quinta-feira, 14 de maio de 2009

Zico denuncia racismo na Rússia

Técnico Zico denuncia racismo após partida da Copa da Rússia
(Foto: EFE)


A classificação do CSKA para a final da Copa da Rússia, conquistada na última quarta-feira com uma vitória nos pênaltis sobre o Dínamo de Moscou, foi pouco comemorada pelo técnico Zico, comandante de Vagner Love e companhia.

Em seu site oficial, o comandante do CSKA explicou que foi obrigado a realizar uma substituição logo aos 28min de jogo por um motivo inusitado e decepcionante: racismo por parte da torcida rival.

"Foi a primeira vez que presenciei dentro do campo uma atitude racista, e ela veio da torcida do Dínamo. Lamentavelmente, parte dos torcedores ficou gritando, imitando macacos o tempo todo e o Maazou (atacante nigeriano) acabou sendo afetado com a ofensa e não conseguiu jogar", testemunhou.

"Passei muito tempo tentando colocá-lo na partida, mas ele chegou a parar diversas vezes para discutir com torcedores. Fui obrigado a tirar o jogador. É muito triste ver isso acontecendo", emendou o ex-jogador, visivelmente decepcionado com o ocorrido.

O atacante Ouwo Moussa Maazou tem 21 anos e, na quarta-feira, disputou somente sua sétima partida com o time de Moscou. Zico espera que fatos como os ocorridos na partida contra o Dínamo sejam banidos do futebol e pediu à Fifa e à Federação Russa que tomem uma atitude.

"A Fifa vem combatendo esse tipo de situação e acredito que a Federação Russa também não vai se omitir. Sou defensor de punição severa a atos de racismo. O futebol é exemplo para jovens e leva a competição sadia sem diferenciar cor, raça, religião, nacionalidade. Não dá para aceitar que esse tipo de coisa aconteça", concluiu.

Fonte: Gazeta Press

13 de maio nas veias

Por: Ana Cláudia Laurindo - Cientista Social e Mestra em Educação Brasileira



Filhos e filhas de um tempo raiado, de Luz interior a guiar os passos pelos descaminhos impostos, os duros percalços de uma sociedade que é sem admitir ser, mesmo sabendo que precisa deixar de ser para Ser melhor!

Dia de Denúncia! 13 de maio nas veias, nas velhas histórias de uma libertação branca, mascarada de vitória e poder. Negro não pára de lutar! Precisa lutar todos os dias para a História não parar. No ventre cheio dessa História mestiça tem muito gemido guardado, sustentando o hoje, como raiz forte de árvore exótica, trazida da África! Raiz do Brasil é resistência africana!

Racismo é mal antigo, pior que quebrante, tem o poder de secar o indivíduo por dentro, torná-lo cego para as belezas de fora! As belezas que não entram em seus padrões, seus caixotes de mentalidades forjadas: negro é feio, é incompetente, é ameaçador! Quadro pintado por brasileiro racista deixa o negro na borda, carregando um eterno saco de açúcar nas costas enquanto rompe um mar de preconceitos!

Negritude aqui é mais que pele escura, virou subjetividade, capacidade de escrever poemas com os feixes de agruras amontoados pelos ancestrais! Aprendendo a cultivar uma força renovada para erguer os olhos escuros e confrontar o desprezo dos vulneráveis, dos ferrenhos ou de qualquer outro estilo de conservador dos erros brasileiros!

Espaços abertos, caminhos descortinados, são negros saindo do borralho, saindo da senzala, saindo das caldeiras, saindo dos canaviais, ganhando as Universidades Brasileiras! Fincando o pé dentro das escolas para conhecer a História e Cultura Africanas! Negros em dinâmica de assunção dos poderes negados!

Cabelos ao vento, na chapinha ou modelado, caminhamos em grupo na defesa da igualdade de direitos na diferença dos fatos!


Dia 13 de maio é discutido na câmara Municipal de Maceió



A Câmara Municipal de Maceió por meio da vereadora Fátima Santiago realizou ontem uma sessão especial que discutiu o dia 13 de maio como o dia nacional de denúncia contra o racismo. O objetivo foi de promover um debate a cerca das questões que envolvem os 121 anos de abolição da escravatura e toda sua problemática.

Diversas autoridades e entidades representativas das questões raciais estiveram presentes à sessão e fizeram uso da palavra, como o membro executivo da FENAL, Fórum de Entidades Negras de Alagoas, Helcias Pereira, que abordou o tema remetendo ao passado de sofrimento vivido pelos negros no Brasil e divulgando alguns dados estatísticos que comprovam a desigualdade social que acomete os negros em Maceió. “De cada 10 pessoas assassinadas 8 são negras. Nas favelas a realidade é a mesma, o que demonstra nossa posição nesta sociedade”, afirmou. Já a vereadora Fátima Santiago disse que todo problema do racismo está intrinsecamente voltado a educação. “Vejo que as crianças não são racistas, elas se tornam racistas pelo incentivo dos adultos que não as educam. Vamos voltar nosso trabalho a isso. Espero que meu projeto para difundir o estudo da história dos negros e da África nas escolas municipais seja apreciado e votado o quanto antes, e que seja posto de fato em pratica” anunciou.

Valdice Gomes, presidente do sindicato dos jornalistas de Alagoas, também participou de evento usando a tribuna para explanar seu descontentamento sobre as políticas públicas voltadas as questões raciais. Já Arísia Barros, representante da Ong Maria Mariá, falou sobre a visão deturpada da sociedade de julgar o negro pela sua tonalidade de pele. “Certa vez escutei de um amigo meu negro com cabelos black power dizer: Pela cor da minha pele já sou abordado pela polícia. Ser negro nesse país já é motivo para incitar a desconfiança. Isso me dói. Precisamos de políticas públicas que minimizem essa discriminação”, finalizou.

Também fizeram parte da mesa de honra da sessão especial, a sacerdotisa Mãe Miriam, que abordou a discriminação contra a religião de origem africana e o Srº Pedro Paulo, da Fundação Afonso Arinos, que fechou seu discurso com citações de uma música de Zé Ramalho que retrata a vivência de um trabalhador que sofre com a discriminação. O evento contou ainda com as presenças dos vereadores Tereza Nelma, Heloísa Helena e Nery Almeida.

Fonte: Assessoria

13 de maio: Antes e depois da Lei Áurea


Helcias Pereira - Militante do Movimento Negro desde 1987 e atualmente encontra-se é Secretário Geral e de Comunicação do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô (helcias.pereira@hotmail.com)


Bem antes do 13 de maio em meados do século XVI, raptaram nossos ancestrais africanos com argumentos de que se tratava de “incultos e desalmados”. Ignoraram suas avançadas arquiteturas para a época, suas escritas e alta tecnologia na agricultura e metalurgia. Forçaram uma tal “diáspora” a base do sequestro e persuasões de mercenários, disseminaram ódio, dor, revoltas e doenças. Ceifaram a liberdade de forma catastrófica de um povo inteiramente arraigado ao seu habitat e a sua cultura.

Bem antes do 13 de maio, dos 10 milhões de escravizados nas Américas, cerca de 4 milhões vieram para o Brasil, homens e mulheres atordoados com tantas atrocidades, buscavam em seus “muximas” (coração, âmago) formas desesperadoras de resistência. Tornou-se um povo negro de tantas etnias, e assim sendo: deu conta dos canaviais, cafezais, cacauzeirais, minas e tantas riquezas. Foram zeladores das casas grandes, damas de ganho, amas de leite e até reprodutores, de tudo foram explorados para garantirem o sistema imperialista colonial.

Apesar de todas as diferentes formas de resistência, desde revoltas individuais às coletivas, apesar inclusive das organizações quilombolas, principalmente o de maior envergadura que fora “Palmares” na Zona da Mata entre Alagoas e Pernambuco, a Lei Áurea nada mais foi se não uma grande inversão de valores, haja vista que já se achavam vitoriosas as diversas irmandades e organizações abolicionistas.

Com o advento da tal Lei Áurea, nada mais fez a princesa Isabel se não apenas confirmar o óbvio além de se submeter as pressões da Inglaterra.

Após o 13 de maio de 1888, o Brasil continuou segregacionista, negando o direito a terra e a educação aos povos afro-descendentes, cujo desemprego e inoportunidades gerais condiciono-os a uma eterna luta por dignidade humana.

A ideologia farsante da democracia racial aponta para um racismo camuflado capaz de fazer prevalecer as desigualdades econômicas, perpetuando-as até onde forem possíveis, visto que a sociedade excludente com seus preconceitos mesquinhos, mascaram-se diante da realidade e apostam na perpetuação da hegemonia branca multifacetada.

Atualmente, muito se luta por “reparações”, absorvida pelo Estado como políticas públicas de ações afirmativas, sobretudo, no âmbito da saúde, Educação, moradia, trabalho, dentre outros. E desta forma a contendo que o Brasil amenizará quatro séculos de dividas junto ao povo afro-brasileiro.

Concluo parafraseando José Tadeu Arantes: “A raiz do preconceito é o medo; e a raiz do medo é a ignorância. Discriminamos aquilo que tememos; e tememos aquilo que desconhecemos".

quarta-feira, 13 de maio de 2009

COLUNA AXÉ: 1º Aniversário


Nesta quarta-feira, 13 de maio, a Coluna Axé completa o seu primeiro aniversário com muito trabalho e revolução na mídia alagoana. Trata-se de uma iniciativa da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL) que foi o quinto núcleo do país e o primeiro do nordeste a ser formado; interligado ao Sindjornal, realiza a interlocução entre o movimento social negro, meios de comunicação e sociedade.

Editada pela jornalista Helciane Angélica Santos Pereira, a coluna já se tornou um veículo de referência, além de ter recebido uma homenagem dos capoeiristas (ação coordenada pelo Núcleo de Apoio e Desenvolvimento da Capoeira - Nadec) e uma Moção de Congratulações aprovada na Câmara de Vereadores de Maceió (proposta defendida pela vereadora Teresa Nelma).

A cada dia conquistamos admiradores e leitores fiéis, dos mais diversos níveis sociais e ocupações. Outro dia, ficamos muito felizes em saber que um senhor, dono de uma “bodega” no Benedito Bentes, sempre comprava o jornal, mas na terça-feira a primeira página que abria era essa – detalhe importante, ele não é ativista e antes poderia até ser considerado racista devido a algumas atitudes. Pessoas politicamente engajadas também acompanham esse humilde veículo para obter informações sobre as novidades quanto aos avanços das questões étnicos raciais nos mais diversos setores (educação, saúde, cultura, política); também, para conferir as críticas e as mensagens de reconhecimento da herança afro – algo inédito na imprensa alagoana e até mesmo nacionalmente.

Há um ano é mantido o mesmo formato, publicada semanalmente no jornal Tribuna Independente, ocupa meia página colorida no formato stand, e possui editorial, notas informativas, curtas e fotos. Com muita determinação estamos superando os desafios e contribuindo para o fortalecimento do povo negro. Desejamos AXÉ para todos e todas!


Comentário publicado na COLUNA AXÉ desta terça-feira (12.05), no jornal Tribuna Independente.

Câmara de Maceió terá audiência pública sobre igualdade racial

A atividade discutirá políticas públicas favoráveis à população afromaceioense e está sendo articulada pela vereadora Fátima Santiago


Texto: Helciane Angélica - jornalista / integrante da Cojira-AL
Foto: Arquivo pessoal


A Câmara Municipal de Maceió, por meio da vereadora Fátima Santiago (PP), convoca ativistas e a sociedade alagoana para participar da Sessão Solene em comemoração aos 121 ANOS DA ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA. A atividade acontecerá na quarta-feira (13) às 10h, no auditório da Escola Técnica de Saúde Profª Valéria Hora, localizada na Rua Pedro Monteiro, 347 - Centro- Maceió.

A sessão será aberta ao público e discutirá políticas públicas favoráveis à população afromaceioense nas mais diversas áreas: saúde, educação, moradia, combate ao preconceito racial e a intolerância religiosa, dentre outros.

O 13 de maio é cultuado como a data da libertação dos escravos, porém, é considerada para o movimento negro o Dia Nacional de Combate ao Racismo. Neste dia, os diversos segmentos afros realizam atividades reflexivas, que promovam o debate sobre o cotidiano da população afrodescendente e também ações culturais para exaltar a herança africana deixada na cultura brasileira.

Alagoano transformou a própria casa na periferia em um memorial a Bob Marley

Maior expressão internacional do reggae morreu no dia 11 de maio, há 28 anos


Nesta segunda-feira completa 28 anos da morte da maior expressão do reggae no mundo, Bob Marley, praticamente uma lenda para seus seguidores. A data é celebrada com uma importância especial por José Maria Bezerra, radialista que adotou o nome de Brinco Star. Desde o ano 2000 ele vive cercado pelas fotos e objetos que lembram seu mito. A casa onde mora, no Conjunto Luís Renato de Paiva Lima, N. 4, no Benedito Bentes foi transformada em um Memorial à Bob Marley e é lá que Brinco dorme, acorda, se alimenta e leva sua vida comum (?) ao lado do ídolo, que está presente desde a entrada até o quintal da casa e da família. Aliás, o quintal é onde se concentra a maior parte da memória de Bob Marley. Todo decorado com as cores do rastafari (vermelho, amarelo e verde).

Brinco Star não só promove a memória do maior cantor de reggae, como pode também ser classificado como um dos grandes defensores do maior ambiente. Ele aproveita no Memorial, muitos objetos que já perderam a utilidade, a exemplo de monitores de televisão que viraram display com fotos do cantor, iluminadas à noite; CDs velhos viram peças decorativas e até latas de tinta vazias ganham função útil e decorativa no espaço de 8x20 que é o tamanho total do terreno que sua casa ocupa.

A casa recebe visitas de fãs e de curiosos, atraídos pelas cores fortes da pintura das paredes e o grande número de fotos do cantor. O sonho do dono é ter maior estrutura para buscar maior visitação. Se é chamado de louco? Ele ri e responde que a forma mais branda de classifica-lo foi a frase “meu irmão você é pirado”. Sobre Bob ele destaca uma ressalva: “Não faço apologia às drogas, nunca usei e sou a prova de que não precisamos disso para amar Bob Marley, reggae ou seguir qualquer atividade na vida”.

“É interessante observar como as crianças ficam impressionadas quando passam pela porta. Nesta segunda vinda da Força Nacional à Alagoas, um dia parou uma equipe dela parou lá em frente e eu saí para receber. Acho que se surpreenderam com minha atitude e foram embora. Já perguntaram também se era casa de macumba”, conta, divertindo-se.

Quando a humoristas Regina Casé fez o quadro Minha Periferia, na Rede Globo, Brinco Star quase virou a atração da estreia. Chegou a ser contatado pela produção da afiliada loca da rede Globo, com esse interesse, mas, na época, ele avaliou que a fase não era boa, estava desempregado e o Memorial ainda tinha muito para fazer. Nunca mais teve nova oportunidade. “Umas pessoas minhas ficaram tentando depois uma oportunidade no Jô Soares, quem sabe um dia a gente consegue e eu possa até mostrar minha casa”, afirma orgulhoso. “Não faço nada de Bob Marley buscando retorno financeiro. É só pela admiração de fã, vontade de divulgar mais, manter vivas as idéias boas, a filosofia dele”, completa.

Apoio da família não falta. Não houve nenhuma resistência da esposa quando resolveu batizar o filho de Marley. A mulher só fez uma exigência, que o filho tivesse o segundo nome de Bonner, pela admiração ao apresentador da rede Globo William Bonner. Assim é o mais velho da família de Brinco Star é Marley Bonner, que hoje tem dezesseis anos e curte a paixão do pai.

A homenagem que Brinco Star faz à Bob Marley, segundo ele, não se prende nem a data de nascimento do cantos ( 6 de fevereiro – um feriado nacional na Jamaica) e nem ao aniversário de morte (11 de maio). “Eu faço no cotidiano, mantendo a memória viva dele nesse memorial e na minha página no Orkut”, declara.

O Memorial à Bob Marley foi o apoio psicológico que ele sentiu quando passou um longo período desempregado, com mulher e três filhos na sua dependência e a energia elétrica de sua casa cortada. “Eu saía em busca de emprego e quando voltava ficava montando o memorial, peça por peça, improvisando e foi isso que evitou que entrasse em desespero. No final daquele ano consegui uma vaga de locutor de uma loja”, lembra. Hoje ele trabalha no Posto Dídimo Otto Kümmer, no Conjunto Carminha. Para encontra-lo no orkut é só buscar brinco star number one e verá a página repleta de fotos, informações e amigos de Bob Marley.


Frases de Bob Marley :

“Eles dizem que o sol brilha para todos, mas para algumas pessoas no mundo ele nunca brilha”

“Acredito na liberdade para todos, não apenas para os negros”

“Minha música é contra o sistema. A favor da justiça. É contra as regras que dizem que a cor do homem lhe decide o destino. Deus não fez regras sobre a cor”

“Para que levar a vida tão a sério, se a vida é uma alucinante aventura da qual jamais sairemos vivos?”

"Há pessoas que amam o poder e outras que tem o poder de amar”


Fonte: Marinete Barros - Jornal Alagoas em Tempo (Ano 5 / Edição 373 / 11 a 17/05/09)

domingo, 10 de maio de 2009

Feliz Dia das Mães!


Todas as vidas
(Cora Coralina)


Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé do borralho,
olhando pra o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo...


Vive dentro de mim
a lavadeira do Rio Vermelho,
Seu cheiro gostoso
d’água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde de são-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.

Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.


Vive dentro de mim
a mulher roceira.
– Enxerto da terra,
meio casmurra.
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos.
Seus vinte netos.


Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo alegre seu triste fado.


Todas as vidas dentro de mim:
Na minha vida –
a vida mera das obscuras.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Maceió realiza conferência para discutir igualdade racial


Nesta quinta-feira (7), acontece em Maceió, a I Conferência Metropolitana de Promoção da Igualdade Racial. A finalidade do encontro é discutir as diretrizes gerais da política municipal em defesa dos direitos de todas as etnias vulneráveis ao preconceito racial, social, cultural e religioso. O evento será realizado das 8h às 19h, no Centro de Formação dos Profissionais da Educação — no Cepa. A abertura terá a participação da secretária estadual da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, Wedna Miranda.

A Conferência Metropolitana irá finalizar as reuniões preparatórias para a II Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial, que será realizada também na capital, no dia 21 deste mês, pela Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos.

Durante a Conferência Metropolitana serão realizadas mesas temáticas com os seguintes assuntos: “Análise da Realidade Brasileira a partir da Política Nacional e Municipal de Promoção da Igualdade Racial”, ministrada pelo Dr. Alberto Jorge da OAB/AL; “Impacto das Políticas de Igualdade Racial Implementadas nos Municípios Alagoanos a partir dos Eixos Temáticos: Educação, Saúde, Trabalho, Segurança e Terra”, com a professora Maria Alba Correia da Silva.

Também irão fazer parte da programação os temas: “Compartilhamento da Agenda Nacional com o Plano de Ação de Durban”, com o professor Zezito de Araújo da Universidade Federal de Alagoas (Ufal); “Gestão Pública, Participação e Controle Social: Compartilhando o Poder de Decisão”, com a Drª Margarete Pereira Cavalcante da Ufal; e “Análise do Impacto das Políticas Implementadas, para além Fronteiras, com Destaque na área das Relações Internacionais para Protocolos Firmados com os Países do Continente Africano”, proferida pelo Mestrando em Sociologia, Wagner Gomes Bijagó, da Ufal.

A conferência é voltada ao público afrodescendente, praticantes de religiões de matriz africana, indígenas, quilombolas, ciganos, judeus, palestinos, juventude negra, gestores públicos, parlamentares, além de outros agentes de organizações da sociedade civil vinculadas à questão.

O papel do evento é reunir o poder público, sociedade civil, organizações não-governamentais e segmentos mais vulneráveis para definir propostas e ideias que servirão como base de discussão para a II Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial, que tem como tema central “Avanços e Desafios Étnico-Racial”.

Fonte: Viviane Chaves
Assessora de Imprensa -Secretaria da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos