sábado, 30 de julho de 2016
sexta-feira, 29 de julho de 2016
Ufal celebra Dia de Tereza de Benguela
Temas como preconceito, resistência e reconhecimento de lideranças negras foram debatidos no evento
Por: Natália Oliveira - estudante de Jornalismo
Na ocasião, foi realizada uma mesa-redonda com a diretora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (Neab), Lígia Ferreira, e Girlaine Santos, coordenadora da pasta de direitos humanos, gêneros, raça e etnia do Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (Sintufal). “Eu, enquanto mulher negra, enxergo não apenas a comemoração de uma data, mas um marco de luta e resistência da mulher diante de todos os preconceitos e situações de racismo que a gente vive”, declarou Girlaine.
Diante do machismo e racismo presentes nas relações da sociedade, ser mulher negra é estar em cheque. “O preconceito em cima da mulher é maior. O homem, mesmo que tenha o cabelo ‘ruim’, como a sociedade caracterizou, pode cortá-lo e não vai ter problema com sua identidade negra no ambiente de trabalho. Já a mulher, se ela assumir o cabelo, pode não vai entrar no mercado de trabalho. Se ela não tiver o cabelo dentro dos padrões de uma branca, ela é preterida”, avalia Girlaine.
Presente no encontro, a doutoranda em Educação pela Ufal, Sónia André, viveu uma realidade diferente em Moçambique, seu país natal. Lá, a negritude é exaltada na cultura, no vestuário, no cotidiano da população. “No Brasil, eu sinto que sou negra. No meu país, eu sei que sou negra. Para nós, ser negra não é algo de desdém, é poder. Estudos indicam que nem 10% das mulheres estão presentes nas tomadas de decisões para o Brasil. Estamos um país puramente machista, diferentemente do nosso belo continente africano, sobretudo, de Moçambique, onde a mulher está em todos os lugares. Tem mulher governadora, ministra, professora”, pontuou Sónia.
Ainda de acordo com a africana, ter essa data instituída no Brasil é a prova de que muita coisa precisa mudar. “Estar aqui para levantar essa bandeira é dizer que o Brasil precisa muito refletir a questão de ser negro e, sobretudo, de ser mulher. É um momento ímpar para o país e a América Latina”, concluiu.
O reconhecimento de uma líder negra
O Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra foi instituído em 2014, com a promulgação da Lei nº 12.987. A inspiração para essa data surgiu após 22 anos da criação do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, em 25 de julho de 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, na República Dominicana.
A data criada foi um marco internacional da luta e resistência da mulher negra. Tereza de Benguela foi um ícone da resistência negra na época do Brasil Colônia. Após a morte do marido, José Piolho, ela tornou-se a líder do Quilombo do Piolho, também conhecido como Quariterê, no atual Estado do Mato Grosso. A rainha Tereza, como era chamada no local, comandou a estrutura política, econômica e a administrativa da comunidade negra e indígena, até o quilombo ser destruído pelas forças do então governador da capitania hereditária no século 18.
O fato de Tereza de Benguela ter sido um ícone importante para a história negra e ter ficado ausente dos livros didáticos sobre a história do Brasil foi levantado pela diretora do Neab durante o evento na Ufal.
“Como é que esta pessoa foi invisibilizada no Brasil por quase três séculos? Como é que nós não estudamos a história dessa mulher nos livros de história do Brasil? Em toda minha formação básica, que foi em escola pública, eu só via pessoas negras com correntes nos braços e nos pés. Essa imagem percorreu todo o material didático por décadas no Brasil. Acho que este dia é de luta, resistência e organização”, manifestou Lígia Ferreira.
Em sua fala final, Girlaine expressou a satisfação pelo breve, mas fundamental momento de celebração à data. “O objetivo do nosso encontro, que é estimular o debate e a reflexão, foi atingido”, comemorou. O evento foi encerrado com a apresentação da Cia de Teatro de Dança Afro Oie Orum.
Fonte: Ascom/Ufal
quinta-feira, 28 de julho de 2016
Festa de Nanã em Maceió
No sábado (30.07) às 20h, a Mirian Souza (Mãe Mirian) – ialorixá respeitada no Estado de Alagoas e líder espiritual do Ilê Nifé Omí Omo Posu Betá – coordenará a Festa de Nanã em sua casa de axé localizada na rua Campo Teixeira, 290, Ponta da Terra, próximo a Escola Campos Teixeira em Maceió.
O termo “nanan” significa raiz, aquela que se encontra no centro da terra. A divindade africana relaciona-se à criação do mundo; ligada à vida e morte da humanidade, dona da lama com a qual os seres humanos foram formados.
Seu encanto pertence ao pântano, terra movediça, lodo, lama, suspiro das águas em forma de olho d’agua gerando lagos, lagoas, rios, mares, tornando essas águas em doces, salgadas, salobras e etc. É a protetora dos idosos, desabrigados, doentes e deficientes visuais.
Benin antiga República de Dahomé considerada “Mãe Universal” desse povo, Nanã (Vodun Nanabiôco) seu habitat principal são as matas de Tanga na África.
Ibá Olodumaré Eu saúdo Deus maior
Ibá Nanabiôco Eu saúdo Nanã
Ibá Omi ni Oxum Eu saúdo as águas de Oxum
Uwá Egbé Odó Nanã juba Ó, Ki ibá wá se Nós cremos em Nanã, saudamos e esperamos
T’omode bajubá íra re, agbéle aye po que Nanã ouça nossas saudações e
Ká riba ti se. Axé que nossos caminhos se abram. Amém
Contato: (82) 99313-6921 / 99930-7348.
O termo “nanan” significa raiz, aquela que se encontra no centro da terra. A divindade africana relaciona-se à criação do mundo; ligada à vida e morte da humanidade, dona da lama com a qual os seres humanos foram formados.
Seu encanto pertence ao pântano, terra movediça, lodo, lama, suspiro das águas em forma de olho d’agua gerando lagos, lagoas, rios, mares, tornando essas águas em doces, salgadas, salobras e etc. É a protetora dos idosos, desabrigados, doentes e deficientes visuais.
Benin antiga República de Dahomé considerada “Mãe Universal” desse povo, Nanã (Vodun Nanabiôco) seu habitat principal são as matas de Tanga na África.
Ibá Olodumaré Eu saúdo Deus maior
Ibá Nanabiôco Eu saúdo Nanã
Ibá Omi ni Oxum Eu saúdo as águas de Oxum
Uwá Egbé Odó Nanã juba Ó, Ki ibá wá se Nós cremos em Nanã, saudamos e esperamos
T’omode bajubá íra re, agbéle aye po que Nanã ouça nossas saudações e
Ká riba ti se. Axé que nossos caminhos se abram. Amém
Contato: (82) 99313-6921 / 99930-7348.
terça-feira, 26 de julho de 2016
Mulheres Negras
No dia 25 de julho, é celebrado o Dia Internacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher Negra e o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.
Foi instituído em 1992, no I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, e busca dar visibilidade e reconhecimento a presença e a luta das mulheres negras nesse continente; também é o Dia Nacional da Mulher Negra e da quilombola Tereza de Benguela (Projeto de Lei do Senado nº 23, de 2009, de autoria da Senadora Serys Slhessarenko).
De acordo Ana Pereira – presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim) em Alagoas – o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, é um marco internacional da luta e resistência da mulher negra contra a opressão de gênero, o racismo e a exploração de classe.
Para marcar a data em Alagoas, foi realizada a discussão sobre “Empoderamento Feminino no século XXI” no dia 23 de julho, no SESC Centro em Maceió, uma ação promovida pelo Grupo Percussivo BATUQUE YÀ formado somente por mulheres, que tem o objetivo refletir sobre as lutas, como expressão maior, das mulheres, em busca da igualdade, direitos, identidade, de pertencimento e de respeito às diferenças, naturalmente, existentes entre homens e mulheres. Já nos dias 23 a 25, no Museu da Imagem e do Som (MISA) em Maceió, o evento “Fala Preta! #Tireavendadoracismo”, promovido por um coletivo de entidades que atuam na defesa dos direitos da Mulher, no combate ao racismo e na promoção da igualdade racial.
Essa é mais uma data para a reflexão e discutir o protagonismo político contra o racismo e o machismo. As mulheres negras são as maiores vítimas da violência doméstica e feminicídio, é o que demonstram os números do Mapa da Violência de 2015: em 10 anos o número de mulheres negras mortas subiu 54% enquanto o de mulheres brancas caiu 9,8%. Também é que possui menor escolaridade, são as maiores vítimas de mortalidade materna (60% dos casos) e encontram mais dificuldades no acesso aos serviços de saúde. Eis mais um dia de luta!
Fonte: Coluna Axé – 401ª edição – Jornal Tribuna Independente (26/07 a 01/08/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
Foi instituído em 1992, no I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, e busca dar visibilidade e reconhecimento a presença e a luta das mulheres negras nesse continente; também é o Dia Nacional da Mulher Negra e da quilombola Tereza de Benguela (Projeto de Lei do Senado nº 23, de 2009, de autoria da Senadora Serys Slhessarenko).
De acordo Ana Pereira – presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim) em Alagoas – o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, é um marco internacional da luta e resistência da mulher negra contra a opressão de gênero, o racismo e a exploração de classe.
Para marcar a data em Alagoas, foi realizada a discussão sobre “Empoderamento Feminino no século XXI” no dia 23 de julho, no SESC Centro em Maceió, uma ação promovida pelo Grupo Percussivo BATUQUE YÀ formado somente por mulheres, que tem o objetivo refletir sobre as lutas, como expressão maior, das mulheres, em busca da igualdade, direitos, identidade, de pertencimento e de respeito às diferenças, naturalmente, existentes entre homens e mulheres. Já nos dias 23 a 25, no Museu da Imagem e do Som (MISA) em Maceió, o evento “Fala Preta! #Tireavendadoracismo”, promovido por um coletivo de entidades que atuam na defesa dos direitos da Mulher, no combate ao racismo e na promoção da igualdade racial.
Essa é mais uma data para a reflexão e discutir o protagonismo político contra o racismo e o machismo. As mulheres negras são as maiores vítimas da violência doméstica e feminicídio, é o que demonstram os números do Mapa da Violência de 2015: em 10 anos o número de mulheres negras mortas subiu 54% enquanto o de mulheres brancas caiu 9,8%. Também é que possui menor escolaridade, são as maiores vítimas de mortalidade materna (60% dos casos) e encontram mais dificuldades no acesso aos serviços de saúde. Eis mais um dia de luta!
Fonte: Coluna Axé – 401ª edição – Jornal Tribuna Independente (26/07 a 01/08/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Aliança de Batista do Brasil discute racismo ambiental, gênero e políticas públicas
PROGRAMAÇÃO
29/07 (sexta-feira)
12:00/14:00h – Recepção e Almoço das Caravanas
14:00/15:00h – Credenciamento
15:00/16:00h – Reunião Deliberativa
Pauta da assembleia
Comissão de indicação para a nova diretoria e Conselho Fiscal
16:00/17:30h – Fórum de Teólogas e Pastoras
Palestrantes: M.ª Aletuza Leite (IBN) e Paula Dempsey (Director of partnership relations – Alliance of Baptists)
Moderadora – Pra Odja Barros (IBP)
19:30h/20:00– Celebração de Abertura da Assembleia
• Participação musical - Coral Ecumênico da Bahia
20:00h/21:30 – Conferência de abertura: Racismo Ambiental e a CFE-2016
- Conferencista: Ronilso Pacheco (IBR)
- Moderadora: Laina Crisóstomo (IBN)
21:30h – Encerramento
30/07 (sábado)
9:00/9:30h – Reflexão Bíblica
• Participação musical - Orquestra de Câmara Alto da Mina
• Mensagem: Rev. Sônia Mota (IPU/CESE)
9:30/10:20h – Relatórios e deliberações.
10:20h/10:30 – Pausa para o café
10:30/12:00 – Eleição da nova Diretoria e Conselho Fiscal
- Eleição da Diretoria 2016-2018
- Posse da Nova Diretoria
13:30/15:30 – Mesa: Gênero e Políticas Públicas em diálogo com a CFE 2016
- Intervenção cultural Grupo Recital Ágape
Palestrantes: M.ª Carla Akotirene (UFBA) e Dr. Fábio Nogueira (UNEB)
Moderadora – Pra. Helivete Ribeiro (PIB Bultrins)
15:30/16:00h – Coffee break
19:30h – Culto Solene de Encerramento
Participação musical - Coral da Igreja Batista Nazareth e Orquestra de Câmara Alto da Mina
21h – Sarau Musical
•Cantores – Andréa Laís, Luan Lucas e Jean Prado
domingo, 24 de julho de 2016
Quintas no Poço de julho recebe Igbonan Rocha homenageando sucessos do samba
O samba é uma dança e um gênero musical considerado um dos elementos mais representativos da cultura popular brasileira existentes em várias partes do País. Dependendo do tipo de samba, a música é feita com o violão, viola ou cavaquinho acompanhado de instrumentos de percussão (atabaque, berimbau, chocalho e pandeiro). Com toda essa ginga, o Quintas no Poço de julho fará uma homenagem ao ritmo na voz do cantor e compositor, Igbonan Rocha. A apresentação será no dia 28 de julho, às 19h30, na Unidade Sesc Poço. A entrada é gratuita.
O projeto Quintas no Poço é um espaço criado com intuito de proporcionar ao público mais uma opção de boa música, num espaço seguro e agradável, onde os músicos da terra interpretam grandes canções da música brasileira e podem demonstrar seus talentos.
SOBRE IGBONAN ROCHA
O Igbonan Rocha, é um baiano de sorriso farto e voz singular, escolheu Alagoas como: “a terra para viver para sempre!”. Sua identificação com a música iniciou nos anos 80 quando a convite ingressou na carreira musical como interprete em bares e casas noturnas de Salvador. Já em Maceió além de cantar, participou de diversos projetos culturais. Em sua trajetória também está registrada uma passagem pelo Sesc Alagoas. Durante quatro anos esteve à frente do Nosso Samba, projeto em parceria com a cantora Wilma Araújo, participou do Prêmio da Música Brasileira, ficando em 2º lugar em 2010. A convite da UNESCO, representou o Brasil, junto com diversos artistas brasileiros, do “Concerto para Luiz Gonzaga” realizado em Paris na França.
SERVIÇO
Quintas no Poço
Igbonan Rocha homenageando o samba
Local: Unidade Sesc Poço
Data: 28/07/2016
Horário: 19h30
Entrada franca
Informações: 0800 284 2440
O projeto Quintas no Poço é um espaço criado com intuito de proporcionar ao público mais uma opção de boa música, num espaço seguro e agradável, onde os músicos da terra interpretam grandes canções da música brasileira e podem demonstrar seus talentos.
SOBRE IGBONAN ROCHA
O Igbonan Rocha, é um baiano de sorriso farto e voz singular, escolheu Alagoas como: “a terra para viver para sempre!”. Sua identificação com a música iniciou nos anos 80 quando a convite ingressou na carreira musical como interprete em bares e casas noturnas de Salvador. Já em Maceió além de cantar, participou de diversos projetos culturais. Em sua trajetória também está registrada uma passagem pelo Sesc Alagoas. Durante quatro anos esteve à frente do Nosso Samba, projeto em parceria com a cantora Wilma Araújo, participou do Prêmio da Música Brasileira, ficando em 2º lugar em 2010. A convite da UNESCO, representou o Brasil, junto com diversos artistas brasileiros, do “Concerto para Luiz Gonzaga” realizado em Paris na França.
SERVIÇO
Quintas no Poço
Igbonan Rocha homenageando o samba
Local: Unidade Sesc Poço
Data: 28/07/2016
Horário: 19h30
Entrada franca
Informações: 0800 284 2440
Fonte: Ascom/Sesc-AL
sábado, 23 de julho de 2016
Fala Preta marca luta e resistência da mulher negra contra a opressão de gênero e racismo
Por: Valdice Gomes - Cojira/AL
Para marcar a passagem de 25 de julho - Dia da Mulher Negra
Latino-americana e Caribenha, um coletivo de entidades que atuam na defesa dos
direitos da Mulher, no combate ao racismo e na promoção da igualdade racial em
Alagoas estará realizando de 23 a 25 deste mês o evento “Fala Preta! #Tireavendadoracismo”,
das 13h às 17hs, no Museu da Imagem e do Som (Misa), em Jaraguá.
O evento constará de rodas de conversa sobre institucionalização
do racismo e as consequências para a mulher negra, além de apresentações
artístico-culturais. A abertura será neste sábado, 23, às 13hs, com um debate sobre
“Juventude e Feminismo das Pretas”. Em seguida apresentação do Coletivo Afro
Caeté.
Domingo, 24, a partir das 13h, o tema será “Estética negra e
moda afro”, seguido de apresentação de Mel Nascimento, Batuque Yá e Naná
Martins. Segunda-feira (25), no mesmo horário, bate-papo com as pretas
colaboradoras sobre “Descompassos da violência e das políticas públicas no
campo da saúde da mulher negra”. Logo após, apresentação de
Arafunfun Omanngerê, encerrando com Igbonan Rocha.
Participam da organização do “Fala Preta”, o Instituto
Feminista Jarede Viana, Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim),
Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir), Marcha Nacional
das Mulheres Negras em Alagoas e Projeto Inaê, com apoio da Fundação Municipal
de Ação Cultural (FMAC) e da Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos
Humanos (Semudh).
Segundo a presidente do Cedim e uma das organizadoras do
evento, Ana Pereira, o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha,
comemorado em 25 de julho, é um marco internacional da luta e resistência da
mulher negra contra a opressão de gênero, o racismo e a exploração de classe.
Foi instituído, em 1992, no I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e
Afro-caribenhas, para dar visibilidade e reconhecimento a presença e a luta das
mulheres negras nesse continente.
Entre as palestrantes do Fala Preta estão Márcia Regina,
consultora do MEC sobre educação inclusiva e enfrentamento ao racismo na
escola; Verônica Lourenço, da Rede Lai Lai (Pb), ex-conselheira nacional de
Saúde; Larisse Pontes, mestranda em Antropologia Social pela UFSC e
pesquisadora do Núcleo de Estudos de Identidades e Relações Interétnicas – NUER;
Marli Araújo, doutoranda, pesquisadora em violência, gênero e raça e Vitória
Santiago, integrante do Conselho Estadual de Juventude.
Contatos: (82) 98878-7484 / 99655-4405
quarta-feira, 20 de julho de 2016
terça-feira, 19 de julho de 2016
Carta de Amor da Revoada, Aos Afetos e aos afetados pela ocupação, Outros rumos da ocupação
Iniciamos a Ocupação Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) no dia 19 de maio deste ano, e estamos agora partindo para novos rumos com a chegada do pedido de reintegração de posse. O Cultura Contra o Golpe é um movimento formado por artistas, produtores culturais, estudantes e militantes da cultura em geral. Somos um movimento plural e suprapartidário. Ocupamos o prédio do IPHAN, nos irmanando a um movimento nacional, formado espontaneamente, que pedia a revogação da extinção do Ministério da Cultura (MinC) orquestrada pelo presidente golpista Michel Temer (PMDB) e seus aliados.
Desde as primeiras reuniões do movimento Cultura Contra o Golpe, ficou claro que a pauta precisava ser extensa e ir além da exigência de volta do Ministério da Cultura, naquele espaço formava-se um amplo grupo de resistência em luta pela democracia, que não reconhece o governo golpista de Michel Temer. Por isso, mesmo após a vitória do movimento com o retorno do MinC, continuamos ocupando e resistindo.
Durante os 60 dias de ocupação do prédio do IPHAN, foram realizados debates, rodas de conversa, ensaios abertos, apresentações artísticas, performances, entre outros. Recebemos apoio e dialogamos com vários movimentos políticos, grupos culturais, sindicatos, partidos e pessoas insatisfeitas com a atual situação do país. Cerca de 10.000 pessoas passaram pela ocupação. Discutimos temas importantes como machismo, racismo, LGBTFobia, reforma agrária, SUS, políticas culturais, função social da cidade, entre tantos outros durante os dois meses.
Além de um ato político, conseguimos, a partir da ocupação, dar uma nova função e significado ao prédio, o espaço tornou-se ponto de encontro e convergência dos mais variados movimentos e partes da cidade. Foi muito bonito vê os núcleos culturais da cidade misturando-se, os saberes serem trocados, os sorrisos e a satisfação de bons encontros nos rostos cada um. Foi emocionante perceber a garra, o apoio e a força que os atores culturais podem ter quando se juntam.
Durante todos estes dias sempre tivemos uma relação amistosa com os funcionários do IPHAN e temos feito acordos de convivência que mantiveram toda parte administrativa funcionando normalmente. O prédio está sendo entregue nas condições em que foi encontrado sem nenhum dano à estrutura física, instalações ou acervo. Desde o primeiro dia em que ocupamos tivemos a preocupação em isolar o acervo da Casa do Patrimônio, preservando e cuidando para que não houvesse nenhum dano ao importante patrimônio abrigado naquela casa, resultado do trabalho de vários artistas populares.
São muitos os frutos desta ocupação, inclusive obras artístico-culturais como grupos, composições musicais, vídeos arte, performances, espetáculo de dança; muitas pessoas deixaram sua arte e expressividade florescer e agora têm novos caminhos a trilhar.
Entendemos que o movimento não acaba com a saída física do IPHAN, iremos continuar ocupando o prédio com reuniões e atividades artísticas culturais, em consenso com a direção do Instituto. Entendemos também que demos uma outra vida e possibilidade de uso a este prédio da cultura.
O Movimento foi fortalecido. Hoje temos mais braços, mais pernas, mais cabeças pensantes juntas e articuladas. Toda esta força só vai se expandir porque as paredes do IPHAN já são pequenas para nós. O movimento segue outro rumo, transborda o espaço físico e segue com outras ações contra este governo golpista e à favor da cidade como espaço comum. A ideia inicial é a criação de um fórum permanente e de constante diálogo que vai pautar as próximas ações do Cultura Contra o Golpe.
Sair do Iphan nesse momento, significa ocupar as ruas, as praças, as escolas e ser parte do que é nosso. O espaço público será o palanque de nossas lutas, assim como de nossas conquistas. Não aceitamos governo golpista e nenhum outro golpe às conquistas dos trabalhadores, do movimento da cultura, da educação, da moradia, e nenhum outro que nos impossibilite sonhar com um futuro sem desigualdades.
Abrimos nossas asas e vamos alçar voos maiores por todas as partes da cidade.
Evoé aos bons ventos!!!
Confiança nas próprias asas e no bando!
Revoemos!!!
FORA TEMER!
FORA TEMER!
Maceió, 17 de julho de 2016.
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