terça-feira, 29 de setembro de 2015

Indígenas graduados

O dia 25 de setembro foi histórico em Alagoas! A Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) promoveu na cidade de Palmeira dos Índios, a colação de grau de 69 professores(as) indígenas nos cursos superiores de Ciências Biológicas, Pedagogia, Letras e História. 

Os graduados são oriundos das etnias Xucuru-Kariri (Palmeira dos Índios), Tingui-Botó (Feira Grande), Karapotó Plak-ô (São Sebastião), Kariri-Xocó (Porto Real do Colégio), Koiupanká (Inhapi), Jiripancó (Pariconha) e Wassu-Cocal (Joaquim Gomes). 

Desde 2010, foram implantadas as aulas do Programa de Apoio à Formação Superior e Licenciaturas Interculturais Indígenas (Prolind/Secadi), uma realização da Uneal, por meio do convênio com o Ministério da Educação, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi). 

A cerimônia reuniu autoridades políticas, a exemplo de Luciano Barbosa (vice-governador e secretário de Estado da Educação) e Iraci Nobre da Silva (Coordenadora Geral do Prolind/Uneal); além de docentes, gestores da Uneal, familiares e amigos dos formandos. 

O reitor da Uneal, Jairo Campos, explicou que essa foi a primeira ação do gênero. “Sei que não se pode mudar a História, os rumos já tomados. Mas, nunca é tarde para reorientar os passos a serem dados e escrever outra História. Não queremos, nem tampouco é nosso objetivo, entrar na celeuma das ações afirmativas e das ideologias que circulam na academia sobre isso. Quero, tão somente, lembrar a todos da dívida histórica que temos com os nossos povos indígenas, em Alagoas, com as doze etnias que aqui vivem”, destacou. Os pronunciamentos estão disponíveis no site: http://www.uneal.edu.br/

No encerramento, todos se uniram para celebrar a grande conquista com o tradicional toré, uma dança e um dos símbolos da cultura indígena, que busca enaltecer atos, fatos e feitos relativos à vida e aos costumes dos povos indígenas. 

Parabéns aos guerreiros e guerreiras indígenas, desejamos mais sucesso e agradecemos pelo exemplo!



Fonte: Coluna Axé - 361ª edição – Jornal Tribuna Independente (29/09 a 05/10/15) / Cojira- AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

Últimos dias: inscrições para edital do audiovisual seguem até 30 de setembro

Você, realizador audiovisual que busca apoio para dar vida a um filme alagoano, deve ficar  atento ao prazo de inscrição do Edital para produções audiovisuais de longa, curta e média-metragem da Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac) e Agência Nacional de Cinema (Ancine). As propostas serão recebidas até às 14 horas da próxima quarta-feira, dia 30 de setembro. O edital prevê um investimento total de R$ 900 mil em três categorias distintas.

As inscrições são presenciais e devem ser formalizadas na sede da Fmac, que fica na Avenida  da Paz, 900, Jaraguá, no horário entre as 8h e às 14h. Os interessados que ainda tiverem dúvidas sobre requisitos exigidos no edital, podem aproveitar as últimas horas do serviço de atendimento montado na sede da Fundação e dirimir todas as dificuldades.

Lançado em junho de 2015, o edital teve o prazo para apresentação de propostas prorrogado, a pedido da comunidade cultural, que alegou precisar de mais tempo para ajustar pendências documentais e fiscais, finalizar e revisar seus projetos antes da inscrição.

Contemplados

Os prêmios para produção audiovisual contemplarão três categorias. A primeira para incentivo à produção de um longa-metragem conta com o patrocínio da Agência Nacional de Cinema, que premiará com R$ 600 mil a iniciativa selecionada. As duas categorias seguintes compõem o Prêmio Guilherme Rogato, que em sua segunda edição traz as possibilidades de inscrição de propostas de produção ou finalização de obras de curta ou média-metragens.

Para o Prêmio Guilherme Rogato serão destinados R$ 300 mil, sendo R$ 250 mil para cinco projetos de curta ou média-metragem, R$ 50 mil para cada um; e R$ 50 mil para outros cinco projetos de finalização de médias e curta-metragem, estes receberão R$ 10 mil cada um.

Conforme calendário do edital, a lista dos projetos habilitados para continuar no processo seletivo será divulgada no dia 6 de outubro. Já o resultado final fica para o mês de novembro, com publicação no Diário Oficial do Município (DOM) prevista para o dia 3.

Prêmio Eris Maximiano

Além do edital de incentivo a produção audiovisual, a Fundação lançou o edital das artes denominado Prêmio Eris Maximiano. Para este as inscrições seguem até o dia 16 de outubro.

Será investido R$ 1,4 milhão em prêmios de R$ 10 mil a R$ 80 mil para projetos de produção,difusão, circulação, manutenção e capacitação em todos os segmentos culturais. Os prêmios serão distribuídos da seguinte forma: 32 prêmios de R$ 10 mil; 20 de R$ 20 mil; 10 de R$ 30 mil; cinco de R$ 40 mil; dois de R$ 50 mil e um de R$ 80 mil.

Juntos, os editais contemplam todos os segmentos da cultura representados no Conselho Municipal de Políticas Culturais (CMPC): artes cênicas, arquivos, patrimônio material e imaterial, museus, design, moda, artesanato, música, livro, leitura e literatura, cultura afro-brasileira, cultura popular, artes visuais, arte digital, fotografia e audiovisual.


Fonte: Ascom/FMAC

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Reconhecimento musical

Natural de Maceió, o alagoano Djavan Caetano Viana – cantor, compositor, produtor musical e violonista – tem 66 anos e é considerado um dos ícones da música popular brasileira. 

Possui coletâneas, cinco DVDs, produziu em 2014 a caixa com a obra completa em alusão aos 40 anos de carreira e atualmente encontra-se na produção do seu 26º álbum com músicas inéditas. É o criador de clássicos musicais que embalaram casais apaixonados e não podem faltar no repertório das apresentações em barzinhos e de artistas consagrados. 

Detentor de vários títulos, a exemplo do Troféu Imprensa de Melhor Cantor (1981–2000); já recebeu no Grammy Latino o Prêmio de “Melhor Música Brasileira” com a canção “Acelerou” (2000) e o álbum “Ária” foi eleito o “Melhor Álbum de Música Popular Brasileira” (2011). Agora, a Academia Fonográfica Latino-Americana concederá o Prêmio Honorário à Excelência Musical em reconhecimento ao seu legado na cultura e na música latina. 

Djavan é conhecido internacionalmente pela sua singularidade, possui um estilo próprio de cantar, utiliza poesia e harmonia em suas composições, além de valorizar a mistura de ritmos (samba, pop, funk e jazz). 

No site oficial http://www.djavan.com.br/, foi divulgado o agradecimento do artista: “É uma alegria imensa receber esse prêmio que contempla a minha obra e toda a minha carreira. Eu quero agradecer à Academia por esse e por outros prêmios que já ganhei, pois eles representam grande motivação para o meu trabalho”.

A 16ª edição do Grammy Latino acontecerá no dia 18 de novembro, em Las Vegas, Estados Unidos, onde serão homenageados um seleto grupo de artistas da Espanha, Cuba, Argentina, República Dominicana, Uruguai, Porto Rico, Chile e Venezuela. Djavan será o único brasileiro, um motivo de honra e orgulho!


Fonte: Coluna Axé – 360ª edição – Jornal Tribuna Independente (22 a 28/09/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Sinapir 2015

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) da Presidência da República, publicou no dia 1º de setembro, no Diário Oficial da União (DOU), o resultado final do Edital Sinapir 2015. A comissão responsável pelas seleções avaliou 196 propostas oriundas de várias partes do país. 

Após período recursal, foram selecionados 67 projetos em três áreas de ação: Articulação Interfederativa (35 propostas classificadas); Ações Afirmativas (29 propostas classificadas); e Comunidades Tradicionais (03 propostas). 

O edital do Sinapir – Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial – Instituído pelo Estatuto da Igualdade Racial (Lei nº 12.288/2010), prevê R$ 4,5 milhões para serem investidos na promoção de políticas de igualdade racial e combate ao racismo. 

Representa uma forma de organização e articulação voltadas à implementação do conjunto de políticas e serviços para superar as desigualdades raciais no Brasil, com o propósito de garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa de direitos e o combate à discriminação e as demais formas de intolerância. Saiba mais no site: http://www.seppir.gov.br/articulacao/sinapir

Infelizmente, o Estado de Alagoas não possui projetos inscritos entre os selecionados, e mais uma vez, ficamos atrasados quanto ao investimento sociopolítico e cultural das questões étnicorraciais; e a política de governo fica restrita ao mês de novembro. Precisamos de uma política de Estado eficiente e não esporádica!

Fonte: Coluna Axé – 359ª edição – Jornal Tribuna Independente (15 a 21/09/15) / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O PME e os desafios da Educação

Por: Valdice Gomes - Jornalista


O Plano Municipal de Educação (PME) foi, mais uma vez, tema de discussão em uma audiência pública na Câmara de Vereadores de Maceió, na última sexta-feira, dia 04 de setembro, marcada por intenso debate, com muitos protestos e palavras de ordem. É que apesar da amplitude do Plano e das inúmeras propostas, metas e estratégias em busca de uma educação inclusiva para o combate ao analfabetismo e à desigualdade, a maioria dos presentes estava mesmo interessada na polêmica criada pelos representantes das igrejas católica e evangélica, em torno do termo “identidade de gênero” previsto na versão inicial do plano.
 
A secretária Ana Dayse, ao defender o PME, reafirmou que o mesmo foi construído por uma ampla comissão formada por mais de 50 pessoas, e que trata do acesso das minorias à educação e do respeito às diversidades. Grandes desafios para os gestores municipais.
 
Para o representante do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Nildo Correia, o debate sobre a importância do Plano vem sendo ofuscado quase na sua totalidade pelo destaque atribuído, de forma leviana, à questão de gênero, diversidade e temas transversais. Segundo ele, em nenhum momento o Plano faz apologia ao sexo. Mas, os religiosos continuaram exigindo a retirada das expressões “estudos de gênero” e “promoção da igualdade nas relações de gênero”.
 
O deputado federal Givaldo Carimbão, que se declara da bancada religiosa na Câmara Federal, também esteve na audiência, para apoiar a retirada das expressões e pedir o voto dos vereadores. Entre os que fizeram a defesa do Plano na forma que foi construída pelos técnicos, incluindo a discussão de gênero, falaram o vice reitor da Uneal, membro efetivo do Conselho Estadual de Educação e vice-presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir), Clébio Araújo; o pró-reitor de graduação da UFAL, Amauri Barros e a vereadora Heloísa Helena.
 
A audiência pública foi solicitada pela secretária Ana Dayse, e encerrou um total de 18 audiências públicas com o objetivo de socializar o documento que vai nortear a educação básica no município de Maceió. Como disse o jornalista Ricardo Mota em seu comentário na TV Pajuçara, o que o plano propõe discutir é a tolerância e o respeito às mulheres, aos homossexuais, aos negros, aos índios, às pessoas com deficiência, o que sempre ou quase nunca exercemos no cotidiano, e sem hipocrisia.
 
Esperamos que os vereadores de Maceió reflitam sobre a realidade da educação no Município, os índices de exclusão e violência que atingem crianças e jovens de nossa Capital, e não contribuam para o retrocesso na educação.
 

Fonte: Coluna Axé - 358ª edição – Jornal Tribuna Independente (08 a 14/09/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Nenhum direito a menos!

O Governo Federal, sob pressão da grande mídia e da onda conservadora que tem ocupado o debate político nacional, pretende realizar uma reforma administrativa, que representa um retrocesso sociopolítico no Brasil.
 
Diante da ausência de diálogo com os movimentos sociais, foi produzida uma nota pública contra a exclusão das secretarias de Políticas para as Mulheres (SPM), da Promoção da Igualdade Racial (Seppir), de Direitos Humanos e de Juventude e em defesa do fortalecimento institucional desses órgãos.
 
Até o momento, assinaram a nota 153 instituições do norte ao sul do país, voltadas para grupos socialmente vulneráveis e que atuam em prol de políticas públicas destinadas às mulheres, promoção da igualdade racial, LGBT e juventude.
 
Dentre as instituições, destacam-se: Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN,) Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs), Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), Coletivo Nacional de Juventude Negra – ENEGRECER, Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM),Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas (CONAQ), Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN),Federação Nacional das Associações de Pessoas com Doença Falciforme (FENAFAL), Fórum Permanente Afrodescendente do Amazonas (FOPAAM), Rede Nacional Afro LGBT, Rede Nacional Lai Lai Apejo – Saúde da População Negra e AIDS, Nação Hip Hop Brasil, União Nacional dos Estudantes (UNE), União de Negros Pela Igualdade (UNEGRO), Visão Mundial; além de centrais sindicais, casas de axé, Núcleos de Estudos Afro Brasileiros de universidades e centros tecnológicos.
 
Também conta com o apoio de personalidades nacionais como: o rapper Dexter (Marcos Fernandes de Omena); Rapper e poeta GOG (Genival Oliveira Gonçalves); o Professor universitário Hélio Santos; a Deputada Estadual e cantora, Leci Brandão; e Valter Silvério – Professor universitário (UFSCAR).
A nota será protocolada na Presidência da República, Casa Civil, Ministério do Planejamento, Câmara dos Deputados e Senado Federal. O documento pode ser lido na íntegra, no blog da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL), acesse: http://cojira-al.blogspot.com.br/
 

Fonte: Coluna Axé – 357ª edição – Jornal Tribuna Independente (01 a 07/09/15) / Cojira-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Nota em defesa da SEPPIR / SPM / SNJ - Nenhum direito a menos

O Brasil começou a dar seu salto para o futuro com a implementação de uma série de políticas públicas em prol da igualdade, todas elas no contexto mundial das lutas populares e democráticas. Em especial com a realização de diversas Conferências mundiais contra o racismo (Durban em 2001), pela emancipação das mulheres (Pequim,1995), pelos direitos da juventude e pela diversidade sexual, consubstanciados na Convenção Americana de Direitos Humanos, de 1969.

Ratificadas pelo Congresso Nacional, o nosso país se comprometeu a eliminar daí em diante a chaga da desigualdade. Essa opção política nos levou a incluir ações, projetos e políticas públicas que estão no caminho certo para colocar o Brasil num salto civilizatório sem precedentes, cuja novidade é que o Estado tem papel fundamental, e não somente os governos.

Desde a Constituição Cidadã de 1988, que liberdade e igualdade não são valores abstratos, mas parte de um projeto de sociedade, onde a democracia se constrói com diálogo e participação social, em um processo de contínua invenção e reinvenção de direitos.

O Poder Executivo, em especial nos últimos doze anos, tem buscado transformar-se para dar conta das demandas dos povos historicamente excluídos dos espaços de status, prestígio e poder. Deste modo, o atual desenho institucional do Governo Federal, revela o compromisso do Mandato Democrático e Popular com a agenda política dos Movimentos Sociais.

No entanto, conforme chegou ao conhecimento público, o Governo Federal, sob pressão da grande mídia e da onda conservadora que tem ocupado o debate político nacional, pretende fazer uma reforma administrativa, que projetada sem diálogo e participação com as forças progressistas vivas de nosso país, pode se constituir em uma ameaça as conquistas no campo das ações sociais, principalmente, as voltadas para grupos socialmente vulneráveis  - como mulheres, promoção da igualdade racial, LGBT e juventude.

No coração da luta democrática em nosso país, as mulheres já pulsavam, rompendo preconceitos e tabus na luta pela Anistia e na demanda por direitos iguais. Na década de 80 do século passado, criou-se as Delegacias de Mulheres e no ano de 1985 conquistamos o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, fincando raízes para impulsionar ações que resultariam em exemplos para todo o mundo, de instrumentos de defesa dos direitos humanos das mulheres.

Na recém-nascida construção de um governo comprometido com os setores mais sofridos de nossa população, momento histórico em que o país desperta com intensidade para a necessidade das políticas públicas específicas para as mulheres, manifestamos nossa decisão de defender a manutenção desta política. Mobilizamo-nos pela reforma política democrática, pela garantia da prosperidade econômica com a valorização do trabalho, por autonomia e mais poder para as mulheres, negros e jovens e pela conquista de uma mídia democrática e não discriminatória.

Senhora Presidenta Dilma, “nada pra vocês sem vocês”. Não existe bom governo feito de boas intenções, mas aqueles que se constituem promovendo o diálogo e participação social, e nos quais os interlocutores governamentais possui peso institucional, poder de decisão e capacidade para promover a transversalidade das políticas de promoção de igualdade.

A expansão das políticas de ação afirmativa, a retirada do país do mapa da fome, o enfrentamento eficaz da miséria, o reconhecimento das uniões homoafetivas, o crescimento da presença de mulheres e negros no ensino superior e a frente de micro e pequenas empresas, demonstram que o Brasil está no caminho certo de superação da chaga das desigualdades – étnico-raciais, geracionais, sexuais e de gênero.

Senhora Presidenta Dilma, todos nós saímos e sairemos às ruas em defesa da legitimidade do seu Governo, ungido pelo voto de 54 milhões de brasileiros, em defesa da democracia e da vida. Mas entendemos como inaceitável a desmontagem de estruturas administrativas, de controle social e de diálogo entre governo e sociedade, que vem pautando a luta contra toda forma de preconceito e desigualdade, e as duras penas tem conseguido alterar a realidade de milhares de brasileiros e brasileiras, com a redução da pobreza, das diferenças regionais e culturais. Portanto, agora é o momento de continuar, aprimorar a gestão pública para consolidação das iniciativas criadas e de pavimentação da trilha da cidadania.

Por isso, as entidades dos movimentos sociais, cidadãos e cidadãs, intelectuais, artistas e militantes assinam o Manifesto abaixo, contra a alteração do desenho institucional nas Secretarias de Políticas paras as Mulheres, da Promoção da Igualdade Racial, de Direitos Humanos e de Juventude e em defesa do fortalecimento institucional desses órgãos, pois queremos que o Brasil dê um salto para o futuro, eliminado de vez a chaga dos preconceitos, do racismo, do sexismo e das desigualdades sociais e regionais.

Assinam:

1.       Abaça Ogum de Ronda / SE
2.       AFROUNEB – Núcleo Interdisciplinar de Estudos Africanos e Afro-Brasileiros / UNEB – Santo Antonio
3.       Agentes de Pastoral Negros – APN´S
4.       Alteritas: diferença, arte e educação / MG
5.       Articulação de Mulheres de Asé IYagba / RN
6.       Articulação Popular e Sindical de Mulheres Negras de São Paulo – APSMNSP
7.       Associação Afro Cultural de Matriz Africana São Jerônimo /BA
8.       Associação Afro religiosa e Cultural Ilê Iyaba Omi – ACIYOMI /PA
9.       Associação Brasileira de Pesquisadores Negros – ABPN
10.   Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombola do Maranhão – ACONERUQ
11.   Associação Cultural Afro-brasileira de Oxaguiã / PA
12.   Associação de Defesa Ambiental COROPOS / RJ
13.   Associação de Educadores da USP - AEUSP
14.   Associação de Mulheres Negras Aqualtune / RJ
15.   Associação de Mulheres Negras Chica da Silva / MG
16.   Associação de Mulheres ODUM-AMO / SP
17.   Associação Nacional das Baianas de Acarajé / BA
18.   Associação dos Pesquisadores Negros da Bahia
19.   Associação Pró Moradia e Educação dos Empregados e Aposentados dos Correios - AME
20.   Associação de Sambistas e Comunidades de Terreiro de Samba do Estado de São Paulo – ASTECSP
21.   Batuque Afro Brasileiro de Nelson da Silva / MG
22.   Bocada Forte Hip Hop / SP
23.   Centro de Cultura Negra do Maranhão – CCN
24.   Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades – CEERT / SP
25.   Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afrobrasileira – CENARAB
26.   Centro dos Estudantes  de Santos e Região Metropolitana da Baixada Santista – CES
27.   Centro de Estudos e Referência da Cultura Afro-Brasileira - CERNEGRO / AC
28.   Cia de Teatro é Tudo Cena / RJ
29.   CIR – Comissão de Igualdade Racial da OAB/RJ
30.   Clube de Mães de Ilha de Mare - BA
31.   Coletivo de Empreendedoras Negras Makena / SP
32.   Coletivo de Entidades Negras – CEN
33.   Coletivo de Estudante Negro do Mackenzie – AFROMACK / SP
34.   Coletivo Feminista Baré do Amazonas
35.   Coletivo Hip Hop Feminino Maria Amazonas
36.   Coletivo Mulheres Encrespa de MG
37.   Coletivo Nacional de Juventude Negra – ENEGRECER
38.   Coletivo Quilombação / SP
39.   Comissão de Jornalistas Pela Igualdade Racial – COJIRA/SP
40.   Comissão Nacional dos Pontos de Cultura – GT Gênero
41.   Comitê Impulsor Nacional da Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e Pelo Bem Viver
42.   Confederação Nacional das Associações de Moradores - CONAM
43.   Confederação Nacional Quilombola – CONFAQ
44.   Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE
45.   Conselho Estadual de Mulheres de Goiás - CONEM
46.   Cooperativa de Mulheres Flor do Mangue de Salvador / BA
47.   Coordenação Estadual de Quilombos Zacimba Gaba / ES
48.   Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas – CONAQ
49.   Coordenação Nacional de Entidades Negras – CONEN
50.   E’léékò: Gênero e Cidadania / RJ
51.   Federação Árabe Palestina do Brasil - FEPAL
52.   Federação das Associações Comunitárias e Entidades do Estado de São Paulo - FACESP
53.   Federação das Favelas do Estado do Rio de Janeiro - FAFERJ
54.   Federação Nacional das Associações de Pessoas com Doença Falciforme – FENAFAL
55.   Diretoria Racial da Federação Nacional dos Trabalhadores de Metrôs e Metrô Ferroviário – FENAMETRO
56.   Fórum de Entidades Negras do Maranhão
57.   Fórum de Juventude Negra do Amazonas
58.   Fórum de Matriz Africana do Município de Cariacica / ES
59.   Fórum Mineiro de Entidades Negras - FOMENE
60.   Fórum Nacional de Juventude Negra - FONAJU
61.   Fórum Nacional de Mulheres Negras – FNMN
62.   Fórum Permanente Afrodescendente do Amazonas – FOPAAM
63.   Fórum Sergipano das Religiões de Matriz Africana
64.   GERA – Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Formação de Professores da UFPA
65.   Grêmio Recreativo Escola de Samba Ipixuna do Amazonas
66.   Grupo de Cultura Afro AFOXÁ / PI
67.   Grupo Cultural Adimó / PI
68.   Grupo de Estudos Afro-Amazônico (NEAB) UFPA
69.   Grupo de Estudos Afro-Brasileiros e Educação – GEABE/FATEC / RJ
70.   Grupo de Estudos e Pesquisas em políticas públicas, história e educação das relações raciais e de gênero da UNB
71.   Grupo Mais Mulheres no Poder / MG
72.   Ile Axé Elegbara Barakitundegy Bamine
73.   Ilê Axé Olorum Funmi / SC
74.   Ile Jena Delewa – BA
75.   Ile Ofá Odé – BA
76.   Ilu Oba De Min Educação, Cultura e Arte Negra /SP
77.   Instituto AMMA Psique e Negritude / SP
78.   Instituto Brasileiro da Diversidade – IBD
79.   Instituto Cultural Afro Mutalembê – Amazonas
80.   Instituto Centro Educacional e Cultura Nina Souza – CENS / AP
81.   Instituto Ganga Zumba
82.   Instituto Luiz Gama / SP
83.   Instituto Mocambo /AP
84.   Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social de Belém
85.   Instituto Padre Batista / SP
86.   Instituto Palmares de Promoção da Igualdade / BA
87.   Instituto Pérola Negra do Rio de Janeiro
88.   Instituto Pretos Novos / RJ
89.   Irmandade Santa Bárbara / SE
90.   Kwè Cejá Gbé / RJ
91.   Liga Brasileira de Lésbicas
92.   Liga Nacional Panela de Expressão – ES
93.   Liga Oficial dos Blocos Afros e Escolas de Samba de Sergipe
94.   Marcha Mundial de Mulheres
95.   Movimento Internacional da Paz - MINPA
96.   Movimento de Luta por Terra – MLT
97.   Movimento Negro Unificado – MNU
98.   Movimento Sem Terra - MST
99.   Nação Hip Hop Brasil
100.                       N`Ativa / AC
101.                       Núcleo de Debates de Diversidades e Identidades de MG
102.                       Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros do CEFET – RJ
103.                       Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros do Colégio Pedro II
104.                       Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da FURB
105.                       Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da FURG
106.                       Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da IFPA
107.                       Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros NEAF - UFT
108.                       Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UDESC
109.                       Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UEL
110.                       Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UEMG
111.                       Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros UFMA
112.                       Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFOP
113.                       Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFPI
114.                       Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFRPE
115.                       Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFSB
116.                       Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFTO
117.                       Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFPR
118.                       Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UNB
119.                       Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UNICENTRO
120.                       Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro-Brasileiros e Indígenas: NEABI - UFPB
121.                       Núcleo de Estudos Sobre Educação, Gênero, Raça e Alteridade  (NEGRA) da UNEMAT
122.                       Núcleo Vida e Cuidado (NUVIC): estudos sobre violência
123.                       Observatório da Mulher
124.                       Observatório da Políticas de Democratização de Acesso e Permanência na Educação Superior da UFRRJ
125.                       Organização Cultural Remanescentes de Tia Ciata / RJ
126.                       Organização de Economia Solidária - OPES
127.                       Pastoral da Juventude do Meio Popular – PJMP
128.                       Quilombação – Coletivo de Ativistas Antirracistas / SP
129.                       Rede Nacional Afro LGBT
130.                       Rede Amazônia Negra – RAN
131.                       Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana - REATA
132.                       Rede Aruanda Mundi
133.                       Rede de Jovens do Nordeste - RJNE
134.                       Rede Mulher e Mídia
135.                       Rede Nacional Lai Lai Apejo – Saúde da População Negra e AIDS
136.                       Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde - RENAFRO
137.                       Rede Nacional das Religiões de Matriz Africana – Núcleo Sergipe
138.                   Rede Sapatá – Promoção de Saúde e Controle Social de Políticas Públicas para Lésbicas e Bissexuais Negras
139.                       Secretaria Nacional de Combate ao Racismo da CUT – SNCR/CUT
140.                       Secretaria Nacional de Igualdade Racial da CTB
141.                       Secretaria Nacional de Mulheres da CTB
142.                       Setorial de Combate ao Racismo da Central de Movimentos Populares – CMP
143.                       Sindicato dos Trabalhadores dos Correios da Grande São Paulo, Sorocaba e Região – SINTECT/SP
144.                       União Brasileira de Estudantes Secundaristas - UBES
145.                       União Brasileira de Mulheres – UBM
146.                       União das Comunidades Tradicionais Afro-amazônicas - UNIMAZ
147.                       União das Escolas de Asmba Paulistana – UESP
148.                       União de Mulheres de São Paulo
149.                       União Municipal  dos Estudantes Secundaristas de Santos – UMES Santos
150.                       União Nacional dos Estudantes - UNE
151.                       União de Negros Pela Igualdade – UNEGRO
152.                       Visão Mundial
153.                       Yle Ase Obe Fara BARAHUMERJIONAN / SE



Personalidades

1.       Dexter (Marcos Fernandes de Omena) – Rapper
2.       GOG (Genival Oliveira Gonçalves) – Rapper e poeta
3.       Hélio Santos – Professor universitário ((Visconde de Cairu – Salvador)
4.       Leci Brandão – Deputada Estadual e cantora
5.       Valter Silvério – Professor universitário (UFSCAR)