com toda alegria e energia que lhe é peculiar. Venha se divertir com a gente e convide seus amigos. Da nossa parte prometemos muita alegria, muito samba e, no finalzinho, uma prévia do que vai ser o nosso carnaval com muito frevo e marchinhas tradicionais!!!!!
QUEM? NOSSO SAMBA
QUANDO? Sábado (04 de fevereiro) a partir das 19h
ONDE? Orákulo Chopperia – Jaraguá
QUANTO? Mesas: R$ 80,00 – Venda na Cia. das Havaianas – 2º piso do Maceió Shopping
Individuais: R$ 15,00 – Venda no Orákulo Chopperia (somente no dia 04)
Mais informações: (82) 8854-7758 / (82) 9982-8377
Reportagens sobre o Centenário do Quebra de Xangô
Confira a cobertura televisiva nas duas principais emissoras no Estado de Alagoas.
TV Gazeta (01.02.12) - Telejornal Bom Dia Alagoas
Hoje é o aniversário de cem anos da Quebra de Xangô
TV Gazeta (01.02.12) - Telejornal AL TV 1ª edição
Hoje é um dia importante para os adeptos do Candomblé
TV Pajuçara (02.02.12) - Telejornal Pajuçara Manhã
Diversos grupos afros saíram as ruas de Maceió para lembrar o quebra
Decreto Governamental: Pedido de perdão ao Quebra de Xangô
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Foto: Agência Alagoas |
ATOS E DESPACHOS DO GOVERNADOR
DECRETO Nº 18.041,
DE 1º DE FEVEREIRO DE 2012.
DECLARA PEDIDO FORMAL DE PERDÃO À POPULAÇÃO AFRO-ALAGOANA E À RELIGIOSIDADE AFRO-BRASILEIRA, EM DECORRÊNCIA DOS ATOS PRATICADOS NO EPISÓDIO HISTÓRICO DENOMINADO "QUEBRA DOS XANGÔS DE 1912".
O GOVERNADOR DO ESTADO DE ALAGOAS, no uso das atribuições que lhe confere o inciso IV, do art. 107 da ConstituiçãoEstadual, e tendo em vista o que consta do Processo Administrativo nº 1101-276/2012,Considerando a necessidade de cumprimento das obrigações internacionais contraídas pelo Brasil mediante a ratificação de diversos instrumentos internacionais de proteção dos Direitos Humanos, em especial àquelas estabelecidas na Carta de Direitos Humanos das Nações Unidas; Considerando o compromisso do Governo do Estado de Alagoas em promover uma cultura de paz e respeito aos Direitos Humanos, aos princípios e aos valores emanados das liberdades e garantias fundamentais, asseguradas pela Constituição Federal, em especial o disposto no inciso VI, do seu art. 5º; Considerando que ninguém poderá ser privado de direitos por motivo de crença religiosa e política, sendo assegurado a todos o livre exercício dos cultos religiosos, nos termos do inciso I, do art. 2º da Constituição Estadual; e Considerando, ainda, o momento de contextualização dos 100 (cem) anos do episódio conhecido como "Quebra dos Xangôs", ocorrido em 1912, que se constituiu num violento atentado contra o direito à liberdade de culto religioso, causando profundos prejuízos à população afro-brasileira,
DECRETA:
Art. 1º Fica declarado pedido formal de PERDÃO pelo Governo de Alagoas à população afro-alagoana e à religiosidade afro-brasileira, em face das graves violações de Direitos Humanos, decorrente da violência física e psicológica, ofensa à liberdade de culto, grave intolerância religiosa, desrespeito à identidade cultural, afronta à memória e destruição do patrimônio cultural, praticados no episódio histórico denominado "Quebra dos Xangôs de 1912".
Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
PALÁCIO REPÚBLICA DOS PALMARES, em Maceió, 1º de fevereiro de 2012, 196º da Emancipação Política, 124º da República e 100º da Quebra dos Xangôs.
TEOTONIO VILELA FILHO
Governador
Quebra de Xangô e maracatus são temas do IZP na Folia
Nesta quinta (2), das 7h30 às 9h, na Educativa FM e, das 13h às 14h30, pela Difusora
Por: Audrey Trevas
“Quebra de Xangô e os maracatus de Alagoas”, este é o tema do 4º programa da série especial “IZP na Folia: Revivendo o Carnaval de Edécio Lopes” desta quinta (2), que vai ao ar às 07h30 pela Educativa FM e às 14horas, na Difusora. Os programa terá a participação da museológa, Carmem Lúcia Dantas, do representante do folguedo Negra da Costa, Derlandson Rógenes, da Associação de Folguedos de Alagoas (Asfopal) e do Maracatu Baque Alagoano.
O “IZP na Folia: Revivendo o Carnaval de Edécio Lopes”, que está em sua segunda edição, é uma realização do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP) em parceria com a Secretaria de Estado da Comunicação (Secom), e tem o apoio dos Seresteiros da Pitanguinha, Ornato Box e Maceió 40 graus. O programa tem a produção de Edmilson Lopes e Iranei Barreto, apresentação de Marcos Guimarães, trabalhos técnicos de Edson Silva e apoio de Karine Marinho e Audrey Trevas.
O programa faz parte de uma série de ações desenvolvidas pelo IZP através de suas emissoras que visa contribuir e apoiar as manifestações culturais que acontecem no período carnavalesco em Alagoas. A série de programas em homenagem ao saudoso radialista e compositor de Frevo Edécio Lopes se estende até 10 de fevereiro com muito frevo, marchinhas, sambas e entrevistas com representantes de blocos e de escolas de samba, e participação de amigos e familiares do radialista homenageado.
O último programa da série, no dia 10, será realizado no Espaço Cultural Linda Mascarenhas. Será aberto ao público e contará com a participação de músicos e coordenadores de blocos, maracatus e escolas de samba, com apresentações ao vivo.
Quebra de Xangô- O episódio conhecido como “Quebra de Xangô”, aconteceu a 100 anos, nos terreiros das religiões de matriz africana de Maceió que foram completamente destruídos a partir de uma ordem governamental, resultando no maior massacre de babalorixás da história do Brasil. Para marcar o centenário do episódio, o governador Teotônio Vilela Filho, fez nesta quarta-feira, 1° de fevereiro, pedido de perdão oficial às comunidades de terreiros do estado.
Bailes – No programa desta quarta (1), com o tema “Bailes e Prévias de Carnaval em Alagoas”, que teve a presença da secretária municipal de Turismo de Maceió, Claudia Pessoa, que falou sobre o Baile Municipal, que acontece no dia 9 de fevereiro, do Gazzaneo e Salete Toledo dos Seresteiros da Pitanguinha, que falaram do Baile, nesta sexta (3), e do Bailinho, neste domingo (5), de Leonardo Junior e Dede Melo do Jaraguá Tênis Clube que falaram sobre o Baile Vermelho e Preto, de Jane Falcão da Rede Feminina de Combate ao Câncer que falou sobre o Baile da entidade que acontece na próxima terça (7), e de Edvaldo Vasconcelos, filho de Edécio Lopes, que falou do Baile Verde e Amarelo que homenageou o saudoso radialista. O programa contou com a apresentação, ao vivo, de canções carnavalescas dos Seresteiros da Pitanguinha.
Fonte: IZP Alagoas
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Quebra do Xangô: pesquisadores avaliam a intolerância religiosa
Noite de terror aconteceu há cem anos, mas as consequências de tanta intolerância ainda se fazem presentes
Por: Lenilda Luna - jornalista
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"Xangô é pai, Xangô é rei, e quer justiça!" (Documentário de Siloé Amorim) |
Esse fato emblemático da história de Alagoas já estimulou a produção de teses de doutorado, documentários e vários artigos acadêmicos, que fomentaram debates dentro da universidade. O principal objetivo desses estudos é avaliar criticamente esses acontecimentos, considerando que os reflexos da intolerância religiosa perduram na atualidade. No centenário do Quebra, apresentamos a avaliação de uma historiadora e uma antropóloga da Ufal, que são estudiosas da cultura afro-brasileira e das manifestações que resistem em Alagoas.
O que foi o Quebra
Foi na noite de 1º de fevereiro de 1912 que o terror se espalhou pelos terreiros de cultos afro-brasileiros em Alagoas. O quebra-quebra foi liderado pela Liga dos Repúblicanos Combatentes, agremiação política que fazia oposição ao governador da época, Euclides Malta. As invasões, espancamentos e prisões aos praticantes de candomblé, umbanda e outros cultos durou até a madrugada de 2 de fevereiro, quando os praticantes homenageiam as entidades de Oxum e Iemanjá.
O Quebra provocou o fechamento de vários terreiros e a dispersão de ialorixás e babalorixás para outros Estados. Os que ficaram aqui, continuaram praticando os cultos em silêncio, sob intensa repressão e medo. Cem anos depois, várias manifestações estão sendo realizadas para protestar contra a discriminação que ainda perdura e exigir liberdade de manifestação cultural e religiosa.
O contexto político
“O episódio que ficou historicamente registrado como 'quebra-quebra dos terreiros' ou simplesmente 'quebra de xangô', revela uma importante face da cultura alagoana que merece registro. Refiro-me aqui à intolerância e ao preconceito históricos que animavam nossa provinciana Maceió em relação a referências religiosas que não fossem as católicas, as oficiais”, pondera a antropóloga e pesquisadora da cultura afro-alagoana, Rachel Rocha, coordenadora do Laboratório da Cidade e do Contemporâneo do Instituto de Ciências Sociais da Ufal.

Preconceito religioso
Segundo a historiadora Clara Suassuna, diretora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (Neab), o evento em Alagoas influenciou também a formação cultural do estado vizinho. “Há reflexos diretos na história de Pernambuco, pois muitos dos religiosos de matriz africana tiveram como saída, a migração para o Estado vizinho, para não morrerem ou serem privados da liberdade pessoal ou de culto”, relembra Clara.
A historiadora destaca ainda que esse assunto foi banido das rodas de conversa por muito tempo. Os jornais chegaram a noticiar o Quebra como uma ação de limpeza. “Esse evento durante muitos anos ficou restrito aos jornais como sendo uma ação para limpar as almas da população das práticas religiosas demoníacas e perigosas para a sociedade”, destaca a diretora do Neab.

Para a historiadora, manifestações de desagravo e resgate cultural como as que foram organizadas neste centenário do quebra, tem uma importância fundamental. “Principalmente no âmbito político, pois o debate não pode ficar apenas nos centros acadêmicos e educacionais. O Estado reconheceu seu erro e oficializou o seu perdão e isso é mais um avanço para a comunidade afro-alagoana, porque também não dizer, pernambucana, já que tantos filhos saíram da terra natal" diz ela.
Clara Suassuna ressalta a realidade sócio-cultural dos nossos dias, ainda com profundos reflexos de racismo. "Temos que pensar que o estado de Alagoas é composto por maioria afrodescendete (67% autodeclarados) e essa maioria está abaixo da linha de pobreza (65%) pelos dados do IBGE. São através das medidas afirmativas que vamos mudando, mas o processo é lento e por isso temos que ser atuantes” conclui a historiadora.
Assista ao documentário produzido pelo antropólogo Siloé Amorim, professor do Instituto de Ciências Sociais da Ufal, sobre o Quebra.
Fonte: Ascom Ufal
Ensaio aberto esquenta o clima para as prévias de carnaval em Maceió
A uma semana das prévias, grupos afro promovem uma tarde de batuque e alegria pelas ruas de Jaraguá
Há quem já esteja em contagem regressiva a algum tempo, e para os foliões de plantão é tempo de ensaiar o passo, compor as fantasias e se preparar para aquela que é a maior festa popular do país. Em Maceió, apesar do carnaval de rua ainda ser apenas uma miragem, as prévias fazem as ruas do bairro boêmio se encher de cores e ritmos, enchendo olhos e ouvidos dos foliões e dando água na boca de quem gosta de alegria. Vários grupos e agremiações desfilam e caem no passo do frevo, do maracatu, da marchinha, dos bois, doafoxé e muito mais. Para alguns grupos, o ritmo dos preparativos se acelera no mês que antecede a festa.
Numa iniciativa da Articulação pela Cultura Popular e Afro-alagoana, o bloco afro Tia Marcelina – uma das ialorixás assassinadas no Quebra de 1912, reúne vários grupos para o desfile do dia 10 de fevereiro. Este ano a expectativa é que sejam reunidos mais de duzentos batuqueiros. A saída esta prevista para as 20 horas.
Ensaio aberto
Para afinar o tambor e acertar o passo, o Coletivo AfroCaeté e o Afro Madela convidam a todos para acompanhar o ensaio que antecede as prévias. O cortejo terá concentração a partir das 16 horas na sede do AfroCaeté, na rua Barão de Jaraguá, 381 (em frente a Unifal) e as 17 horas seguirá pelas ruas de Jaraguá até a praça 13 de maio, retornando à Praça Artur Ramos, onde o grupo Afro Mandela estará se apresentando no Bar La Rosa Mossoró. Neste momento, o batuque do samba reggae e do afoxé, se misturará às alfaias e xequerês do Coletivo AfroCaeté, que em seguida fará uma breve apresentação no local.
Será uma ótima oportunidade de conhecer de perto a riqueza e a beleza da cultura alagoana e preparar o corpo para a maratona de folia. Venha e traga seu axé!
Serviço:
Tambores na Rua: ensaio aberto do bloco afro Tia Marcelina
Com os grupos: Coletivo AfroCaeté e Afro Mandela
Dia: Domingo, 5 de fevereiro de 2012, às 16h
Concentração: Sede do Coletivo AfroCaeté (R. Barão de Jaraguá, 381 – em frente a Unifal)
Encerramento: Bar La Rosa Mossoró
Aberto ao público
Informações: 8854-9382 / 8801 4265 / coletivoafrocaete.blogspot.com
Produção: Coletivo AfroCaeté
Apoio: Bar La Rosa Mossoró
Fonte: Ábia Marpin - Comunicadora Social (MTE/AL 1298) / abia.arte@hotmail.com / (82) 9316-4063 / 8854-9382
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Secretaria da Mulher apoia grupos afro do Estado no perdão do Quebra
Órgão fornecerá transporte para integrantes dos terreiros religiosos de matriz africana de Alagoas que participarão do evento nesta quarta-feira
Vinte ônibus serão disponibilizados pela Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos (SEMCDH) para transportar membros de todos os terreiros religiosos de matriz africana de Alagoas que participarão, nesta quarta-feira (1º de fevereiro), do dia do perdão pelo “Quebra de 1912”, quando os terreiros de Candomblé foram alvos de ação violenta da polícia.
De acordo com o gerente Afroquilombola da Superintendência de Direitos Humanos da SEMCDH, Claudio Figueiredo, o órgão apoiou a Universidade Estadual de Alagoas (Unueal) na articulação dos grupos em Maceió e cidades do interior. Ele lembrou que a universidade realiza neste ano o projeto Xangô Rezado Alto, uma referência antagônica do que ficou conhecida a prática de se celebrar seus ritos com os atabaques sendo tocados timidamente, ou simplesmente baixo, o que ficou conhecido por “xangô rezado baixo”.
Segundo Claudio, está prevista a participação de aproximadamente mil pessoas no dia quando acontecerá um grande cortejo às 15h da Praça D. Pedro II, percorrendo a Rua do Sol, fazendo duas homenagens seguindo até à Praça Mal Floriano Peixoto (Praça dos Martírios), onde deverá ocorrer uma grande congregação cultural, na qual o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, assinará um ato - em nome do Governo de Alagoas - pedindo perdão às comunidades, terreiros e ao povo alagoano pela violência cometida em 1912.
Fonte: Secretaria Estadual da Mulher
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