domingo, 16 de agosto de 2009
Fóruns de Educação e Diversidade Etnicorracial se encontram em Natal
Prêmio da Igualdade Racial elege os melhores projetos
domingo, 9 de agosto de 2009
Últimos dias de inscrição para o curso de Gênero e Diversidade na Escola
A Cied lembra ainda que, ao terminar de preencher o formulário e enviá-lo, o cursista deve ainda enviar seu currículo para o e-mail: gedntmc@gmail.com, pois somente dessa forma a inscrição poderá ser validada com sucesso, caso contrário ele não poderá participar da seleção.
São ofertadas 60 vagas para o pólo UAB de Maceió e 60 para o pólo UAB de São José da Laje. O resultado da seleção será divulgado no dia 20 de agosto. O curso vai refletir sobre uma cultura que valorize a diversidade étnico-racial, a equidade de gênero e que rechace qualquer forma de discriminação social.
As aulas serão presenciais e a distância, com carga horária de 200 horas, e a inscrição está sendo feita apenas pelo site. Para mais esclarecimentos é só acessar o edital Nº 01/2009 ou ligar para (82) 3214-1039.
Com quantas cervejas se desfaz o racismo?
Por Ana Claudia Mielki(*)
A “cervejada dos brigões”, como alguns veículos de comunicação denominaram o encontro promovido pelo presidente Barack Obama entre o policial e o professor preso ao tentar entrar na sua própria casa na última semana, na cidade de Cambridge, Massachussets, foi realizada nesta quinta-feira, dia 30.
No dia 16 de julho, o professor de Havard Henry Louis Gates Jr. foi preso, segundo informações que circularam nos jornais, dentro da própria residência, depois que uma vizinha, ao vê-lo tentando forçar a porta da casa, chamou a polícia. Gates teria voltado de uma viagem de uma semana à China e teria encontrado dificuldades para entrar em sua casa. Gates, além de ser um importante professor de Havard, apresenta uma “aparentemente sem importância” peculiaridade: é negro.
Os argumentos dados pela polícia foram inúmeros, inclusive de que a prisão teria sido ocasionada porque o professor estaria fazendo “excesso de barulho e bagunça”. Mas nenhum dos argumentos foi contundente o suficiente para convencer os norte-americanos de que não houve crime de racismo. Aos poucos, a notícia foi criando uma sensação de desconforto, e não por acaso, a repercussão acabou respingando no presidente Barack Obama. Em todos os lugares em que esteve presente na última semana, Obama teve que pronunciar alguma resposta em relação ao episódio.
A forma como o presidente Obama “cuidou” do fato levanta algumas questões importantes. Primeiro ele teria dito à imprensa que a ação da polícia foi estúpida e que os afroamericanos e latinos são parados pela polícia de forma desproporcional. Depois, após uma repercussão negativa de suas declarações – amigos do sargento James Crowley, responsável pela abordagem, e boa parte da corporação policial criticaram as declarações do presidente – Obama recua dizendo que “mediu mal” as palavras e toma a decisão de convidar os envolvidos para uma “cerveja conciliadora” na Casa Branca.
Ao que parece, a única polêmica durante o encontro, foi sobre a escolha da cerveja, se seria ela, norte-americana, belgo-brasileira ou inglesa. Sobre o racismo, nada além de um ou outro “tapinha nas costas”. E não poderia ser diferente, já que o objetivo declarado por Obama para tal encontro era mesmo o de por fim à polêmica acerca da existência ou não de uma atitude racista na ação do policial. O fato deixou de ser um incidente de cunho racial para ser tratado como um pequeno desentendimento individual. O encontro, neste caso, funcionou como uma conversa para “acalmar os ânimos” de dois sujeitos que se “alteraram”.
Em se tratando de um presidente negro, que eleito com forte apoio do eleitorado negro, e que propunha sempre um discurso de mudança, causa estranhamento o fato de que o presidente Barack Obama tenha levado em conta, mais a repercussão negativa de suas declarações na corporação policial, e menos a oportunidade de tornar o incidente um debate franco e construtivo, por exemplo, sobre a presença maciça de negros nas prisões norte-americanas.
Ao que parece, Obama segue sua estratégia, previsível desde sua campanha em 2008, de manter o debate sobre o tratamento diferenciado dos negros, tão presente quanto for capaz de elegê-lo, porém tão ausente tanto quanto for sua capacidade de constrangê-lo. Em outras palavras, o presidente norte-americano, não parece mesmo estar disposto a enfiar a “mão na cumbuca” do racismo, prefere o debate da conciliação, ou melhor, o debate da “não-raça”, da “não-etnia”, da “não-diferença”.
Felizmente, as diferenças existem e estão aí, e aprender a conviver com elas, definitivamente, não passa por ignorá-las ou encobertá-las num falso discurso conciliatório. Ao contrário, depende exclusivamente de torná-las públicas, de discuti-las e de mostrá-las, e que essa condição de estar manifesta enquanto diferença seja intransigentemente resguardada pelos direitos historicamente constituídos.
*Jornalista, mestranda em Ciências da Comunicação na ECA/USP
domingo, 2 de agosto de 2009
Capoeira-Saúde: Aula Inaugural do curso de extensão

Disciplinas do Módulo I:
*Aspectos Histórico-culturais da capoeira - Carga horária: 20h
Docentes: Rachel Rocha de Almeida Barros- ICS/ Sandra Bomfim de Queiroz-CEDU.
* Fundamentos e Comportamentos da Capoeira I - Carga horária: 24h
Cordenador: Mestre Tunico
Comportamento de Roda na Angola
Movimentação e organização na roda
Comportamento de Roda na Regional
Fundamentos na Angola
Chamadas de Angola
Movimentos de defesa e ataque
Fundamentos na Regional
Sequência de Mestre Bimba
Sequência de Movimentos na Angola
Movimentos de defesa e ataque na Regional
*Elementos de Anatomia e Fisiologia para a prática da capoeira.
*Confecção do conteúdo da publicação referente às disciplinas cursadas
Coordenação geral Rachel Rocha
Coordenação Pedagógica Sérgio Borba
Homem tenta registrar BO contra Exu e é preso em Florianópolis
A revelação ocorreu quando o policial de plantão inseriu o nome e os dados pessoais no computador. O sistema logo acusou o mandado de prisão expedido pela Justiça de Criciúma contra o professor de História Marcos Lino Mendonça, 27 anos.
Ele chegou à delegacia na terça-feira dizendo que era perseguido por Exu, e que as quatro mulheres dele teriam sido estupradas pela entidade. No entanto, num boletim de ocorrência registrado este ano, consta que o rapaz é solteiro.
Marcos declarou que ele mesmo foi abusado sexualmente por Exu. Ao delegado Pedro Fernandes Pereira Filho, o professor disse que ouvia a voz de Exu incitando ataques a pessoas sem motivos. As brigas teriam causado uma fratura de braço e outra nas costelas.
Quando questionado do porquê de ir a uma delegacia se ele era procurado por assalto, o rapaz respondeu que desejava processar a entidade do candomblé e exigia reparação financeira por prejuízos causados.
O assalto cometido por Marco foi contra o próprio primo, em dezembro do ano passado. Armado com uma navalha, ele invadiu a casa do parente, que fica em Criciúma, e levou uma barraca.
O delegado declarou que Marcos tinha sintomas de esquizofrenia. Pedro afirmou que um tio do professor esteve na delegacia e revelou que o rapaz tinha consulta no psiquiatra marcada para quarta-feira.
Juventude Negra: Aberto edital para previnir a violência

Sindicato recebe comitiva de jornalistas econômicos de Angola
15h30 – Visita ao Museu Afro-Brasileiro, audiência com o curador do Museu, Dr. Emanuel Araújo e cerimônia de entrega de material cultural e sobre Angola
20h00 – História do Samba Paulista - no Cine Sesc
14h00 – Feijoada na Escola de Samba Vai Vai.
3 de agosto - segunda-feira - Viagem a Bauru
10h00 - Visita ao Centro de Rádio e Televisão Educacional e Cultural da Universidade Estadual Paulista – UNESP, Faculdade de Artes, Arquitetura e Comunicação – FAAC, campus de Bauru
10h30 – Conferência do Prof. Dr. Antonio Carlos de Jesus com explanação sobre a TV Digital
13h00 – Ato de doação de peças culturais e artísticas - Secretaria Municipal de Cultura de Bauru/ Prefeitura Municipal de Bauru.
14h30 - Visita a TV Record Paulista e ao Jornal da Cidade no espaço Café com Política
16h00 – Visita à Faculdade Orígenes Lessa, em Lençóis Paulista
Organização: Associação dos Jornalistas Econômicos de Angola – AJECO
Apoio institucional: FENAJ, SJSP, SINJORBA, COJIRA-SP - Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, Sindicato dos Jornalistas e COJIRA-BA - Comissão de Jornalistas pela Promoção da Igualdade do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia, CLIR/FNDC-BA - Comitê de Luta pela Igualdade Racial e Democratização da Comunicação do FNDC-BA, ALAI - Agência Afro-Latina-Euro-Americana de Informação.
Procuradoria arquiva "piada do King Kong" de Danilo Gentili
O MPF-SP (Ministério Público Federal em São Paulo) arquivou nesta sexta-feira (31) o caso de suposto racismo envolvendo uma piada feita por Danilo Gentili no Twitter. O integrante do "CQC" (Band) comparou, em mensagem divulgada na internet, "macaco" com "jogador de futebol".
"King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?", escreveu Gentili, na madrugada do último domingo (26). A procuradoria entendeu não haver na mensagem uma prática criminosa que demande medidas de um órgão federal, segundo sua assessoria de imprensa.
Em enquete realizada com leitores da Folha Online, a piada de Gentili também não foi considerada racista pela maioria dos votantes. Apenas um quarto dos internautas disse ver preconceito racial na declaração --mais de 11 mil votos foram contabilizados até a publicação desta reportagem.
Para o movimento negro, no entanto, a tirada foi inoportuna. "Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a democracia. Democracia é você agir com responsabilidade", disse José Vicente, presidente da ONG Afrobrás.
O humorista do "Casseta & Planeta" (Globo) Hélio de La Peña engrossou a polêmica durante a semana, ao classificar de sem-graça a piada do colega da Band. "Não tenho problemas com piadas de qualquer natureza, desde que elas sejam engraçadas. Não foi o caso", escreveu La Peña em seu blog. "Associar o homem preto a um macaco não é novidade no anedotário e causa desconforto aos homens pretos."
Provocações
O comentário de Hélio de La Peña sobre a piada de Danilo Gentili deu origem a alfinetadas entre os integrantes do "CQC" e do "Casseta & Planeta".
Nesta quarta-feira (29), Gentili aproveitou seu perfil no Twitter para comentar piadas sobre negros feitas por alguns dos integrantes do programa da Globo no "Almanaque Casseta Popular nº 2". "Essas não incomodarão ninguém, pois não falam de futebolistas ou King Kong", escreveu o integrante do "CQC", dando o link para uma imagem da página com as piadas.
No mesmo dia, Rafinha Bastos, outro integrante do "CQC", também comentou o assunto. "O Danilo Gentili fez piada de preto e o La Peña não gostou. Devo parar de rir das piadas velhas de gaúcho que o Casseta faz?", disse o humorista, que é gaúcho.
Agora trocando farpas na web, integrantes do "Casseta" já foram vistos no "CQC". Neste ano, o próprio Hélio de La Peña foi entrevistado pela equipe do programa da Band durante um jogo de futebol no Rio de Janeiro.
Fonte: Folha Online
Alagoas e Bahia terão roteiro integrado no segmento étnico
Técnicos da Bahiatursa estão em Alagoas para conhecer pontos relacionados ao turismo étnicoA história e a cultura africana unem muitos Estados brasileiros e dão origem a diversos atrativos turísticos. Com foco nessa ideia, técnicos da Bahiatursa — Entidade de Turismo da Bahia — estão em Alagoas desde a quarta-feira (29) para realizar visitas em alguns pontos relacionados com o turismo étnico, como União dos Palmares, Santa Luzia do Norte, e o Grupo União Espírita Santa Bárbara (Guesb), em Maceió. As visitas acontecem até esta sexta-feira (31).
O coordenador de turismo étnico afro da Bahiatursa, Billy Arquimino, explica que a ideia partiu da existência do voo diário da American Airlines, que liga Miami, Salvador e Recife, e traz inúmeros turistas afro-americanos, com interesse na cultura afro-brasileira. Billy avalia que Alagoas tem pontos muito atraentes para o roteiro, como a Serra da Barriga, berço da história da luta dos negros contra a escravidão, além do trabalho realizado pelo Guesb, localizado no bairro Vilage Campestre, em Maceió.