terça-feira, 26 de junho de 2012

Cantor negro se destaca em concurso de tenores

O programa Tudo é Possível, da rede Record, encontra-se nos momentos finais do quadro “Estilos” e escolherá os três tenores brasileiros que gravarão um CD pela Sony Music. Dentre os candidatos, chama atenção o desempenho de Thiago Neves, natural de Uberaba (MG), é Bacharel em Canto Lírico na Faculdade Alcântara Machado.

Ele adora cantar jazz, bossa nova, chorinhos e árias de ópera, foi um dos cinco brasileiros a participar de um festival na Alemanha, na região de Holstein Musik, com 25 anos de existência, em um projeto de Leonard Bernstain. 

Atualmente, participa como solistas de corais paulistanos e trabalha como cantor e regente do coral da Episcopal Church, na Igreja Anglicana de São Paulo. 

Na foto, ao lado da apresentadora Ana Hickmann.

Confira alguns vídeos de apresentações:









Centenário do Gonzagão

Por: Helciane Angélica


Todo nordestino e nordestina que se preze adora os festejos juninos, independente, de onde seja realizado: na escola, no arraiá com os colegas de trabalho, nos palhoções espalhados pela cidade ou em frente de casa, curtindo a fogueira (tradição enraizada e praticada principalmente nas cidades do interior) e observando as crianças brincarem.

A festa torna-se ainda melhor quando também valoriza os artistas locais e tem os quitutes típicos como: canjica, mungunzá, pé de moleque, bolo de macaxeira, tapioca – resultado da união gastronômica dos indígenas e negros.

E esse ano é mais especial, porque homenageia Luiz Gonzaga do Nascimento, o “Rei do Baião”, que nasceu na cidade pernambucana de Exu, no dia 13 de dezembro de 1912, e faleceu em Recife, no dia 2 de agosto de 1989. Também conhecido como “Gonzagão”, “Majestade do Baião”, “Embaixador Sonoro do Sertão”, “Velho Lua”, “Bico de Aço” e “Lula” - era e continua sendo um ícone para o Nordeste.

Foi o Inventor do Forró (trio pé de serra), difundiu o baião, o forró quadrilha, Xaxado, Arrasta pé e Xamego. Mas, no início da carreira, atuava apenas como solista do acordeão, tocando choros, sambas, foxtrotes e outros gêneros da época. O repertório era composto basicamente de músicas estrangeiras e fazia sucesso nos programas de calouros dos rádios brasileiros. Depois, passou a exibir o traje de vaqueiro e mostrou seu talento com músicas instrumentais, a exemplo de "Vira e mexe" que apresentou em 1941, no programa de Ary Barroso, onde foi aplaudido, convidado para várias apresentações e ainda lhe rendeu o contrato com a gravadora Victor, pela qual lançou mais de 50 músicas. Com uma vasta discografia, cerca de 50 álbuns, destacou a força do povo nordestino, que enfrenta a seca, a injustiça social, valoriza a natureza e ama a sua terra. 

Agora, são várias as manifestações e as cidades que estão celebrando o centenário do nascimento desse cantor e compositor, a exemplo de Caruaru (PE) e Campina Grande (PB) que estão, respectivamente, com uma exposição e um museu ao ar livre sobre a trajetória de vida e artística. E na capital alagoana, a Prefeitura de Maceió denominou o festejo junino de "São João do Gonzagão - Tá danado de bom". Com certeza, ele é um grande contribuidor para o desenvolvimento da música popular brasileira e merece todas as formas de homenagens!


Fonte: Coluna Axé - nº206 - Jornal Tribuna Independente (26.06.12)

terça-feira, 19 de junho de 2012

19 de junho: Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme


Alerta em Maceió para doença que atinge 3.500 recém-nascidos por ano



Dia 19 de junho é o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme, estabelecido pela ONU (Organização das Nações Unidas), uma data para alertar sobre uma das doenças hereditárias que mais afeta pessoas no Brasil. Em uma ação de conscientização, o Instituto Espaço de Vida, em parceria com a FENAFAL (Federação Nacional das Associações de Pessoas com Doenças Falciformes), promove campanhas de informação e orientação às pessoas com doença falciforme, aos seus familiares e à sociedade durante toda a semana que marca o dia mundial.

Dados do Ministério da Saúde apontam que 3.500 crianças nascem com a doença por ano e cerca de 200 mil apresentam o traço falciforme, ou seja, possuem apenas um gene da doença e não desenvolvem os sintomas relacionados. “A doença é mais comum na população afrodescendente, porém, como há muita miscigenação racial no Brasil, pode ocorrer em indivíduos com qualquer cor de pele”, informa Dra. Clarisse Lobo, hematologista do Hemorio.

De acordo com o Coordenador Geral da FENAFAL, Altair Lira, a principal característica da Doença Falciforme é a alteração do glóbulo vermelho do sangue (hemácias). “Essas células alteradas tomam a forma de foice e não circulam facilmente pelos vasos sanguíneos, provocando diversas alterações no organismo”, explica. “Um dia como este se torna importante pela tentativa de impactar a sociedade para conhecer e lutar por políticas públicas para atender as pessoas com a doença falciforme no Brasil e no mundo. São 600 mil novos casos da doença todos os anos”, conclui.

Diversas cidades do país receberão informativos sobre a campanha com o alerta à doença. Em Maceió, a APHAL – Associação de Pessoas com Hemoglobinopatias de Alagoas fará ações para lembrar o dia.

Sintomas

A doença falciforme se manifesta, geralmente, a partir dos três meses de idade, mas já pode ser diagnosticada na primeira semana de vida através da triagem neonatal, mais conhecida como teste do pezinho. Os sintomas podem variar. Entre eles estão:

- Anemia crônica: causada pela rápida destruição dos glóbulos vermelhos;

- Icterícia: cor amarelada na pele e mais visivelmente no “branco dos olhos”;

- Síndrome mão-pé: inchaço muito doloroso na região dos punhos e tornozelos. São mais
frequentes até os dois anos de idade;

- Crises dolorosas: principalmente em ossos, músculos e articulações.


Tratamento

O hematologista Rodolfo Cançado, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, explica que o tratamento tem como principal foco a prevenção das situações que podem modificar a forma das hemácias. “Entre os cuidados necessários estão o tratamento rápido de infecções, manter o calendário de vacinas em dias, evitar desidratação e atividades físicas muito intensas”, elenca o médico.

Para as dores são usados tratamentos de hidratação e analgésicos. As demais complicações exigem um tratamento mais específico.

A manifestação mais frequente da doença é a anemia falciforme. “Ela deve ter acompanhamento médico e de uma equipe multidisciplinar, tendo sempre em evidencia os cuidados especiais”, alerta Christine Battistini, fundadora do Espaço de Vida.


Sobre o Instituto Espaço de Vida

A ideia do Espaço de Vida é que pacientes e médicos bem informados resultam em qualidade de vida, mesmo depois do diagnóstico de doenças dos mais diversos tipos. O Instituto surgiu da história de sua fundadora, Christine Battistini, ao enfrentar o câncer de mama. “Durante o período de diagnóstico foi difícil encontrar informação consistente e atualizada voltada à pacientes. As orientações eram desencontradas e escassas na comunidade brasileira”, explica Christine. O conteúdo principal do Instituto sobre doenças, como câncer de mama, câncer renal, metástase óssea e acromegalia, é apresentado em tópicos de saúde, que explicam desde o surgimento da enfermidade até seu tratamento, com vídeos e entrevistas exclusivas de especialistas para cada tema (realizadas pelo próprio Instituto).
Acesse www.espacodevida.org.br e www.twitter.com/evidaweb.

Sobre a FENAFAL

Criada em 2001, a Federação Nacional das Associações de Pessoas com Doenças Falciformes (FENAFAL) tem como principal missão auxiliar as associações estaduais e municipais para que as mesmas possam atender as necessidades das pessoas com doença falciforme. Hoje conta com 45 associações em 24 estados do país para articular as reivindicações de quem sofre com a doença. www.fenafal.wordpress.com

SERVIÇO

Informe-se melhor e retire seu informativo sobre a doença:

APHAL – Associação de Pessoas com Hemoglobinopatias de Alagoas

Tel: (82) 8801-9424 / E-mail: aphal.al@hotmail.com

Fonte: Divulgação

Racismo ambiental

No momento que todo o planeta encontra-se voltado para a maior conferência sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável do mundo, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), não podemos deixar de lado a discussão sobre o Racismo Ambiental. Esse termo se refere a qualquer política, prática ou diretiva que afete ou prejudique, de formas diferentes, voluntária ou involuntariamente, a pessoas, grupos ou comunidades por motivos de raça ou cor.

A Rede Brasileira de Justiça Ambiental criou em agosto de 2005, o Grupo de Trabalho (GT) sobre “Combate ao Racismo Ambiental” – disponível no site www.racismoambiental.net.br – com o objetivo de reunir denúncias, promover articulações, definir estratégias, campanhas e outras ações de luta contra as injustiças ambientais que recaem de forma implacável sobre grupos étnicos vulnerabilizados e sobre outras comunidades. É composto por várias entidades, também, funciona como um fórum de divulgação de informações sobre situações de conflitos e processos políticos de resistência.

De acordo com o artigo de Robert Bullard – Sociólogo e Diretor do Environmental Justice Resource Center (Revista Eco 21, em janeiro/2005) – “o racismo ambiental se manifesta no trato desigual que recebem os operários. Milhares de trabalhadores do campo e as suas famílias estão expostos a perigosos agrotóxicos nas terras onde laboram. Igualmente eles são obrigados a aceitar salários e condições de trabalho inferiores ao nível médio. O racismo ambiental também se expande pelo entorno das funções exploradoras e escravizantes das empresas manufatureiras de roupa, da indústria microeletrônica e das indústrias extrativistas. Uma percentagem desproporcionadamente elevada de trabalhadores que se defrontam a condições trabalhistas e de segurança mínimas são imigrantes, mulheres e pessoas de cor”.

Basta de invisibilidade e violação de Direitos Humanos, segregação e investimento de políticas públicas que beneficiam apenas um pequeno grupo. Enfim, não existe um planeta alto-sustentável, sem preservação do meio ambiente, qualidade de vida e respeito entre todos e todas. Axé!


Fonte: Coluna Axé - nº205 -Jornal Tribuna Independente (19.06.12)
Com informações de sites nacionais

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Maracatu Baque Alagoano leva exposição para Galeria Sesi Pajuçara


A partir das 19:30 horas desta segunda-feira, 18, a galeria do SESI Pajuçara será difusora de uma história ainda curta, porém bastante intensa, pois marca o renascimento de um ritmo ancestral no chão do nosso Estado. Trata-se da Exposição de Aniversário de 5 anos do Maracatu Baque Alagoano, que mostrará a trajetória do grupo desde sua formação, que aconteceu a partir de uma oficina de percussão no Centro de Belas Artes de Maceió, até os dias de hoje, onde o Maracatu vem trabalhando e se tornando conhecido por seu trabalho em prol da arte e cultura alagoana.
 
São fotos, vídeos, estandartes, vestimentas, reportagens, premiações e documentos que juntos montam uma interessante colcha de retalhos sobre o trabalho do Baque Alagoano. Cada elemento fala por si sobre cada um dos momentos do Grupo, das roupas mais simples às mais elaboradas, geralmente estreadas nas ruas do Jaraguá, nas já célebres prévias carnavalescas de todo ano, nas quais o Maracatu sempre marca presença, se integrando e interagindo com outros grupos artísticos locais.

Os homenageados pelo Baque nestes cinco anos também serão lembrados na Exposição, entre eles estão: Coco de Roda (Mestre Verdelinho), Guerreiro Treme Terra (Mestre Benon), Baianas de Santa Luzia (Mestra Vanessa) e Grupo Nêga da Costa de Quebrangulo. Todos estarão representados nas camisetas, confeccionadas especialmente para o evento do carnaval.

Na exposição também haverá apresentação do Baque Alagoano, que relembrará as canções que marcaram sua história. Vários membros fundadores estarão presentes, e poderão apresentar e direcionar os visitantes, explicando os itens da exposição que será itinerante, permanecendo na galeria do Sesi Pajuçara até o dia 09 de julho. Em breve serão divulgados os locais onde a exposição também ocorrerá. Contamos com a presença de todos.

SERVIÇO

Exposição de aniversário de 5 anos do Maracatu Baque Alagoano.
Local: Galeria Sesi Pajuçara
Horário: 18 de junho, às 19h30
Entrada Franca
 

domingo, 17 de junho de 2012

Mestre de capoeira Marajoara fala sobre cultura afro-brasileira no japão



Nesta primeira viagem ao Japão, Bira Marajó falou a estudantes universitários sobre os projetos mantidos pela Associação Cutimboia (Pará), e jogou capoeira com os japoneses


O jogo começa cadenciado com um canto que quase sempre fala da escravidão. Assim é o estilo de Angola, muito próximo de como os negros escravos jogavam a capoeira. Além de história, hoje ela carrega projetos sociais. “A gente não trabalha só a movimentação do corpo, que dá a estética na visão externa. OS elementos que existem na capoeira fazem a gente estudar um pouco da história, de onde a gente veio, onde estamos e para onde vamos”, explica o mestre Bira Marajó.

Através da capoeira de Angola, ele ajuda as comunidades quilombolas, formadas por descendentes de escravos, que no passado fugiram dos engenhos para formar pequenos vilarejos.

A oficina de capoeira é uma parte do trabalho. “Eu acredito muito na capoeira, no trabalho que a gente vem fazendo, na socialização, lição de vida, espírito, respeito e meio-ambiente também”, conta. As crianças aprendem a fabricar seus próprios instrumentos e recebem lições de preservação do meio ambiente e respeito aos mais velhos.

Nesta primeira viagem ao Japão, Bira Marajó falou a estudantes universitários sobre os projetos mantidos pela Associação Cutimboia, e jogou capoeira com os japoneses. “Quando a gente vê eles praticando, a gente não consegue ver uma diferença, a gente consegue ver uma integração só. Eu quando estou aqui, na prática da capoeira, é como se estivesse no Brasil”, finaliza. Ele também deve participar de uma oficina para crianças brasileiras neste domingo, dia 17. Começa 12h30 no prédio Lounge de Tsurumi, em Yokohama, Kanagawa.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Alagoas: Marcha das Vadias acontece nesse domingo




No domingo (17.06) acontecerá a Marcha das Vadias em Maceió – a concentração ocorrerá a partir das 10h, no Alagoinhas, na Ponta Verde e terminará no Posto Sete, na Jatiúca. Confira abaixo o manifesto oficial do Movimento, também, disponível no blog: www.marchadasvadiasal.blogspot.com.br




Manifesto da Marcha Nacional das Vadias


Em 2011 uma onda de protestos contra culpabilização das vítimas de agressão sexual surgiu no mundo todo. Tendo início no Canadá, a Marcha das Vadias vem contestar e desconstruir a ideia de que mulheres são culpadas pelas agressões que sofrem.

O primeiro ponto de reivindicação é a ressignificação do nome vadia. Somos constantemente chamadas de vadias, putas e vagabundas pelo simples fato de exercermos nossa sexualidade livremente e por sermos seguras de quem somos. Se no momento que nos declaramos livres, liberadas, felizes, conscientes e seguras sexualmente, somos vadias, então somos todas (e queremos ser todas) vadias, pois não existe nada mais libertador e bonito do que ser livre, ter amor próprio e consciência do próprio corpo.Ser mulher é uma luta diária em nossa sociedade machista.

Todos os dias precisamos enfrentar as ruas, locais estes onde somos agredidas de todos os modos. Somos frequentemente agredidas verbalmente por homens que acham divertido e normal nos catalogar entre “gostosas”, “princesas” ou “feias”, sendo agressivos e invasivos para com as mulheres. * Somos frequentemente abusadas nos ônibus, metrôs e trens, a caminho do trabalho e a televisão insiste em estampar essa realidade sofrida em “programas humorísticos”, representando sempre uma mulher em uma situação humilhante e seu algoz na posição de “homem viril”.

Sofremos violência doméstica, em todos os patamares: de nossos pais, irmãos e  principalmente de nossos companheiros ou ex-companheiros . Aproximadamente 12 mulheres morrem por dia no Brasil vítimas de crimes de ódio, motivados pela não aceitação do fim de relacionamentos. Machismo mata, todos os dias!

Somos alvo de modelos de sexualidade e maternidade pré-determinados, que não condizem com nossas vivências. Se optamos por não termos filhos e nos dedicarmos às nossas carreiras, somos acusadas de não cumprirmos o nosso sagrado dever da maternidade. Se abandonamos a vida profissional para nos dedicarmos exclusivamente à criação dos filhos somos acusadas de não contribuirmos com a economia doméstica e, ainda por cima, de sermos submissas.

Todos os dias somos submetidas à violência obstétrica por parte de profissionais despreparados que nos obrigam a realizar cesáreas desnecessárias, sem respeitar nossa autonomia e poder de decisão. Somos impedidas de exercer a maternidade ativa, de decidirmos como queremos que nossas filhas e filhos venham ao mundo. Somos vítimas de uma cultura de impotência, que nos reduz a coadjuvantes de nossas próprias vidas, pois nossos desejos, vontades e capacidades não são levados em conta.

Somos diminuídas profissionalmente e, em pleno ano de 2012, as mulheres ainda possuem um salário 17% menor do que o salário de homens (por exercerem a mesma função, durante a mesma carga horária e com o mesmo nível de qualificação profissional). É inaceitável que ainda sejamos tratadas como seres inferiores, exercendo papéis puramente no âmbito doméstico e familiar.

Somos objetificadas e utilizadas como garotas-propagandas, como meros pedaços de carne e não aceitamos isso! Sabemos que esse tratamento - objetificado e mercantilizado - é uma das consequências de uma sociedade machista. Estamos aqui para dar um basta às propagandas de cerveja e similares, que utilizam sempre mulheres e seus corpos como chamariz para vendas e para perpetuar preconceitos.

Lutamos ainda pelo direito da livre escolha em casos de aborto. Esse tema foi discutido desde as primeiras revoluções feministas e ainda hoje está em pauta, pois o governo brasileiro não garante para suas cidadãs o direito de escolher quando abortar e também não oferece nenhum procedimento legalizado e seguro para a prática da interrupção da gravidez.

 Desejamos ainda que todas as mulheres que optem pelo aborto não sejam criminalizadas. Atualmente, a prática do aborto só é legalizada em casos de estupro, de fetos anencéfalos ou em casos onde a gravidez represente risco de morte para a mãe. Lutamos para que o aborto seja legal e seguro para todas as mulheres que optem por realizá-lo e que, caso optem pela realização, não sejam de forma alguma criminalizadas ou hostilizadas (principalmente pelos profissionais de saúde).

O eixo principal da marcha das vadias é tratar sobre violência e sobre culpabilização das vítimas. Exigimos e lutamos por uma sociedade que repense suas atitudes para com as mulheres e acabe com qualquer forma de violência contra elas.O discurso de muitas pessoas ao opinarem sobre violência contra mulher é que essas mulheres provocaram seu agressor. Não acreditamos em provocações ou argumentos infantis como esse. Nenhuma mulher deve ser machucada, estuprada, hostilizada ou ofendida por nenhum motivo. Não importa quantas latas de cerveja ela bebeu... quando ela disser NÃO é NÃO! Não nos importa se ela disse sim várias vezes e só mais tarde disse não. A vontade da mulher precisa ser respeitada sempre! É preciso que a sociedade seja participativa como um todo, relatando os casos de violência contra as mulheres.Ainda, desejamos que o Estado se mobilize em prol das mulheres, que olhe com cautela para nossas necessidades e que eduque as próximas gerações para que preconceitos não sejam disseminados. É importante que Estado e sociedade trabalhem juntos para o fim da violência contra a mulher - fato este que é histórico - e a Marcha das Vadias vem com a intenção de promover debates e diálogos sobre como é importante a não culpabilização das vítimas em casos de violência.


Marcharemos até que todas sejamos livres.

CNPIR fortalece pauta racial na Rio + 20




Os conselheiros vão divulgar a Carta do Rio de Janeiro, participar da ‘Cúpula dos Povos’ e dos debates nos ‘Diálogos da Sustentabilidade’


A representação da sociedade civil no Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) está organizada para fortalecer a inclusão das pautas referentes à população negra nos debates da Rio+20. Entre as estratégias, está a divulgação da Carta do Rio de Janeiro, que debate o desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza pela ótica do movimento negro. A Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, ou Rio+20, acontece na capital carioca, a partir desta quarta-feira (13) e terá atividades em diferentes locais até 22 de junho.

A Carta é o resultado de um seminário realizado em abril, no Rio, como etapa preparatória da participação dos conselheiros na Cúpula dos Povos. Organizada pela sociedade civil, a Cúpula reunirá organizações brasileiras e de outros países para debater as injustiças sociais e ambientais enfrentadas pela humanidade. “Esperamos que este documento seja instrumento para abrir o diálogo com outros movimentos, em especial os ambientalistas”, explicou Edson França, membro do CNPIR.

No dia 15, os conselheiros participam de reunião para definir a atuação na conferência. Nos outros dias, além da programação da Secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), o CNPIR foi convidado pela Secretaria Geral da República a participar das atividades dos Diálogos da Sustentabilidade. “O objetivo é discutir o racismo ambiental, pois, injustiças ecológicas estão atingindo as comunidades negras”, disse o secretário Executivo do CNPIR, Sérgio Pedro.

Sobre o Conselho
O CNPIR é um órgão colegiado, de caráter consultivo e integrante da estrutura básica da Seppir. O órgão tem como finalidade propor, em âmbito nacional, políticas de promoção da Igualdade Racial com ênfase na população negra e outros segmentos raciais e étnicos da população brasileira. Além do combate ao racismo, o Conselho da Igualdade Racial tem por missão propor alternativas para a superação das desigualdades raciais, tanto do ponto de vista econômico quanto social, político e cultural, ampliando, assim, os processos de controle social sobre as referidas políticas.


Fonte: Coordenação de Comunicação/CNPIR-Seppir