segunda-feira, 22 de junho de 2009

Toni Garrido: Recomeço em família

O ex-vocalista do Cidade Negra volta à música em CD solo e conta com o apoio da mulher e das filhas nessa nova empreitada



A família Garrido está em festa. O homem da casa, o cantor e ator Toni Garrido, 41 anos, comemora com a esposa, Regina Coelho, 39, e as filhas, Vitória, 13, e Isadora, 6, o lançamento de seu primeiro CD solo, Todo Meu Canto. Após 14 anos como vocalista da banda Cidade Negra, o músico está animado em se arriscar nesse novo caminho. ''Estou reiniciando a minha vida, é um álbum de black music que tem um repertório pacífico e feliz. O grande desafio é ter trabalhado em grupo tanto tempo e, nessa idade, seguir um novo rumo'', declara.

O nome do álbum é uma homenagem ao colega de profissão Tony Tornado, 79. '''Todo o meu canto sai do meu coração' é um verso da música Me Libertei, que ouvi aos 4 anos de idade e acordei para a música imitando o Tony. Essa frase diz tudo!'', explica Toni, que garante não ter mágoa de sua antiga banda. ''Tenho gratidão pelo que construí lá. O Cidade Negra continua e cabe a mim, agora, criar o meu legado'', define.

Após 12 discos com o grupo, Toni não nega que a vendagem de seu CD solo o preocupa. ''Dá ansiedade, porque, além da música ser um fator de realização pessoal, é a minha maior fonte de renda, ambas fundamentais para a minha felicidade'', conta.


Ator de musical


Para o cantor não há situação mais confortável do que estar em um palco. ''O segundo lugar, na TV. É um jogo de pergunta e resposta, de ação, gosto muito desse encaixe. Se for apresentando, eu me sinto mais à vontade ainda. Atuar também é uma grande curtição!'', fala Garrido, que já trabalhou como ator em filmes e na novela Caminhos do Coração, da Record, mas confessa ter um certo medo do teatro aliado ao desejo de atuar em um musical. ''Sinto que o teatro musical está me esperando para um grande encontro. Se juntar tudo o que já fiz, verá que tenho perfil de um ator de musical'', aposta. Mas com os Garrido o bem-estar já está garantido. ''Montamos um 'lego' muito encaixadinho que é simples: o que acontece na rua não entra em casa, onde estão nossa família e poucos amigos. Combinamos que nosso universo seria assim e o blindamos contra os aborrecimentos externos'', explica Toni Garrido.

O cantor está casado há 22 anos com Regina, que também atua como sua personal stylist. ''Entro em casa e é tudo tão gostoso... Encontro as crianças zoando e a minha mulher sempre de bom humor, um montão de gente para dar amor'', completa ele durante um passeio pela Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, onde mora. A declaração de Vitória só confirma esse clima de harmonia. ''Meu pai é meu amigo e está sempre por perto. Sua vida de artista não o impede de participar de reuniões da escola e de se interessar por mim. Também adoro o trabalho dele'', fala a filha mais velha.


Lei familiar


É claro que uma vez ou outra Toni se aborrece em casa. ''Mas aí são com coisas do dia a dia, a educação das meninas, problemas adolescentes e do casamento, mas fica tudo resolvido dentro daquele núcleo'', declara, revelando em seguida a primeira lei da família. ''Acordou? Então saia da cama e vai beijar alguém. Vai sair? Não se sai de casa sem se despedir. Temos esse vínculo meio colante de abraço e beijo que é o que move o lar.''

Louco pelas filhas, o músico garante que não é ciumento, mas, sim, protetor. ''As mulheres têm de entender que homens entendem de homens. Se me pronuncio é porque quero evitar que elas sejam cobaias como as que encontrei durante a vida. É uma afirmação dura e machista, mas um pai tem de pensar nisso. Se ele não cuida da filha, ela pode ser uma menina de testes. Quero que elas comandem, essa é a educação que dou. E nunca dependam dos outros para definir o que querem'', finaliza.


Fonte: Fernanda Laskier - www.contigo.abril.uol.com.br

domingo, 21 de junho de 2009

Jogadores e mídia abrem guerra contra barulho das cornetas vuvuzelas


No meio dos debates mais relevantes que cercam a organização da Copa do Mundo do próximo ano, a África do Sul se vê obrigada a discutir durante os testes para o evento na Copa das Confederações uma polêmica mais trivial e inesperada. As cornetas vuvuzelas, que fazem parte da cultura do futebol do país, têm gerado discórdia entre alguns setores do esporte presentes ao torneio.

Enquanto que questões como funcionalidade de estádios e estrutura das cidades têm cada vez mais aprovação da crítica internacional presente à África do Sul para a disputa da Copa das Confederações, para alívio da organização, agora o som das vuvuzelas toma lugar das mesas de debate, incluindo até as oficiais dentro do protocolo da Fifa.

As vuvuzelas são cornetas coloridas, parecidas com as usadas em estádios do Brasil, mas que emitem sons diversos, alguns deles com origem tribal. Elas são manias nas arenas de futebol sul-africanas há um bom tempo e estão presentes em grande número nos jogos da Copa das Confederações, para alguns enriquecendo a atmosfera do espetáculo, para outros atrapalhando o trabalho de atletas e organização.

Jornalistas de Estados Unidos e Holanda, que cobrem o torneio na África do Sul, formalizaram protesto contra as vuvuzelas, pedindo que elas sejam excluídas das arquibancadas para a próxima Copa do Mundo.

A onda crítica às tradicionais cornetas sul-africanas ganhou o apoio de peso de um atleta envolvido na competição. "Não gosto dessas cornetas. A Fifa deveria banir essas coisas. Elas não chegam a tirar sua concentração, mas não é agradável jogar com um barulho desses", declarou o volante espanhol Xabi Alonso na quarta-feira.

Até os brasileiros reclamaram das cornetas sul-africanas. "Atrapalha. Era melhor se fosse um sambinha", disse Robinho. "Não dá para escutar o Dunga, só o jogador que está mais próximo dele escuta", conta Miranda.

Na quinta-feira, a polêmica ganhou as capas dos principais jornais do país, e o tema acabou levado a um encontro entre imprensa e o presidente da Fifa, Joseph Blatter. Questionado sobre as vuvuzelas, o dirigente disse que a entidade não tem planos de banir as cornetas, mas admitiu que elas são "barulhentas".

"Há muitos sons na África do Sul. Já disse e vou repetir. Aqui as pessoas cantam, dançam, tocam tambores, usam batuques e usam essas cornetas. Sei que algumas pessoas não gostam desse barulho. Alguns canais de televisão têm criticado esse som dizendo que atrapalha, mas não será a Fifa que irá proibir esse barulho nos estádios. Os treinadores e jogadores devem se adaptar", sentenciou Blatter.

"Essa é uma pergunta que está sendo colocada, se as pessoas podem bater umas nas outras com a vuvuzela. Sei que o Comitê Organizador está discutindo o tema, mas não vou dizer que a partir de agora seu uso será proibido. Seria uma interferência nos direitos pessoais", emendou o presidente da Fifa, sobre uma outra face da polêmica.

Entre os fãs sul-africanos, a expectativa é de que o detalhe da cultura do futebol local não fique de fora do Mundial do próximo ano. "A vuvuzela é a alma do torcedor de futebol da África do Sul. Não podem tirar ela dos estádios", diz o torcedor Mokaba Thekeli, em Pretoria para ver um dos jogos do Brasil no torneio, antes de soprar com força sua corneta bem diante dos visitantes estrangeiros.


Fonte: UOL Esporte
Alexandre Sinato e Bruno Freitas - Em Pretoria (África do Sul)

Conheça as top models negras do Brasil de sucesso no exterior

Requisitada, Gracie Carvalho desfilará para 23 marcas na SPFW. Emanuela de Paula é uma das musas da grife Victoria’s Secret.



Elas não tiveram a sorte de serem descobertas aos 14 anos, quando passeavam no shopping center - história comum contada pelas top models. E também não dependem de políticas de cotas para brilhar na passarela. Emanuela de Paula, Gracie Carvalho, Ana Bela e Samira Carvalho são negras e atualmente integram o time das supermodelos brasileiras de sucesso internacional.

Na São Paulo Fashion Week, que começa nesta quarta-feira (17), Graciele Carvalho, a Gracie, é uma das modelos mais requisitadas da temporada. A campineira de 19 anos estará na passarela de 23 das 39 grifes que apresentarão suas coleções do verão 2010.

“No último Fashion Rio desfilei para 20 estilistas. Sou maratonista de semana de moda”, brinca a top, que atualmente mora em Nova York e acumula trabalhos importantes como as campanhas das marcas GAP e Donna Karan.

Filha de uma cozinheira e de um mestre de obras, caçula de 17 irmãos, Gracie batalhou para entrar no mundo fashion. Aos 15, foi finalista de um concurso de beleza no interior paulista e, empolgada com o resultado, veio para a capital procurar uma agência de modelos.

“Comecei a desfilar aos poucos e há dois anos apareceram convites para trabalhar fora. Tive que largar o colégio, mas não senti falta. Nunca fui muito amiga dos livros”, confessa a bela. “Saudade sinto mesmo é das aulas de jazz. Por causa das viagens, não tenho mais tempo para curso de dança”.

Gracie considera positiva a promessa da SPFW em incentivar as marcas a contratar 10% de modelos afro-descendentes. “Vai ser legal ver mais garotas negras nos desfiles. Isso vai ajudar muitas meninas em começo de carreira”, opina a moça, que também faz ressalvas. “O chato é que pode rolar um desconforto, os estilistas se sentindo obrigados a escalar as negras...”.


Baby angel


A 'baby angel' Emanuela de Paula. (Foto: Divulgação)



Opinião semelhante tem a top pernambucana Emanuela de Paula. “Acredito que essa medida vai mudar um pouco a cabeça das pessoas. O Brasil é um país de tantas misturas, isso tem que aparecer na passarela”, avalia a modelo. “Espero que no futuro, os estilistas coloquem mais negras em seus desfiles por vontade própria”.

Aos 20 anos, Emanuela tem um dos contratos mais rentáveis do mundo da moda: é um dos “anjos” da grife de lingerie Victoria’s Secret. Caçula no seleto grupo formado por musas como Alessandra Ambrosio, Adriana Lima e Karolina Kurkova, a pernambucana é conhecida como “baby angel”.

“No começo foi meio difícil. Eu tinha vergonha de fotografar só de calcinha e sutiã”, relembra. “Mas depois fiquei confiante. O clima nas sessões é alegre e as outras ‘angels’ me receberam de braços abertos”.

Nascida em Cabo de Santo Agostinho, Emanuela faz cursos de modelo desde os 10 anos, quando foi eleita “Miss Pernambuco infantil”. Aos 15, quando desfilava para uma marca em um shopping de Recife, foi vista por Paulo Borges, o criador da SPFW. “Ele me indicou para uma agência de modelos em São Paulo e fui aceita”.

Se Borges foi o “padrinho” no mercado brasileiro, no internacional Emanuela teve outra ajuda poderosa: a de Anna Wintour. Em 2006, a editora da revista Vogue americana declarou que a brasileira era “a modelo da temporada”. O suficiente para torná-la modelos das mais procuradas.

Por conta dos trabalhos no exterior, a top não participa do calendário nacional de desfiles este ano.


Politizada


Ana Bela é estrela de marcas de maquiagem famosas. (Foto: Divulgação)


Quem andava sumida da passarela da SPFW por conta dos compromissos internacionais era a paulistana Ana Bela, de 24. Nesta edição do evento, a top fez questão de marcar presença nos desfiles.

“Adorei essa medida de apoio às modelos negras. Quero ser mais uma delas nesta temporada”, comemora a top, que estará no desfiles da Ellus, Reinaldo Lourenço, Glória Coelho e Huis Clos. “Este mês era para eu tirar férias, mas fiz questão de estar aqui, participando desse momento histórico”.

Os traços africanos fortes, como os lábios carnudos e o sorriso marcante, fizeram de Ana Bela uma estrela de marcas de maquiagem. No Brasil, ela estreou como garota-propaganda da grife Contém 1 Grama e no exterior fez as campanhas da Revlon, M.A.C. e Bobbi Brown.

“Não sei, acho que me acham uma ‘nega’ bonitinha”, diz a modelo, aos risos. “No início desfilava bastante. Hoje prefiro fazer mais fotos e comerciais, que dão mais grana”.


Ana Bela garante que nunca foi vítima de preconceito, nem perdeu trabalhos por conta de sua raça. “A única mudança que fiz foi no meu cabelo, que era bem ‘black’ e dava um baita trabalho para os cabeleireiros nos camarins. Eu mesma tomei a iniciativa de fazer um amaciamento”.


Estreia com Gisele



Samira Carvalho já desfilou na semana de alta-costura de Paris. (Foto: Divulgação)



Outra representante das top models negras nesta SPFW é Samira Carvalho, de 20. Há três anos, a paulista de Piracicaba venceu um concurso de beleza promovido pela revista “Raça Brasil” e de lá não parou mais.


Além de campanhas para grifes nacionais como Osklen, Cavalera e Melissa, Samira já tem currículo de veterana na moda internacional. Em 2007, ela abriu e fechou o desfile da estilista belga Diane Von Furstenberg e participou da temporada de mais importante do mundo fashion: a semana de alta-costura de Paris.

“Nos primeiros anos, fazia mais comerciais de TV. Quando fui contratada pela agência Ford Models, eles direcionaram minha carreira para o fashion”, explica a moça.
Nesta edição da semana de moda paulistana, Samira desfilará para 13 estilistas. “Adoro trabalhar no Brasil. Mato a saudade da minha família e dos amigos”, conta a modelo, que atualmente não tem endereço fixo: passa temporadas em Nova York, Paris e Milão, conforme o fluxo de trabalhos.

A estreia nas passarelas aconteceu em grande estilo. “Desfilei junto com a Gisele pela Zoomp, na SPFW. Você não imagina o quanto eu fiquei emocionada!”.

Apesar da admiração pela übermodel brasileira, Samira revela que se espelha em outra estrela da moda. “A Naomi Campbell é meu referencial maior, claro. Negra, linda e top”.


Fonte: G1 - Dolores Orosco

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Desfile-protesto por negros na moda dá início ao SPFW


Paralelamente ao desfile da Osklen, que abriu a programação oficial desta 27ª edição do São Paulo Fashion Week, um grupo de cerca de 25 modelos realizou um desfile-protesto contra a falta de modelos negros nas passarelas do evento, em frente à entrada da Bienal, onde acontecem os desfiles do calendário.

O evento foi organizado pela ONG Educafro (Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes), com o objetivo de mostrar não apenas o trabalho de modelos negros como também de marcas de roupa e cosméticos. “A diversidade é um dom de Deus Não temos como fazer desfiles aqui como se fosse na Suécia”, disse o representante do grupo Frei David.


Além do desfile-protesto, a Educafro está organizando a primeira semana de moda voltada para o público e profissionais afrodescendentes. “A primeira Fashion Black vai acontecer em outubro, ainda estamos estudando os locais”, falou o organizador André de Souza. “Também estamos montando uma agência de modelos que vai ser lançada no evento”.

Entre as modelos que desfilaram para o grupo estavam Laís Borges, 21, e Jacqueline Pessoa Ferreira, 21. Ambas são contra a existência de uma cota para modelos negros no São Paulo Fashion Week, como aconteceu nesta temporada, em que 10% do casting de cada desfile deverá contemplar a etnia. “Na real, não tinha que ter cota, tinha que ser igual”, disse Laís. “Nada disso seria necessário se fosse igual para brancos e negros. Já que não existe espaço, tem que ter a cota... mas não 10%. Não somos 10% da população”, completou Jacqueline.



Antes da “apresentação de guerrilha”, o Frei David reclamava com o grupo de modelos e organizadores da Educafro. “Foi um golpe baixo que eles fizeram. Contrataram quatro modelos que fazem desfile internacional para desfilar 20, 30 vezes e atingir a cota”, disse ele.

Esta agenda atribulada das modelos, no entanto, é comum durante as semanas de moda. Brancas, negras ou orientais, as meninas estão acostumadas à correria de um desfile para o outro ao longo de cada dia do evento.


Fonte: Fernanda Schimidt/UOL

Infecção vaginal é associada à falta de vitamina D


O distúrbio é tratável com antibióticos, mas pode levar a partos prematuros e é uma importante causa de mortalidade infantil



A vaginose bacteriana é a infecção da vagina mais comum em mulheres em idade reprodutiva. Um novo estudo descobriu que ela está associada a uma deficiência de vitamina D. O distúrbio é tratável com antibióticos, mas pode levar a partos prematuros e é uma importante causa de mortalidade infantil.

A análise, publicada na edição de junho do The Journal of Nutrition, examinou 209 mulheres grávidas brancas e 260 negras, numa clínica de Pittsburgh. Foi descoberto que mais da metade das mulheres tinham níveis de vitamina D abaixo dos 37 nanomols por litro. Um resultado de 80 é geralmente considerado adequado.

Depois de controlar outros fatores, um nível de vitamina D de 50 ou menos esteve associado a um aumento de 26% na probabilidade de vaginose bacteriana. Um resultado de menos de 20 esteve associado a um aumento do risco de 65%. Cerca de 52% das mulheres negras tinham vaginose bacteriana, em comparação a 27% das mulheres brancas. As mulheres negras tiveram três vezes mais probabilidade de apresentar deficiência de vitamina D, possivelmente porque a pele mais escura evita a síntese adequada da vitamina.

A principal autora do estudo, Lisa M. Bodnar, professora assistente de epidemiologia da Universidade de Pittsburgh, afirmou que o estudo não significa que as mulheres devam "correr em busca de megadosagens de vitamina D".

"Se as mulheres têm preocupações com seus níveis de vitamina D", continuou, "elas devem conversar com seus médicos sobre se os suplementos são apropriados".


Fonte: UOL

Futebol e festa africana


Por: Helciane Angélica - jornalista e integrante da Cojira-AL


A população da África do Sul que é fanática por futebol está em estado de graça com a realização da Copa das Confederações, que servirá de subsídio para a Copa do Mundo de 2010, e também de avaliação quanto à infraestrutura. Pela primeira vez a competição mundial acontecerá no continente africano e promete ser um sucesso, não pelo fato de concentrar os melhores jogadores naquela região e a garantia de visualizar lances incríveis, mas também pela alegria contagiante que é apresentada nas arquibancadas. A torcida africana chama atenção em qualquer lugar, pelas vestimentas, coreografias contagiantes, barulho e o constante sorriso no rosto.


Lembrete:
Nesta quinta-feira (18) às 11h, horário de Brasília, o Brasil jogará contra os Estados Unidos.

Segurança Pública


Por: Helciane Angélica - jornalista e integrante da Cojira-AL


Acontece até quarta-feira (17) a Conferência Estadual de Segurança Pública no Centro de Cultura e Convenções de Maceió, no Jaraguá. O objetivo é definir os princípios e as diretrizes que possam contribuir para uma política nacional de segurança pública, ou seja, consolidar a implantação de um modelo único em todo o país sobre o setor.

Pela primeira vez, conta com a participação de diversos segmentos da sociedade civil: organizações não-governamentais, sindicatos, centros comunitários, movimentos sociais, etc. A discussão será ampla e rica, e com certeza o recorte étnicorracial estará presente, destacando-se na avaliação crítica sobre as abordagens policiais; o genocídio da juventude negra nas grandes cidades, provocados pela violência e o tráfico de drogas; além da falta de assistência quanto a segurança nas comunidades remanescentes de quilombo.

É extremamente importante a presença da sociedade, principalmente, nas conferências livres que serão intensificadas nas periferias. Todas as propostas aprovadas serão encaminhadas para a Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg), que acontecerá em Brasília, entre os dias 27 e 30 de agosto. Mais informações no site: www.conseg.gov.br.



Comentário publicado na 57ª edição da Coluna Axé no jornal Tribuna Independente (16.06.09)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Músico caboverdiano se apresenta em Maceió

Manuel di Candinho dá continuidade a projeto de intercâmbio musical entre Alagoas e Cabo Verde

Após o show do caboverdiano Mário Lúcio, que iniciou o intercâmbio com músicos de Alagoas, onde Naldinho e outros músicos alagoanos fizeram uma turnê em Cabo Verde, em 2008, chegou a vez de Manuel di Candinho apresentar-se em Maceió.

O show, que terá a participação dos músicos alagoanos Wilson Miranda, Félix Baigon e Flávio Henrique (músico caboverdeano) será nesta quinta-feira (18) no Teatro de Arena Sérgio Cardoso, a partir das 20h, com entrada gratuita.

Esse evento conta com o apoio do governo de Cabo Verde, Sescoop (Serviço Social das Cooperativas, Diteal (Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas), IZP (Instituto Zumbi dos Palmares de Rádio e Televisão), Bella Gula, Mestre Cuca, Mandala, Operant, Armazém Guimarães, Brebal Sonorização e estúdio Concha Acústica.


O artista


Manuel de Candinho nasceu na ilha de Santiago em Cabo Verde. Ele ingressou na primeira banda musical em 1977, em 1982 emigrou para Portugal onde trabalhou com muitos artistas caboverdeanos, angolanos, moçambicanos e portugueses. Ali começou também a fazer trabalhos de stúdio orquestrando para discos. Trabalhou como músico privativo numa das maiores discotecas de Lisboa.

Em 1985, foi convidado a liderar uma banda na Holanda, onde fixou a sua residência até agora. Na Holanda, estudou piano na área de latin jazz e começou a trabalhar dirigindo a banda para todos os tops cantores de Cabo Verde e da Holanda. Já participou de vários festivais na Europa, na África e na América do Norte.

Manuel de Candinho é considerado um dos maiores violonista caboverdeanos da atualidade. O seu atual trabalho discográfico chama-se "ALMA E SOM", um CD instrumental muito criticado positivamente.


Fonte: Keyler Simões - Agência Alagoas

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Projeto Raízes de Áfricas discute Segurança Cidadã para a população negra

O Projeto Raízes de Áfricas (ONG Maria Mariá), membro-representante do movimento negro na Comissão Organizadora da Conferência de Segurança Pública- COE/AL, participa nesta terça-feira (16/06) até sábado (20/06) do Curso Convivência e Segurança Cidadã, que acontecerá no Resort Starfish Ilha de Santa Luzia , Sítio Tingui, s/n, Praia do Costa – Ilha de Santa Luzia, Barra dos Coqueiros, Sergipe.

O Curso gira em torno do enfoque integral do tema da Convivência e Segurança Cidadã, adaptado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD.

Organizado pelo Ministério da Justiça, é destinado aos membros das COE’S de 05 estados da região Nordeste: Alagoas, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe e objetiva o fortalecimento de capacidades e habilidades dos gestores e demais atores do poder público, da sociedade civil e do setor privado brasileiros representados nas Comissões Organizadoras Estaduais da CONSEG, além de novos gestores municipais da área de segurança pública, de tal forma que possam contar com bases e elementos que lhes permitam participar ao máximo e realizar aportes substanciais e qualificados durante a CONSEG.

O Projeto Raízes de Áfricas (ONG Maria Mariá) filiado ao Fórum de Entidades Negras de Alagoas, se propõe a enfocar, nos espaços de debate, o racismo como um dos fatores estruturantes para os números crescentes da violência contra a população negra, como também propor diretrizes considerando a perspectiva da diversidade sexual, de gênero, cultura e étnico-racial na construção de novos olhares para a segurança pública nacional.

A Conferência Estadual de Segurança Pública acontecerá de 15 a 17 de julho, a etapa nacional, ocorrerá em Brasília, nos dias 27 a 30 de agosto de 2009.
Fonte: Divulgação