terça-feira, 5 de junho de 2012

Imprensa livre e democrática



Na última sexta-feira, 1º de junho, quando se comemora o “Dia Nacional da Imprensa”, os jornalistas brasileiros, capitaneados pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) aproveitaram a data para reafirmar o compromisso de continuar a lutar pelo direito à informação de qualidade. Para tanto, reforçam que são necessárias, além da defesa das liberdades de imprensa e de expressão, a defesa do diploma como requisito para o exercício da profissão de jornalista, de condições dignas de trabalho, o combate à crescente violência contra os profissionais de imprensa e suas organizações sindicais, a promoção da igualdade racial e a luta por um novo marco regulatório para as comunicações no Brasil.

Celebrado desde o ano 2000, o Dia Nacional da Imprensa foi instituído pela Lei 9.831/1999, resgatando a data da primeira circulação do jornal Correio Braziliense, de Hipólito da Costa, em 1808, em contraponto à imprensa oficial do Brasil Império. Para a FENAJ este 1º de junho, mais do que uma data comemorativa, é um dia de reflexão e de luta pela necessária valorização do Jornalismo e dos jornalistas.

Dentre as atuais bandeiras de luta dos jornalistas brasileiros, destacamos o combate ao racismo na mídia e o apoio às ações afirmativas de promoção da igualdade racial. A cada dia, cresce o engajamento dos profissionais de imprensa nessa luta, que levou a Fenaj a criar a Comissão Nacional dos Jornalistas pela Igualdade Racial (Conajira), que reúne os coletivos que debatem a temática nos Sindicatos filiados.

Por intermédio da Conajira/Fenaj, os jornalistas contribuem de forma efetiva com a proposição de políticas de ações afirmativas no Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), órgão da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), vinculada à Presidência da República. Além disso, a Fenaj tem realizado parcerias que viabilizem a capacitação dos jornalistas para abordagem da temática étnicorracial qualificada, como por exemplo, a realização do Curso de Gênero, Raça e Etnia para jornalistas, realizado no ano passado em parceria com a ONU Mulheres.


Fonte: Coluna Axé - nº203 - Jornal Tribuna Independente (05.06.12) / Colaboração: Valdice Gomes

Entidade do movimento negro realiza Simpósio Político em Brasília

Os Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) em parceria com a Fundação Friedrich Ebert do Brasil (FES) realizam nos dias 5 e 6 de junho, em Brasília, o Simpósio de Formação Política sobre: “A inserção das Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial no âmbito das campanhas eleitorais”.

Participam da atividade membros dos APNs, parlamentares, assessores parlamentares, gestores públicos e convidados oriundos de vários partidos. O Estado de Alagoas tem cinco participantes, dentre eles, integrantes do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô e as vereadoras por Maceió Fátima Santiago e Tereza Nelma.

A programação é composta por painéis, grupos de trabalho, cine-debate e a apresentação do Mapa Nacional dos Parlamentares Negros. Acesse também: www.apnsbrasil.org.

Fonte: APNs

sábado, 2 de junho de 2012

Alagoas vai produzir a sua primeira Cartilha de Saúde



A cartilha é uma iniciativa da ONG Raízes da África e tem previsão de lançamento para 30 dias



Alagoas terá a sua primeira Cartilha de Saúde voltada para população negra. “Omirá”, que significa liberdade, foi o nome escolhido para o projeto, que é pioneiro no Estado. O projeto foi apresentado nessa quinta-feira (31), durante reunião com a coordenadora do Programa DST/Aids da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), Fátima Rodrigues.

A cartilha é uma iniciativa da ONG Raízes da África, dirigida por Arísia Barros, que participou do encontro com dois integrantes da equipe técnica, os médicos Rosana Vilela e Cláudio Soriano.

De acordo com Arísia Barros, uma equipe está pesquisando as principais doenças que afetam a população negra em Alagoas. O método está focado em três eixos: o que é, o que sinto e onde trato.  Conforme destacou a presidente da ONG, após a conclusão, o trabalho passará pela análise de médicos especialistas, a exemplo de Rosana Vilela, referência no tratamento de anemia falciforme.


“A cartilha é um projeto ousado de proposta de saúde pública, que vai atender aos profissionais da Atenção Básica, bem como os usuários que utilizam essa principal porta de acesso aos serviços de saúde”, afirmou a coordenadora Fátima Rodrigues.


A Sesau vai patrocinar a impressão de dois mil exemplares da cartilha. A previsão é que o lançamento aconteça em 30 dias, em Maceió. No segundo semestre, a cartilha será lançada em Belo Horizonte.

Fonte: Agência Alagoas

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Mortalidade materna é tema de seminário do Conselho Nacional de Saúde

Mulheres negras são as mais afetadas pela mortalidade materna, alerta secretária da Seppir

No dia em que se celebra o Dia Nacional de Luta contra a Mortalidade Materna, o Conselho Nacional de Saúde (CNS), por meio da Comissão Intersetorial de Saúde da Mulher (CISMU), iniciou seminário sobre oenfrentamento da morte materna na política e atenção integral à saúde da mulher. “Estamos reunidas, mulheres do movimento feminista, indígenas, negras, mulheres da periferia, da área rural, para debatermos o tema e apontar ações que contribuam no sentindo de diminuir o índice da mortalidade materna no Brasil”, resumiu a conselheira nacional e coordenadora da CISMU, Maria do Espírito Santo Tavares.

O presidente do CNS, ministro Alexandre Padilha, destacou que o seminário tem como principal objeto reafirmar as convicções e analisar de forma detalhada o cenário atual da mortalidade para que o índice de mortes possa efetivamente diminuir cada vez mais. “Não vamos desistir de alcançar a meta do milênio de reduzir a mortalidade materna até 2015. Hoje as regiões Norte e Sudeste representam 60% dos casos de morte materna; temos que atuar nessas cidades. Cada um de nós, movimentos, academia, gestão, conselheiros, podemos dar algo a mais para ajudar as mulheres que não precisam morrer”, salientou.

A integração entre a política de saúde da mulher, as ações e os programas do Ministério foi apontada como o principal desafio para a redução da mortalidade materna no País, pela ministra da Secretaria Especial de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci.“Não se pode de nenhuma maneira fazer a fragmentação da Política de Saúde da Mulher. O programa Rede Cegonha, por exemplo, tem que ser integral dentro da Política; caso não seja dessa forma não será possível alcançar a meta. E assim tem que ser com todos os pontos da Política: uma realidade de transversalidade”, ressaltou.

A secretária de Políticas Afirmativas, da Secretária de Promoção de Políticas de Igualdade Racial (Seppir), Angela Nascimento, chamou a atenção em sua fala para os dados que demonstram que atualmente as mulheres negras são as mais afetadas pela mortalidade materna. Segundo ela, a maioria dessas mortes está associada a outros fatores de saúde, como a hipertensão.“É necessário, entre outros aspectos, melhorar o acesso, a atenção básica e o tempo de consulta e tratamento dado a essas mulheres. O Brasil possui o principal instrumento para fazer com que a condição de saúde das mulheres seja melhorada, instrumento esse chamado Sistema Único de Saúde”, disse.

Participaram também da solenidade de abertura representante da Organização Pan-americana de Saúde no Brasil, Joaquim Molina, e representante do Fundo de População das Nações Unidas no Brasil (UNFPA), Harold Robinson.

O Seminário “O Enfrentamento da Morte Materna na Política e Atenção Integral à Saúde da Mulher”, terminou ontem, terça-feira (29). 
 
Fonte: Assessoria de Comunicação do Conselho Nacional de Saúde

Parabenizações às cojiranas comendadeiras

Foto: Kizze Gomes

Na última sexta-feira (25.05), as integrantes da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL), Helciane Angélica Santos Pereira e Valdice Gomes da Silva foram agraciadas com as comendas Dandara na Câmara Municipal de Maceió. A sessão solene ocorreu no plenário da Câmara Municipal de Maceió e foi proposta pelas vereadoras Fátima Santiago (PP), Silvânia Barbosa (PPS) e Tereza Nelma (PSDB). 

Helciane é jornalista diplomada há 5 anos pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal); editora da Coluna Axé há 4 anos, que é publicada semanalmente no jornal Tribuna Independente; membro do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô e em abril foi recém-eleita Coordenadora Nacional de Comunicação e Mobilização dos Agentes Pastoral Negros do Brasil. No jornalismo já trabalhou como: diagramadora do jornal semanário Alagoas em Tempo; repórter do site Alagoas em tempo real; assessora de imprensa em eventos, inclusive, de segmentos afros; assessora de comunicação da Comissão Pastoral da Terra (CPT-AL). E atualmente executa a função de assessora de comunicação/assessora parlamentar da vereadora Fátima Santiago (PP).

Já Valdice Gomes, atua como jornalista desde 1979. Atualmente é a Presidenta do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal), encontra-se no segundo mandato, é a segunda mulher e a primeira negra a assumir essa função, além de ser diretora da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj). Diretora do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô.  Atuou na articulação da criação da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL) e representa a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial (Conajira/Fenaj) no Conselho Nacional de Políticas pela Igualdade Racial (CNPIR) da Secretaria de Políticas de Promoção à Igualdade Racial. No jornalismo já trabalhou em vários veículos de comunicação como: revisora, repórter da editoria de geral, pauteira, chefe de reportagem, e ainda, como assessora de imprensa em órgãos públicos. 


A Comenda Dandara é o Decreto Legislativo de nº 454, de 17 de novembro de 2009, que é concedida a instituições públicas e privadas, nacionais e locais, assim como a personalidades, inclusive in memorian, em reconhecimento à sua significativa contribuição nas ações relativas a luta pela Diversidade Étnicorracial no âmbito do município de Maceió.



Confira abaixo as mensagens de parabenizações que chegaram no email da : cojira.al@gmail.com.


Caras Valdice e Helciane Angélica, ambas guerreiras alagoanas das terras palmarinas.

Justa homenagem que, nada mais é, do que a constatação da realidade da luta de vocês por um fazer jornalístico de qualidade.
Parabéns! 
Sandra Martins - Cojira-Rio/SJPMRJ

Parabéns às comendadoras Valdice e Helciane. Abração.
Flavio Carrança Cojira/SP

Parabéns Helciane e Valdice,Reconhecimento público do trabalho desenvolvido junto  à Cojira Alagoas.
Jeanice Ramos - Núcleo de Jornalistas Negros do Rio Grande do Sul

Salve Valdice e Helciane!Parabéns pelas comendas.
BjosJuliana Nunes - Cojira/DF


Valdice e Helciane serão, sem dúvida, as mais bonitas comendadoras alagoanas !!!!!!!!!!!!!!!!!
Saudações,
  
Miro Nunes - Cojira/RJ

Beleza, beleza, beleza!Parabens Valdice e Helciane....e muito axé!
Ana Alakija - Cojira/BA

Aqui na PB a Câmara só homenageia negros/negras MORTOS/AS. 
É bom ver nossos ativistas serem reconhecidos ainda em vida pelo que estão fazendo em prol do nosso povo.Valdice e Helci merecem, certamente, as comendas e outras homenagens da sociedade alagoana!
Axé Maceió!
          Dalmo Oliveira - Jornalista da Paraíba

terça-feira, 29 de maio de 2012

Secretaria da Mulher vai criar Conselho da Igualdade Racial

  Secretária Katia Born apresenta minuta do projeto de lei que cria colegiado estadual 
 
 
A Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos apresentou à sociedade civil e entidades governamentais a minuta de um projeto de lei que cria o Conselho Estadual de Promoção à Igualdade Racial. A reunião ocorreu nesta terça-feira (29), na sala dos Conselhos do Palácio República dos Palmares e contou com a presença de representantes do colegiado nacional, que defende a criação das entidades locais.

De acordo com o secretário executivo do conselho nacional, Sérgio Pedro, a meta do Governo Federal é criar conselhos estaduais para atingir as demandas locais de forma mais eficaz. “A ideia é descentralizar e adaptar as políticas públicas às necessidades de cada estado”, argumentou Sérgio Pedro.

Na minuta do projeto de lei, exposta à sociedade civil e entidades governamentais para debate e avaliação, está a sugestão de criação de uma assessoria especializada para atender as questões relacionadas ao conselho. Para a secretária Katia Born, o conselho é mais um instrumento em favor da sociedade. ”Este projeto vem atender as necessidades de pessoas em situação de vulnerabilidade com participação efetiva da sociedade civil nas políticas públicas voltadas para o segmento”, afirmou Katia Born.

Com função de fiscalizar, apoiar e avaliar políticas públicas para o segmento, o conselho estadual, semelhante ao nacional, será paritário, ou seja, formado por 50% dos membros da sociedade civil e os outros 50% por entidades governamentais. “Esta criação é um avanço. O conselho é mais um espaço no governo para a população negra trabalhar sua atuação política e fomentar toda a luta iniciada lá trás no Quilombo dos Palmares”, disse a coordenadora do Projeto Raízes de Áfricas, Arisia Barros.


Fonte: Ascom - Secretaria da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos
 

Mobilização Nacional


Ativistas de dezessete redes e organizações de diversos estados do Brasil (AL, BA, DF, MT, PB, PR, RJ, SP) realizam ontem (28.05), a Mobilização pela promoção dos direitos das mulheres e redução da morte materna. A ação marcou o Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. 

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), em todo o mundo, cerca de 536 mil mulheres e meninas morrem por ano de complicações relacionadas à gestação e ao parto, isto é, são mais de 1.400 mortes por dia. E no Brasil, a morte materna é uma das dez principais causas de óbito entre mulheres de 10 a 49 anos, e 90% dessas mortes poderiam ser evitadas com informação e atendimento adequado. Segundo a professora Angela Bahia, “a mortalidade materna não é apenas um dado estatístico.Tem nome, rosto e história, atinge muitas mulheres pobres e negras. E em Alagoas,os índices são altíssimos. É preciso garantir o acesso universal à informação, ações e serviços de saúde principalmente sexual e reprodutiva”, destacou. 

A mobilização nacional pela Promoção dos Direitos das Mulheres e Redução da Morte Materna é realizada desde 2009, contou este ano com atividades diversas como: seminários, oficinas, rodas de conversas e debates até a organização de marchas com distribuição de materiais relacionados aos temas. Em Alagoas, teve distribuição de material informativo e preservativos no Calçadão do Comércio em Maceió. Foi uma realização do Fundo de População das Nações Unidas e contou com a parceria do Núcleo de Estudos Afro Brasileiro da Universidade Federal de Alagoas (Neab-Ufal); Programa UNIVERSIDAIDS; Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos; Secretaria de Estado da Saúde; Instituto Zumbi dos Palmares; e da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL). Outras informações: reducaomortematerna@gmail.com / 9912-9171 (Professora Angela Brito).


Mulheres
A Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) recebe até a próxima quinta-feira (31.05), as propostas para financiamento de projetos relacionados ao enfrentamento da violência contra as mulheres e à promoção da autonomia. As propostas devem observar o valor mínimo de R$ 100 mil para os serviços comuns e de R$ 250 mil para as obras e serviços de engenharia. Após o encerramento dos editais, os projetos serão analisados por uma comissão técnica, de acordo com a política traçada no Plano Nacional de Políticas para as Mulheres e estabelecida no Plano Plurianual 2012/2015. Acesse: www.spm.gov.br.



Fonte: Coluna Axé - nº222 - jornal Tribuna Independente. (29.05.12)

segunda-feira, 28 de maio de 2012

CONVITE: Articulação do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial

      
 
Às entidades que atuam na promoção da igualdade racial em Alagoas,
 
A saber: 
Movimento negro urbano (grupos sócio-culturais e ONGs,)  
Comunidades quilombolas, ciganos, indígenas e outros grupos étnicos
Comunidades de fé de matrizes africanas
Entidades sindicais 
 
 
 
Prezados coordenadores,
 
 
Considerando o processo de fomento e articulação para criação do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial em Alagoas, proposta da sociedade civil entregue à ministra da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, quando de sua visita a Alagoas, em abril;
 
Considerando que os segmentos da sociedade civil representados no Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico-racial, tem mantido uma agenda de discussão e encaminhamentos sobre o assunto, com a participação de conselheiros do CNPIR/SEPPIR;
 
Considerando ainda a comunicação abaixo, por parte da Secretaria de Estado da Mulher, Direitos Humanos e Cidadania, convidando para reunião de criação do citado Conselho, no dia 29 de maio, às 9h30, na Sala dos Conselhos do Palácio República dos Palmares, com a presença de representantes do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR/SEPPIR), entendemos ser de extrema importância a participação de representações das entidades da sociedade civil acima destacadas.
 
 


Allex Sander Porfírio - Coordenador do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico-racial do Estado de Alagoas
Helcias Pereira - Conselheiro CNPIR/SEPPIR
Valdice Gomes - Conselheira CNPIR/SEPPIR 

domingo, 27 de maio de 2012

Ativistas promovem mobilização contra morte materna por meio de rede social


A intenção é ampliar o debate público sobre o direito das mulheres em ter todas as gravidezes desejadas e todos os partos seguros



Ativistas de dezessete redes e organizações de diversos estados do Brasil (AL, BA, DF, MT, PB, PR, RJ, SP) voltadas para a promoção do direito humano à saúde estão promovendo, por meio de uma página na rede social Facebook,  a “Mobilização pela promoção dos direitos das mulheres e redução da morte materna”, ação que terá o 28 de maio, Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, como data marco. A principal intenção é chamar a atenção da sociedade brasileira para o problema das mortes maternas e ampliar o debate público sobre o direito das mulheres em ter todas as gravidezes desejadas e todos os partos seguros. De acordo com as Nações Unidas, em todo o mundo, cerca de 536 mil mulheres e meninas morrem por ano de complicações relacionadas à gestação e ao parto, isto é, são mais de 1.400 mortes por dia.

No Brasil, a morte materna é uma das dez principais causas de óbito entre mulheres de 10 a 49 anos. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2010 a razão de morte materna foi de 68 óbitos por 100 mil nascidos vivos. Apesar da redução registrada nos últimos anos, os números ainda são muito elevados: a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que haja, no máximo, 20 casos a cada 100 mil nascidos vivos. Para que o Brasil atinja a meta do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio 5, de saúde materna,  será preciso reduzir a razão de morte materna para 35 óbitos por 100 mil nascidos vivos até 2015, mas infelizmente as projeções para o ano indicam um número acima do esperado. Por essa razão as Redes reunidas em Brasília decidiram se mobilizar e ampliar o acesso às informações sobre este tema.

Ações pelo Brasil
Quem tiver interesse em saber mais sobre as atividades que serão desenvolvidas em diversos locais do país (oficinas, seminários, audiências públicas, rodas de conversa, panfletagens), poderá visitar e curtir a página “Mobilização pelos direitos das mulheres e redução da morte materna”. Para compartilhar informações (materiais, informes, noticias, convites para eventos) e também participar da mobilização,  os interessados e interessadas podem enviar os contatos (e-mails, telefones, organização que pertence e local/região) por mensagem na página e/ou enviar para reducaomortematerna@gmail.com promocaodosdireitos@gmail.com. As informações publicadas na página serão compartilhadas com as demais pessoas que curtem a ação na rede social.

O compromisso da Mobilização já foi assumido por:  Criola, Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra, RNAJVHA - Rede de Jovens Vivendo com HIV/Aids, Articulação Negras Jovens Feministas, CEAFRO -  Educação para Igualdade Racial e de Gênero da Universidade Federal da Bahia, Odara - Instituto da Mulher Negra, Associação Cultural de Mulheres Negras - ACMUN, Rede Lai Lai Apejo: População Negra e Aids, Núcleo de Jovens de Criola em Magé, Fórum Nacional de Juventude Negra, Fórum de Ações Afirmativas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Rede de Comunidade Saudável, Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas, Rede Mulheres Negras do Paraná, Núcleo de Jovens de Criola-Magé, Rede Nacional Afro-Atitudes, Sapatá - Rede Nacional de Promoção e Controle Social das Lésbicas Negras, Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde. Também participa da Mobilização a Prefeitura do Município de Salvador e o Departamento Nacional de Saúde do SESC.

Confira o Mapa de Atividades da Mobilização, clique aqui.

Fonte: Assessoria