
domingo, 25 de abril de 2010
Retorno do programa Conexão
Fonte: Coluna Axé - Tribuna Independente (20.04.10)
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Taís Araújo é condecorada pelo presidente Lula
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Mulher negra concorre a vaga no Conselho Curador da EBC
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) realiza este ano a primeira consulta pública para definir novos integrantes para seu Conselho Curador. Criado em 2007, o conselho foi concebido como um instrumento de participação da sociedade na gestão da comunicação pública, em especial das emissoras de TV e rádio, agência de notícias e demais veículos da EBC.
A escolha dos integrantes do Conselho Curador por meio de consulta pública é iniciativa que amplia de maneira significativa o diálogo com o movimento social e popular. Este processo deliberativo ainda pode ser aprimorado, mas torna o conselho mais democrático. Trata-se de uma oportunidade ímpar para debater as demandas da população brasileira a serem efetivadas na política de comunicação, com respeito à diversidade étnico-racial, gênero e a pluralidade cultural.
Neste sentido, as comissões de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojiras) e o Núcleo e Jornalistas Afrodescendentes do Rio Grande do Sul apresentaram minha candidatura ao Conselho Curador da EBC, acatada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul e demais entidades do movimento social negro, feminista e de democratização da comunicação. Entre elas, Movimento Negro Unificado, Fórum de Nacional de Mulheres Negras, Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), Intervozes e Articulação Mulher e Mídia.
Essa ampla rede de entidades acredita que a democratização da informação passa pela concepção de que os meios de comunicação devem primar pelo tratamento igualitário da notícia, sem reproduzir os estereótipos e quaisquer tipos de discriminação. Mulheres, homens, negras, negros, indígenas, crianças, jovens, idosos, LGBTTs, portadores de deficiências, pobres, ricos, personalidades e lideranças políticas, comunitárias, estudantes, trabalhadores e trabalhadoras merecem VISIBILIDADE e respeito no trato da informação pelos veículos de comunicação radiofônicos, televisivos, impressos e virtuais.
A gama desta especificidade precisa estar retratada no jornalismo investigativo, de pesquisa, cultural, social, comunitário, meio ambiente, policial; no entretenimento, nos programas humorísticos, de auditórios, evitando o sensacionalismo e a banalização das pessoas. A sociedade civil no Conselho Curador, além de banir práticas abusivas, racistas, machistas nas grades da programação, deve ainda ser uma impulsora de proposições de temas considerados historicamente tabus como as relações afetivo-homossexuais, a discriminalização do aborto, o uso na medicina de células-tronco, a exploração sexual de crianças e adolescentes, o trabalho escravo, a liberdade de expressão a todas as crenças religiosas. Estas temáticas devem ser abordadas sem o viés moralista e repressor.
Outro aspecto importante a tratar seria o horário da veiculação de programas, debates e entrevistas, de cunho didático, pedagógico, exibidos na madrugada, cerceando a audiência de públicos alvos específicos. Uma proposta a ser considerada pela sociedade civil no Conselho Curador vislumbra a grade da programação voltada para o público infanto-juvenil que interaja com a esta parcela da população importante para elevar a auto-estima e a descoberta de talentos.
O Conselho Curador deve propor a participação dos profissionais da Empresa Brasil de Comunicação na programação voltada para a questão étnico-racial e de gênero, subsidiadas pelas entidades negras e de mulheres. É necessário que a EBC cumpra as resoluções aprovadas pela I Conferência Nacional de Comunicação, entre elas, a realização do Censo Étnico-Racial e de Gênero, visando saber quantos profissionais negros e negras fazem parte do quadro da EBC, em quais funções e destas quais as instâncias de decisão como editorias, coordenações e chefias. É fundamental garantir capacitação dos profissionais de comunicação no tocante às relações étnico-raciais, além de participação dos profissionais negros e negras nos editais de contratação e produção de conteúdo.
Neste sentido, acreditamos que a participação da mulher negra no Conselho Curador é uma demonstração de que a EBC assume esta responsabilidade que vem cumprindo e que possa avançar muito mais. Nesta disputa, estão as companheiras Nilza Iraci, do Geledes e Ana Veloso, da Rede Feminista da Saúde.As entidades que nos apoiaram, da minha parte, foram 10 instituições. Ana Veloso liderou o número de apoios, com 12 entidades. Agradecemos esta mobilização e com certeza a nossa presença FARÁ A DIFERENÇA.
Esperamos que o Presidente Lula tenha esta sensibilidade na escolha das três vagas que estão na disputa.
Jacira da Silva
- Cojira-Distrito Federal/Sindicato dos Jornalistas do DF- MNU-DF- Fórum de Mulheres Negras do Distrito Federal
APNs inicia Congresso em Goiânia
O 1º Congresso Nacional dos APNs será realizado em Goiânia, de 21 a 24 de abril, no Augustus Plaza Inn. A solenidade de abertura e conferência inicial, que será proferida pelo deputado federal e ex-ministro da igualdade racial, Edson Santos, será realizada na Câmara Municipal, às 19h, do dia 21. Estarão presentes a secretária de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial, Denise Carvalho; a coordenadora nacional dos APNs, Jacinta Santos, dentre outras autoridades locais.
O Congresso dos APNs trará a Goiânia diversas personalidades importantes dentro do contexto da igualdade racial. Um dos destaques é Epsy Campbell Barr, ativista feminista e antirracista, economista, ex-deputada e fundadora do Partido Ação Cidadã da Costa Rica. Ela participará do seminário Racismo, Machismo e Sociedade, no dia 23 de abril.
Outras presenças confirmadas são a do ministro Elói Ferreira, da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir); do embaixador da República Unida da Tanzânia, Joram Mukama Biswaro; do deputado federal Vicentinho, que tratará dos negros nos espaços de poder em um dos seminários; e representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), além dos coordenadores regionais e locais dos APNs.
Fonte: www.apnsbrasil.org
terça-feira, 20 de abril de 2010
APN’s - Congresso Nacional
O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô é a única entidade que representará o estado de Alagoas e pode levar até oito delegados e delegadas para o evento. Para viabilizar o deslocamento da comissão, foi feita uma campanha financeira junto às pessoas e instituições comprometidas com as questões étnicorraciais, dentre os apoiadores estiveram: Sinteal, Sindicato dos Urbanitários, Sindpol, Secretaria Estadual da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos, a vereadora Heloisa Helena (Psol), e os deputados estaduais Paulão e Judson Cabral – ambos do PT.
O grupo heterogêneo é formado por jornalista, professores, produtores culturais e arte-educadores – uns com experiência e outros iniciando na militância – mas, todos querendo ampliar seus conhecimentos e com a intenção de fortalecer o vínculo da entidade com o movimento negro nacional.
A solenidade de abertura acontecerá no dia 21 de abril às 19h, no Plenário da Câmara dos Vereadores de Goiânia, e terá a conferência magna de Edson Santos, Deputado Federal (PT-RJ) e ex-Ministro Chefe da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), que abordará o tema “Sociedade e o Estado Brasileiro: Relações raciais na década de 90” . Na programação terão quatro seminários “Racismo e Democracia: Características, Enfrentamento e Ações Governamentais”, “APNs e Diálogo Interreligioso”, “Um Quilombo Chamado Brasil: “Do Sonho a Realidade”, Racismo. Machismo e Sociedade”; 10 grupos de trabalho; Ato Político em favor do Estatuto da Igualdade Racial; a 14ª Assembleia Geral, que também é eletiva e a posse da nova Direção Nacional dos APNs.
Confira a programação completa no site www.apnsbrasil.org e a cobertura no blog www.anajoonline.spaces.live.com. Representantes de todos os 14 estados membros mobilizados para executar o planejamento do projeto político da instituição nacional nos próximos dez anos! Axé.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Só Porque Estavam Nus
Algumas das utopias acalentadas pelas sociedades ocidentais tinham sido alcançadas e se mostravam reais
- Preguiçosos, folgados, gentílicos, só sabem pedir mais terra, tomar cachaça e reclamar, reclamar...
Esta, provavelmente, pode ser a resposta que uma boa parcela da população brasileira daria se perguntada sobre o que pensam dos nossos índios. Porém, quem comete esse tipo de resposta desconhece que este deturpado conceito coletivo, no que se refere aos povos indígenas, nada mais é que o reflexo de uma visão destorcida que, através dos séculos, foi construída de geração em geração a partir da nossa incapacidade de entender, aceitar e respeitar a cultura do índio brasileiro. E tudo começa lá na gênese dessa questão. Primeiro, pelo fracasso dos colonizadores em escravizá-los e catequizá-los. Depois, em ato contínuo, pela matança indiscriminada de parte da nação indígena brasileira.
Pelo grau natural da resistência estabelecida pelos nossos gentios, só restou ao dominador, “povos civilizados”, subverter os valores da cultura indígena, desqualificando-a pelo descrédito e desdém. São estas as armas covardes utilizadas por quem tem rabo-de-palha e visão geodésica pautada pela ignorância premeditada. Senão vejamos: achamos que o índio brasileiro é preguiçoso porque em sua cultura prevalece o respeito à natureza e, de forma respeitosa e criteriosa, se apropria apenas do que é necessário à sobrevivência, deixando por conta da própria natureza a renovação dos mananciais, capazes de garantir sua existência em perfeita harmonia com o todo.
É claro que tal forma de vida, cuja estrutura social demonstrava que algumas das utopias acalentadas pelas sociedades ocidentais tinham sido alcançadas, sem conceitos cumulativos, sem prisões, sem hospícios e em perfeita harmonia com a natureza. Tudo isso deve mesmo ter causado estranheza ao dominador. No entanto, ao invés de ser uma lição de vida, foi entendida como indolência, preguiça e um prato cheio para a avareza dominadora que, hoje, mais do que nunca, as sociedades modernas cultivam.
Por outro lado, de tão integrado à natureza, pois sua cultura foi construída no âmbito dela própria, foi difícil para o indígena assimilar a visão ortodoxa do branco que, por sua vez, invariavelmente, se utilizou de uma linguagem bastante peculiar em seus perversos derivativos: escravização, estupros, doenças contagiosas, seqüestros e matança gratuita.
Naturalmente, fugindo dessa praga avassaladora, o índio brasileiro se embrenhou nas matas em busca de um isolamento onde fosse possível se ver livre de tanta agressão aos seus valores, conceitos e crenças. Atualmente, nem isso é possível. Apesar das demarcações das terras indígenas em imensos territórios, conceituados de nação (para a ONU este conceito significa soberania), as invasões continuam e desta vez sob as bandeiras estrangeiras. Orlando Villas Boas, antes de morrer, já havia alertado sobre a estratégia americana que envolve os índios da Amazônia e a iminente ocupação de suas nações pelo “bondoso” Tio Sam.
E é assim que, vergonhosamente, temos muito pouco da contribuição que a cultura indígena poderia ter dado para a formação cultural do povo brasileiro. É por isso que boa parte da mídia, no dia do índio, prefere destacar o aniversário do Roberto Carlos e, este ano, à morte da sua mãe. Afinal, ele fez canções para caminhoneiros, gordinhas, santos, santas, baleias e Jesus Cristo...
19 de abril, era o dia do índio.
Fonte: Blog Quiprocó - www.alagoasdiario.com.br
sábado, 17 de abril de 2010
Diversidade sexual e racial na Escola
Nesse sábado (17.04) a partir das 8h30, a Escola Estadual Alberto Torres no bairro do Bebedouro em Maceió sediará o 1º Seminário com o tema: “QUEM SOU EU? E O QUE PENSAM QUEM SOU NO MEU CONVÍVIO NA ESCOLA?”.
A atividade é promovida pelos alunos do grupo de estudo “Gênero e Diversidade na Escola” da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e na programação constam as palestras “Relações Raciais na Escola” e “Gênero e Etnia”, oficinas (Etnia, Sexualidade e Pensando uma escola com qualidade), apresentação cultural e lançamento da segunda etapa do projeto Pérola Negra Brasileira nesta instituição de ensino, que é coordenado pelo professor de matemática Allex Sander Porfírio – integrante do Anajô e da Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro.
Confira a programação completa:
ABERTURA
8h30min
FORMAÇÃO DA MESA
PALESTRAS
09h00min
Relações Raciais na Escola
PALESTRANTE: Prof.ª Dra. Nanci Franco - CEDU / Universidade Federal de Alagoas
10h00min
Gênero e Sexualidade
PALESTRANTE: Prof.ª Ms. Maria Alcina Ramos de Freitas (Cininha) Integra a equipe da 13º CE.
11h00min
Debate
APRESENTAÇÃO ARTÍSTICA
12h00min
Voz e violão
INTERVALO
12h00min ALMOÇO
OFICINAS
14h00min Enriquecendo minha prática pedagógica
Grupo 1: ETNIA
Grupo 2: SEXUALIDADE
Grupo 3: PENSANDO UMA ESCOLA COM QUALIDADE
LANÇAMENTO DA ETAPA 2
16h00min “PROJETO PÉROLA NEGRA BRASILEIRA”
CENTRO DE CULTURA E ESTUDOS ÉTNICOS ANAJÔ
APRESENTAÇÃO CULTURAL
17h00min
Grupo da comunidade
17h30min Encerramento
Mais informações: 8803-9930 / 8868-4838 / 9331-7928.
Fonte: Blog do Anajô - www.anajoonline.spaces.live.com


