terça-feira, 10 de junho de 2014

Roda de conversa: Mídias e enfrentamento ao extermínio das juventudes negras

Os homicídios são hoje a principal causa de morte de jovens de 15 a 29 anos no Brasil e atingem
especialmente jovens negros do sexo masculino, moradores das periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos. Dados do Ministério da Saúde mostram que mais da metade (53,3%) dos 49.932 mortos por homicídios em 2010 no Brasil eram jovens, dos quais 76,6% negros (pretos e pardos) e 91,3% do sexo masculino.

Embora estes números pareçam suficientes para caracterizar um processo de extermínio em curso, a sociedade parece não atentar para estas evidências estatísticas. Nesta mesmo sentido, as mídias veiculam notícias sobre os fatos violentos envolvendo jovens negros com uma assustadora naturalidade, colocando a morte da juventude negra como sinal de eficiência das estruturas policiais ou como destino inevitável, face a vinculação, sempre colocada a priori, destes jovens com o crime. Assim, abrindo mão de um debate mais consistente sobre a questão, mídias e sociedade em geral aceitam como natural as estatísticas da morte. 

Com a expectativa de reunir lideranças populares, gestores de organizações da sociedade civil e públicas (universidades, secretarias municipais/ estaduais), militantes de movimentos e sociais, estudantes e demais interessados, a Roda pretende ser mais uma oportunidade de articulação e mobilização para a causa em Maceió e cidades adjacentes. A proposta é abrir espaço para uma ampla reflexão acerca das formas como as mídias em geral retratam os episódios de violência em que jovens negros estão, de algum modo, inseridos. 

Será ainda uma oportunidade para que os participantes possam conhecer os episódios da Série Diz Aí: Combate ao Extermínio da Juventude, produzida pelo Canal Futura e possam, ainda, inteirar-se sobre o desenvolvimento do Programa Juventude Viva em Alagoas. 


SERVIÇO:
I Roda de Conversa “Mídias e Enfrentamento ao Extermínio das Juventudes Negras”
Data: 14 de junho de 2014, das 08h30 às 13h
Local: Museu da Imagem e do Som
 Praça Dois Leões- Rua Sá e Albuquerque, 275 - Jaraguá, Maceió - Alagoas

Mais informações:
ARTICULAÇÃO JUVENTUDE VIVA ALAGOAS
(82)3315-5040/ edenilsasegp@gmail.com – Edenilsa Lima
(82) 9338 3886/ denisangola@gmail.com – Denis Angola

CANAL FUTURA
(71) 88514354 – roberto.sousa@futura.org.br - Roberto Fernandes Sousa


Fonte: Divulgação

Vai Ter Copa

A “copa das copas” inicia nessa semana, com a presença de 32 equipes divididas em oito grupos.

A expectativa é grande quanto às partidas do esporte mais adorado do Brasil, e principalmente, em relação às manifestações nos arredores dos estádios. Porém, paralelamente ao clima de tensão, é possível ver bandeirinhas do nosso país tremulando nos veículos e nas sacadas de prédios, além de ruas inteiras decoradas nas cores verde, amarela e azul. Também é grande o rebuliço da imprensa nas cidades-sede e cidades vizinhas em busca de fatos pitorescos.

E amanhã (11.06), chegará ao Aeroporto Zumbi dos Palmares a seleção de Gana, que escolheu a capital alagoana como sede de treinamento durante o mundial. O Comitê Gestor do Projeto Alagoas Centro de Treinamento de Seleções (Comcopa) programou uma recepção especial, que foi debatida com vários representantes de órgãos municipais. A comitiva ganesa contará com 90 pessoas e serão recepcionados com placas de boas vindas e uma banda de pífano; e no hotel, terá um trio de forró e a presença de estudantes universitários africanos que vivem em Alagoas.

No dia 13, às 10h no Estádio Rei Pelé, terá um treino aberto e a Fifa garantirá 10 mil ingressos, que serão distribuídos principalmente em escolas públicas e privadas. Já a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2014 acontecerá nessa quinta-feira (12.06) no Itaquerão, em São Paulo. Em seguida, às 17h, Brasil e Croácia entram em campo para o primeiro jogo do Mundial.

Esperamos que essa Copa não seja um festival de racismo e truculência, e que os protestos transcendam as ruas e cheguem às urnas.


Fonte: Coluna Axé - Edição 300 – Jornal Tribuna Independente (10 a 16/06/14) – Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira/AL)
Editora: Helciane Angélica – Contato: cojira.al@gmail.com

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Seminário Internacional de Jornalistas aborda gênero e desigualdade salarial

No período de 9 a 12 de junho, a jornalista alagoana Valdice Gomes estará no Patamá para participar do Seminário Internacional de Gênero que tem como tema central: “Mujeres periodistas: precariedad laboral y desigualdad salarial”. 

Na ocasião, a  2ª Vice Presidenta da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) foi convidada para dialogar sobre a violência contra mulheres jornalistas no Brasil, que pode ser manifestado através do assédio moral até agressões físicas e verbais; ameaças e intimidações no exercício da profissão. 

De maio de 2013 a 2014, mais de 160 profissionais da imprensa foram agredidos, hostilizados ou presos; sendo 38 mulheres jornalistas. Os casos foram ampliados com o início dos protestos populares contra o aumento do preço das passagens de ônibus e os gastos do governo brasileiro com a Copa do Mundo.

Confira abaixo a programação completa:



SEMINARIO INTERNACIONAL DE GÉNERO
Mujeres periodistas: precariedad laboral y desigualdad salarial
9 al 12 de junio de 2014
Salón Cerro Punta, Hotel Roma

Martes, 10 de junio 2014
8.30 9.00 Acreditación
9.00 9.15 Bienvenida a los participantes
Hajo Lanz, Representante de la Fundación Friedrich Ebert en Costa Rica, Nicaragua y
Panamá
Mariela González, Secretaria de Género del SPP (Sindicato de Periodistas del Paraguay) y
de la FEPALC (Federación de Periodistas de América Latina y el Caribe). Asimismo,
integra el Consejo de Género de la FIP (Federación Internacional de Periodistas).
Filemón Medina, Secretario General del SPP
9.15 9.45 Reconocimiento a Peridistas Panameñas.
9.45 10.45 El género en el mundo de los trabajadores.
Nelva Saavedra, Representante de la CGTP, Subsecretaria de Género

Discriminación laboral de las mujeres en Latinoamérica
Anastacio Rodríguez, Fundación Friedrich Ebert
Preguntas y respuestas. Debate.
10.45 11.00 PAUSA CAFÉ
11.00 12.15 Convenios internacioneles. Aplicación de los mismos.
Dr. Samuel Rivera, abogado laboralista colaborador con el SPP
Preguntas y respuestas.

12.15 13.30 ALMUERZO
13.30 15.00 Mercado de trabajo, mujer y medios de comunicación.
Norma Nuñez Montoto, representante del Tribunal de Honor del SPP
Preguntas y respuestas. Debate.
15.00 PAUSA CAFÉ
15.15 17.00 La seguridad de las mujeres periodistas en el ejercicio de la profesión.
Valdice Gómez, FENAJ
Margarita Velasquez, FECOLPER
Preguntas y respuestas. Debate.
17.00 CIERRE DE LA JORNADA

Miércoles, 11 de junio 2014
9.00 10.30 Equidad de género y discriminación laboral y salarial en los medios de comunicación.
Jacqueline Parra, FETRACOSE
Neila Nieto, SPP
Preguntas y respuestas. Debate.
10.30 10.45 PAUSA CAFÉ
10.45 12.00 No habrá democacia sindical sin la participación política de las mujeres. Ejes y desafíos
de la lucha gremial de las mujeres en nuestros sindicatos y federaciones.
Mariela González, Secretaria de Género del SPP (Sindicato de Periodistas del
Paraguay) y de la FEPALC (Federación de Periodistas de América Latina y el
Caribe). Asimismo, integra el Consejo de Género de la FIP (Federación
Internacional de Periodistas).
Preguntas y respuestas. Debate.
12.00 13.30 ALMUERZO
13.30 15.00 ¿En casa, cómo andamos? Debate sobre la situación de las mujeres trabajadoras de
prensa. Experiencias por país. Hacia la construcción de una agenda entre todas y todos.
Modalidad: Individual y Grupal.
Moderadora: Mariela González, Secretaria de Género del SPP (Sindicato de
Periodistas del Paraguay) y de la FEPALC (Federación de Periodistas de América
Latina y el Caribe). Asimismo, integra el Consejo de Género de la FIP (Federación
Internacional de Periodistas).
15.00 15.15 PAUSA CAFÉ
15.15 17.00 Plenario, acuerdos y proposiciones
Trabajo grupal
17.00 Cierre y clausura

terça-feira, 3 de junho de 2014

Diálogos sobre mídia e racismo

Com representantes de todo Brasil, foi realizado nos dias 29 e 30 de maio, no Centro de Convenções Israel Pinheiro, em Brasília, o Seminário “Diálogos: Democracia e comunicação sem racismo, por um Brasil afirmativo”, promovido pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).

O encontro discutiu o quadro atual da comunicação social no Brasil, no que diz respeito à diversidade e ao combate ao racismo, bem como medidas que contribuam para que o País alcance uma comunicação mais plural e democrática, por meio do fortalecimento das mídias negras.

Participaram da mesa de abertura, a ministra Luiza Bairros, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial(Seppir); Valdice Gomes, representando a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial (Conajira), órgão consultor da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj); Rosane Borges, do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR); e Hilton Cobra, presidente da Fundação Cultural Palmares.

A ministra Luíza Bairros considerou o evento um momento importante para se colocar no debate que a comunicação talvez seja, dentre as variáveis que precisam ser trabalhadas no combate ao racismo, a mais difícil de ser acessada. “A comunicação hegemônica tem um peso tão grande nesse momento, que acaba se tornando o setor ou área que teria o papel mais fundamental para poder fazer com que essas mudanças na sociedade pudessem ser vistas, para que a população negra pudesse aparecer como uma marca fundamental das mudanças que o Brasil tem sofrido nos últimos anos”.

Outro ponto de destaque nas discussões foi sobre o histórico da imprensa negra no Brasil, a partir da palestra de Ana Flávia Magalhães – pesquisadora, doutoranda da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – onde ressaltou que a comunicação negra vai além do jornalismo, da imprensa escrita e inclui uma rede ampla de profissionais que produzem conteúdos de interesse da população afro-brasileira. “Houve tentativas de silenciamento, mas desde o século 19, em termos de imprensa, os negros nunca se calaram e pautaram de forma diversa e incisiva a questão do racismo”, disse. 

Os periódicos negros, a exemplo de “O Mulato” (RJ), “Homem de Cor” (RJ), “O Homem” (PE) e “A Pátria” (SP), foram exemplos de esforço coletivo para a produção de conhecimento no combate do racismo e no fortalecimento das comunidades negras. Essa memória precisa ser resgatada e ter maior investimento público para a permanência dos meios de comunicação atuais da imprensa negra e que contribuem para o respeito da diversidade étnicorracial, cultural, de gênero e credo. Axé!


Coluna Axé – 299ª edição – Jornal Tribuna Independente (03 a 09/06/2014) / Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL) 
Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 27 de maio de 2014

Negros(as) no Concurso Público

O dia 20 de maio de 2014, tornou-se mais uma importante data na luta por igualdade racial no Brasil. 

Foi aprovado no Senado Federal, o projeto de lei que limita a aplicação das cotas ao prazo de dez anos e reserva 20% das vagas para a população negra em concursos públicos da administração pública federal: autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União, como Petrobras, Caixa Econômica Federal, Correios e Banco do Brasil.

A proposta não contempla órgãos públicos estaduais ou municipais, e deve ser adotada quando forem disponibilizadas mais de três vagas no cargo. Os candidatos e candidatas no ato de inscrição, deverão se declarar negros ou pardos, conforme o item cor e raça utilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e em caso de declaração falsa ocorrerá a eliminação. Agora, o texto seguirá para sanção da Presidência da República. 

De acordo com informações do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (Siape), utilizado como fundamentação para as cotas, cerca de 30% dos servidores do poder Executivo federal são negros. Em outros setores da administração federal (como nas carreiras jurídicas), os percentuais vão de 5,9% a 16,6%. 

A Lei visa garantir oportunidades para uma população que historicamente foi renegada e condenada à miserabilidade. Porém, tem intensificado as discussões e muitas críticas, sob o argumento de que é mais uma forma de dar regalias e/ou incentivar ainda mais a discriminação. 

Polêmicas a parte, as ações afirmativas servem para reduzir desigualdades sociais e raciais que perpetuam há séculos. Enquanto houver preconceito, não existirá paz, não existirá evolução. 



Fonte: Coluna Axé - 298ª edição – Jornal Tribuna Independente (27/05 a 02/06/2014)
Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL) / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

(Com informações de agências nacionais)

terça-feira, 20 de maio de 2014

Respeitem, a minha fé!

Todo mundo sabe que o Brasil é um país laico, e também, que todos devem ser tratados de forma igual perante a Lei. 

Porém, a nossa Constituição Federal vem sendo rasgada aos poucos e sendo descumprida pelos próprios juristas que deveriam atender seus objetivos fundamentais (Art. 3º): I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; II - garantir o desenvolvimento nacional; III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; e IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação

Na semana passada, a sociedade brasileira foi surpreendida com a sentença do juiz federal Eugenio Rosa de Araújo, da 17ª Vara Federal do Rio de Janeiro, onde afirmou veemente que os “cultos afro-brasileiros não constituem religião” e que “manifestações religiosas não contêm traços necessários de uma religião” porque não tem existência de um texto base (a Bíblia ou Alcorão, conforme citado na decisão), de uma estrutura hierárquica e de um Deus a ser venerado. 

Essa foi a resposta para uma ação do Ministério Público Federal (MPF) que pedia a retirada de vídeos do YouTube, onde cultos evangélicos eram considerados intolerantes e discriminatórios contra as práticas religiosas de matriz africana. 

Quem é ele, para dizer o que pode ser religião? Quem é ele para condenar a cultura ancestral de um povo? Essa atitude individualizada e preconceituosa só estimulou uma corrente de indignação em todo território nacional, e a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Estado do Rio de Janeiro tem mobilizado religiosos de matriz africana e de outras crenças, ativistas negros(as) e lideranças de movimentos sociais para novamente marchar em prol do respeito à diversidade e a liberdade de cultos. 

Nossa história e cultura não podem ser tratadas como lixo. Intolerância religiosa também é crime!



Fonte: Coluna Axé – 297ª edição – Jornal Tribuna Independente (20 a 26/05/2014) – Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (COJIRA-AL) / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 13 de maio de 2014

Guesb realiza festa da vovó Maria Conga


A escravidão cotidiana

Há 126 anos, foi abolida no Brasil a escravidão de negros e negras oriundos do continente africano. 

O país foi o campeão na prática nefasta do tráfico de pessoas, que eram arrancadas de suas origens, famílias e costumes, para executar o trabalho forçado nas lavouras e casas de engenho, sob a justificativa de que eram amaldiçoadas e pertenciam a povos inferiores. E foi o último país independente do continente americano a abolir completamente a escravatura, porém, o que parecia a solução para todos os problemas, desencadeou uma onda de marginalização social. 

Para o Movimento Negro o dia 13 de maio não é uma data festiva, e sim, o Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo que busca promover a reflexão sobre a luta dos nossos antepassados por liberdade e justiça social; além de analisar os efeitos desastrosos que persistem até hoje. 

A população brasileira é formada por 50,7% de negros (pretos e pardos) conforme o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística  (IBGE), no entanto, amargam a falta de oportunidades, ocupam cargos de menor prestígio e representam apenas 20% dos que ganham mais de dez salários mínimos. 

Também ocupam apenas cerca de 30% do funcionalismo brasileiro nas esferas federal, estaduais e municipais. Os índices de analfabetismo, desemprego e homicídios são crescentes. A nossa juventude negra está sendo dizimada, as políticas de inserção social e cultural são insuficientes, o que só fortalece a criminalidade e o tráfico de drogas. O pertencimento étnico deveria ser uma valorização para além das datas emblemáticas, e sim, ser uma prática constante em nossos lares e salas de aula. 

E fica a pergunta, onde está a cidadania plena? O discurso de que somos todos iguais perante a Lei, não pode ficar apenas no papel ou tornar-se uma estratégia de marketing nas redes sociais. Não podemos continuar sendo vítimas de atos racistas, intolerância religiosa e a opressão que multiplicam-se nos mais diversos locais. 

Queremos respeito! 



Fonte: Coluna Axé – 296ª edição – Jornal Tribuna Independente (13 a 19/05/2014) / Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL/Sindjornal)
Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 6 de maio de 2014

O racismo persiste

Quem disse que o racismo precisa de banana? Trata-se de uma chaga social, que tem crescido mundialmente e é realizada nos mais diversos locais, um crime que precisa ser punido conforme a Lei. Os constantes casos de discriminação racial e violência nos campos de futebol sensibilizaram os veículos de comunicação; os/as artistas utilizam seus protestos nas redes sociais como estratégia de marketing pessoal; e a população continua assistindo? 

Há 12 anos, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) implantou uma campanha de conscientização nos estádios, onde os capitães de cada time discursam e os jogadores exibem faixas, e tudo continua por isso mesmo. As penalidades são brandas, inúmeros casos deixam de ser denunciados e ninguém vai para a cadeia. 

No último domingo(04.05), o programa Esporte Espetacular da Rede Globo conversou com vários jogadores, ícones do esporte brasileiro e com Luiza Bairros, ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), que comentou o caso Daniel Alves e as punições ao jovem que jogou a banana no lateral. 

Em um primeiro momento, muitos de nós pensaram que as punições aos times poderiam ser mais efetivas. Mas agora, com a repetição dos casos, se pensa que o melhor realmente é procurar identificar quem praticou a discriminação. Para isso, esse exemplo mais recente da Espanha foi bastante positivo: a pessoa já foi identificada.  Mas é preciso que os times de futebol adotem uma postura um pouco mais corajosa em relação a isso. O efeito do racismo em nós, pode ser devastador” - afirmou a ministra. 

Enquanto isso, a “copa da diversidade” se aproxima e a busca por respeito (em todos os setores) tem que ser uma bandeira de luta de tod@s!   



Fonte: COLUNA AXÉ – 295ª edição – Jornal Tribuna Independente (06 a 12/05/2014) / Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL) / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com