sexta-feira, 2 de outubro de 2009

CONVITE: Conferência Livre de Comunicação em AL


Em virtude do advento da 1ª Conferência Nacional de Comunicação em dezembro de 2009 e considerando ser de suma importância a realização de debates populares em torno da temática, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial de Alagoas (Cojira-AL) em parceira com o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, promove nesta terça-feira (06 de outubro) uma conferência livre de comunicação, com o tema: “A diversidade étnica e o direito à comunicação”.

A ação pioneira é voltada para as lideranças dos movimentos sociais, principalmente, dos segmentos afros: religiosos de matrizes africanas, capoeiristas, quilombolas, grupos artísticos e organizações negras. Na ocasião, serão elaboradas propostas que combatam os atos racistas utilizados nos grandes meios de comunicação.

Local: Auditório da OAB-AL (Praça Montepio dos Artistas, no Centro de Maceió) Horário: Das 13 às 17h

Temas abordados:

* “A importância da CONFECOM” : Valdice Gomes (Presidente do Sindjornal / integrante da Cojira-AL e do Anajô).
* “Cidadania, Direitos e Deveres”: Álvaro Brandão (Jornalista e editor da Coluna Bivolt/Tribuna Independente)
* “Produção de conteúdo e negritude”: Arísia Barros (Publicitária e Coordenadora do Projeto Raízes de África /ONG Maria Mariá).

Mais informações: (82) 9999-1301 e 8831-3231.


ATENÇÃO!

A Conferência Metropolitana de Comunicação acontecerá nos dias 09 e 10 de outubro, na Faculdade Maurício de Nassau (Ponta Verde) em Maceió, onde serão escolhidos os delegados e delegadas para a etapa estadual em novembro. Os interessados e interessadas devem garantir sua inscrição nos dias 05 e 06/10, no site: www.maceio.al.gov.br.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

CONVITE: Festa do Inhame

Religiosos de matriz africana divulgam nota sobre assassinato de crianças

Praticantes de religiões afro esclarecem que a prática religiosa não induz nenhum integrante a matar e dizem que mulher que matou os filhos deve ser responsabilizada pelo crime



Por: Viviane Chaves - Ascom/Mulher



Representantes da Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos coordenaram, na manhã desta quarta-feira (30), reunião com os religiosos de matrizes africanas de Alagoas, que se mostraram indignados com a informação divulgada na imprensa de que Arlene Regis, acusada de matar seus dois filhos na última terça-feira (29), afirmou ser adepta de religião afro e que estava possuída por espíritos na hora do crime.

Diante dessa informação, foi produzida uma nota oficial, assinada pelo governo do Estado, babalorixás e Yalorixás de Candomblés e Umbandas, solidarizando-se com as famílias das vítimas, lamentando o fato ocorrido e informando a sociedade alagoana o posicionamento das religiões de matriz africana sobre o caso, destacando que o objetivo da religiosidade afro é a preservação da vida, acima de tudo, e que não defendem os atos de magia negra.

A carta de repúdio deixa claro ainda “que nenhum espírito induz uma pessoa a matar” nem a cometer um ato bárbaro como o que aconteceu.

Os cerca de 30 religiosos presentes à reunião foram unânimes ao afirmar que os adeptos do Candomblé e da Umbanda nada têm a ver com o crime praticado e que a finalidade dos cultos afro é a prestação de caridade e de cura.

Eles defendem ainda que o crime foi premeditado, tendo em vista que as informações divulgadas dão conta de que a acusada havia pedido desculpas ao irmão antes de cometer o crime e que já havia feito ameaças ao marido.

“Não induzimos as pessoas a cometerem atos satânicos, como está sendo mostrado. A própria imprensa também deixou claro que ela estava com problemas com o marido. Isso mostra que ela premeditou tudo”, afimou pai Marcos.

A reunião foi conduzida pela superintendente de Políticas e de Promocão da Cidadania e dos Direitos Humanos, Josilene Lira, e pela gerente do Núcleo Afroquilombola Elis Lopes.

“Abrimos espaço permanentemente para discussões que tragam políticas públicas de direitos humanos para os religiosos. Não podíamos ficar de fora em um momento como esse, onde a população, por não conhecer o objetivo da religião de matriz africana, de forma preconceituosa, discrimina mais uma vez a religiosidade, ao associar a religião de matriz africana com magia negra”, explicou Elis Lopes.


NOTA OFICIAL


Os religiosos de matriz africana candomblé e umbanda vêm em público repudiar o crime ocorrido no último dia 29, em que a senhora Arlene Regis assassinou brutalmente os dois filhos, alegando estar possuída por espíritos e ter sido adepta a religião afro.

Queremos destacar que a base da religiosidade afro é o equilíbrio entre Olorum (Deus) e o homem e as forças da natureza, e que tem como grande preocupação a preservação da vida, acima de tudo. Trata-se de uma religião iniciatória, onde seus praticantes adquirem fundamentos teóricos e práticos e que, em nenhum momento, recebe orientações para a prática criminosa, ou seja, religião nenhuma induz à morte.

Diante disso, repudiamos o fato ocorrido e fazemos algumas considerações: Todo ser humano tem seu livre arbítrio para realizar qualquer ação, certa ou errada, e deve seguir os direitos e deveres e, além disso, arcar com a responsabilidade de seus atos.

É importante salientar que os meses de setembro e outubro são dedicados ao orixá Ibejè (crianças) que no sincretismo são os santos Cosme e Damião, responsáveis pelos cuidados da vida, alegria e da saúde das crianças, consideradas sagradas e invioláveis.

A religião afro não defende os atos da magia negra e nenhum espírito induz uma pessoa a matar; também reforçamos o depoimento de uma psicóloga em matéria divulgada na última terça-feira (29), na TV Gazeta, quando afirmou que a assassina possui algum distúrbio mental e/ou emocional, logo a religiosidade não interfere no crime.

A cada fato apresentado é percebido uma falta de conhecimento do que é a religião herdada pelos povos da África.

Por fim, ressaltamos que a religião de matriz africana candomblé e umbanda, assim como toda a sociedade alagoana, lamenta o fato ocorrido e se solidariza à família das vítimas.


Federação Zeladora dos cultos em geral
Responsável Babalorixá Paulo José da Silva

Federação dos Cultos Afro Umbandistas
Responsável Babalorixá José Benedito Maciel

Federação Alagoana Espírita e Umbandista Cavaleiros do Espaço
Responsável Yalorixá Lindalva Rodrigues Soriano

Núcleo de Cultura Afro brasileira Iya Ogunté
Responsável Babalorixá Célio Rodrigues

Centro africano São Jorge
Responsável Babalorixá Francisco Paulo de Araújo

Centro Afro brasileiro Ogum de Nage (CEUON)
Babalorixá Marcos de Oliveira

Centro Afro São João Batista
Responsável Yalorixá Agunam

Associação Cultural Afro brasileira Ofa-Omi
Responsável Yalorixá Jeane Yara Rodrigues

Casa de Axé Abassá de Angola
Responsável Yalorixá Veronildes Rodrigues

Centro cultural D’Oxum Pandá
Responsável Yalorixá Rosa D`Oxum Pandá

Candomblé Ilé Axé Ofa Omi
Babalorixá Jedilson Campos

Centro Umbandista Nossa Senhora Aparecida
Responsável Yalorixá Sônia de Xangó

Centro Afro Estrela do Mar
Responsável Babalorixá Marcos de Yemanjá

Grupo União Espírita Santa Barbara (GUESB)
Responsável Yalorixá Neide Oyá D’Oxum

Centro Afro Oxum Omim Taladé
Responsável Babalorixá Ribeiro

Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL)

Secretaria da Mulher da Cidadania e dos Direitos Humanos

Comissão das Minorias Étnicas e Sociais da OAB/AL
Dr.Alberto Jorge

Unegro/ AL

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Segmentos afros intensificam a luta contra à intolerância religiosa

Religiosos e religiosas de matrizes africanas se encontram nesta quarta-feira (30) a partir das 9h, no auditório da Secretaria da Mulher e Defesa das Minorias, localizada no antigo Hotel Beiriz (Rua do Sol, Centro). A reunião servirá para discutir a ampliação dos casos de intolerância religiosa, inclusive, nas abordagens policiais; e ter um posicionamento sobre o crime realizado na madrugada de terça-feira, onde a mãe matou os dois filhos e afirmou que estava com o demônio no corpo – o caso também foi divulgado como magia negra, já que, no local tinha velas, fotos e outros utensílios; além disso, por dez anos a assassina foi do candomblé e agora é da Igreja Universal.

Confira a matéria publicada no site Gazetaweb, escrita pelo jornalista Ednelson Feitosa:


Crianças são assassinadas em ritual macabro em Maceió

Meninos de 11 e sete anos foram executados pela mãe, por estrangulamento e facadas


Duas crianças foram assassinadas, na madrugada desta terça-feira (29), em uma residência localizada no bairro de Santa Lúcia, em Maceió. Os crimes teriam sido cometidos pela própria mãe das vítimas num suposto ritual macabro, conforme informações da Polícia.

Clique aqui para ouvir as declarações da acusada sobre o crime

Os corpos de Abelardo Pedro Nobre, de 11 anos, e Anthony Pedro Santos, de sete, foram encontrados de mãos dadas, dentro da casa onde moravam. Eles foram mortos a facadas e por estrangulamento, respectivamente.Um outro menor, A.P.S.N, de 15 anos, conseguiu empreender fuga e avisar aos vizinhos, que entraram em contato com a Polícia. A acusada de ter cometido esse crime foi a própria mãe dos garotos, identificada como Arlene Régis dos Santos, de 35 anos.

O garoto informou que a mãe colocou medicamentos dentro do copo de suco, entregando às crianças. No entanto, A.P.S disfarçou e rejeitou o líquido. Seus irmãos estavam dormindo quando foram assassinados.

Segundo agentes da Delegacia de Plantão 2, em Salvador Lyra, onde a acusada foi presa, no local do duplo homicídio foram encontradas estátuas, velas acesas, e as fotos das crianças, o que reforçou a versão inicial da Polícia, segundo a qual, Arlene estava praticando magia negra. Em defesa, a acusada afirmou que frequentava um terreiro de candomblé por dez anos, mas acabou deixando a doutrina e convertendo-se à igreja evangélica.

"Fiquei perturbada e acabou acontecendo isso. Já deixei o candomblé e estava frequentando a igreja Universal", disse. De acordo com o delegado de plantão, Antonio Carlos Lessa, no momento em que ela chegou na delegacia de plantão, se agitou, simbolizando que estaria 'recebendo uma entidade'. Foi necessário uma viatura do Samu para que a acusada se acalmasse.

Arlene foi presa e já está em poder da Polícia Civil. Os corpos das vítimas foram recolhidos ao IML de Maceió.


Fonte: http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=186492

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Reunião da Coordenação dos Movimentos Sociais da CUT-AL

Com o objetivo de fortalecer os movimentos sociais em Alagoas, a Central Única dos Trabalhadores, através da secretaria de políticas sociais, marcou reunião para reativar a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS). Por motivos de força maior esse encontro ainda não foi realizado.

Então, estamos remarcando nossa primeira reunião para o dia 30 de setembro a partir das 09 horas, na sede da CUT Alagoas (Rua General Hermes, 380, Cambona). No momento inicial estão sendo convidados os/as representantes em Alagoas das entidades que estão presentes nacionalmente na CMS, solicitamos a presença de vossa senhoria, enquanto representante de sua entidade para fortalecer a organização dos Movimentos sociais em nosso Estado.

A CMS tem criado um espaço de discussão e realizado lutas importantes na política do nosso país. Entre elas, a questão do petróleo, que é um patrimônio nacional, e a luta pela reestatização das empresas nacionais que foram dadas quase de graça às multinacionais, como a Vale do Rio Doce.

Acreditamos que é possível fortalecer a luta aqui no Estado e enfrentar os problemas que afetam a nossa população, tão conhecidos por cada um de nós.



Saudações CUTistas.


Elida Miranda -Secretaria de Políticas Sociais CUT/AL
+55 82 9965 6778 – elidarachel@yahoo.com.br

domingo, 27 de setembro de 2009

1ª Conferência Livre dos Estudantes de Comunicação Social em Alagoas

Temário e Programação:

Eixo central: Conferência de comunicação e a luta pela democratização.

Segunda – Feira, 28 de setembro de 2009:

15h – Auditório da FECOM:
Discussão sobre o eixo

16h às 17:30h – Oficinas (produção de materiais)

Noite:

18:30h – Mesa de Abretura
Composição: UNE, ENECOS, CRP 15, CESMAC, UFAL,ABRP
A palestra pós mesa de abertura será centrado no eixo da proposta


Grupos de Discussão:

1º - A importância da discussão da comunicação na qualidade de formação do comunicador.
2º - Democom – Marco regulatório da Comunicação no Brasil
3º - Conteúdo da comunicação brasileira: mídia e opressão.


Fonte: Divulgação

sábado, 26 de setembro de 2009

Grupo Liberdade - Batizado e troca de cordas



A Associação Cultural de Capoeira Liberdade realizará no dia 27, o 2º Batizado de Capoeira e troca de cordas, na Escola Municipal Jayme de Altavila no conjunto Santa Lúcia em Maceió - Av. Belmiro Amorim (pista principal). O grupo tem abrangência nacional foi criado em 1958 no Ceará e depois se expandiu para cinco estados.

Em Alagoas, a trajetória teve início no ano de 1988, com aulas de capoeira, maculelê e formação da cidadania para jovens e crianças da periferia de Maceió e em escolas públicas no interior do Estado, a exemplo das cidades de Santana do Ipanema, Olho D'água das Flores e São José da Tapera – atualmente, são aproximadamente 1000 membros. Contato: (82) 8844.4838 - Professor Carlos.



PROGRAMAÇÃO


08:00 - RECEPÇÃO DOS CONVIDADOS E PARTICIPANTES.
09:00 - ABERTURA: APRESENTAÇÃO DO GRUPO DE DANÇA AFRO DA ESCOLA MUNICIPAL ZUMBI DOS PALMARES
09:30 - AULA DE CAPOEIRA ANGOLA
10:00 - AULA DE CAPOEIRA REGIONAL
10:30 - RODA ABERTA
11:00 - ENTREGA DE GRADUAÇÕES
12:00 - RODA DE ENCERRAMENTO E CONFRATERNIZAÇÃO.

Fonte: Divulgação

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

OAB e adeptos do candomblé denunciam ação da PM ao secretário Paulo Rubim

Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Alagoas, e adeptos da religião de matriz africana se reúnem nesta sexta-feira, às 9h, com a juíza Denise Lima Calheiros, para solicitar a devolução dos instrumentos de candomblé do Centro Espírita Africano, do pai de santo Francisco de Paulo Araújo, de 74 anos. Os atabaques foram apreendidos, na última terça-feira (22), por uma guarnição da Polícia Militar (PM).

Já no período da tarde, a partir das 14h, o mesmo grupo tem encontro com o secretário de Defesa Social, Paulo Rubim. O objetivo é discutir o fim dos casos de intolerância religiosa praticados pela PM. As duas mobilizações foram agendadas, na tarde de hoje, pelos presidentes de comissões da OAB/AL, Gilberto Irineu (Direitos Humanos), e Alberto Jorge (Defesa das Minorias) e a superintendente de Promoção dos Direitos Humanos, Josilene Lira, após terem sido procurados pelos adeptos do candomblé, que denunciaram o caso do pai Francisco.

O presidente dos Zeladores da Religião de Matriz Afro, Paulo José da Silva, disse que o caso de intolerância religiosa praticado contra o pai Francisco é o segundo protagonizado pela PM, em menos de quatro meses. Paulo Silva afirmou ainda que ficou surpreso quando soube que os policiais militares invadiram o terreiro de candomblé do pai de santo e levaram os instrumentos musicais da religião afro. Segundo ele, o comandante da PM, coronel Dalmo Sena, havia prometido em uma reunião ocorrida em julho que esse tipo de caso não iria mais acontecer. “Ficou até acertado que as religiões de matriz africanas passariam a integrar a formação dos policiais”

Ainda de acordo com Paulo Silva, os casos de intolerância religiosa já aconteceram nos bairros de Vergel, Ponta Grossa, Benedito Bentes. “O coronel Sena se comprometeu que iria orientar o todo o comando da PM para que não usar de abuso e violência, mas, no entanto estamos surpresos com o último acontecimento”, contou Paulo José. Já a superintendente de Promoção dos Direitos Humanos, Josilene Lira, classificou a invasão do centro espírita e a apreensão dos instrumentos do pai de santo pelos policiais militares como um “verdadeiro despreparo”, mas julgou o caso como um fato isolado.

Josilene Lira afirmou que o governo tem buscado introduzir nas instituições públicas o respeito a religião de matriz africana. “Buscamos fazer um trabalho para evitar que situações desrespeitem a pessoa humana sejam praticadas pela própria polícia”, disse. Para Irineu esses episódios são uma afronta ao Estado de Direito. “É um desrespeito e um cerceamento à liberdade de culto e de crenças”, ressaltou Irineu.


Fonte: Ascom-OAB (24/09/09)

6º Ginga Terapia

Nos dias 25 e 26 de setembro, terá o 6º Ginga Terapia – Encontro e Seminário Nordestino de Capoeira Inclusiva, realizado pela Associação Pestalozzi de Maceió e o Grupo de Capoeira Muzenza. A programação terá início na sexta-feira às 19h, no Centro Inclusivo Genilda Porto no Farol em Maceió, e no sábado as atividades inciam às 8h.

As inscrições custam R$10, e os participantes têm direito a camisa e o almoço no sábado. Mais informações: 8831-5750 / 9171-8737.


PROGRAMAÇÃO:

SEXTA

PALESTRAS:
CAPOEIRA COMO MÉTODO TERAPÊUTICO;
A IMPORTÂNCIA DO ESPORTE PARA A PESSOA COM DEFICIÊNCIA;
EDUCAÇÃO INCLUSIVA.


SÁBADO

AULÕES:
ALONGAMENTO
CAPOEIRA ADAPTADA
AERO-CAPOEIRA
MOVIMENTAÇÕES BÁSICAS
CAPOEIRA FEMININA

ALMOÇO

ABERTURA (BANDA AFRO-LOZZI)
RODA INFANTIL
BATIZADO
RODA ABERTA
DANÇA DO FOGO


Fonte: Divulgação

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Seminário reuniu mais de 40 municípios do Estado na discussão do Plano Nacional de Educação para as Relações Étnicorraciais


Relatos de experiências, discussão sobre as responsabilidades de cada segmento na implementação da Lei Federal nº. 10.639/03, que determina o estudo da cultura dos afrodescendentes no currículo das escolas, a apresentação do Plano Nacional de Educação para as Relações Étnicorraciais. Estes foram os objetivos do seminário realizado nesta quarta-feira (23), no auditório da Casa da Indústria, no bairro do Farol, em Maceió.

O evento reuniu participantes de mais de 40 municípios alagoanos, numa iniciativa do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnicorracial, que é coordenado pela Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (SEE), através da Gerência de Educação Étnicorracial e Gênero.

Segundo a gerente de Educação Étnicorracial e de Gênero da SEE, Irani da Silva Neves, o objetivo almejado pelo fórum foi atingido. “A nossa principal intenção era discutir os encargos dos segmentos na implementação da Lei Federal nº. 10.639/03. Conseguimos trazer secretários municipais de Educação, representantes das 15 Coordenadorias de Ensino e diretores das escolas da rede estadual e municipal. Estamos felizes com o resultado obtido”, garante.

Segundo o palestrante e professor mestre da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), Clébio Araújo, o foco principal da palestra ministrada por ele foi o trabalho, a identidade nacional e o racismo. “Fizemos uma análise do processo de formação do povo e da nação brasileira. Procuramos demonstrar quais são os lugares reservados às minorias étnicas. Além disso, procuramos desvendar o mito da democracia racial através das contradições desse mito e as desigualdades que perpassam os diferentes dentro do que se chama democracia racial”, informou.

Já o secretário de Educação de Joaquim Gomes, Mário José da Silva, destacou que este seminário foi de fundamental importância, uma vez que o negro ficou durante anos relegado ao patamar do esquecimento. “No momento em que se cria uma lei para tentar rever esse esquecimento é preciso comemorar. A partir de agora, o município de Joaquim Gomes irá tratar com mais cuidado e atenção a temática étnicorracial”, assegurou.

Por fim, o palestrante Élcio Verçosa destacou que, felizmente, por pressão dos movimentos sociais, principalmente, o Movimento Negro, a temática étnicorracial está consubstanciada em lei. “O Brasil é um país mestiço. Isso não pode ser escondido e nem negligenciado pela escola. O povo negro deu uma contribuição enorme para que o país atingisse o patamar de desenvolvimento que possui. Povos e culturas precisam se articular e se respeitar”, complementou o educador.

Texto: Ricardo Moresi / Foto: Valdir Rocha
Fonte: Ascom / Secretaria Estadual de Educação e Esporte