terça-feira, 15 de maio de 2012

Congresso de Cultura Afro Brasileira começa nesta quarta, em Arapiraca

Projeto da Universidade Estadual de Alagoas trará estudiosos de várias partes do país


A Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL) estará promovendo mais uma ação do projeto Xangô Rezado Alto, criado para celebrar a memória do centenário do episódio conhecido por "Quebra de Xangôs de 1912", ocorrido em Maceió. Desta vez, a UNEAL realizará o Congresso de Cultura Afro Brasileira em Alagoas, que acontecerá na cidade de Arapiraca, sede da instituição, entre os dias 16 e 18 de maio, no Clube Levino´s, conforme programação a seguir, trazendo palestrantes de Pernambuco, Sergipe, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, além de mediadores e palestrantes de Alagoas, que discutirão temas como: O Quebra dos Xangôs de 1912; Movimentos de Resistência Negra; Formação Histórica das Religiões Afro Brasileiras, e Contextos e Nações Afro-Religiosas.

A expectativa é que mais 300 pessoas participem do Congresso nesses três dias, oriundos de Maceió, do interior  e até de outros estados.

O projeto Xangô Rezado Alto teve dois momentos até agora: as ações ocorridas nos dias 01 e 02 de fevereiro, datas do quebra, propriamente dito, quando foi realizado um grande cortejo pelas rua do centro de Maceió e diversas apresentações artísticas, além do pedido oficial de perdão feito pelo Governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho, em nome do Estado, às comunidades terreiro de Maceió pelas atrocidades cometidas há cem anos. E, mais recentemente, o evento realizado no último fim de semana, quando aconteceu o lançamento da Cartilha da Gira da Tradição, uma pesquisa sobre os saberes tradicionais utilizados e reproduzidos, de acordo com o pertencimento às diferentes linhagens étnicas com as quais se identificam  - Ioruba, Gêge, Nagô, Ketu, Angola entre outras e intercâmbio de saberes entre as diferentes linhagens religiosas; o vídeo Gira da Tradição, que ilustra o pensamento das pessoas que fazem a manutenção da memória e do desenvolvimento das casas religiosas de matriz africana em Maceió; e o número especial da Revista Graciliano, editado pela Imprensa Oficial, que tratará de diversos aspectos do "Quebra de 1912".

Além disso, foi apresentado o espetáculo “1912: Oração e Vozes”, da Cia. de Dança Maria Emília Clark, no qual os bailarinos contextualizam o estigma da intolerância religiosa aos Orixás, Voduns e Inquices; a história da rota da escravidão em Alagoas e suas repercussões na atualidade. O espetáculo emocionou e arrancou aplausos da plateia de pé.

A noite teve como grande destaque a entrega da premiação do I Prêmio de Incentivo Cultural para Comunidades Terreiros, que premiou com R$ 6.000,00 (seis mil reais), cada, a dois projetos:
- Tambores de Minha Terra, da Associação Cultural Tambores de Alagoas, que tem a Orquestra de Tambores como um de seus projeto mais reconhecidos;
- Maracatu nas Escolas, da associação Hùnkpàmé Alàirá Izó, do já reconhecido Pai Elias de Airá.
A entrega dos prêmios foi feita pelo Reitor e vice-reitor da UNEAL, Jairo Campos e Clébio Araújo, respectivamente.


Programação do Congresso

Quarta - 16 de maio

Memorial da Mulher Ceci Cunha - Parque Ceci Cunha

18h - Apresentação da Orquestra de Tambores de Alagoas
19h - Abertura da exposição "Presença Negra em Alagoas", cenografada por Agélio Novaes, com curadoria de Fernando Gomes

Clube Levino´s

14 às 18h – Credenciamento dos Congressistas
20h – Solenidade de abertura do Congresso
20:30h – Palestra Magna com o Prof. Lepê Correia (UFPE)


Quinta, 17 de maio
9 às 11h – 1º Tema: O Quebra dos Xangôs de 1912
Palestrantes:
Ulisses Neves – UFS (SE)
Ivone Maggie - UFRJ (RJ)
Fernando Gomes de Andrade – Instituto Histórico e  Geográfico de Alagoas
Mediadora: Rachel Rocha Barros - UFAL
11h às 12h – Debate com a assembleia
12h às 14h – Almoço
14h às 16h - 2º Tema: Movimentos de Resistência Negra                      
Palestrantes: Luiz Sávio de Almeida - UFAL
José Bento Rosa da Silva - UFPE
Edson Bezerra - UNEAL
Mediadora: Maria Ester Ferreira da Silva - UFAL

Sexta, 18 de maio
9 às 11h – 3º Tema: Formação Histórica das Religiões Afro Brasileiras
Palestrantes: Roberto Mota (PE)
Irinéia M. Franco dos Santos - UFAL
Mediador: Clébio Correia de Araújo - Uneal
11h às 12h – Debate com a assembleia
12h às 14h – Almoço
14h às 16h - 4º Tema: Contextos e Nações Afro-Religiosas                     
Palestrantes: Olusegun Akinruli – UFMG/Instituto de Arte e Cultura Yorùbá
Josilene Brandão - Minc
Makota Valdina (BA)
Célio de Iemanjá
Mediador: Jairo José Campos da Costa - Uneal
16h às 17h – Debate com a assembleia
18h – Encerramento e apresentação do Afoxé Odô Iyá 


Mais informações e currículos resumidos dos palestrantes podem ser acessados pelo blog xangorezadoalto.blogspot.com, ou pelo telefone: (82) 3315-7892 ou pelo e-mail: projetoxango@gmail.com.
(82) 3315-7892
  


Keyler Simões
Produção Cultural e Assessoria de Comunicação
MTB 715/AL
(82) 3032-0489 / 9971-4281
Me sigam no Twitter: @Keyler

Coluna Axé completa quatro anos em Alagoas


Helciane Angélica destacando o papel da Cojira no Congresso Estadual de Jornalistas em Alagoas (Foto: Adriana Cirqueira - 2010)


É com muita honra que a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL), vinculada ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal) informa que a Coluna Axé chegou a edição de nº200 e no último domingo (13.05), completou quatro anos de instalação na mídia alagoana. É editada de forma voluntária por Helciane Angélica Santos Pereira: jornalista diplomada há cinco anos pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), membro-fundadora da Cojira-AL, integrante do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô e Coordenadora Nacional de Comunicação e Mobilização dos Agentes Pastoral Negros do Brasil (APNs). 

Desde o dia 13 de maio de 2008, é publicada semanalmente no Jornal Tribuna Independente/Cooperativa dos Jornalistas e Gráficos do Estado de Alagoas (Jorgraf) ocupando meia página no formato stand e é composta por: editorial, notas informativas, curtas e fotos. Busca promover a consciência étnica e aborda a temática afro nos mais diversos setores, como: educação, cultura, religião, política, esporte, entretenimento, etc. 

O veículo representa um grande avanço na mídia alagoana, assim como, proporciona a divulgação das atividades dos segmentos afros, políticas públicas nas questões étnicorraciais, além de denunciar casos de racismo e intolerância religiosa. Também contribui diretamente para a auto-estima da população afro-alagoana e visa desconstruir os estereótipos destinados às pessoas de pele negra, assim como, sensibilizar os profissionais da comunicação sobre a não-utilização de termos racistas na mídia, a exemplo de: “lista negra”, “línguas negras”, “fase negra”, “magia negra”, “mercado negro”, “a coisa tá preta”, “buraco negro” (sem conotação científica), “samba do crioulo doido”, dentre outros. 

Na verdade, a Coluna Axé exalta durante todo ano que o povo negro quer liberdade e respeito até os dias atuais. Pois, infelizmente, o 13 de maio que é uma data emblemática no Brasil devido a possível libertação das negras e negros escravizados no Período Colonial (Abolição da Escravatura), é apenas mais um dia para ampliar as discussões e reflexões. Vida longa a essa importante iniciativa que é a Coluna Axé, pois “a felicidade do negro, é uma felicidade guerreira”.

Fonte: Cojira-AL/Sindjornal

segunda-feira, 14 de maio de 2012

ALAGOAS: Fundação Cultural Palmares realiza 1ª Semana de Cultura Palmarina



De 14 a 18 de maio de 2012 – auditório da 7ª CRE, União dos Palmares/AL


PROGRAMAÇÃO


14 de maio (segunda-feira) "A Arqueologia do Quilombo dos Palmares"
  • 19h mesa de abertura
  • 20h Palestra: Prof. Dr. Scott Joseph Allen - UFPE
  • 21h – debate
15 de maio (terça-feira) – "Da Escravidão em Alagoas às Ações Afirmativas"
  • 19h mesa de trabalhos
  • Profa. Ma. Márcia Susana Gonçalves
  • Profa. Dra. Clara Suassuna – Neab – UFAL
  • Prof. Esp. José Roberto Santos Lima
  • 21h debate
16 de maio (quarta-feira) – "O Quilombo dos Palmares como referência na luta por libertação dos afrodescendentes"
  • 19h mesa de trabalhos:
  • Profa. Mnda. Dariana Nunes
  • Prof. Dr. Luiz Sávio de Almeida – UFAL
  • Prof. Me. Zezito de Araújo – CESMAC
  • 21h debate
17 de maio (quinta-feira) "Religiões de Matriz Africana e Movimento Negro em Alagoas"
  • 19h mesa de trabalhos:
  • Religioso de Matriz Africana
  • Profa. Dra. Irinéia Maria Franco - UFAL
  • Helcias Pereira – Ativista do movimento negro (APNs)/Conselheiro Nacional do CNPIR - SEPPIR
  • 21h debate
18 de maio (sexta-feira)
  • 19h apresentações culturais – Grupo de Percussão e Dança Inaê - Santa Fé (GUESB)
  • 21h entrega de certificados

Soffia MC, paulistana de oito anos faz show,com entrada franca, no IX Ígbà


Soffia tem oito anos e um ano de carreira com participação em vários shows na cidade de São Paulo. MC é considerada o futuro do hip hop paulistano. A bela menina negra que canta musicas contestadoras sobre os paradigmas sociais impostos a população pobre e negra já foi atração em alguns programas de TV, como o Programa da Eliana no SBT, no Top Five Programa CQC da TV Bandeirantes, como também na programação do Hip Hop Mulher.

E dia 15 de maio a MC Soffia estará em Maceió, referenciando o 13 de maio- Dia Nacional de Luta Contra o Racismo, como convidada do Projeto Raízes para cantar e palestrar no XI Igbà- Seminário Afro-Alagoano: “O Estatuto da Igualdade Racial e as Possibilidades para o Exercício Legal das Políticas de Promoção para a Igualdade Racial, no Brasil”.

Além de cantar Soffia fará uma palestrinha sobre: ‘Hip-hop minha cultura de ser criança”.

O Seminário Afro-Alagoano acontece como política de formação continuada e estabelece um importante espaço para socializar, discutir, como dever do Estado, a aplicabilidade das bases jurídicas do Estatuto da Igualdade Racial, regulamentando a Constituição Federal, com relação à proteção e promoção dos direitos.
Como estratégia para estimular a contínua busca do conhecimento, o Projeto Raízes de Áfricas, ofertará à Biblioteca da Instituição com o maior quantitativo de participantes, durante os três dias do XI Igbà, os oito volumes da Coleção História Geral da África, da UNESCO.

Conta com o apoio do Ministério de Educação (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI), Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Secretaria de Estado da Mulher da Cidadania e dos Direitos Humanos, Secretaria de Estado da Saúde e Secretaria de Estado da Educação.

Você ainda não fez sua inscrição? Então se avexe para não perder o bonde da história.
Aguardamos você. Você não vai perder. Vai?

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XI Ígbà-Seminário Afro-Alagoano: “O Estatuto da Igualdade Racial e as Possibilidades para o Exercício Legal das Políticas de Promoção para a Igualdade Racial, no Brasil” , Com 30 horas de certificação.

PROGRAMAÇÃO

Dia 15 de maio (terça-feira)
Horário: 14 às 21 horas
Local: Teatro Abelardo Lopes/SESI- Galeria Arte Center. Av. Antonio Gouveia, 1113- Pajuçara/Maceió, AL.


13 às 14h30 - Entrega do material
15h00- Abertura afro-artística: Mc Soffia- Rapper paulista de 8 anos, considerada o futuro do Hip Hop
15h30- Abertura Solene:
Composição de mesa
16 h00-Debate Temático:
O Estatuto da Igualdade Racial e as Possibilidades para o Exercício Legal das Políticas de Promoção para a Igualdade Racial, no Brasil.
Debatedores:
1-Ministério da Educação/SECADI-
Ilma Fátima de Jesus- Mestra em Educação pela Universidade Federal do Maranhão. Participante da Comissão Técnica Nacional para a Diversidade e Assuntos de Educação dos Afrobrasileiros-CADARA.Militante do Movimento NegroUnificado.Coordenadora de Organização e Formação do MNU (MA) e Coordenadora da Comissão de Mulheres do MNU. MEC. Membro do Conselho Editorial da Revista Raça Brasil.
2-Ministério da Igualdade Racial
Mário Theodoro: Secretário-Executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR. Formado em Ciências Econômicas pela Universidade de Brasília. Professor do Mestrado em Política Social da UnB; pertence ao quadro de Consultores Legislativos do Senado Federal.
Ministério da Saúde
Mediação: Ana Luiza Monteiro Alves- Juventude negra do Estado do Rio de Janeiro
18h30- VII Festival Alagoano das Palavras Pretas- Ómnira! (Liberdade!),
Abertura afro-artística:
Mc Soffia- Rapper paulista de 8 anos, considerada o futuro do hip hop
Poesias pretas, palavras faladas, poesias cantadas.
Cinthia Annieli canta Clara Nunes
20 horas:Lançamento literário:
O Racismo é um Camaleão Poliglota- Crônicas de Palmares, de Arísia Barros
Apresentação: Editora Ética
Gustavo Gomes canta Ponto do Colibri de Petrúcio Baeto e Gustavo Gomes
Poesias pretas, palavras faladas, poesias cantadas.
21 horas: Encerramento


16 de maio (quarta-feira)
Local: Auditório térreo da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas.
Av. Fernandes Lima, 385 Farol.
Horário: 09h00 às 17h30


9h00- Debate Temático I:
O Androcentrismo do Estado, o racismo, os genocídios e os mal disfarçados preconceitos nacionalistas.
1- Maria Aparecida Batista de Oliveira- Mestra em Historia Social pela Universidade Federal de Alagoas UFAL e Violência contra a Mulher e Violência Racial
2-Giselle dos Anjos Santos- Graduada em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares em Mulheres, Gênero e Feminismo da Universidade Federal da Bahia (PPGNEIM/UFBA)..
10h00- Debate
10h30 -Debate Temático II e III:
A Escravatura como Estrutura Basal na Fundação da Miscigenada Nação Brasileira.
Uma discussão.
1-Márcia Maria Santana Gonçalves- Movimento negro do estado do Rio de Janeiro.
2-Mônica Aguiar- Secretaria de Combate ao Racismo- PT-Minas Gerais
Mediação: Ilma Fátima de Jesus-Mestra em Educação pela Universidade Federal do Maranhão.
11h00- Debate
11h30- Lançamento da Cartilha: “Somos Todas Rainhas”, Uma publicação Afrika-Associação Frida Kahlo e Articulação Política da Juventude Negra/SP.
12h00- Pausa para almoço
14h00- Roda de Conversas:
Qual a origem do silêncio do Estado-nação sobre o extermínio da juventude negra?
Guerra Civil? Guerra Incivil? Um enfoque.
2-Ana Luiza Monteiro Alves- Juventude negra do estado do Rio de Janeiro
3-Carlos Martins- É mestrando em Sociologia no Programa de Pós-graduação de Sociologia do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), graduado bacharel em Ciências Sociais, membro-sócio da Associação Brasileira dos Pesquisadores Negros e pesquisador da ação policial e das relações étnicorraciais no Brasil.
Mediação:
14h30-Palestrinha I
O que pensa a escola sobre o 13 de maio?
Alun@s representantes de escolas de Alagoas.
Mediador@s Interpretativ@s: Márcia Maria Santana Gonçalves, Giselle dos Anjos Santos e Carlos Martins
15h00- Palestrinha
Hip-hop minha cultura de ser criança.
Soffia Gomes da Rocha Gregório Correia, estudante, 8 anos, conhecida como MC Soffia, de São Paulo. Fez apresentação no Programa da Eliana no SBT e TV. Bandeirantes Top Five Programa CQC
Mediação: Camila Pimentel
Debate ampliado
15h30- Debate
17h00-Encerramento

17 de maio (quinta-feira)
Horário: 9h00 às 17 horas
Local: Teatro Abelardo Lopes/SESI- Galeria Arte Center. Av. Antonio Gouveia, 1113- Pajuçara/Maceió, AL.


9h00- Apresentação:
Portal África para a Escola.
9h30- Debate
10h00-Debate Temático IV:
A participação dos negros no processo de formação política do país. Perspectivas e possibilidades para eleição de 2012
Representantes de partidos políticos.
Mediação:
11h30- Debate
12h00- Pausa para almoço
14h00- Roda de Conversas
A cor da adoção como valor social e identitário entre iguais. Para onde vão as crianças pardas-negras?
Viviana Santiago- ONG Aldeias-Pernambuco
Cláudio Soriano- Superintendência de Políticas para Criança e Adolescentes da Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos (SEMCDH)
Mediação:Ana Maria Felicidade- Superintendente de Políticas para a Juventude ... Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos (SMCDH).
14h30- Debate
16h00- Encerramento

Informações:(82)8827-3656/3231-4201 ou pelo e-mail: raizesdeafricas@gmail.com

Fonte: Blog Raízes de África/Cada Minuto

Heraldo Pereira diz que Prêmio Abdias sensibiliza a imprensa para a temática racial

As inscrições já estão abertas

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“Acho que muitas vezes, os temas relativos aos negros são suprimidos do noticiário, de modo geral. No Brasil, há uma sociedade que não se vê na negritude.” A declaração é do jornalista da TV Globo, Heraldo Pereira, que participou do lançamento da 2ª edição do Prêmio Nacional Jornalista Abdias do Nascimento. A iniciativa é da Comissão de Jornalista pela Igualdade Racial (Cojira-Rio) e distribuirá R$ 35 mil em prêmios para reportagens sobre a questão racial, em sete categorias.

Ao revelar que é preciso “pressão” para fazer reportagens sobre desigualdades raciais e racismo, Heraldo Pereira disse que o Prêmio Abdias estimula a discussão. “Esse é um debate complicado nas redações. Por isso, o prêmio é importante, gera massa crítica. O jornalista fala para as massas”, acrescentou em seu discurso, repleto de referências a personalidades da imprensa negra como Luiz Gama, José do Patrocínio, Hamilton Cardoso e ao próprio Abdias, que morreu ano passado, aos 97 anos.

“Devemos criar um ambiente discursivo, uma abordagem capaz de tratar desses problemas [com foco na temática racial] nas redações. Isso não é ativismo político. É um posicionamento em defesa dos direitos humanos. Acho que é possível [nós, jornalistas] fazermos essa cobrança, como prêmio está a sugerir”, disse o jornalista da TV Globo Heraldo Pereira, no Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio.

Durante sua apresentação, o jornalista citou a cobertura pelo Jornal Nacional do episódio de racismo da Polícia Militar contra um estudante da Universidade de São Paulo (USP), no campus da instituição, no início do ano.

Segundo Heraldo Pereira, nesse caso, a notícia era óbvia, principalmente, devido a disponibilidade de farto material de vídeo produzido por estudantes. Mas a não veiculação de casos “mais subliminares” semelhantes, não é sempre justificável. “Um caso desses é um escracho, para outros, é preciso mais boa vontade, pressão para sair”, afirmou.

Jornalismo com recorte racial

Ao sugerir temas que podem ser tratados pela mídia com foco na questão racial, no  âmbito do concurso, Fábio Nascimento, representante da Oi, uma das empresas patrocinadoras do prêmio, lembrou a falta de oportunidades para jovens das favelas, majoritariamente, negros. “A questão racial não é secundária”, disse Nascimento.

Já Rui Mesquita, representante da Fundação W. Kellogg no Brasil e que também patrocina o prêmio, citou a herança do sistema colonial aristocrata e afirmou que persistem desigualdades entre brancos e negros. Para ele, apesar da recente vitória das cotas nas universidades, no Supremo Tribunal Federal (STF), há muito que avançar, a contar a participação da imprensa.

A coordenadora do Prêmio Abdias Nascimento, Angélica Basthi, acrescentou que, para ajudar os jornalistas a superar as barreiras citadas por Heraldo Pereira, foi pensada uma estratégia de divulgação do concurso nas redações, com apoio das demais Cojiras (dos estados de Alagoas, da Bahia, de São Paulo, da Paraíba, além do Distrito Federal). A meta é ultrapassar as 150 inscrições do ano passado.

Para a presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, Suzana Blass, “o prêmio promove um jornalismo que luta pela igualdade, pelo bem comum e é voltado para o interesse público”.
O concurso conta ainda com o patrocínio da Fundação Ford, que enviou pedido de desculpas por sua ausência no evento.

Abdias vive

Durante a cerimônia de lançamento da 2ª edição, a viúva de Abdias Nascimento aproveitou para cobrar da Fundação Cultural Palmares proteção ao local onde estão os restos mortais do jornalista e ex-senador. As cinzas foram enterradas ano passado no antigo quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga (AL), mas segundo ela, o local está “totalmente abandonado”.

“Formigas comeram o baobá e a lápide do Abdias desapareceu”, denunciou.

Inscrições abertas

As inscrições para o Prêmio Abdias Nascimento estão abertas até 31 de julho.

Categorias: televisão, rádio, internet, mídia impressa, mídia alternativa ou comunitária, fotografia e especial de gênero.

O prêmio para os vencedores é R$ 5 mil, totalizando R$ 35 mil.

Podem participar jornalistas com registro profissional.

Entrevistas: Angélica Basthi (coordenadora):  (21) 9627-7633


Para mais informações acesse: www.premioabdiasnascimento.org.br

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Fonte: Cojira-RJ

domingo, 13 de maio de 2012

Em nome do 13 de maio: O racismo é um camaleão poliglota!


O racismo é um sujeito obeso que não se contenta com miudezas. Perpetra o esmagamento das liberdades individuais e esfacelamento das memórias coletivas.
O racismo é hierárquico e hoje se retroalimenta dos códigos determinantes normas, condutas e comportamentos sociais que simplificam ou enfatizam o apartheid dos ditos “diferentes”, em especial a população de pele parda ou preta, no país, ainda dominado pela criação do factóide da democracia racial
As insuficiências sociais orquestradas pelo estado abrem brechas para que em um camaleônico processo às intolerâncias que esmagam,ofendem e humilham tantos e muitos se naturalizem nos discursos recheados de desfaçatez: “não era bem isso que eu queria dizer”.
O racismo embriaga-se do poder bélico das palavras ásperas, desagregadoras, inchadas com a ânsia voraz de fossilizar direitos fundamentais à vida, a identidade, a memória e a história.
Um dos principais aliados do racismo é a inércia sócio-política ovulando com uma renitente e resistente burocracia social.
O racismo no Brasil é uma tragédia coletiva e o genocídio de tantos e muitos jovens negros se transforma em higienização social. Quanto mais preto morto, mais branco fica o país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza.
A favela negra e pobre é nosso contemporâneo navio negreiro. Populações periféricas e escravizadas.
Uma crua reinterpretação dessas terras “descobertas” por Pedro Álvares Cabral, o fidalgo, comandante militar, navegador e explorador português.
Estigmatização?
Massificação?
O racismo é um camaleão poliglota recompõe-se facilmente, reinventa-se continuadamente, transformado a nossa magnânima história em uma reles geografia de violência.
Múltiplas violências!
Nestes 13 de maio, 124 anos após a tal da Abolição da Escravatura quais são as políticas sacramentadas de curto, médio e longo prazo para o enfrentamento ao racismo no Brasil?
Eis a questão!

Fonte: Blog Raízes de África - Arísia Barros

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Guerreiros da Vila Promove Curso para resgate da infância no Sítio São Jorge

Motivado pela conquista do prêmio Pontinhos de Cultura 2010, premiação concedida a 300 instituições com iniciativas no campo sócio-cultural que tenham como objetos de suas atividades a promoção, conservação e valorização dos saberes e fazeres da Cultura da Criança, o Ponto de Cultura Guerreiros da Vila, promove nos meses de maio a julho curso de FORMAÇÃO DE AGENTES CULTURAIS BRINCANTES.
O objetivo do curso é formar 30 jovens (através de parcerias com escolas públicas, grêmios estudantis, associação de moradores, faculdades e grupos culturais), do Sítio São Jorge e Vila Emater, para atuarem como agentes multiplicadores da Cultura da Criança em Maceió- AL.
O Curso é gratuito e é dividido em 04 (quatro) módulos específicos que culminarão em eventos abertos à comunidade. As atividades iniciarão no dia 11 de maio (sexta-feira) e ao término das ações será emitido certificado aos participantes.
As atividades serão realizadas na sede do Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu (CEASB), localizado na Rua Presciliano Sarmento, 44/A - Sítio São Jorge.
A Cultura da Criança estreita a relação com a comunidade do Sítio São Jorge, depositária de rico acervo de brinquedos, histórias e cantigas servindo como ponte entre as gerações e predispondo o fortalecimento da identidade e dos elos entre as famílias. A proposta do curso é favorecer a adolescentes e jovens vivências e reflexões sobre as manifestações culturais das crianças e do povo brasileiro. Bem como reconhecer e valorizar as tradições e saberes dos moradores da Vila Emater e Sítio São Jorge, preparando-os para ações na comunidade, escolas e projetos culturais.

Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu
Rua Presciliano Sarmento 44 A Sítio São Jorge
Maceió-AL.CEP 57044-130
Contatos: (82) 3355-5196 / 9937-7369

Fonte: Divulgação

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Hoje tem reunião do Fórum de Educação e Diversidade Étnicorracial


Acontece hoje (09.05), às 18h, na sede do Núcleo de Cultura Afro Brasileira Iyá Ogun-té/ Casa de Iemanjá localizado na Rua Dona Alzira Aguiar, 429, no bairro da Ponta da Terra em Maceió, terá reunião itinerante do Fórum de Educação e Diversidade Étnicorracial, em Alagoas que estará representado pelo seu novo coordenador professor Alex Sander Porfírio – que também é Diretor do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô.
Na pauta serão abordadas: a importância da participação de todos no fórum; o fórum no trabalho de resgate (descentralização dos locais para os encontros); repasse sobre visita da ministra Luiza Bairros; e diálogo com os Conselheiros da SEPPIR em Alagoas para a criação do Conselho Estadual, entre outros assuntos.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Uneal realiza noite afro especial referente ao Projeto Xangô Rezado Alto


Mãe Vera, Clébio Araújo, Jairo Campos e Pai Elias



A Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) realizou mais uma importante ação do projeto “Xangô Rezado Alto”, nesse sábado (05.05) no Centro de Convenções de Maceió. 

Foi lançada a Cartilha da Gira da Tradição, uma pesquisa sobre os saberes tradicionais utilizados e reproduzidos, de acordo com o pertencimento às diferentes linhagens étnicas com as quais se identificam – Ioruba, Gêge, Nagô, Ketu, Angola entre outras e intercâmbio de saberes entre as diferentes linhagens religiosas; o vídeo Gira da Tradição, que ilustra o pensamento das pessoas que fazem a manutenção da memória e do desenvolvimento das casas religiosas de matriz africana em Maceió; e o número especial da Revista Graciliano, editado pela Imprensa Oficial, que tratará de diversos aspectos do "Quebra de 1912".

O destaque da noite (foto), foi a entrega do I Prêmio de Incentivo Cultural para Comunidades Terreiros, que premiou com R$ 6.000,00 (seis mil reais), cada, a dois projetos: o “Maracatu nas Escolas”, da associação Hùnkpàmé Alàirá Izó; e os “Tambores de Minha Terra”, da Associação Cultural Tambores de Alagoas, que tem a Orquestra de Tambores como um de seus projetos mais reconhecidos. A premiação foi feita pelo Reitor e vice-reitor da UNEAL, Jairo Campos e Clébio Araújo, respectivamente, ao Pai Elias de Airá e a Mãe Vera. 

E para encerrar a programação em grande estilo, ocorreu a apresentação do espetáculo “1912: Orações e Vozes”, da Cia. de Dança Maria Emília Clark, que representou cem anos depois, os bailarinos contextualizam o estigma da intolerância religiosa aos Orixás, Voduns e Inquices; a história da rota da escravidão em Alagoas e suas repercussões na atualidade. 



Fonte: Cojira/AL com informações da Assessoria de Comunicação 
Foto: Keyler Simões/Cortesia

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Rede de terreiros de Alagoas se reúne nessa





No último dia 24 de abril, uma comissão de religiosos da Rede de terreiros de Alagoas articulados pela Secretaria da Mulher Cidadania e dos Direitos Humanos, realizou um encontro com a equipe de trabalho da SEE, Gerência de Diversidade com o objetivo de conhecer os possíveis programas que podem ser aplicados nas comunidades de terreiros.

No encontro, foi percebido a importância da aplicação de programas que atendam as demandas destas comunidades pois são espaços acolhedores. A equipe da educação apresentou algumas ações que pode ser aplicadas nas comunidades solicitantes e foi percebido a necessidade de verificação de possíveis atores para a aplicação do programa PRONATEC.

Os terreiros terão um novo encontro nessa terça-feira (08.05) no auditório da Superintendência de Direitos Humanos às 09h para que um dos técnicos da SEE, apresente o formato do  programa.


Fonte: Amaurício de Jesus - SEMCDH - Superintendência de Direitos Humanos