quinta-feira, 7 de maio de 2009

Mulheres recebem homenagens

A líder comunitária Vânia Teixeira foi homenageada por indicação da secretária Wedna Miranda (Foto: Adailson Calheiros)



A Organização Não-Governamental (ONG) Maria Mariá prestou homenagem, nesta quarta-feira, a mulheres e mães que se destacam nas comunidades onde vivem e na sociedade, em geral, pela capacidade de mobilização social. A solenidade foi realizada no restaurante da Federação das Indústrias de Alagoas e reuniu, além das homenageadas, representantes de instituições públicas e não governamentais responsáveis pelas indicações.

A líder comunitária da Favela Sururu de Capote, Vânia Teixeira, foi uma das homenageadas pelo projeto Raízes de África, por indicação da Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, Wedna Miranda. Através da Superintendência de Políticas de Promoção da Cidadania e dos Direitos Humanos, ela também sugeriu homenagem à quilombola Laurinete Basílio dos Santos, da comunidade Pau D’arco, no município de Arapiraca. Além da homenagem, as duas receberam bijuterias produzidas pelas adolescentes do Núcleo Estadual de Atendimento Socioeducativo (Neas).

“A Vânia transforma e faz de sua comunidade um marco de resistência. Quem conhece a Favela Sururu de Capote sabe quem é a guerreira Vânia. Espero tê-la no projeto Mulheres da Paz, pelo que ela representa na comunidade. No dia a dia essa militante trabalha uma perspectiva de ganho para seu povo, com o enfrentamento ao uso de drogas e na política pública de inclusão”, comentou Wedna Miranda.

A secretária ressaltou a capacidade de mobilização social da líder comunitária. “Quando viabilizamos emprego e renda estamos fazendo políticas públicas de inclusão, que é um dos papéis que ela tem feito ao participar de cursos em áreas há pouco tempo encaradas apenas por homens, como é o caso do curso de agente hidrossanitário, na área da construção civil”.

Vânia Teixeira agradeceu a homenagem e disse que os resultados do trabalho que desempenha têm obtido visibilidade. “Eu reconheço que nossa comunidade ainda é excluída e apesar disso, com o pouco que temos feito, uma homenagem como essa mostra que os resultados estão surgindo. Ter meu nome sugerido pela secretária Wedna Miranda é a prova de que somos vistas como guerreiras e mulheres de força e não apenas marginalizadas, como a sociedade nos vê”, reconheceu Vânia Teixeira.

A quilombola Laurinete Basílio dos Santos foi citada pela superintendente Josilene Lira como símbolo da pluralidade de beleza, jeito e etnicidade. “Ela é uma mulher que simboliza a luta contra o preconceito, o racismo e o sexismo dentro de um panorama discriminatório de nossa sociedade. Laurinete é uma referência entre as mulheres quilombolas de Alagoas”, acrescentou.
Mães — O evento também homenageou oito mulheres mães da diversidade. Todas foram indicadas por representantes de instituições como Ufal, Polícia Federal, Câmara de Vereadores de Maceió e de Santana do Mundaú e Secretaria de Educação de Viçosa. As outras homenageadas foram a moçambicana Sônia André, estudante de música da Universidade Federal de Alagoas, que enriqueceu a abertura do encontro com música e poesia; a indígena Francisca Silva Medeiros, da Aldeia Boqueirão, de Palmeira dos Índios; a comerciante Maria Cícera Pereira Gomes, vendedora de cosméticos e artesã; a quilombola Marleide Souza Pereira, de Santana do Mundaú, e Maria Isa Virgínio da Silva, que tem histórico de superação na atenção a pessoas necessitadas.

Com o tema “Mojubá Yèyé”, que na língua yorubá significa “Eu saúdo as mães”, a iniciativa teve como objetivo prestar homenagem a mulheres que, apesar das dificuldades e das limitações sociais exclusivistas, superaram adversidades econômicas e sociopolíticas. “Convocamos as autoridades que indicaram mulheres que têm em seu perfil histórias de superação para que possamos viabilizar parcerias, na intenção de dar visibilidade a pessoas que no seu dia a dia não têm esse reconhecimento público. Pretende, com isso, mobilizar a sociedade para a discussão crítica sobre o reconhecimento da contribuição dessas mulheres para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária”, analisou Arísia Barros, coordenadora do projeto Raízes de África.


Fonte: Agência Alagoas

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Artigo: Brasileiras e Brasileiros


Por: José Amaral Neto, jornalista


A II Conferência Municipal para Promoção da Igualdade Racial é um evento de atores sociais em movimento. É uma oportunidade para brasileiras, e brasileiros opinarem sobre os mais diversos assuntos e temas que podem contribuir de forma ampla e plural para o fortalecimento do individuo, e da comunidade da qual ele faz parte.

Com as presenças: Vereador Helio Ferraz Baiano, presidente do legislativo uberlandense, Vereador Professor Neivaldo, Vereador Willian Alvorada (representando o Deputado Estadual Tenente Lúcio), Vereador Ronaldo Alves (representando o Prefeito Municipal Odelmo Leão), a Secretária Municipal de Cultura (em exercício) Maria José Torres, o ex-Vereador Moisés Carlos Xuxa, Conceição Leal do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial de Minas Gerais, Iara do Moçambique Estrela Guia (representando o Deputado Estadual Luiz Humberto Carneiro), do Magnífico Reitor Prof. Dr. Alfredo Julio Neto, da UFU, e dos Convidados Especiais, Prof. Dr. Hélio Santos, presidente do Instituto Brasileiro da Diversidade e, Dr. José Edmundo Pereira que será o presidente do XXI Congresso da SBCD, cujo tema é cirurgia dermatológica em afro-descendentes, e a Consultora da SEPPIR Dra Diva Moreira, aconteceu na Câmara de Vereadores de Uberlândia uma conferência em favor do Brasil e para os brasileiros.

Igualdade racial é respeitar a diversidade e garantir a cidadania em sua plenitude. Reflexo de ações em favor do ser humano para sua inclusão sócio-econômico de maneira clara e com foco na perenidade de seus resultados; não somente para sua sobrevivência e de sua família, mas muito mais para um viver melhor com qualidade e com políticas públicas efetivas.

Quase 300 (trezentas pessoas) participaram de maneira ativa das atividades dos dias 01 e 02 de maio de 2009. Nem a chuva e nem o feriado impediram que o evento deixasse de acontecer.

Foram trabalhados 06 (seis) temas: Segurança e Justiça; Saúde; Educação; Geração de Emprego e Renda; Cultura e Religiosidade. Os grupos formados eram compostos por pessoas de várias etnias e pensamentos – e isso colaborou para que discussões profundas fossem debatidas e tornadas de conhecimentos de todos, compartilhando assim a realidade da Igualdade Racial e Social brasileira.

Um relatório final foi redigido com o nome de Carta de Uberlândia 2009 e, 20 (vinte) pessoas foram eleitas delegadas para representarem Uberlândia, em Belo Horizonte, dias 23 e 24 de maio de 2009, quando será realizada a etapa estadual em Minas Gerais.

A expectativa é a de garantir que as propostas aprovadas sigam vitoriosas na etapa estadual e ganhe prioridade rumo a Brasília, no mês de junho, quando acontece a II Conferência Nacional, e assim se tornem uma realidade em 2010.

Promover a Igualdade Racial é unir as forças políticas, a sociedade civil e gestores, fugindo do corporativismo gratuito para uma atitude séria e com atores responsáveis.

Não existe essa de preto e branco. Existem sim, as cores, e elas são muitas.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Jovem é denunciado por mensagem nazista no Orkut

Um rapaz foi denunciado à Justiça paulista no último dia 30 por ser membro da comunidade do Orkut "Mate um negro e ganhe um brinde", em que eram divulgadas mensagens racistas e nazistas. Num tópico da comunidade no qual era discutido o "brinde", R.C., de 21 anos, teria inserido a seguinte mensagem: "deveria ser a eliminação de todos eles". Para o Ministério Público Federal (MPF), ele pode ter praticado, induzido e incitado a discriminação e o preconceito de raça, cor, etnia, religião e procedência nacional.

Os outros 15 membros da comunidade, todos de fora de São Paulo, também estão sob investigação. O Google identificou o internauta e a Justiça autorizou o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa dele. De acordo com o MPF, no imóvel, foram recolhidos materiais de cunho nazista, como desenhos remetendo à suástica, folhas com imagens de Adolf Hitler, o DVD "Skinheads - Força Branca" e o livro "Diário de um Skinhead".


Fonte: Agência Estado

Projeto Raízes de África presta homenagem às mulheres mães da diversidade


A Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos indicou Vânia Teixeira, líder comunitária da Favela Sururu de Capote, para ser uma das homenageadas no Projeto “Mojubá Yèyé”, durante um almoço que será promovido na próxima quarta-feira (6), ao meio-dia, pelo Projeto Raízes de África, da Organização Não-Governamental Maria Mariá, no restaurante da Federação das Indústrias de Alagoas, parceira do evento.

O objetivo da iniciativa, que tem no tema “Mojubá Yèyé”, na língua Yorubá, o significado “Eu saúdo as mães”, é homenagear oito mulheres mães da diversidade: negras, indígenas e ciganas, símbolos do esforço e determinação, da pluralidade da beleza, da etnicidade e crenças, dos quais revelam a força da diversidade étnica do universo feminino.

Serão homenageadas mulheres que, apesar das dificuldades e das limitações sociais exclusivistas, se auto-construíram e se superaram com as adversidades diárias, sejam elas econômicas ou sócio-políticas. São mulheres protagonistas do empreendedorismo humano. De acordo com Arísia Barros, coordenadora do projeto Raízes de África, a iniciativa pretende mobilizar a sociedade para a discussão crítica sobre o reconhecimento da contribuição dessas mulheres para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. As oito mulheres foram indicadas por parceiros do Projeto Raízes de África.

Lourivane Correia Teixeira, conhecida como Vânia Teixeira, nasceu em 29 de setembro de 1969, e é mãe de cinco filhos. Como militante popular, ela tem com sua luta cotidiana procurado desenvolver na Favela Sururu de Capote, sua comunidade, a auto-estima dos moradores e moradoras, bem como trabalhado junto aos organismos sociais para um trabalho de inclusão social de seu povo.

Vânia possui o Ensino Fundamental, tem cursos profissionalizantes em Hidro Sanitário (Construção Civil), Processamento de Pesca, Fabricação Caseira de Produtos de Limpeza, Serigrafia, treinamento de plantas medicinais, beneficiamento do pescador, processamento de polpas de frutas, associativismo, cooperativismo e camareira. Atualmente trabalha com projetos para mães e crianças. A líder comunitária da Favela Sururu de Capote tem desenvolvido um trabalho de combate às drogas e sua preocupação é fundamentalmente promover o emponderamento das mulheres de sua comunidade.


Fonte: Assessoria

domingo, 3 de maio de 2009

Taís Araújo será a próxima Helena de Manoel Carlos


Depois de mais de 15 anos de carreira, a atriz Taís Araújo conseguiu realizar um sonho: o de ser a protagonista de Manoel Carlos. Ela, que dará vida à próxima Helena do escritor na novela Viver a Vida - que será exibida após Caminho das Índias -, anda suando a camisa para nada dar errado em sua atuação no horário nobre da Globo. "Não tem como esconder que a responsabilidade é grande, afinal vou viver uma protagonista do Maneco. Esse é 'o' papel. Mentira daquele que disser que não se preocupa com uma responsabilidade dessas em mãos", assume.

A primeira Helena negra será uma modelo de projeção internacional, que enfrentará a rival Luciana (Alinne Morais). Em uma viagem internacional, ela conhece Marcos (José Mayer), um homem mais velho pelo qual se apaixona. O que Helena não espera é que Marcos é pai de Luciana. Apesar dos conflitos com a rival, a personagem vai se casar com Marcos.

Desde já, Taís se prepara para cada detalhe do novo papel. "É cabelo, maquiagem, o jeito de falar. Agora eu só penso nisso", fala Taís. De todas as decisões do visual, o que mais agradou a atriz até agora foi o cabelo. "Eu não sei a cor ainda, mas meu cabelo vai ficar crespo. Nossa, isso é um alívio para mim. Todo personagem eu reclamo dos cabelos e dessa vez não vou precisar reclamar dos apliques e nem do alisamento."

Para compor Helena, a atriz, que também ex-modelo, está decidida a ficar ainda mais parecida com uma modelo. "Até emagrecer mais uns quilinhos eu vou. Eu já cortei o carboidrato da noite e aderi às caminhadas no calçadão", comenta. Para entrar ainda mais nesse universo, a artista conta que anda 'perseguindo' algumas modelos para entender sua rotina. "Está sendo engraçado, a cada amiga que reencontro da época em que fui modelo, fico pedindo dicas." A atriz até embarcou para Belo Horizonte para acompanhar um desfile de moda local. "Em tudo que puder, eu vou", diz ela.


Fonte: Jornal da Tarde

Carta de Genebra em Defesa dos Direitos Quilombolas

As Comunidades Remanescentes de Quilombos no Brasil saúdam os participantes da Conferência de Revisão de Durban, realizada entre os dias 20 e 24 de abril de 2009 em Genebra na Suíça para reafirmar o compromisso internacional com a Declaração e Programa de Ação de Durban (DDPA), conforme foi adotado na Conferência Mundial contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas realizada em Durban na África do Sul em 2001.

Na oportunidade, denunciamos junto à comunidade internacional, os ataques que vimos sofrendo sistematicamente por um forte setor da sociedade brasileira.

Somos atualmente, cerca de 5.000 Comunidades Quilombolas em todo Território Nacional, descendentes de africanos escravizados que ficaram de fora do projeto de democratizaçao do país, se organizando em sociedade autônoma e quase independente dentro da nova República.

Apenas 100 anos após a chamada “Abolição da Escravatura” no Brasil, as Comunidades Quilombolas tiveram o seu primeiro marco jurídico assegurado, em ocasião da nova Costituição Federal que traz em suas disposições transitórias o artigo 68, norma constitucional autoaplicável na garantia de direitos fundamentais coletivos, segundo a própria Constituição Brasileira. Essa norma traz a seguinte determinação: “Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos”.

Passados 20 anos da nova Costituição Federal, ao invés de constatarmos uma corrida para recuperar o tempo perdido, o que vemos é um lamentável debate abordando questões irrelevantes, travando o andamentos dos processos de regularização dos Territórios Quilombolas no Brasil.

No ano de 2003, o Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva, no uso de sua atribuição e em consonância com o DDPA, assinou o decreto 4.887/03 estabelecendo uma Política Nacional de atendimento às Comunidades Quilombolas e sobretudo, normatizando os procedimentos administrativos para o processo de regularização fundiária dos Territórios Quilombolas.

Logo vieram os ataques, haja vista que em 2004 o extinto PFL (Partido da Frente Liberal), atual Democratas, entrou junto ao STF (Supremo Tribunal Federal), corte máxima do judiciário brasileiro, com uma ADI (Ação Direta de Incostitucionalidade) de no. 3239/04, pedindo que seja julgado inconstitucional o decreto 4.887/03.

Em 2007, o Deputado Federal Valdir Colatto (PMDB/SC) entrou com um PDL (Projeto de Decreto Legislativo) de no. 44/07 na Câmara Federal, pedindo a anulação do decreto que trata da questão quilombola. Como se não bastasse, exatamente no ano da revisão do DDPA, o Senador Lúcio Alcântara (PSDB/CE) entrou no Senado Federal com um PEC (Projeto de Emenda Constitucional) de no. 190, dessa vez não mais intervindo sobre o decreto 4.887/03, mas sobre o próprio dispositivo constitucional assegurador de um direito, o artigo 68 do ADCT (Atos das Disposições Constitucionais Transitórias) da Constituição Federal.

Todas essas iniciativas são paralelas a uma série de eventos violentos, onde as comunidades quilombolas vivem tempos de pavor, frente a frequentes casos de agressão, em suas mais diversas facetas e constantes ameaças, atos orquestrados com um forte jogo de mídia, uma verdadeira guerra fria, buscando formar a opnião pública no sentido de colocar o Movimento das Comunidades Quilombolas como grupo marginal que ameaça a paz na sociedade e o direito à propriedade. O caso virou até tema de telenovela em defesa da monocultura de eucaliptos para a produção de celulose, um dos principais casos de violação de Direitos Humanos envolvendo comunidades Quilombolas no Estado do Espírito Santo, Região Sudeste do Brasil.

Vale lembrar que os Territórios Étnicos são propriedades coletivas, necessárias à reprodução social, cultural, econômica, religiosa e ambiental do grupo, identificado à partir do critério de autodefinição, conforme rege o decreto 4.887/03 e a Convenção 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho). O processo de regularização desses territórios obedece às normas de inalienabilidade, o que contraria os interesses de grupos ligados ao setor do agronegócio e outras forças econômicas, destacando-se empresas multinacionais de países ditos desenvolvidos que exploram de maneira violenta e criminosa os grupos sociais, bem como os recursos naturais no Brasil, assim como nos países em desenvolvimento de maneira geral.

Hoje o PDL 44/07, bem como o PEC 190 se encontram no Congresso Nacional para tramitação, enquanto a ADI 3.239/04 se encontra em vias de julgamento no STF. Nós acreditamos que uma vitória ou uma derrota nossa no Brasil abrirá precedente para casos parecidos de fortalecimento ou fragilização da luta desses povos em toda América Latina e no mundo. Portanto, pedimos o apoio da Comunidade Internacional, sensível às causas das chamadas minorias, numa intervenção política pedindo uma ação mais efetiva do Estado Brasileiro em todas as suas instâncias de poder, na defesa do Povo Quilombola.

Por fim, pedimos que a Comunidade Internacional faça ecoar o grito da comunidade afro-brasileira:
  • Pela manutenção do decreto 4.887/03 e a imediata aplicação do Artigo 68 do ADCT da Constituição Federal;
  • Pelo Cumprimento da Convenção 169 da OIT e dos Tratados Internacionais em defesa dos Direitos Humanos assumidos;
  • Pela aprovação do Estatuto da Igualdade Racial em absoluta consonância com os interesses do Povo Quilombola;
  • E, pela solidariedade aos grupos religiosos perseguidos no mundo inteiro, sobretudo, os de religiões de matrizes afrianas.

Na oportunidade, repudiamos aqueles que se utilizam do espaço da Conferência de Revisão de Durban, tão importante na resolução dos problemas históricos das chamadas minorias, para fazerem seus palcos de disputas, tirando o foco do debate. Repudiamos também aqueles que se utilizam de argumentos fúteis para não participar do debate, demonstrando total indisposição na busca de soluções para os problemas raciais, sociais, étnicos, religiosos e de imigração, agravados pelo fato de que parte relevante dessa população é composta por jovens e mulheres, sujeitos a toda forma de intolerâncias correlatas, afligindo historicamente os grupos menos favorecidos no mundo.

Genebra, 22 de abril de 2.009.
CONAQ - Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Quilombolas


Assine o manifesto pelos direitos quilombolas, acesse o link: www.PetitionOnline.com/conaq123/petition.htmlwww.conaq.org.br

sexta-feira, 1 de maio de 2009

A religião de matriz africana escondida pela TV

Por: Emanuelle Oliveira - Jornalista e membro da Cojira/AL

Não estamos acostumados a ver ou ouvir falar sobre religiosidade afro na mídia, principalmente em grandes “monarquias comunicacionais”. É como se apenas o catolicismo e as religiões evangélicas difundidas pela classe dominante fizessem parte da história, em suas devoções e promessas de cura, capazes de arrastar multidões a santuários ou até mesmo para contemplar supostos milagres.

Programas religiosos fazem parte da grade de programação de algumas emissoras e assim como seus templos, movimentam milhões em propaganda, venda de óleos e objetos que dizem serem originários de lugares santos. Eles construíram seus pilares sobre a fé e a fragilidade das pessoas, que acreditam que algo que é massivamente mostrado pela tv constitui a verdade absoluta.

Pastores expulsam demônios, supostamente evocados por babalorixás e yalorixás, dizem que se a vida está ruim é por culpa dos "encostos", frutos de macumbas. Destróem terreiros e fazem piada com os filhos de santo. Disseminam a ideia de que existem pactos com o diabo, feitos para separar casais e criar problemas financeiros, já que é no estímulo à acumulação de riquezas que eles têm terreno fértil.

Como a opressão está diretamente ligada aquilo que contradiz os padrões da boa educação, nada mais conveniente do que ocultar vestígios da religião de matriz africana, tida como demoníaca e odiada por católicos, evangélicos e demais fiéis. É vergonhoso frequentar terreiros de macumba, afinal, lá não vemos os personagens da novela, a não ser quando querem fazer mal a alguém.

Falar da tv como referência para qualquer coisa é complicado, só que infelizmente temos que encarar a realidade de que ela é responsável pela construção da identidade da população, principalmente dos mais pobres, que a utilizam como único meio de informação.

Os ícones negros, geralmente artistas, despertam polêmicas ao assumirem que seguem o candomblé, só que as práticas afros ficam subentendidas. Quem não sabe que os santos católicos são os mesmos, só que com outras identidades, na religião de matriz africana?

Já que a história do negro vem sendo contada por brancos, não é surpreendente que fiquemos na parte mais baixa da escala evolutiva, com nossa cultura suprimida e até distorcida. Mas, durante a programação da Rede Globo vi um negro fazendo o papel de protagonista, só que para não fugir à regra ele é um pobre jangadeiro que deixou o Nordeste em busca de uma vida melhor.

O rapaz namora uma menina branca, mas o clássico preconceito que deveria existir entre as famílias não aparece mais. Eles são vistos como um lindo casal! O que me chamou a atenção foi terem mostrado uma mãe de santo jogando os búzios para descobrir um pouco sobre o futuro do jovem.

A mulher usava a “roupa de nação”, que era branca e é usada diariamente em uma casa de candomblé, além do ojá, um pano que se amarra à cabeça. A vestimenta é tão discriminada em nossa sociedade, mas todos acham lindo quando a veem na terra de todos os santos.

O episódio não é nada se comparado ao teor católico das novelas das 18h, porque existe um apelo grande em relação à religião que obrigou índios e negros a mudarem suas roupagens e peculiaridades. Por ser negro e nordestino, nada mais coerente do que o personagem pertencer ao candomblé.

A tv está mudando sua visão sobre o negro?Ainda não! Nas novelas canso de ver negras como empregadas, acusadas de roubo e ainda, como as "gostosonas", objetos sexuais que mexem com a imaginação masculina e que devido a isso sofreram crueldades que estão para além da estética.

Falar de religião é sempre contraditório, assim como falar de política. Porém, como sabemos que existem vários partidos políticos, por que não termos a oportunidade de conhecer outras crenças?

A tv continua discriminando tudo o que contraria e desvirtua seus espaços de poder e não tenho dúvida que essa perseguição à religião de matriz africana ocorre para manter submissos e desinformados aqueles que seguem cegamente os estereótipos reafirmados pela mídia.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Michelle Obama entra na lista de "pessoas mais belas" da People

Michelle Obama, que ganhou status de celebridade e vem suscitando admiração no mundo como ícone de moda, entrou para a lista pela primeira vez


A atriz Christina Applegate, sobrevivente de um câncer de mama, chegou nesta quarta-feira à capa de uma edição da revista People com as 100 pessoas mais bonitas, que desta vez incluiu nomes novos como a primeira-dama norte-americana Michelle Obama e o galã de "Crepúsculo", Robert Pattinson.

Kristen Stewart, que contracena com Pattinson no filme de vampiros, os ídolos da música teen Nick e Joe Jonas e o ator Dev Patel, de "Quem Quer Ser Um Milionário?", também entraram para a cobiçada lista pela primeira vez, na edição anual da revista de celebridades que chega às bancas na sexta-feira.

Applegate, de 37 anos e estrela do seriado de TV "Samantha Who?", ganhou admiração por ter ido a público no ano passado quando recebeu o diagnóstico de câncer de mama. Mais tarde, foi submetida a uma mastectomia dupla.

A atriz, que desde então passou por cirurgia de reconstrução mamária, disse à People em entrevista que acha difícil olhar seu corpo nu."

Sua aparência não é mais igual, e nunca mais será. Uma parte de você se foi. É uma decisão que você faz para salvar sua vida", disse ela. É a terceira vez que Christina Applegate é citada na lista da People.

Michelle Obama, que ganhou status de celebridade e vem suscitando admiração no mundo como ícone de moda, entrou para a lista pela primeira vez.

"Tive um pai e um irmão que me achavam bonita e que me faziam sentir assim todos os dias", disse Michelle à revista."

Cresci com modelos masculinos muito fortes que me achavam inteligente, ágil e divertida, então ouvi isso muito. Sei que há muitas garotas que não ouvem esses elogios. Mas eu tive sorte."

Outros nomes incluídos numa seção intitulada "Beldades de Barack" são os do chefe-de-gabinete da Casa Branca, Rahm Emanuel, do secretário do Tesouro, Timothy Geitner, e outros.

Pattinson, de 22 anos, ganhou uma enorme base de fãs depois de aparecer em "Crepúsculo" e disse que não entende realmente seu status de galã."

Não entendo", disse ele à People. "É engraçado. Você tem a mesma aparência há anos, e ninguém menciona o assunto. Então, de repente, vira algo comentado."

A lista de 100 nomes inclui favoritos constantes como George Clooney, Angelina Jolie, Brad Pitt e Halle Berry. Algumas celebridades, incluindo a atriz Eva Mendes e a supermodelo Cindy Crawford, apareceram numa seção sobre "Estrelas Sem Maquiagem", em que foram fotografadas em close-up de cara lavada.


Fonte: Reuters

Bispos negros querem conhecer as comunidades quilombolas no país

Um grupo de 13 bispos negros do Brasil querem conhecer melhor a situação dos povos quilombolas no país. Os religiosos participam da 47ª Assembleia da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Indaiatuba (SP), desde quarta-feira (22) para discutir a formação religiosa dos padres no país e outros temas relacionados à Igreja Católica.

Os bispos pretendem apoiar suas lutas e reivindicações das 3.524 comunidades quilombolas em 24 estados brasileiros.

O encontro está acontecendo na Casa de Retiros Vila Kostka. Nesta terça-feira (28), os bispos apresentaram o relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT) sobre a violência no campo. De acordo com o levantamento, o número de conflitos diminuiu, mas 28 pessoas foram assassinadas em 2008. Segundo o documento, em 2007, a CPT registrou uma morte para cada 54 conflitos. Em 2008, uma morte foi registrada a cada 42 episódios de conflito.

Santos negros

O padre Ari Antônio dos Reis, coordenador do Grupo de Reflexão Teológica da Pastoral Afrobrasileira, quer saber quantos santos negros existem no mundo e quantos, no Brasil, estão em processo de beatificação.

No mês de outubro deste ano será realizado um seminário com os bispos negros para discutir a teologia que move a ação da pastoral afrobrasileira. No Brasil há 447 bispos dos quais 3% são negros.

Formação religiosa

Um dos objetivos do encontro é discutir a formação dos padres no país. No fim da assembleia, que será realizada no dia 1º de maio, um documento deve ser apresentado com as novas diretrizes apontadas pelos religiosos.
Fonte: Globo.com

terça-feira, 28 de abril de 2009

Sheron Menezes posa nua e de cara lavada para exposição


Há cerca de um mês, a atriz Sheron Menezes, 25 anos, recebeu o convite para posar de cara lavada para a exposição Mulheres de Verdade, criada pela maquiadora Erica Monteiro e lançada terça-feira (28), no shopping Fashion Mall, no Rio. Uma ousadia para poucas. ''É preciso coragem, porque toda mulher gosta de usar pelo menos um blush. Não era permitido usar nada'', conta Sheron. O resultado foi aprovado. ''A foto ficou linda. Depois que vi a imagem, até pensei em sair sem maquiagem de vez em quando'', confessa. Sheron foi clicada pelo fotógrafo Eduardo Rezende no dia de folga das gravações de Caras & Bocas, na qual interpreta Milena. No total, 17 mulheres toparam o projeto, entre elas Juliana Paes, 30, Fernanda Lima, 31, e Deborah Secco, 29.