terça-feira, 1 de outubro de 2013

Juventude Viva

O Plano do Governo Federal, Juventude Viva, completou o seu primeiro ano de implantação no último dia 27 de setembro. É coordenado pela Secretaria Nacional de Juventude, da Secretaria-Geral da Presidência da República, em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), e, o site oficial é: www.juventude.gov.br/juventudeviva

O Estado de Alagoas foi o primeiro a ser contemplado devido aos altos índices de violência e assassinatos de jovens, principalmente, da população afrodescendente. Os municípios escolhidos foram: Maceió, Arapiraca, Marechal Deodoro e União dos Palmares. E nos dias 12 e 13 setembro, a Coordenação Nacional se reuniu com gestores e parceiros da iniciativa em Alagoas, para debater as estratégias e fazer um relatório aprofundado dessa primeira etapa; também foi discutida a necessidade de executar visitas técnicas e entrevistas com as pessoas envolvidas na articulação. 

Dentre as ações desenvolvidas pelo Governo de Alagoas destacam-se: alinhamento do programa “Saúde na Escola” com o Juventude Viva; o projeto "Jovens Promotores da Cultura da Paz"; o Vivajovem.com em execução; adesão ao Projovem Urbano; o “Estação da Juventude” que está em fase de licitação pela Superintendência da Juventude da Secretaria da Mulher, Cidadania e dos Direitos Humanos; e a criação programa “Produzir Juntos” com o intuito de garantir mecanismos para implementar a economia solidária entre os jovens. No próximo ano, pretende-se também envolver os municípios de Rio Largo e São Miguel dos Campos. 

Enquanto isso, a sociedade continua se questionando o que realmente mudou? Porque o genocídio de jovens de 15 a 29 continua acontecendo? Os/as jovens da periferia estão realmente sendo contemplados/as com as políticas públicas, ou, as ideias ainda estão no papel? Muitas dúvidas e anseios, pois, já começa a se formar o movimento “A juventude quer viver”. E as mudanças precisam ser urgentes!


Fonte: Coluna Axé - 268ª edição – Jornal Tribuna Independente (01 a 07/10/2013)
Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 24 de setembro de 2013

FACEAL: Moção de Repúdio

 

         
SENHORAS E SENHORES,


A capoeira patrimônio cultural imaterial brasileiro, tombada pelo IPHAN, INSTITUTO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL, SOB OS REGISTROS: Processo n° 01450.002863/2006-80 Parecer n° 031/08, Registro da Capoeira como Patrimônio Cultural do Brasil. É atualmente a maior divulgadora da língua portuguesa no mundo nos mais de 190 países onde ela é ensinada por brasileiros que ao longo de décadas saíram com seu berimbau na mão e se lançaram na aventura mundial de levar nossa cultura afro brasileira para o mundo, no Brasil, seu berço de nascimento tomou diversas dimensões desde simples forma de brincadeira em horas de folga, jogo, luta de sobrevivência e até mesmo forma de sustento desde os tempos mais remotos de nossa breve história brasileira.

Atualmente a capoeira tem sido objeto de estudo nas mais diversas áreas do conhecimento, onde pesquisadores se debruçam sobre ela buscando compreender as suas mais variadas formas de apresentação, que vai desde a simples ação de diversão a tratamento terapêutico, na busca de uma melhor qualidade de vida, formação de atletas, forma de inclusão social, sem distinção de cor de pele, poder financeiro, orientação religiosa ou sexual, tornando seus praticantes iguais perante o conhecimento cultural e princípios filosóficos do respeito pelo outro assim como ele é, proporcionado assim, uma vivência harmoniosa entre as pessoas seja qual for sua origem.

Em Maceió, a prática recente da capoeira se dar a partir dos anos setenta com a chegada de algumas pessoas na cidade entre elas os hoje mestres Jacaré, Claudio Figueiredo, Fernando Ventania, Tonico, Caveirinha, Celso Lacerda, me perdoem se esqueci algum, esses cidadãos abdicaram de infinitos momentos de suas vidas familiares e se dedicaram ao ensino da arte da capoeira para os jovens na cidade, tornado a pratica da capoeira se expandir atualmente nos cinquenta bairros da capital alagoana, sendo que ao longo destes anos o local onde mais se ensinou a capoeira foi nas escolas publicas aos finais de semana a pelo menos trinta anos essa prática é comum na cidade, ficaria horas aqui listando as escolas onde já aconteceram aulas de capoeira e ainda acontecem. 

        Atualmente o sistema legislativo brasileiro tem proporcionado aos cidadãos uma diversidade de direitos entre eles o direito a educação, garantido pela carta magna do país a jovem constituição de outubro de 1988, chamada de CIDADÃ, por garantir direitos amplos aos brasileiros estrangeiros naturalizados, esta lei garante a educação, esporte e a cultura como direitos inalienáveis, após ela em vem o ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, que reafirma o que diz a CF/88, no ano 2003, é sancionada a lei 10639/03, que trata do ensino das culturas e história africana e afro brasileira nas escolas públicas do país, entre elas a CAPOEIRA, em Alagoas no aprovou-se a lei 6814/2007, que é a estadualização da lei federal 10639/03, em seguida o ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL, nos artigos 20,21 e 22, reafirma a capoeira como patrimônio cultural de matriz africana e designa ao Estado as atribuições de registro, proteção, o acesso pleno, bem como o reconhecimento do mestre como detentor do saber popular que é a capoeira bem como desporto preconizado no art. 217 da CF/88.

No entanto hoje dia 19 de setembro de 2013, a diretora da ESCOLA ESTADUAL AFRÂNIO LAGES, sob a jurisdição da 15ª Coordenadoria de Ensino localizada no Centro de Pesquisas Aplicadas,CEPA, no bairro do Farol, resolveu encerrar um trabalho de capoeira que vem sendo realizado a mais de dois anos com jovens crianças, adolescentes e adultos, em número aproximado de cem pessoas, pela Associação Cultural Capoeira Brasil, entidade legalmente constituída, inclusive com núcleos fora do Brasil, e atuava na escola nos dias de quita feira, sábados e domingos, sob a responsabilidade do senhor Rodrigo Pedrosa de Freitas, Formado em Educação Física, e professor de capoeira da referida instituição (Escola Brasil) foi informado pela diretora da Escola Afrânio Lages que não poderia continuar com seu trabalho de capoeira VOLUNTÁRIO, ao ser questionada o por que da decisão a gestora da unidade escolar eleita democraticamente pelo voto dos alunos, que inclusive são alunos da capoeira, simplesmente diz: São ordens superiores, e fica nossa pergunta que instancia superior ordenou esse ato de infrigir as leis acima citadas? nos causa espanto que pessoas "formada e esclarecidas" com a missão de educar tomem decisões dessa natureza, de DESRESPEITO, não só as leis, mas ao patrimônio nacional que é a CAPOEIRA, e nós por meio desta REPUDIAMOS a atitude da pessoa ou pessoas que tomaram essa decisão e deram essa ordem.

E informamos que esse é mais um dos tantos de casos de racismo, discriminação e preconceito institucional, e que não vai ser mais um impune, iremos tomar as providencia cabíveis para que os responsáveis por esse ato criminoso seja responsabilizado.
FEDERAÇÃO DE CAPOEIRA DO ESTADO DE ALAGOAS

José Carlos Pereira da Silva

Contra Mestre Carlos Liberdade.
Presidente - FECEAL

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Capoeiristas protestam contra racismo institucional

Nessa terça-feira (24.09), capoeiristas de Alagoas realizarão o "Protesto do berimbau contra o Racismo Institucional", às 8h, em frente ao CEPA no bairro do Farol em Maceió. A iniciativa demonstra o repúdio sobre o posicionamento da Diretora da Escola Afrânio Lages, que suspendeu sem qualquer justificativa, a prática da capoeira no espaço que era desenvolvida pelo Grupo Escola Brasil Capoeira, com o Professor Arapuá. CONTATOS: 82 - 8844-4838 (Carlos) e 8858-6771 (Denis).


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Sine de Arapiraca contrata mulher negra para viver atriz de TV



Seleção está sendo feita para abertura de restaurante


O Serviço Nacional de Emprego (Sine) de Arapiraca divulgou nota, nesta quinta-feira (19), convocando mulheres negras para seleção de oferta de vaga em empresa de grande porte na cidade.
De acordo com a nota, a interessada deve ter como perfil principal altura e peso acima da média, uma vez que será selecionada para interpretar a personagem Tia Nastácia do Sítio do Pica Pau Amarelo, na obra literária criada pelo escritor Monteiro Lobato e que foi sucesso na Rede Globo de Televisão.
A mulher interessada deve procurar o Sine, na Rua Esperidião Rodrigues, 379, Centro de Arapiraca, ou pelos telefones (82) 3522-1902 ou (82) 8833-4354.

Fonte: Tribuna Hoje - com assessoria

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Violência contra a mulher

Na última sexta-feira (13.09), ocorreu uma sessão especial no plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas, presidida pelo Deputado Estadual Fernando Toledo – Presidente da ALE – e que contou com a presença da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência Contra a Mulher. A Comissão esteve em Alagoas em junho de 2012 e foi constatado que as mulheres tinham várias dificuldades para ter acesso aos órgãos de amparo às vítimas de violência feminina. 

Na ocasião, a Deputada Federal Rosinha da Adefal (PTdoB) destacou a dupla vulnerabilidade das mulheres deficientes, na condição física ou sensorial, para se defenderem das agressões; além disso, existem casos de mulheres surdas que não conseguiram registrar a ocorrência porque não tinham profissionais capacitados para se comunicar através de Libras. Já o Deputado Federal Paulão (PT), também demonstrou sua preocupação com as mulheres de povos indígenas e quilombolas, cujas informações não chegam e seus direitos não são respeitados. E a vereadora Fátima Santiago (PP) reforçou a necessidade de um atendimento mais humanizado para as mulheres vítimas de violência sexual, na sua opinião, o Instituto Médico Legal (IML) é um ambiente invasivo e elas poderiam ser atendidas pelo(a) seu(a) próprio(a) ginecologista, ou ainda, por outro profissional de sua confiança e que se sentisse mais confortável. 

A Senadora Ana Rita (PT-ES) – relatora da CPMI – apresentou o relatório final que contém 1.040 páginas, constando o diagnóstico de toda a situação de violência no País e sugestões para melhorar as políticas públicas de enfrentamento aos índices criminais em 17 estados brasileiros. Ao todo foram 73 recomendações, mas, boa parte direcionada para órgãos estratégicos: 27 para o Estado, 10 para o Poder Executivo, cinco para o Poder Judiciário, oito para o Ministério Público e quatro para a Defensoria Pública. 

Atualmente, o Estado de Alagoas é o vice-líder com uma média de 8,3 homicídios a cada 100 mil mulheres. Obtenha mais informações sobre o relatório da CPMI da Violência contra a mulher no site www.anarita.com.br.


Fonte: Coluna Axé - 267ª edição – Jornal Tribuna Independente (17 a 23/09/2013) 
Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Oficinas qualificam comunicadores e atores sociais para o combate ao trabalho infantil no Nordeste


Comunicadores, formadores de opinião e atores sociais de cinco capitais do Nordeste (São Luís, Recife, Maceió, Aracaju e Salvador) serão capacitados para contribuir no combate ao trabalho infantil e proteção do trabalho adolescente, tendo a comunicação como estratégia. A ação é realizada pela ong baiana CIPÒ Comunicação Interativa e integra a campanha colaborativa nacional “É da Nossa Conta! Sem Trabalho Infantil e pelo Trabalho Adolescente Protegido”, encabeçada pela Fundação Telefônica Vivo e prevê um conjunto de estratégias para contribuir com a erradicação do trabalho infantil no país. As oficinas acontecem durante o período de 12 a 26 de setembro.

As capacitações visam sensibilizar tanto comunicadores quanto atores sociais, vinculados ao Sistema de Garantias dos Direitos das Crianças e Adolescentes, para a noção de que a comunicação é decisiva no combate às formas exploratórias de trabalho. Segundo dados do IBGE, no Brasil há 3,4 milhões de crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos em situação de trabalho, alguns deles enquadrados nas piores formas. A situação é bastante crítica nas regiões Norte e Nordeste, onde vivem 1,4 milhão desses meninos e meninas.

As ações de mobilização visam contribuir diretamente para diminuição dos índices nas duas regiões brasileiras. Durante o mês de agosto as cidades de Rio Branco, Manaus, Porto Velho e Belém também receberam a capacitação, sensibilizando profissionais da área dos direitos das crianças e adolescentes,
além de jornalistas, assessores de imprensa e gestores. Para mobilizar a sociedade em torno do tema, a campanha pretende envolver diversos públicos, incluindo adolescentes, jovens, especialistas no assunto, comunicadores, operadores do sistema de garantia de direitos, pais e responsáveis.

Campanha – Esta é a segunda edição da Campanha É da nossa conta, lançada no dia 13 de junho, contando com a sensibilidade e apoio de artistas e formadores de opinião. Realizado em parceria com o UNICEF e a OIT, o projeto que mobilizou mais de 25 milhões de pessoas em 2012 inicia nova fase para garantir os direitos das crianças e adolescentes. Dessa vez, as ações de comunicação e mobilização social visam o enfrentamento do trabalho infantil e esclarecer as condições para a contratação legal de
adolescentes para o mercado de trabalho.

A estratégia é propor aos cidadãos tornarem-se agentes multiplicadores, produzindo e compartilhando informações nas redes sociais. Os atores Lázaro Ramos, que também é embaixador do UNICEF, Priscila Fantin, Ângelo Paes Leme e Francisco Cuoco apoiam a causa e gravaram vídeos
para a campanha.

“Este ano direcionaremos os esforços para o Norte e o Nordeste, áreas historicamente com os maiores índices de trabalho infantil. Por isso, escolhemos como palco para o lançamento da campanha a cidade de Salvador” diz Françoise Trapenard, presidente da Fundação Telefônica Vivo. “Queremos mobilizar a sociedade quanto ao tema do trabalho infantil e garantir aos adolescentes um trabalho protegido, de forma que possam aprender uma profissão sem correr riscos ou prejudicar os estudos.”
completa.

Estruturada a partir da Rede Promenino (portal de notícias e rede social da Fundação Telefônica focado na discussão do tema do trabalho infantil e adolescente), por meio de seus perfis nas redes sociais, plataforma e site, a campanha tem a internet como principal plataforma. O mote “É da Nossa Conta”, lançado na edição passada da campanha, foi mantido pela grande identificação e associação do público para com o projeto, além de chamar a atenção para o aspecto da corresponsabilização da sociedade civil e do Estado. “Destacamos um problema que se tornou opaco e culturalmente aceito, mas que de fato atinge milhares de crianças. É da minha conta, da sua e da conta de todos os brasileiros.” completa
Françoise.

“Essa campanha é muito importante e oportuna. Os governos e a sociedade precisam estar fortemente envolvidos no enfrentamento do trabalho infantil e percebê-lo como um obstáculo para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes, principalmente do direito à educação", diz Gary Stahl, representante do UNICEF no Brasil. "O trabalho infantil ainda é uma das causas que impedem a frequência escolar e a aprendizagem de milhares de meninas e meninos. Muitas crianças acabam deixando a escola para
trabalhar e ajudar na renda familiar ou mesmo para cuidar dos serviços domésticos.” finaliza.

Sobre o Trabalho Infantil 
No período de 2000 a 2010, a região Nordeste foi a única que registrou redução em todos os Estados do número de crianças de 10 a 13 anos trabalhando (14,96%) e também de crianças e adolescentes de 10 a 17 anos trabalhando (23,28%), segundo dados do IBGE (mais informações na matéria do Repórter Brasil:). Até então considerada uma das regiões mais críticas do país, deve esse resultado tanto a campanhas realizadas pelo Sistema de Garantia de Direitos quanto à eficácia da política pública de transferência de renda – a Bolsa Família.

Já o Norte do Brasil teve um aumento de 12,7 mil crianças e adolescentes de 10 a 17 anos trabalhando no mesmo período. Segundo Renato Mendes, ex-coordenador do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil da OIT no Brasil, o novo índice da região se deve à dificuldade de acesso dos instrumentos da política pública federal, aos municípios longínquos, à distância entre escolas e domicílios, e também aos períodos de chuva e transporte difícil.

CALENDÁRIO DE CAPACITAÇÕES
São Luís - 12 de Setembro (quinta-feira)- Auditório da Pousada Portas da Amazônia, Rua Giz,129. Centro. São Luis
Recife - 16 de Setembro (segunda-feira)- Auditório do Recife Plaza Hotel - Rua da
Aurora, 225. (esquina com a Av. Conde da Boa Vista). Recife
Maceió - 18 de setembro (quarta-feira) - Auditório do Hotel Ponta Verde- Av. Álvaro 
Otacílio, 2933 – Ponta Verde – Maceió. 
Aracaju - 20 de setembro (sexta-feira) - Auditório do Jatobá Praia Hotel - Av. Santos
Dumont, 478. Jardim Atalaia. Aracaju
Salvador - 25 de setembro (quarta-feira) - Auditório da Cipó - Rua da Paciência, 3784.
Rio Vermelho.

MAIS INFORMAÇÕES:
CIPÓ – Comunicação Interativa
Contato: Nilton Lopes, Coordenador do Núcleo de Incidência Política (71 8181-7331)
Fundação Telefônica Vivo
Contato: Aline Boniolo, Assessoria de Imprensa – Máquina Public Relations (11 3430-5955 / 9 9650-4757) aline.boniolo@grupomaquina.com
Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)
Contato: Estela Caparelli, Assessoria de Comunicação (61 3035 1963 / 61 8166 1648) mecaparelli@unicef.org


Fonte: Divulgação

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

ESCOLAS DO DISTRITO FEDERAL LEVAM OS DIREITOS DA MULHER ÀS SALAS DE AULAS!!!


Conteúdo sobre direitos da mulher agora é obrigatório nas escolas do DF 
Medida estimula crianças a contar o que sofrem em casa.

O Conselho de Educação do DF (CEDF) estipulou a inclusão do conteúdo no currículo dos ensinos fundamental e médio, por meio da Resolução nº 01/2012.

Aluna do 6º ano do CEF 1, de Planaltina, Lorena de Araújo Calmo sabe dizer quem é Maria da Penha

A expectativa de mais segurança e de um ponto final para o sofrimento de crianças abusadas dentro de casa está exposta na redação de uma menina de 11 anos. Ela escreveu o texto impulsionada pelo sentimento de justiça, após conhecer o nome da mulher em que deposita todas os projetos de mudança: Maria da Penha. O despertar para o conhecimento da lei não ocorreu com interferências ou por meio de amigos. Veio da escola. Joana (nome fictício) aprendeu na sala de aula que não precisava aceitar a violência doméstica contra ela e a mãe. Resolveu desabafar na aula de redação. “Fui estuprada e ainda sinto medo. Já sofri muito e minha mãe também, mas agora existe essa lei. Temos que ter a confiança de que tudo vai mudar”, relatou.

A educação sobre os direitos da mulher e outros assuntos com o recorte de gênero passou a ser obrigatória no fim do ano passado. O Conselho de Educação do DF (CEDF) estipulou a inclusão do conteúdo no currículo dos ensinos fundamental e médio, por meio da Resolução nº 01/2012. No fim do mês passado, uma recomendação inédita no país, formulada pelo CEDF, em parceria com a Secretaria da Mulher, orienta a atuação dos professores nas salas de aula. Segundo o documento, os docentes devem trabalhar a Lei Maria da Penha de forma interdisciplinar, além de usar documentos como as convenções de direitos humanos nacionais e internacionais. O objetivo: eliminar todas as formas de preconceito e de violência contra as mulheres.

Fonte: Correio Braziliense

domingo, 15 de setembro de 2013

Nova imortal tem gosto literário que abrange vários gêneros


Texto: Cleidiana Ramos
Foto: Margarida Neide

A Academia de Letras da Bahia (ALB) vai ganhar com mãe Stella uma integrante fascinada por literatura. Na adolescência, tornou-se fã de Érico Verissimo e Jorge Amado. "Sempre gostei de ler, pois leitura sempre traz conhecimento", afirma.
Além dos clássicos, ela gostava de romances e gibis, de forma que não possui um gênero favorito. "Sempre gostei de história, até por conta da nossa religião. Também gosto de simbologia", relata mãe Stella.
Diferentemente de quando recebeu o título de doutora honoris causa na Universidade do Estado da Bahia (Uneb), quando foi aberto um precedente para que ela usasse uma beca azul-turquesa - cor de seu orixá, Oxóssi -, desta vez não haverá surpresas em relação à vestimenta.

"A ALB não tem fardão. É um colar. Acho bem interessante. Afinal, nós usamos no candomblé as contas, um tipo de colar como símbolo do orixá", diz mãe Stella.
Segundo ela, em seus sete livros - incluindo a coletânea de artigos publicados em A TARDE - está um tipo de literatura que transborda o que  sente. "É a fé que sigo e abraço em meu coração", acrescenta mãe Stella.
Produção - Mãe Stella é autora dos livros E assim aconteceu o encanto, escrito em parceria com Cléo Martins (1988); Meu tempo é agora (1992); Òsósi - O Caçador de Alegrias (2006); Owé - Provérbios(2007); Epé Laiyé - terra viva (2009);  além deOpinião (2012), coletânea de artigos publicados, quinzenalmente, em A TARDE.
São obras onde estão presentes suas experiências e reflexões sobre o candomblé.
"Mãe Stella sistematiza um corpus literário da tradição africana em uma linguagem de fácil acesso, sem invadir o âmbito do sagrado e do segredo", analisa o doutor em antropologia Fábio Lima.
Autor da dissertação intitulada Oyá-Bethãnia - os mitos de um orixá nos ritos de uma estrela, o antropólogo Marlon Marcos destaca que a posse de  mãe Stella significa  ruptura em uma ordem racista e sexista que predomina há séculos.
"Mulher, negra, baiana, culta, sacerdotisa que, ao se sentar em sua cátedra destinada aos letrados, dá assento às nossas ancestrais, muitas que não dominavam o código escrito vigente, mas que de outra forma também  exerceram suas lideranças sociais e intelectuais", diz.

Fonte: Portal A Tarde