terça-feira, 12 de junho de 2012

Rio +20 e questão étnicorracial

De 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro, acontecerá a maior conferência sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável do mundo, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Denominada Rio+20, é assim conhecida porque marca os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) e tem como objetivo garantir a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do tratamento de temas novos e emergentes.

Os temas principais são: A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável. A Rio+20 será composta por três momentos: de 13 a 15 de junho, está prevista a III Reunião do Comitê Preparatório, no qual se reunirão representantes governamentais para negociações dos documentos a serem adotados na Conferência; entre 16  e 19 de junho, os Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável; e de 20 a 22 de junho, ocorrerá o Segmento de Alto Nível da Conferência, para o qual é esperada a presença de diversos Chefes de Estado e de Governo dos países-membros das Nações Unidas.

Em relação às questões étnicorraciais, a Fundação Cultural Palmares realizará o seminário “Quilombos, Terreiros e Juventude: justiça ambiental e práticas culturais africanas e afrodescendentes” com o objetivo de promover a integração cultural, econômica e política do negro no contexto social, além de dar visibilidade às suas práticas culturais.

Já a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) aprofundará o debate sobre “Racismo e Sustentabilidade - os desafios implícitos nas relações entre nãoinclusão, ambientalismo e desenvolvimento socioeconômico”, levando-se em consideração uma das diretrizes do Plano de Ação da Conferência de Durban (como ficou conhecida a III Conferência Mundial contra o Racismo, a Xenofobia, a Discriminação Racial e Intolerância Racial), que é a necessidade de melhorar o acesso à informação pública sobre saúde e questões ambientais e que tecnologias e práticas bem-sucedidas na melhoria da saúde humana e do meio ambiente sejam partilhadas.

Com certeza, as discussões serão intensas e os ativistas negros estarão presentes para disseminar o combate do racismo ambiental: injustiças sócio-ambientais que recaem de forma implacável sobre grupos étnicos vulnerabilizados e sobre outras comunidades, discriminadas por sua 'raça', origem ou cor. Enfim, que tenhamos muitos avanços, axé!


Fonte: Coluna Axé - nº204 - Jornal Tribuna Independente (12.06.12) / Com informações de sites nacionais

segunda-feira, 11 de junho de 2012

AL participa da Rádio Cúpula dos Povos na Rio + 20

A presidenta do Sindicato dos Jornalistas (Sindjornal), Valdice Gomes, que estará participando da Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20, pelo Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Rcial (Cnpiir) faz parte da equipe de mulheres comunicadoras responsáveis pela Rádio Planeta Lilás. Trata-se do um programa feminista a ser transmitido pela Rádio Cúpula dos Povos, que fará a cobertura online da Cúpula dos Povos, diretamente do Aterro do Flamengo, entre os dias 15 e 23 de junho.

Segundo informou Valdice, a Rádio Cúpula dos Povos está sendo construída coletivamente, com a ajuda de radialistas, jornalistas e comunicadores de diferentes lugares e movimentos sociais; emissoras comunitárias, livres e educativas, com o objetivo de traduzir a participação de todos os movimentos de todas as línguas e sotaques. Textos, vídeos e áudios com as temáticas da Rio+20 serão recebidos pela rádio e transmitidos para o mundo.

 O movimento de mulheres, por exemplo, reunirá diversas contribuições para tratar dos seus temas relacionados às lutas por justiça social e ambiental. Um dos assuntos será a luta para impedir a mercantilização da vida e para a defesa dos bens comuns. O direito à comunicação, indispensável para a justiça social e ambiental, também será debatido na rádio, entre outros temas como saúde da mulher, consumismo, soberania alimentar, catadoras de recicláveis, sempre fazendo também o recorte racial.

As feministas garantiram duas horas diárias na programação da Rádio, das 17h às 19hs, e já estão fechando sua programação. Coordenadas pela radialista Denise Viola, da Rede de Mulheres em Comunicação e da AMARC Brasil, as comunicadoras feministas têm se reunido via web para discutir a programação e a ocupação do espaço radiofônico da Cúpula. Participam dessa iniciativa: Rede Mulher e Mídia, Articulação de Mulheres Brasileiras, WIEGO – Mulheres e Emprego Informal e Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira) de Alagoas e do Rio de Janeiro.


Fonte: Cojira-AL/Sindjornal

CONVITE: Reunião do Fórum Permanente de Educação

Atenção, amigos e amigas!


Nessa terça-feira (12.05.12) a partir das 9h, terá na casa de axé coordenada pelo Pai Elias - Rua Olavo Bilac, 50, Comunidade Arroz, Cruz das Almas ou Sítio São Jorge, após o campo do tejo - mais uma reunião itinerante do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnicorracial do Estado de Alagoas. Na pauta estará o repasse de informações e das atuações de cada membro, e a primeira reunião de coordenadores do fórum em Brasília que será em julho. Contatos: 8803-9930 / 8868-4838.


Allex Sander Porfírio
Coordenador Geral

"Não tenho por que me calar e ter medo", afirma ex-BBB Daniel sobre processo contra a TV Globo


Por: Carla Neves

O ex-BBB Daniel chora no "Mais Você" (21/3/12)
Expulso do "Big Brother Brasil 12" pela produção do programa, acusado de "comportamento inadequado", o ex-BBB Daniel Echaniz afirmou que vai entrar com uma ação por danos morais e materiais contra a TV Globo. Em entrevista exclusiva ao UOL, o modelo contou como anda sua vida após o incidente, afirmou que a emissora acabou com sua carreira de 12 anos e confessou que foi duro para sua mãe, que é vendedora de jornal, vender exemplares em que as matérias de capa o traziam como “estuprador”. “Tenho um filho para criar, estou sem trabalho e com o filme queimado”, contou o modelo, por telefone.
Atualmente morando em São Paulo, Daniel revelou que não teme lutar na Justiça contra a maior emissora do Brasil. “A TV Globo foi tão cruel que não pensou na consequência do que fez comigo. Não tenho por que me calar e ter medo”, afirmou Daniel, que namora a modelo Mônica Silva, que está grávida de três meses e meio.
Leia a seguir a entrevista completa com Daniel:
UOL – Como está sendo sua relação com as pessoas na rua? Você sofreu algum tipo de represália ou as pessoas estão te tratando bem?
Daniel Echaniz – As opiniões são sempre divididas. Por enquanto, boa parte das pessoas está do meu lado, indignada com a situação. Muitas pessoas falam para eu processar a TV Globo, dizem que tudo o que aconteceu foi culpa dela. Mas quando as pessoas não sabem do fato em si, tiram opiniões precipitadas. Depois que fui inocentado, com o andar da carruagem, as pessoas viram que não era bem assim. Se eu fui inocentado, não tem mais o que falar. Tudo caiu por terra. Não fui inocentado por um achismo. Fui inocentado por um juiz, que avaliou as provas. O cara viu que eu não fiz nada. Então a opinião das pessoas mudou um pouco de figura. Muitas pessoas que me julgaram na ocasião estão arrependidas. É o que eu sempre digo: ‘quando você aponta o dedo para alguém tem três apontados para você'. Agora as coisas estão se acalmando.
E a sua mãe? Ela ficou bem abalada na época. Como ela está atualmente?
Minha mãe e minha mulher [a modelo Mônica Silva] ficaram muito impressionadas e na época não podiam falar nada. Até por tudo o que aconteceu. Minha mãe e a Mônica estavam muito expostas. Venho de uma família muito humilde, independente de ser modelo e viajar o mundo inteiro. Não sou só um cara bonitinho. Fiz por onde para chegar onde cheguei na minha carreira. E todo mundo sabe que minha mãe vende jornal no sinal. Na época, ela teve que vender jornal comigo na capa, como estuprador.  E as pessoas compravam o jornal falando mal de mim. E ela tinha que dizer: ‘ele não é safado, é o meu filho’. Então para ela foi muito sofrido. Julgar é muito fácil. Se falassem só de mim, tudo bem. Mas envolveu toda a minha família.
Sua família foi afetada por conta do episódio?
Minha irmã é professora e teve problema na escola. Meu irmão que trabalha com informática também teve problema no trabalho.
Você ficou com mais raiva da TV Globo por ter afetado a sua família também?
Não tenho raiva porque opinião todo mundo pode ter. Acho que as pessoas só podiam ter um pouco mais de respeito. A Deborah Secco, a Fernanda Paes Leme, a Carolina Dieckmann e a Preta Gil, por exemplo, tinham que ter noção da força da palavra delas. O movimento que elas começaram na internet, quando aconteceu o episódio, tomou força porque elas abraçaram a palavra estupro. É a mesma coisa que eu chegar e falar que você é uma mentirosa, que nada do que você escreve é verdade. Você dificilmente vai ter crédito no seu trabalho. Você vai ter que começar do zero e provar tudo o que você é e já conquistou no seu trabalho de novo. Elas não tiveram essa consideração com a pessoa Daniel. Não pensaram que tenho família, sentimentos. Elas não pensaram na força da mídia.
Você vai processar a TV Globo?
Vou processar a TV Globo e a Endemol por danos morais e materiais. Ainda não entrei com o processo. Pretendo processar toda e qualquer pessoa que denegriu a minha imagem. O que aconteceu comigo no “Big Brother Brasil” virou tese de mestrado em faculdade de direito. Na tese, foi mostrado que eu não tinha culpa. Até porque tem n elementos. O simples fato de a Monique deitar na cama comigo já quebra o ato do estupro, porque ela me procurou. Tem coisas pelas quais as pessoas me condenaram e não sabem. Em momento nenhum fiquei na posição de réu, tampouco na posição de vítima. Eu e a Monique demos os nossos depoimentos na posição de testemunhas. Não tinha uma vítima e um réu de fato.
Você acha que foi retirado do programa e julgado por preconceito, por ser negro?
O que eu acho é que houve um equívoco muito grande por parte do diretor do programa [Boninho]. Eles já tinham feito a besteira e não deu para voltar atrás. Se foi preconceito não sei.
Como você foi selecionado para entrar no programa?
Diferentemente do que muitos pensam, eu tinha negado participar do programa quatro vezes. A equipe do programa me procurou e insistiu para que eu participasse. Em momento algum mandei material. Eles me acharam no camarote da Skol Sensation e me convidaram para participar. Eu não procurei a direção do programa. Já tinha um contrato fechado para ir para a África do Sul. Mas parei para analisar e pensei que com o dinheiro poderia ajudar a minha família e abrir uma ONG para deficientes físicos.
Você se arrepende de ter entrado, então?
Não sei se me arrependo de ter entrado. O que me deixou chateado foi que eles me tiraram o direito de concorrer ao prêmio em dinheiro e à aventura de estar enclausurado. Queria ver como eu lidaria com o confinamento. Eles me tiraram esse direito. Depois de tudo o que aconteceu, fiquei muito triste. Perdi trabalhos que provavelmente eu não vou mais fazer. E isso tomou proporções internacionais. Saíram matérias no Japão, na África do Sul... Diferentemente do que a TV Globo acha, tenho uma potência ao meu favor que é a internet. Ao mesmo tempo que ela te coloca como Deus, ela te coloca como diabo em dois segundos. Tenho tudo isso documentado. Eles acabaram com a minha carreira de 12 anos.
Você não quis aceitar o convite do Faustão para falar sobre o caso. Por quê?
Mentira. O Faustão me convidou para ir e a TV Globo me proibiu de ir. Em momento nenhum eu me neguei a ir ao programa dele. Pelo contrário. Queria ir. Mas a direção da TV Globo me proibiu. O horário em que é exibido o “Domingão” é do Faustão. Por isso ele convida e fala o que quer. A TV Globo tinha medo que eu fosse e falasse algo que a colocasse em alguma saia justa.
Você conversou com o Boninho e o Bial após o caso? O que eles te disseram?
Não houve uma conversa. Eles não me procuraram para se retratar nem para falar nada.
O que a Globo te ofereceu em troca após te eliminar do programa? E qual seria o valor dessa ajuda de custo que a Globo ficou de pagar e no cumpriu?
Estávamos em negociação para chegar a um denominador comum, que fosse legal e viável para os dois lados para que eu não tomasse a atitude de ir para frente com o processo. Afinal, um processo demora anos. E a lei no nosso país é muito lenta. E a TV Globo tem força e pode usar dessa força para o seu bem próprio. Acredito na Justiça e espero que ela seja feita. O quanto ela vai ser lenta nós não podemos saber. Tenho um filho para criar, estou sem trabalho e com o filme queimado.
Você espera algum tipo de retratação da Globo pelo ocorrido?
Claro. Mas isso nunca vai acontecer. Na história da TV Globo você já viu ela pedir desculpa para alguém? Por isso, enquanto eu puder lutar e fazer Justiça para que num país como o nosso não sejamos reféns de uma emissora, eu vou lutar. Todo mundo tem medo da TV Globo. Qual é o segredo de tanto poder? Já se perguntaram, já pararam para pensar nisso? Da mesma forma que ela fez isso comigo, pode fazer com outras pessoas. Até quando vamos dar poder a uma emissora para falar o que pode ser feito? O brasileiro tem o direito de pensar livremente.
Você está morando no Rio ou em São Paulo? Ainda está andando de carro blindado e mudando de endereço?
Estou morando em São Paulo e andando de ônibus e metrô, como sempre andei. Tenho uma vida normal. Mas várias vezes ainda me sinto privado de algumas coisa pela situação que a TV Globo me deixou. Vou ter um filho e ele vai sofrer com isso. Vai sofrer bullying no colégio. ‘Sabia que você tem um coleguinha que o pai é estuprador?’. A TV Globo foi tão cruel que não pensou na consequência do que fez comigo. Não tenho por que me calar e ter medo. Claro que eu tenho que saber o que falar porque tudo pode ser usado contra mim. Estou totalmente livre, leve e solto.

Fonte: UOL

domingo, 10 de junho de 2012

CEASB realiza II Encontro de Formação de Jovens Agentes Culturais Brincantes




Neste final de semana até segunda feira (09 a 11 de junho) o Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu  – CEASB  realiza mais uma etapa do Curso de Formação de Agentes Culturais  Brincantes:  A CULTURA INFANTIL TECENDO LUGARES DE APRENDIZAGEM.
O curso reúne 30 adolescentes e jovens da Vila Emater II, do Conjunto Carminha  e do conjunto Frei Damião, contando com a participação de estudantes do curso de Direito da UFAL. É uma atividade do Ponto de Cultura Guerreiros da Vila, que foi contemplado pelo  PRÊMIO PONTINHOS DE CULTURA, instituído pelo Ministério da Cultura.

O II Encontro se encerra amanhã, dia 11/06 às 15h00, no Espaço Cultural da Vila Emater II com uma Ciranda de Histórias uma aula pública de contação de histórias e narrativas com a participação de crianças, adolescentes e comunidade. Durante a Ciranda, os jovens brincantes apresentarão as habilidades desenvolvidas durante as oficias do curso. Nesse momento, os adolescentes e jovens apresentarão os resultados da oficina de Contação de Histórias, ministrada pelo brincante José Carlos Rego, Pinduka.

O projeto premiado pelo Ministério da Cultura tem como objetivos fortalecer a experiência do Baú dos Guerreirinhos, espaço que atende crianças na Vila Emater II e incentivar a atuação dos agentes brincantes nas escolas e comunidades, ampliando seu repertorio de brinquedos, brincadeiras, musicas e historias da cultura infantil. As atividades do curso se estendem até o mês de julho, quando será concluído um mapeamento cultural nas comunidades dos jovens participantes.

O Baú dos Guerreirinhos é uma iniciativa do CEASB em conjunto com a Associação de Moradores da Vila Emater II,se insere na luta da comunidade pela afirmação dos direitos fundamentais das crianças e valorização da cultura do povo brasileiro.

O curso se realiza em meio a grande expectativa da comunidade pela aprovação, nesta semana, pela Assembléia Legislativa, de dois projetos de lei encaminhados pelo Governador do Estado, que garantem o direito à regularização fundiária e construção de moradias da Vila Emater II e concessão de uso de terreno para a Cooperativa dos Catadores, antigos catadores do lixão de Maceió. O projeto foi aprovado em 1ª instancia na Assembléia Legislativa mas a votação final foi adiada, provocando a apreensão e a indignação dos moradores, que lutam há mais de uma década pelo direito de viver com dignidade.

Nesse sentido, gostaríamos imensamente de poder contar com o apoio do todos e todas, uma vez que essa comunidade é constituída em sua maioria por famílias afro-descendentes.
Amanha durante a apresentação na Vila Emater será muito interessante que pessoas parceiras de outras localidades da cidade, inclusive jornalistas possam está prestigiando e visibilizando o evento que se segue na contextualidade.

Fonte: Divulgação

Projeto de cotas em universidades públicas é aprovado na CCJ




Após 13 anos tramitando no Congresso Nacional, sendo quatro deles no Senado Federal, foi aprovado nesta quarta-feira (6/6), na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), o projeto de lei da Câmara (PLC 180/08) que reserva no mínimo 50% das vagas das universidades públicas e escolas técnicas federais para alunos do ensino médio oriundos de escola pública. A senadora Ana Rita (PT-ES), relatora da matéria, comemorou a aprovação, uma vez que a matéria sempre foi alvo de debates e controvérsias. No entanto, o texto teve maioria na comissão com dez votos a favor e quatro contra.

“É um grande avanço para nosso país. Esse projeto combina dois sistemas: cotas sociais e cotas raciais. Isso garante melhor enfrentamento das desigualdades que se refletem no ensino superior. Ressalto que o sistema proposto, insere-se nos esforços de democratização do acesso ao ensino como o REUNI, PROUNI e Pronatec“, afirmou Ana Rita.

O projeto prevê que no universo das vagas disponíveis nas universidades e escolas técnicas públicas federais, 50% das vagas devem ser preenchidas por estudantes oriundos de escola pública, que tenham cursado integralmente o ensino médio nessas instituições. Os outros 50% são de livre concorrência.

Dentro dos cotistas haverá dois outros recortes: um deles será o ajuste de cor e raça, conforme os critérios estabelecidos pelo último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) da localidade/região que se encontra a universidade ou escola técnica. Outro recorte será o social: das vagas disponibilizadas aos cotistas de escolas públicas, 25% delas são destinadas a pessoas com renda familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita. Os outros 25% serão destinados aos cotistas com qualquer renda.

Votação
Durante a discussão da matéria, todos os senadores presentes na CCJ manifestaram opinião sobre a matéria. Foram favoráveis os senadores: Marta Suplicy (PT/SP), Pedro Simon (PMDB/RS), Lúcia Vânia (PSDB/GO), Romero Jucá (PMDB/RR), Randolfe Rodrigues (PSol/AP), Eduardo Suplicy (PT/SP), Aníbal Diniz (PT/AC), Roberto Requião (PMDB/PR), Pedro Taques (PDT/MT) e Benedito de Lira (PP/AL).

“Não votar este projeto é tirar o direito de milhares de pessoas negras de serem inseridas no ensino público universitário. Estamos discutindo aqui o atraso que nosso país vive”, disse Marta.

“Queria saber quantos negros estão aqui nessa sala nesse momento? Pelo que eu vejo, somente o rapaz que serve a água. Isso mostra o quanto nosso país é desigual”, avaliou Pedro Taques.

“Posso garantir a vocês que se qualquer um de nós for a uma cadeia, vai se deparar com 95% da população carcerária de negros. É mais uma forma de ver que a educação, de fato, não chega a todos”, afirmou Pedro Simon.

Os votos contrários foram dos senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP), Lobão Filho (PMDB/MA), Álvaro Dias (PSDB/PR) e Luiz Henrique (PMDB/SC). A matéria segue para exame da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e depois Comissão de Educação, Esporte e Cultura (CE).



Michelle Araujo
Assessora de Imprensa Senadora Ana Rita (ES-PT)
Tel: +55 (61) 3303-1456
Site: www.anarita.com.br              Twitter: @anarita_pt 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

GRAÇA FOSTER DEFENDE COMBATE AO PRECONCEITO NO WOMEN’S FORUM BRASIL 2012


A presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, defendeu o combate a todas as formas de preconceito durante discurso na cerimônia de abertura do “Women’s Forum Brasil 2012″, em São Paulo, na última segunda-feira(04/06). O evento reuniu mais de 300 participantes, homens e mulheres do Brasil e do exterior, para debater os desafios cruciais que o Brasil terá de enfrentar para prosseguir em sua trajetória ascendente. A ex-ministra Marina Silva também participou da abertura do evento.
Na primeira edição especial regional do “Women´s Fórum for the Economy & Society”, Graça Foster compartilhou um pouco de sua experiência pessoal e profissional desde os tempos de estagiária na Petrobras até tornar-se a primeira mulher presidente da Companhia. A presidente ressaltou a importância da política econômica e dos programas sociais adotados pelo Governo Federal, com o objetivo de reduzir a desigualdade social e alavancar o crescimento econômico do país, e lembrou que o Bolsa Família é um poderoso aliado das milhões de mulheres que são chefes de família no Brasil atual.
“As barreiras existiram, e continuam existindo, mas prefiro chamá-las de obstáculos a superar”, disse. “Foi necessário conviver com o ‘sutil’ preconceito contra mulheres. Mas eliminar preconceitos não era o meu desafio, e sim o desafio dos meus colegas homens, pois eu não tinha e não tenho preconceito contra os homens. Eu estava ali no meio deles e era para valer. O meu desafio era o de não aceitar limites, de não me impor limites – e, principalmente, não desistir nunca”, contou.
Graça Foster abordou o preconceito não apenas sob o ponto de vista pessoal, mas também seu impacto nos resultados de uma companhia como a Petrobras. “O preconceito, quando aceito nas empresas, constitui-se em ato administrativo destrutivo, além de perverso, abominável, levando à perda de competitividade e provocando outras consequências perniciosas ao desenvolvimento do próprio negócio.”
A presidente falou ainda sobre as políticas adotadas pela Petrobras para coibir e combater comportamentos preconceituosos, de qualquer natureza, e estimular a aceitação e a incorporação da diversidade como um valor para o próprio negócio.
Conquistas históricas das mulheres brasileiras, como o aumento da participação na População Economicamente Ativa – de 38% em 1980 para os 60% atuais – e a promulgação da Lei Maria da Penha em 2006, com o objetivo de coibir e prevenir a violência doméstica contra as mulheres no Brasil, também foram ressaltadas por Graça Foster.
“Para além do âmbito doméstico, felizmente, a democracia que vivemos no Brasil permite que as mulheres exerçam qualquer profissão, em qualquer posição. Na Petrobras, por conta do crescimento da companhia, a demanda por recursos humanos é tão expressiva que não há espaço para preconceitos“.
O “Woman’s Fórum for the Economy & Society” reúne anualmente, em Deauville, na França, lideranças femininas de diversos países e setores – empresárias, políticas, artistas, cientistas, estadistas. A edição brasileira foi a primeira no continente americano e a segunda fora da França – a primeira foi na China, em 2011. Entre os temas em debate nos painéis de 4 e 5 de junho, em São Paulo, estavam temas como: Ser uma Líder; Principais motivadores de negócios no Brasil; e Empreendedorismo da classe C para o crescimento do Brasil.

Fonte: Blog da Petrobras

terça-feira, 5 de junho de 2012

Imprensa livre e democrática



Na última sexta-feira, 1º de junho, quando se comemora o “Dia Nacional da Imprensa”, os jornalistas brasileiros, capitaneados pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) aproveitaram a data para reafirmar o compromisso de continuar a lutar pelo direito à informação de qualidade. Para tanto, reforçam que são necessárias, além da defesa das liberdades de imprensa e de expressão, a defesa do diploma como requisito para o exercício da profissão de jornalista, de condições dignas de trabalho, o combate à crescente violência contra os profissionais de imprensa e suas organizações sindicais, a promoção da igualdade racial e a luta por um novo marco regulatório para as comunicações no Brasil.

Celebrado desde o ano 2000, o Dia Nacional da Imprensa foi instituído pela Lei 9.831/1999, resgatando a data da primeira circulação do jornal Correio Braziliense, de Hipólito da Costa, em 1808, em contraponto à imprensa oficial do Brasil Império. Para a FENAJ este 1º de junho, mais do que uma data comemorativa, é um dia de reflexão e de luta pela necessária valorização do Jornalismo e dos jornalistas.

Dentre as atuais bandeiras de luta dos jornalistas brasileiros, destacamos o combate ao racismo na mídia e o apoio às ações afirmativas de promoção da igualdade racial. A cada dia, cresce o engajamento dos profissionais de imprensa nessa luta, que levou a Fenaj a criar a Comissão Nacional dos Jornalistas pela Igualdade Racial (Conajira), que reúne os coletivos que debatem a temática nos Sindicatos filiados.

Por intermédio da Conajira/Fenaj, os jornalistas contribuem de forma efetiva com a proposição de políticas de ações afirmativas no Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), órgão da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), vinculada à Presidência da República. Além disso, a Fenaj tem realizado parcerias que viabilizem a capacitação dos jornalistas para abordagem da temática étnicorracial qualificada, como por exemplo, a realização do Curso de Gênero, Raça e Etnia para jornalistas, realizado no ano passado em parceria com a ONU Mulheres.


Fonte: Coluna Axé - nº203 - Jornal Tribuna Independente (05.06.12) / Colaboração: Valdice Gomes

Entidade do movimento negro realiza Simpósio Político em Brasília

Os Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) em parceria com a Fundação Friedrich Ebert do Brasil (FES) realizam nos dias 5 e 6 de junho, em Brasília, o Simpósio de Formação Política sobre: “A inserção das Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial no âmbito das campanhas eleitorais”.

Participam da atividade membros dos APNs, parlamentares, assessores parlamentares, gestores públicos e convidados oriundos de vários partidos. O Estado de Alagoas tem cinco participantes, dentre eles, integrantes do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô e as vereadoras por Maceió Fátima Santiago e Tereza Nelma.

A programação é composta por painéis, grupos de trabalho, cine-debate e a apresentação do Mapa Nacional dos Parlamentares Negros. Acesse também: www.apnsbrasil.org.

Fonte: APNs

sábado, 2 de junho de 2012

Alagoas vai produzir a sua primeira Cartilha de Saúde



A cartilha é uma iniciativa da ONG Raízes da África e tem previsão de lançamento para 30 dias



Alagoas terá a sua primeira Cartilha de Saúde voltada para população negra. “Omirá”, que significa liberdade, foi o nome escolhido para o projeto, que é pioneiro no Estado. O projeto foi apresentado nessa quinta-feira (31), durante reunião com a coordenadora do Programa DST/Aids da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), Fátima Rodrigues.

A cartilha é uma iniciativa da ONG Raízes da África, dirigida por Arísia Barros, que participou do encontro com dois integrantes da equipe técnica, os médicos Rosana Vilela e Cláudio Soriano.

De acordo com Arísia Barros, uma equipe está pesquisando as principais doenças que afetam a população negra em Alagoas. O método está focado em três eixos: o que é, o que sinto e onde trato.  Conforme destacou a presidente da ONG, após a conclusão, o trabalho passará pela análise de médicos especialistas, a exemplo de Rosana Vilela, referência no tratamento de anemia falciforme.


“A cartilha é um projeto ousado de proposta de saúde pública, que vai atender aos profissionais da Atenção Básica, bem como os usuários que utilizam essa principal porta de acesso aos serviços de saúde”, afirmou a coordenadora Fátima Rodrigues.


A Sesau vai patrocinar a impressão de dois mil exemplares da cartilha. A previsão é que o lançamento aconteça em 30 dias, em Maceió. No segundo semestre, a cartilha será lançada em Belo Horizonte.

Fonte: Agência Alagoas