domingo, 14 de agosto de 2011

Clara Nunes: uma das grandes referências na cultura afro-brasileira




Clara Francisca Gonçalves Pinheiro nasceu em 12 de agosto de 1942. Popularmente conhecida por Clara Nunes, era conhecedora das danças e das tradições afros e se converteu à Umbanda. Gravou 15 discos e levou nossa música para fora do país, cantando em Cuba, Estados Unidos, Japão, Portugal, França e no continente africano.

Foi a primeira cantora brasileira a vender mais de 100 mil cópias, derrubando um tabu segundo o qual mulheres não vendiam disco. Sua voz consagrou várias canções, como: “O mar serenou”, “Ijexá”, “Conto de Areia”, “Meu sapato já furou”, “Tristeza pé no chão”, “Morena de Angola”, “Tributo aos orixás”, “Canto das três raças”, etc. Devido a um choque anafilático durante cirurgia de varizes, ela morreu aos 41 anos, em 2 de abril de 1983 e seu corpo foi velado por mais de 50 mil pessoas na quadra da escola de samba Portela.

A cantora mineira Clara Nunes, foi uma das grandes intérpretes da Música Popular Brasileira e uma das mais expressivas representantes da cultura afro-brasileira. Mais uma vez será homenageada por uma escola de samba carioca, no próximo ano, ficará a cargo da Tuiuti que levará para Marquês de Sapucaí o enredo “A Tal Mineira”.

Outro importante momento, onde as pessoas conhecem um pouco mais sobre a trajetória da artista, acontece na cidade natal Caetanópolis (MG), durante o Festival Cultural Clara Nunes promovido pela Prefeitura Municipal, em parceria com a Casa de Cultura Clara Nunes, mantida pelos seus familiares. O evento encontra-se na sexta edição e até o dia 21 de agosto, terão várias atividades como: encontro de grupos de capoeira, exposição de artesanato, oficina de dança, lançamento de livros e shows artísticos.


Fonte: Coluna Axé - nº163 - Tribuna Independente (16.08.11)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Últimos dias para concorrer ao Prêmio Abdias Nascimento

Dia 19 de agosto é o último dia para as inscrições no Prêmio Jornalista Abdias Nascimento. Jornalistas de todo Brasil que tiveram reportagens publicadas entre 1º de janeiro de 2009 e 30 de abril de 2011 podem concorrer. Serão aceitos trabalhos publicados em rádios, jornais, revistas, televisão e internet. São R$ 35 mil distribuídos em sete categorias (Mídia Impressa, Televisão, Rádio, Internet, Mídia Alternativa ou Comunitária, Fotografia e a Categoria Especial de Gênero Jornalista Antonieta de Barros). O vencedor de cada categoria receberá a quantia de R$ 5 mil, conforme regulamento.
Só podem participar jornalistas e repórteres da imagem (repórteres fotográficos ou cinematográficos) que possuam registro profissional ou diploma em nível superior, cursado em instituição reconhecida pelo MEC. Quem tem o registro profissional emitido após 17/06/2009 deve encaminhar cópia do registro e cópia do diploma em nível superior cursado em instituição reconhecida pelo MEC. A exceção é para repórteres fotográficos e cinematográficos. Veja o regulamento disponível em www.premioabdiasnascimento.org.br
O Prêmio Jornalista Abdias Nascimento é uma iniciativa da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-Rio), vinculada Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ).  E conta com o apoio da Oi, da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e do Centro de Informações das Nações Unidas (ONU). O patrocínio é da Fundação Ford e Fundação W. K. Kellogg.
Façam suas inscrições!


Acompanhe o prêmio em nossas redes sociais:



Fonte: COJIRA/RJ

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Lei Maria da Penha


Neste domingo, 7 de agosto, completou-se cinco anos que a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) foi implantada no Brasil. Busca criar mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8o do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências.

Para a Organização das Nações Unidas é uma das três melhores do mundo nessa área, a lei constitui uma importante conquista na implementação da Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as mulheres e no combate à violência doméstica e é reconhecida por mais de 80% da população.

Trata-se de um marco histórico, também, fruto da luta do Movimento de Mulheres e tem contribuído para avanços expressivos: o número de processos baseados na lei já ultrapassa os 300 mil, beneficiando mais de 70 mil mulheres através de medidas de proteção. Segundo pesquisa da Fundação Perseu Abramo, a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas no Brasil.

Dentre as formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, estão: violência física (qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal); violência psicológica (cause dano emocional e diminuição da auto-estima, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação); violência sexual (conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição); violência patrimonial (configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos); e a violência moral (configure calúnia, difamação ou injúria).

Até agora, a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), do Governo Federal já se apoiou a criação de 104 equipamentos públicos em 60 municípios de 23 estados brasileiros. São espaços como Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Núcleos especializados de Atendimento à Mulher da Defensoria Pública e 34 Promotorias e Núcleos Especializados do Ministério Público. Outra importante ação foi a criação da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 – que desde abril de 2006 até junho deste ano, contabilizou 1.952,001 atendimentos. Desses, 434.734 registros se referem a informações sobre a Lei Maria da Penha (11.340/06), o que corresponde a 22,3% do total das ligações. Saiba mais nos site: www.sepm.gov.br.


Fonte: coluna Axé - nº162 - Tribuna Independente (09.08.10)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Estudantes negros são menos de 10% nas universidades federais



Pesquisa mostra também que 43% dos estudantes nessas instituições são das classes C, D e E


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Apesar de políticas afirmativas direcionadas para a população negra, esse público ainda é minoria nas universidades federais. Estudo lançado nesta quarta-feira (3) pela  Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) sobre o perfil dos estudantes de graduação mostra que 8,72% deles são negros. Os brancos são 53,9%, os pardos 32% e os indígenas menos de 1%.
 
Ainda que a participação dos negros nas federais seja pequena, houve um crescimento em relação à pesquisa anterior produzida pela Andifes em 2003, quando menos de 6% dos alunos eram negros. Isso significa um aumento de 47,7% na participação dessa população em universidades federais.
 
Para o presidente da associação, João Luiz Martins, a evolução é “tímida”. Ele defende a necessidade de políticas afirmativas mais agressivas para garantir a inclusão. “A universidade tem uma dívida enorme em relação a isso [inclusão de negros]. Há necessidade de ampliar essas ações porque o atendimento ainda é muito baixo”, avalia.
 
A entidade é contra uma legislação ou regra nacional que determine uma política comum para todas as instituições, como o projeto de lei que tramita no Senado e determina reserva de 50% das vagas para egressos de escolas públicas. “Cada um de nós tem uma política afirmativa mais adequada à nossa realidade. No Norte, por exemplo, a universidade precisa de uma política que tenha atenção aos indígenas. No Sul, o perfil já é outro e na Bahia outro”, explica Martins.
 
O estudo mostra que os alunos egressos de escolas públicas são 44,8% dos estudantes das universidades federais. Mais de 40% cursaram todo o ensino médio em escola privada. O reitor da Universidade Federal do Pará (Ufpa), Carlos Maneschy, explica que na instituição metade das vagas do vestibular é reservada para egressos da rede pública. Desse total, 40% são para estudantes negros. Ele acredita que nos próximos anos a universidade terá 20% de alunos da raça negra. “Antes, nem 5% eram de escola pública”, diz.
 
Divisão de classes
 
Cerca de 43% dos estudantes das universidades federais são das classes C, D e E. O percentual de alunos de baixa renda é maior nas instituições de ensino das regiões Norte (69%) e Nordeste (52%) e menor no Sul (33%). É o que mostra pesquisa divulgada nesta quarta.
Para a Andifes, o resultado do estudo, que teve como base 22 mil alunos de cursos presenciais, desmistifica a ideia de que a maioria dos estudantes das federais é de famílias ricas. Os dados mostram, entretanto, que o percentual de alunos das classes mais baixas permaneceu estável em relação a outras pesquisas feitas pela entidade em 1997 e 2003.
 
Segundo o presidente da Andifes, João Luiz Martins, as políticas afirmativas e a expansão das vagas nas federais mudaram consideravelmente o perfil do estudante. A associação avalia que se não houvesse as políticas afirmativas, o atendimento aos alunos de baixa renda nessas instituições teria diminuído no período.
 
Martins destaca que se forem considerados os estudantes com renda familiar até cinco salários mínimos (R$ 2.550), o percentual nesse grupo chega a 67%. Esse é o público que deveria ser atendido – em menor ou maior grau – por políticas de assistência estudantil. A entidade defende um aumento dos recursos para garantir a permanência do aluno de baixa renda na universidade. “Em uma família com renda até cinco salários mínimos, com três ou quatro dependentes, a fixação do estudante na universidade é um problema sério”, diz Martins, que é reitor da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).
 
O estudo identifica que 2,5% dos alunos moram em residência estudantil. Cerca de 15% são beneficiários de programas que custeiam total ou parcialmente a alimentação e um em cada dez recebe bolsa de permanência. 
 
Vânia Silva, 26 anos, ex-aluna do curso de pedagogia da Universidade de Brasília (UnB), contou, ao longo de toda a graduação, com bolsas e outros tipos de auxílio. No primeiro semestre, a ajuda era de R$ 130, insuficiente para os gastos com alimentação, transporte e materiais. Ela participou de projetos de pesquisa e extensão na universidade para aumentar o benefício e conseguiu moradia na Casa do Estudante. Mas viu colegas desistirem do curso porque não tinham condições de se manter.
 
“Para quem quer ter um bom desempenho acadêmico, o auxílio é muito pequeno. Esse dinheiro eu deveria gastar em livros ou em viagens para participar de encontros de pesquisadores, mas usava para custear minhas necessidades básicas”, conta. Hoje, ela é aluna de pós-graduação e a bolsa que recebe continua sendo insuficiente para os objetivos que pretende alcançar. “Já tive trabalhos inscritos até em congressos internacionais, mas com essa verba não dá para bancar uma viagem”, diz.
 
Os reitores destacam que a inclusão dos estudantes das famílias mais pobres não é a mesma em todos os cursos. Áreas mais concorridas como medicina, direito e as engenharias ainda recebem poucos alunos com esse perfil. Cerca de 12% das matrículas nas federais são trancadas pelos alunos e, para a associação, a evasão está relacionada em grande parte à questão financeira.
 
“Em outras partes do mundo, a preocupação do reitor é com a qualidade do ensino e com a pesquisa. Mas aqui, além de se preocupar com um bom ensino, ele também tem que se preocupar com a questão social”, compara Álvaro Prata, reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
 
Para 2012, a Andifes reivindicou ao Ministério da Educação (MEC) que dobre os recursos destinados à assistência estudantil. A previsão é que a verba seja ampliada dos atuais R$ 413 milhões para R$ 520 milhões, segundo a entidade. “Com a política de cotas e a expansão da UnB para as cidades satélites, houve um aumento muito grande da necessidade de políticas de assistência estudantil. Mas isso é secundário para o governo e a própria administração da universidade. Muitas vezes, eles acham que têm que trabalhar para ter mais sala de aula e laboratório, mas não há o restaurante universitário”, observa a representante do Diretório Central dos Estudantes da UnB, Mel Gallo.


Fonte: Agência Brasil
 

domingo, 7 de agosto de 2011

Nota Pública: 5 Anos da Lei Maria da Penha


Ao promulgar a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06), cinco anos atrás, o Estado brasileiro deu um passo fundamental em direção ao reconhecimento definitivo da violência contra as mulheres como uma questão de Direito e de Justiça. Esta Lei foi elaborada de forma inovadora e completa, respondendo aos compromissos assumidos pelo Brasil através da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção de Belém do Pará.

A Lei Maria da Penha marca o fim da impunidade dos agressores, quase vista como natural, e o início de uma mudança profunda na forma como a violência contra as mulheres era abordada e tratada pelo Estado e pela sociedade. Uma prova disto é a ampla disseminação da existência da Lei, hoje reconhecida por mais de 80% da população.

Maria da Penha teve sua vida quase eliminada pelo seu agressor, sem que ela tivesse a quem recorrer, pois o Estado agia pela lógica da naturalização da violência. No entanto, graças à sua determinação de não aceitar a impunidade, decidiu recorrer a uma instância internacional. Hoje, a Lei que leva seu nome garante às mulheres aquilo que lhe faltou no passado.

Ressaltamos o intenso trabalho de divulgação da Lei Maria da Penha, realizado nos últimos cinco anos pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, pelas instâncias estaduais e municipais e pelos movimentos organizados de mulheres, com o apoio de setores sensíveis da mídia, empresas privadas, entidades de classe da área jurídica e agências de cooperação internacional. O Pacto Nacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres é um exemplo de mecanismo que compromete Estados e Municípios com a implementação de medidas concretas.

Reconhecemos o caráter estratégico da ampliação e fortalecimento da rede de atendimento às mulheres em situação de violência no Brasil e do aumento dos investimentos em políticas públicas focadas na autonomia das mulheres. Trata-se de um esforço vinculado ao alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e ao trabalho global das Nações Unidas pela eliminação da violência contra as mulheres e meninas.


Dra. Rebecca Reichmann Tavares
Representante da ONU Mulheres para o Brasil e Cone Sul



Hotéis sul-africanos às moscas um ano após a Copa do Mundo


Setor de turismo investiu em melhorias, mas os visitantes não voltaram após o mundial


AFP

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Por falta de frequentadores, os hotéis sul-africanos estão tendo problemas para enfrentar a temporada de inverno, um ano após o país a Copa do Mundo sediada pelo país, evento para o qual muitos estabelecimentos fizeram importantes investimentos. A taxa de ocupação do Conselho da Indústria Turística da África do Sul (TBCSA, na sigla em inglês), a TBI, estava em 74,5% no segundo trimestre do ano. A previsão era de 94%. "O último índice TBI confirma o que observamos no dia a dia", lamenta Mmatsatsi Marobe, diretora-geral da TBCSA.
Enquanto muitos hotéis baixaram os preços para tentar contornar a situação - especialmente na Cidade do Cabo, capital turística que está vazia neste inverno - um dos grandes hotéis de Johannesburgo recentemente anunciou que fechará as portas no final de agosto. "O hotel sofreu uma drástica redução no número de turistas, tanto estrangeiros quanto locais. A queda foi ainda maior em relação aos visitantes a negócios", revela o grupo Hyprop, propietário do Grace Hotel. Entre as causas ele destaca principalmente "as pressões contínuas da recessão mundial, que afeta negativamente a indústria do turismo sul-africano".
"Pensávamos que após o Mundial (que aconteceu de junho a julho de 2010) teríamos um aumento no número de turistas. Mas as dificuldades econômicas continuam, não temos tantos turistas como esperávamos", explica Marobe. "Os estrangeiros não visitam o país e os empresários locais tomam o último avião antes de passar a noite em um hotel", analisou Marobe, destacando que os estabelecimentos mais modestos também são vítimas da tendência.
Marobe afirma ainda que a a situação se agravou porque para o Mundial foi ampliada a oferta hoteleira no país, aumentando a concorrência. De acordo com um estudo de um escritório especializado, a capacidade hoteleira aumentou em 17,4% entre 2007 e 2010 na África do Sul, com 28,5% para os de cinco estrelas e 19,7% para os de quatro. Os hotéis também tiveram que enfrentar nos últimos meses um aumento nos gastos devido aos salários de seus funcionários, na eletricidade e nos impostos municipais.
A previsão não aponta números para 2011, mas as perspectivas do turismo, que representa 8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, não são muito positivas, ainda que o ministro do Turismo, Marthinus Van Schalwyk, se mostre otimista. "Temos como objetivo aumentar o número de visitantes estrangeiros. Em 2009 foram sete milhões e esperamos que em 2020 chegue a 15 milhões", observou Van Schalwyk em uma recente coletiva de imprensa na Cidade do Cabo.
Ele acredita ainda que até o final desse ano cerca de 18 milhões de sul-africanos escolham viajar pelo país. Em 2009 este número foi de 14,6 milhões. O Governo espera que o setor de turismo arrecade 499 bilhões de rands por ano (51 bilhões de euros) para a economia do país. Caso este valor seja alcançado, ele irá gerar 225 mil empregos no setor.
Van Schalwyk pretende sobretudo fortalecer o turismo de negócios, um setor que em sua opinião é muito importante para combater os problemas da sazonalidade, que geralmente marca o turismo de lazer no país. Outras alternativas apontam para a diversificação, a promoção do turismo desportivo, ecológico e gastronômico: a Cidade do Cabo, por exemplo, tem previsto para setembro de 2012 o primeiro salão dedicado ao turismo do vinho.

Fonte: ISTOÉ Online 

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Curso: gênero, raça e etnia


Jornalistas profissionais (repórteres, produtores, pauteiros, redatores, editores, fotógrafos, repórteres cinematográficos de veículos impresso, on-line e eletrônicos), além de estudantes de Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo a partir do 6º período, podem se inscrever até amanhã (03.08), no curso de Gênero, Raça e Etnia.

A atividade é gratuita, terá certificado e acontecerá em oito cidades: Belém (PA), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Em Maceió será nos dias 22 e 23 de agosto, das 18h às 22h, no auditório da Faculdade de Educação e Comunicação do Centro Universitário Cesmac localizado na Rua Angelo Neto, no bairro do Farol.

A iniciativa faz parte da cooperação estabelecida entre a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e a ONU Mulheres – entidade das Nações Unidas para Igualdade de Gênero e o empoderamento das mulheres – celebrada no 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, para o pleno cumprimento dos princípios dos direitos humanos e marcos internacionais referentes ao gênero, raça e etnia no Brasil, além de ser um marco importante no Ano Internacional das e dos Afrodescendentes.

Tem o apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e da Secretaria de Políticas para as Mulheres, conta com a assessoria técnica e financeira do Programa Regional de Incorporação das Dimensões de Gênero, Raça e Etnia nos Programas de Combate à Pobreza da Bolívia, Brasil, Guatemala e Paraguai e do Programa Interagencial de Gênero, Raça e Etnia do Sistema ONU no Brasil, e é financiado pelo Fundo para o Alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Os interessados devem procurar imediatamente o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Alagoas (Sindjornal), pois são apenas 50 vagas: sindjornal@uol.com.br / 3326-9168. Acompanhe outras informações no blog www.generoracaetniaparajornalistas.wordpress.com e nas redes sociais: twitter.com/grejornalistas e facebook.com/grejornalistas.


Fonte: Coluna Axé - nº161 - Jornal Tribuna Independente (02.08.11)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Roberta Rodrigues vai para a final do Dança dos Famosos


A atriz e cantora Roberta Rodrigues superou seus limites ao lado do coreógrafo Carlos Fernandes no quadro Dança dos Famosos no programa Domingão do Faustão no último domingo (31.07). Ela é a única mulher na final e conquistou o primeiro lugar na classificação geral com a média de 38,6. 

A apresentação arrancou aplausos de toda a plateia e deixou os jurados impressionados. Roberta Rodrigues e Carlos Fernandes ficaram ansiosos para saber o que os jurados acharam da apresentação de dança de rua.

“A Roberta é a minha preferida. Ela dança bem todos os ritmos”, elogiou José Simão. “Emociona muito. É importante ter uma mulher na final. Tem muita pouca mulher dançando dança de rua”, disse. A nota dele foi 10.

Emocionada, Sheron Menezes falou da superação de Roberta. “Ela se superou. É difícil”, disse a atriz. A nota da atriz foi 10.

“Você arrasou! A música é sensacional, e vocês mandaram bem”, contou Flávia Alessandra. A avaliação foi máxima: 10.

Edson Guiu também se impressionou com a apresentação. “Você assumiu a bronca. Dança é sensação, e o que fez todos sentiram. A minha nota é 10″, definiu.

“Normalmente dizem que o homem tem o físico para a dança de rua, mas você tem uma energia que poucas mulheres têm”, comentou Carlota Portella. A nota da professora foi 10, também ‘com louvor’.


Fonte: Domingão do Faustão/Rede Globo

Ciclista italiano é expulso do Tour do Rio após ofensa racista a brasileiro


Marco Coledan teria chamado Renato Santos, o Centenário, de ‘negro sujo'




Por Ana Carolina FontesRio de Janeiro



Um bate-boca entre um italiano e um brasileiro no sábado terminou em expulsão no Tour do Rio de ciclismo. O italiano Marco Coledan, da equipe Trevidiani, foi acusado de fazer insultos racistas contra o brasileiro Renato Santos, o Centenário, que corre pela DataRo. Durante uma discussão na etapa Teresópolis-Rio das Ostras, Coledan teria chamado Renato de “negro sujo". A organização do evento decidiu excluir o italiano da disputa.
Murilo Ferraz, que também é da DataRo, morou na Itália durante oito meses e entendeu a ofensa proferida por Coledan. Ele contou para Renato Santos, e a equipe levou a reclamação à organização do Tour, que termina neste domingo.
- Isso é inadmissível. A briga pode acontecer com qualquer um, mas não com palavras racistas. O Coledan me ofendeu com palavras racistas, falou “nero” e uma outra palavra que eu não consegui entender, e o Murilo me contou que era algo como “negro sujo”. Denunciei aos comissários, e isso desfez a equipe principal deles. Não vou levar o caso à polícia. O fato de ele não estar competindo já é uma punição – afirmou Renato.
Técnico de Coledan na Trevidiani, Mirko Rossato minimizou a discussão:
- Houve uma briga como em qualquer outra corrida. Na Itália essa situação é comum, mas foi uma decisão da organização, e a gente aceita. Renato ofendeu o Marco, e o Marco respondeu com uma palavra que na Itália não tem o menor significado racista – disse Rossato, sem entrar em detalhes sobre qual palavra foi usada.
Murilo Ferraz discorda de Rossato e garante que houve racismo.
- Foi racismo mesmo. Na Itália existe rivalidade, um esbarra no outro durante a prova, mas não a ponto de xingar e magoar outro ciclista – afirmou.

Fonte: G1

Últimos dias para inscrição no curso de Gênero, Raça e Etnia para jornalistas


Jornalistas profissionais e estudantes de jornalismo a partir do 6º período podem se inscrever até quarta-feira (3), no curso de Gênero, Raça e Etnia para jornalistas, realizado pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e a ONU Mulheres – entidade das Nações Unidas para Igualdade de Gênero e o empoderamento das mulheres. Os interessados devem procurar o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Alagoas.

O curso é gratuito, tem certificação da FENAJ e da ONU Mulheres e vai acontecer em oito cidades: Belém (PA), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Em Maceió, o curso será realizado no auditório da Faculdade de Educação e Comunicação do Cesmac, na Rua Angelo Neto – Farol, nos dias 22 e 23 de agosto, das 18h às 22hs.

Segundo a coordenação do curso, cada localidade terá o total de 50 vagas a serem preenchidas por jornalistas, repórteres, produtores, pauteiros, redatores, editores, fo tógrafos, repórteres cinematográficos de veículos impresso, on-line e eletrônicos, além de estudantes de Jornalismo a partir do 6º período.

Consultora - O curso será ministrado por Cleidiana Ramos, jornalista e mestre em Estudos Étnicos e Africanos pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH) da Ufba. Atualmente, trabalha como repórter especial do jornal A Tarde, sediado em Salvador, Bahia, onde realiza cobertura especializada em temas ligados a identidade negra, cultura afro-brasileira e religiosidade.

A consultora é também blogger do Mundo Afro, blog especializado em temas relacionados a identidade negra, cultura afro-brasileira e religiosidade, hospedado no Portal A Tarde Online do Grupo A Tarde.

Programa - O programa está baseado em dois módulos e duas atividades pedagógicas: Gênero, Raça e Etnia em Sociedade; Jornalismo, Ética e Diversidade; Leitura Crítica da Mídia; e Experiências e Trajetórias Locais: Identificando Novas Fontes. O curso tem como objetivo preparar jornalistas, profissionais da imprensa e estudantes de Jornalismo para a cobertura de pautas relacionadas a gênero, raça e etnia.

A iniciativa faz parte da cooperação estabelecida entre a FENAJ e a ONU Mulheres, celebrada no 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, para o pleno cumprimento dos princípios dos direitos humanos e marcos internacionais referentes ao gênero, raça e etnia no Brasil e no mundo à luz da liberdade de imprensa. Conta com o apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

O curso é desenvolvido com assessoria técnica e financeira do Programa Regional de Incorporação das Dimensões de Gênero, Raça e Etnia nos Programas de Combate à Pobreza da Bolívia, Brasil, Guatemala e Paraguai e do Programa Interagencial de Gênero, Raça e Etnia do Sistema ONU no Brasil, financiado pelo Fundo para o Alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O curso ocorre no âmbito das atividades do Ano Internacional das e dos Afrodescendentes, estabelecido pelas Nações Unidas, e da Campanha d o Secretário-Geral da ONU “Brasil: Una-se pelo fim da violência contra as mulheres”.


Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas
Inscrições: 20/7 a 3/8/2011.
Informações em Maceió: Sindjornal (82) 3326-9168
Investimento: gratuito, com certificado de 8h/aula emitido pela FENAJ e ONU Mulheres.
Período do curso em Maceió: 22 e 23/08 /2011.
Informações: generoracaetniaparajornalistas.wordpress.com | grejornalistas@gmail.com
Participe das redes sociais do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas: twitter.com/grejornalistas e facebook.com/grejornalistas