domingo, 2 de agosto de 2009

Sindicato recebe comitiva de jornalistas econômicos de Angola

Uma comitiva composta por 14 jornalistas econômicos dos principais veículos de comunicação em Angola cumprem programação de trabalho e estudo em São Paulo, com visita à Bolsa de Valores, Mercantil e de Futuros, à veículos de comunicação em geral e da área econômica, além de debate sobre a cobertura de mídia sobre a África e visitas a Centro de Rádio e Televisão da Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho” – UNESP em Bauru.

O programa de visitas ocorre entre os dias 30 de julho e 03 de agosto e é uma organização conjunta entre Associação dos Jornalistas Econômicos de Angola, Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ, com vistas a interação entre profissionais jornalistas brasileiros e angolanos para a troca de experiências sobre cobertura do setor no contexto das realidades de cada país.

“É uma oportunidade de podermos conhecer o dia-a-dia da realidade do trabalho dos colegas brasileiros na cobertura desse importante segmento do jornalismo, bem como poder trocar experiências sobre a economia de Angola e Brasil, em momento que, em nosso País, precede a implantação da Bolsa de Valores e outras iniciativas na economia que é crescente com investimentos estrangeiros, inclusive de grupos brasileiros”, disse Messias Constantino – presidente da Associação dos Jornalistas Econômicos de Angola e chefe da delegação.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, José Augusto Camargo, diz que a visita é importante para estreitar a união entre profissionais brasileiros e angolanos e que essa relação tem se tornado cada vez mais intensa, “porque há um compromisso de aproximar os jornalistas brasileiros e os de língua portuguesa em outros países”.

Já para o diretor de relações institucionais na FENAJ, Alcimir Carmo, “é importante o estreitamento de relações com os colegas lusófonos - e neste momento com os angolanos - pois essa contribui para com a construção da união dos jornalistas de língua portuguesa, que poderá vir a concretizar o antigo sonho dos jornalistas lusófonos: a criação de entidade internacional dos Jornalistas nas Comunidades e Países de Língua Portuguesa!”


VISITA DOS JORNALISTAS ECONÔMICOS DE ANGOLA


30 de julho – quinta-feira

10h00 – Visita ao Banco Internacional do Funchal – BANIF, seguido de bate-papo entre jornalistas e empresários
12h30 – Visita à Casa de Portugal
15h30 – Visita ao Museu Afro-Brasileiro, audiência com o curador do Museu, Dr. Emanuel Araújo e cerimônia de entrega de material cultural e sobre Angola
17h00 – Visita a Editora Abril, redação da Revista Exame
19h00 – Show musical no saguão do Cine Sesc, com Oswaldinho da Cuíca, Toniquinho Batuqueiro e outros
20h00 – História do Samba Paulista - no Cine Sesc


31 de julho – sexta-feira

9h00 - Visita à Bolsa de Valores, Mercantil e de Futuros de São Paulo
13h30 - Visita na Unidade Hospital São José do complexo hospitalar "Beneficência Portuguesa" de São Paulo, fundada em 1859.
15h00 – Visita à redação do jornal Valor Econômico – recepção por Pedro Cafardo


1º de agosto – sábado (programação COJIRA)

10h00 – A cobertura que a mídia brasileira faz da África – com o prof. Dennis Oliveira da Escola de Comunicação e Arte-ECA/USP e do Neinb/USP é o Nucleo de Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro, da Univeridade de São Paulo – no auditório Vladimir Herzog no Sindicato dos Jornalistas (Rego Freitas, 530 – sobreloja)
14h00 – Feijoada na Escola de Samba Vai Vai.


2 de agosto – domingo (programação COJIRA)

14h00 – Visita monitorada ao Museu da Língua Portuguesa

3 de agosto - segunda-feira - Viagem a Bauru

10h00 - Visita ao Centro de Rádio e Televisão Educacional e Cultural da Universidade Estadual Paulista – UNESP, Faculdade de Artes, Arquitetura e Comunicação – FAAC, campus de Bauru
10h30 – Conferência do Prof. Dr. Antonio Carlos de Jesus com explanação sobre a TV Digital
13h00 – Ato de doação de peças culturais e artísticas - Secretaria Municipal de Cultura de Bauru/ Prefeitura Municipal de Bauru.
14h30 - Visita a TV Record Paulista e ao Jornal da Cidade no espaço Café com Política
16h00 – Visita à Faculdade Orígenes Lessa, em Lençóis Paulista


Realização: Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo – SJSP e Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ

Organização: Associação dos Jornalistas Econômicos de Angola – AJECO

Apoio institucional: FENAJ, SJSP, SINJORBA, COJIRA-SP - Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, Sindicato dos Jornalistas e COJIRA-BA - Comissão de Jornalistas pela Promoção da Igualdade do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia, CLIR/FNDC-BA - Comitê de Luta pela Igualdade Racial e Democratização da Comunicação do FNDC-BA, ALAI - Agência Afro-Latina-Euro-Americana de Informação.


Fonte: Divulgação

Procuradoria arquiva "piada do King Kong" de Danilo Gentili

O MPF-SP (Ministério Público Federal em São Paulo) arquivou nesta sexta-feira (31) o caso de suposto racismo envolvendo uma piada feita por Danilo Gentili no Twitter. O integrante do "CQC" (Band) comparou, em mensagem divulgada na internet, "macaco" com "jogador de futebol".

"King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?", escreveu Gentili, na madrugada do último domingo (26). A procuradoria entendeu não haver na mensagem uma prática criminosa que demande medidas de um órgão federal, segundo sua assessoria de imprensa.

Em enquete realizada com leitores da Folha Online, a piada de Gentili também não foi considerada racista pela maioria dos votantes. Apenas um quarto dos internautas disse ver preconceito racial na declaração --mais de 11 mil votos foram contabilizados até a publicação desta reportagem.

Para o movimento negro, no entanto, a tirada foi inoportuna. "Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a democracia. Democracia é você agir com responsabilidade", disse José Vicente, presidente da ONG Afrobrás.

O humorista do "Casseta & Planeta" (Globo) Hélio de La Peña engrossou a polêmica durante a semana, ao classificar de sem-graça a piada do colega da Band. "Não tenho problemas com piadas de qualquer natureza, desde que elas sejam engraçadas. Não foi o caso", escreveu La Peña em seu blog. "Associar o homem preto a um macaco não é novidade no anedotário e causa desconforto aos homens pretos."


Provocações


O comentário de Hélio de La Peña sobre a piada de Danilo Gentili deu origem a alfinetadas entre os integrantes do "CQC" e do "Casseta & Planeta".

Nesta quarta-feira (29), Gentili aproveitou seu perfil no Twitter para comentar piadas sobre negros feitas por alguns dos integrantes do programa da Globo no "Almanaque Casseta Popular nº 2". "Essas não incomodarão ninguém, pois não falam de futebolistas ou King Kong", escreveu o integrante do "CQC", dando o link para uma imagem da página com as piadas.

No mesmo dia, Rafinha Bastos, outro integrante do "CQC", também comentou o assunto. "O Danilo Gentili fez piada de preto e o La Peña não gostou. Devo parar de rir das piadas velhas de gaúcho que o Casseta faz?", disse o humorista, que é gaúcho.

Agora trocando farpas na web, integrantes do "Casseta" já foram vistos no "CQC". Neste ano, o próprio Hélio de La Peña foi entrevistado pela equipe do programa da Band durante um jogo de futebol no Rio de Janeiro.

Fonte: Folha Online

Alagoas e Bahia terão roteiro integrado no segmento étnico

Técnicos da Bahiatursa estão em Alagoas para conhecer pontos relacionados ao turismo étnico


A história e a cultura africana unem muitos Estados brasileiros e dão origem a diversos atrativos turísticos. Com foco nessa ideia, técnicos da Bahiatursa — Entidade de Turismo da Bahia — estão em Alagoas desde a quarta-feira (29) para realizar visitas em alguns pontos relacionados com o turismo étnico, como União dos Palmares, Santa Luzia do Norte, e o Grupo União Espírita Santa Bárbara (Guesb), em Maceió. As visitas acontecem até esta sexta-feira (31).

A intenção, segundo a secretária adjunta de Estado do Turismo, Danielle Novis, é a formatação de um roteiro integrado entre Bahia, Alagoas e Pernambuco no segmento étnico. “Os técnicos da Bahiatursa irão avaliar a viabilidade desse roteiro, que depois será formatado em conjunto com a Secretaria de Turismo de Alagoas e com o Estado de Pernambuco”, destaca.

O coordenador de turismo étnico afro da Bahiatursa, Billy Arquimino, explica que a ideia partiu da existência do voo diário da American Airlines, que liga Miami, Salvador e Recife, e traz inúmeros turistas afro-americanos, com interesse na cultura afro-brasileira. Billy avalia que Alagoas tem pontos muito atraentes para o roteiro, como a Serra da Barriga, berço da história da luta dos negros contra a escravidão, além do trabalho realizado pelo Guesb, localizado no bairro Vilage Campestre, em Maceió.

“Ficamos muito satisfeitos com as visitas técnicas e gostamos muito das ações desenvolvidas pelo Grupo Santa Bárbara e por sua responsável, Mãe Neide, tanto no lado cultural como no social. Além disso, tanto Maceió quanto União dos Palmares têm toda a estrutura para receber turistas, como meios de hospedagem, pontos culturais e gastronomia qualificada”, ressalta.

O próximo passo será a avaliação de todos os atrativos para a formatação do novo roteiro integrado, que poderá fazer parte de pacotes turísticos tanto para os americanos quanto para outros visitantes interessados. Será elaborado também um material promocional, com a participação dos três Estados envolvidos, para divulgação do roteiro para com foco no público afro-americano.


Fonte: Agência Alagoas / Fernanda Tognon - assessora de comunicação da Setur

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Mirante Cultural nesta sexta-feira


O CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS AFRO ALAGOANO QUILOMBO está dando continuidade ao segundo ano do projeto Mirante Cultural – “Um Quilombo Chamado Jacintinho ” em parceria com a Fundação de Ação Cultural da cidade de Maceió e os comerciantes do bairro do Jacintinho. Será realizado sexta-feira (31), às 19h30, no Mirante localizado no Jacintinho (por trás da rádio 96 FM).

O C.E.P.A.A Quilombo vem lutando pela requalificação do Mirante com o objetivo de transformá-lo em um espaço de fomentação de cultura e lazer. Dentro dessa requalificação visa trabalhar também a mudança do nome de mirante Kátia Assunção para um ícone da luta quilombola, homenageando assim, um símbolo da resistência negra.

O Mirante Cultural continuará defendendo a integração entre educação e arte, buscando sempre impulsionar os artistas locais, trabalhando a geração de renda e valorizando a cultura popular e afro-alagoana.



MIRANTE CULTURAL
DIA: 31/07/2009
HORA: 19h30
PÚBLICO: aberto
LOCAL: Mirante no bairro do Jacintinho (por tráis da rádio 96 FM)


PROGRAMAÇÃO:
GRUPO TEATRAL FOGO CORREDOR - Perfomace teatral
GRUPO ALTA CONDUTA - Hip Hop
EXCALIBUR - Bumba-meu-boi
REI DO CANGAÇO - Coco de roda
NÚCLEO DE CAPOEIRA - Capoeira


GRUPOS PARCEIROS DO C.E.P.A.A. QUILOMBO:

Escola de Samba Arco-Íris
Assoc. Comunitária Cultural e Esportiva Juventude
Grupo de Hip Hop Fênix Negra
Núcleo de Capoeira
Grupo Lésbico Dandara
Bumba-meu-boi Excalibur
Grupo de Teatro Máscaras sobre Máscaras

Fonte: Viviane Rodrigues - Relações Públicas do C.E.P.A.A. Quilombo
Contatos: vi_magnifica@hotmail.com / (82) 8843-9311

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Delegação alagoana debate violência étnica e de gênero em Recife

Gênero, Raça e Segurança Pública. Esse será o tema principal do Seminário Temático preparatório para a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg) organizado pela Articulação Negra de Pernambuco. A expectativa é que mais de 200 pessoas participem do seminário que ocorre nesta segunda-feira (27) no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do estado (UFPE), em Recife, a partir das 8h.

Além dos participantes de Pernambuco, o seminário temático irá contar com representantes de estados como Paraíba e Alagoas. Serão 15 representantes de Maceió entre entidades do movimento negro, afro-religioso, LGBTT, Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico Racial do município de Viçosa e Alagoas, policiais militares, representante da Secretaria da Mulher, Direitos Humanos e Cidadania e Educação.

A caravana organizada pelo Projeto Raízes de Áfricas (ONG Maria Mariá) surgiu do convite do Ministério da Justiça à referida ONG, pelo referencial de realização da única conferência livre em segurança pública para a população quilombola realizada no país, ocorrida em 07 de julho, na Federação das Indústrias do Estado de Alagoas.

A participação da delegação alagoana na cidade do Recife conta com apoio do Ministério da Justiça, Vice Governadoria, Secretaria de Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Federação das Indústrias do Estado de Alagoas.

Os debates do Seminário Nacional pretendem abordar as causas dos problemas enfrentados pela população negra quando o assunto é violência e criminalidade, além de definir propostas para que serão apresentadas na etapa nacional da 1ª Conseg, de 27 a 30 de agosto em Brasília.

"O contexto da questão de gênero e raça no Brasil é delicado. É preciso que o Estado reconheça que o preconceito existe, desta forma será possível transformar ações em políticas públicas. Conseguimos avançar colocando esse tema em debate no processo da 1ª Conseg, o próprio debate é um mobilizador para a população", lembra Piedade Marques, representante da Articulação Negra de Pernambuco.

Arísia Barros, do Projeto Raízes de Áfricas da Organização Não Governamental Maria Mariá de Alagoas, é uma das ativistas que estarão no evento em Recife.

"O foco da violência hoje no Brasil são os jovens negros. O índice de morte é três vezes maior do que os jovens de pele clara. A população negra ainda é vitima dessa violência, por isso é preciso criar uma base em toda a região Nordeste com propostas consistentes de enfretamento dessa realidade. Queremos uma interlocução com a sociedade contra a discriminação racial e de gênero, inserindo essas propostas e garantindo que homens, mulheres e homossexuais negros passem a ser respeitados na nova política nacional de segurança pública.", defende Arísia.

O Tenente Coronel da Polícia Militar, Mário da Hora ressalta a importância do Seminário Nacional , afirmando que será um palco de grande aprendizado humano sobre as diversidades.
As inscrições podem ser feitas antecipadamente pelo e-mail articulacaonegra.pe@gmail.com ou no dia do evento.

Com informações de Gisele Barbieri- CONSEG/Nacional

sábado, 25 de julho de 2009

Palestra marca passagem do Dia da Mulher Negra


Encontro presta homenegam a Tereza de Benguela, líder da resistência negra no MT


O Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra no Brasil foi comemorado em Alagoas nesta sexta-feira (24) pela manhã, durante o III Encontro Etnicidades Brasil: Cidadania em gênero, Raça e Resistência, realizado pelo Projeto Raízes da África, da ONG Maria Mariá, no auditório Industrial Antônio Cansanção, na Federação das Indústrias.

O encontro teve o objetivo de construir diálogos sobre o dia 25 de julho — Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, e de homenagear mulheres empreendedoras sociais, negras, alagoanas das bases populares com o certificado Tereza de Benguela.

A gerente do Núcleo Afroquilombola, da Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, Elis Lopes, proferiu palestra sobre “A situação política da mulher quilombola nos quilombos contemporâneos”, tendo em vista que em Alagoas, das 23 comunidades reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares, 14 são presididas por mulheres.

“Fiz um paralelo da luta das mulheres quilombolas contemporâneas com a época de Tereza de Benguela, coloquei questões que envolvem a saúde, trabalho e educação dessas mulheres, com alguns dados estatísticos da Unife, e seu papel na organização social”, afirmou Elis Lopes.

História — Teresa de Benguela chefiou o Quilombo do Piolho ou Quariterê, em Guaporé, Mato Grosso. Ela assumiu o comando do local após a morte de seu marido, José Piolho. Líder guerreira no comando de um quilombo com mais de três mil pessoas, sua vida foi marcada por muita luta, inclusive por ter sido presa e se suicidado. Como uma homenagem do País a essa negra guerreira, em 1994 sua história virou samba enredo da escola de samba Unidos de Viradouro, de autoria de Joãzinho Trinta, com o título Teresa de Benguela — Uma Raínha Negra no Pantanal.

Fonte: Agência Alagoas

sexta-feira, 24 de julho de 2009

II Muzenzumbi



Secretaria da Mulher discute com PM combate à intolerância religiosa


Reunião no comando da PM define criação de comissão para orientar policiais militares a atuar com respeito à diversidade religiosa



A Superintendência de Políticas de Promoção da Cidadania e dos Direitos Humanos vai criar uma comissão para elaborar um cronograma de atividades para os policiais militares, com palestras e seminários com foco no combate à intolerância religiosa. Integrante da Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, a superintendente do núcleo, Josilene Lira, reuniu-se na quinta-feira (23) com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Dalmo Sena, e com representantes da religião de Matrizes Africanas e do Movimento Negro, na sede do comando-geral.

O encontro, considerado positivo, foi realizado com o objetivo de discutir o combate à intolerância religiosa e a capacitação dos policiais para que seja dada uma atenção especial durante as abordagens nos terreiros.

De acordo com Josilene Lira, a Gerência do Núcleo Afroquilombola tem orientado os terreiros de Maceió quanto ao horário limite de 22 horas em que é permitido o som dos tambores nos locais de cultos. “A reunião foi esclarecedora e deu resposta ao primeiro encontro que tivemos com o comando da Polícia Militar. Será criada uma comissão para elaborar um cronograma de atividades para os policiais militares, como palestras e seminários, com foco no combate à intolerância religiosa”, informou a superintendente.

No dia 30 deste mês, às 9h, vai haver uma reunião na sede da Superintendência de Políticas de Promoção da Cidadania e dos Direitos Humanos, localizada no antigo Hotel Beiriz, para definir as temáticas e os palestrantes das atividades. Será feita uma avaliação de currículos e a prioridade será dada a representantes da Matriz Africana, que já conhecem a questão.

A reunião contou ainda com a presença da gerente Elis Lopes, do presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Gilberto Irineu, que chamou a atenção para o respeito a diversidade religiosa e se comprometeu em inserir o tema em suas palestras, além do coronel PM Mário da Hora.



Fonte: Viviane Chaves - assessora de comunicação da Secretaria da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Uneal seleciona jovens para grupo de afoxé


Processo de seleção se estende também à comunidade; vagas são limitadas



A Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), por intermédio do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab), está selecionando jovens para participar do Projeto Afoxé, que inclui a realização de oficinas de danças afro, confecção de instrumentos e utilização dos mesmos nas atividades socioeducativas e apresentações culturais.

A iniciativa conta com o apoio do Centro Acadêmico (CA) do curso de Geografia do campus de Arapiraca.

De acordo com a aluna-bolsista do Neab, Anna Araújo, o processo seletivo é destinado a estudantes da Uneal e, também, a pessoas da comunidade. Ela adiantou que as vagas são limitadas e o curso terá duração de seis meses.

Anna Araújo revelou que a Uneal já criou um grupo de afoxé na comunidade remanescente quilombola do Povoado Pau d’Árco, na zona rural de Arapiraca, com a inclusão de 25 jovens no projeto, que é mantido pela Pró-Reitoria de Extensão (Proext).

Com a criação dos dois grupos de afoxé, a ideia é levar as atividades para as escolas da rede pública de ensino de Arapiraca e para outros municípios alagoanos. Os interessados em participar do projeto devem entrar em contato pelo telefone (82) 9910-4822.

Fonte: Agência Alagoas

terça-feira, 21 de julho de 2009

Adolescente negro tem quase três vezes mais risco de ser assassinado do que branco

Brasília - O professor da Uerj, Ignácio Cano, a representante do Observatório de Favelas Raquel Willadino, o representante do Unicef Manoel Bivunich, durante o lançamento do Índice de Homicídios na Adolescência Foto: Marcello Casal JR/ABr



O risco de ser assassinado no Brasil é 2,6 vezes maior entre adolescentes negros do que entre brancos. É o que revela estudo divulgado hoje (21) pelo Observatório de Favelas, pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pelo Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

A pesquisa também indica que, para adolescentes do sexo masculino, o risco de ser assassinado é 11,9 vezes maior se comparado ao de mulheres na faixa de 12 a 18 anos. O estudo traz apenas comparativos por cor e gênero e não apresenta os índices de mortes entre jovens negros, brancos, do sexo masculino e feminino.

A coordenadora do Programa de Redução da Violência Letal do Observatório de Favelas, Raquel Willadino, traçou um perfil dos adolescentes que mais morrem por homicídio no Brasil: são meninos, negros e moradores de favelas ou de periferias dos centros urbanos. Segundo ela, há ainda forte relação com o tráfico de drogas.


Fonte: Paula Laboissière - repórter da Agência Brasil