segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Homem negro espancado, suspeito de roubar o próprio carro
domingo, 16 de agosto de 2009
Leci Brandão ressalta honra de fazer parte do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR)
"Eu me sinto honrada", disse a cantora Leci Brandão ao tomar posse nesta terça-feira (11 de agosto) como integrante do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR). Ela ocupou uma das três vagas destinadas a cidadãos de notório reconhecimento das relações raciais. É a segunda vez que a cantora ocupa a vaga de conselheira do CNPIR. Leci Brandão aproveitou a ocasião para ressaltar que sempre lutou em favor das populações historicamente excluídas. "Canto por todas as encrencas brasileiras", completou sorrindo.
Também tomaram posse nesta terça-feira, como suplente ou titular, outros 12 conselheiros. São eles: Ualiid Hussen Ali Mohd Rabah, da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal); Carlos Roberto de Oliveira e Marcelo Braga Edmundo, da Central de Movimentos Populares (CMP); Eduardo Zylberstajn, da Confederação Israelita do Brasil (Conib); Ieda Leal de Souza, da Central Única dos Trabalhadores (CUT); Rui Leandro dos Santos e Givânia Maria Da Silva, ambos do Ministério do Desenvolvimento Agrário; Jorge Luiz Quadros, do Ministério da Justiça; Gláucia Silveira Gauch, do Ministério das Relações Exteriores; Andréa Costa Magnavita e Rafael Luiz Giacomin, do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão, e Maria do Carmo Rebouças da Cruz, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, da Presidência da República.
No total, o CNPIR possui 44 integrantes: 22 representantes de órgãos públicos, 19 da sociedade civil e três cidadãos de notório conhecimento. A composição atual do Conselho é a primeira formada por meio de chamada pública, o que garante transparência ao processo. A principal missão do CNPIR, órgão integrante da estrutura básica da SEPPIR, é elaborar propostas de políticas de promoção da igualdade racial, com ênfase na população negra, e combater o racismo, o preconceito e a discriminação, por meio de ações para reduzir as desigualdades raciais.
Moções - A posse ocorreu em Brasília durante a 21ª Reunião Ordinária do CNPIR. Antes, o CNPIR analisou todas as 84 moções apresentadas durante a II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (II CONAPIR). O ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, que presidiu o encontro, destacou que os participantes da II CONAPIR, realizada no fim de junho, discutiram e votar
am todas as propostas apresentadas. As moções, lembrou Edson Santos, tratam de assuntos que vão além da pauta da Conferência. A tarefa conferida aos conselheiros foi dada pela plenária final da II CONAPIR. Das 84 moções, apenas oito receberam destaques.
O Comitê de Articulação e Monitoramento do Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Planapir) e o Estatuto da Igualdade Racial estão na pauta do segundo dia do encontro, que termina nesta quarta-feira. O Plano foi aprovado por meio do Decreto nº 6.872, de 4 de junho deste ano. A proposta de criação do Estatuto tramita no Congresso Nacional, com previsão de ser votada no dia 19 de agosto. Ainda durante o evento serão apresentados uma pesquisa sobre diversidade nas escolas e um balanço da II CONAPIR.
Fóruns de Educação e Diversidade Etnicorracial se encontram em Natal
Prêmio da Igualdade Racial elege os melhores projetos
domingo, 9 de agosto de 2009
Últimos dias de inscrição para o curso de Gênero e Diversidade na Escola
A Cied lembra ainda que, ao terminar de preencher o formulário e enviá-lo, o cursista deve ainda enviar seu currículo para o e-mail: gedntmc@gmail.com, pois somente dessa forma a inscrição poderá ser validada com sucesso, caso contrário ele não poderá participar da seleção.
São ofertadas 60 vagas para o pólo UAB de Maceió e 60 para o pólo UAB de São José da Laje. O resultado da seleção será divulgado no dia 20 de agosto. O curso vai refletir sobre uma cultura que valorize a diversidade étnico-racial, a equidade de gênero e que rechace qualquer forma de discriminação social.
As aulas serão presenciais e a distância, com carga horária de 200 horas, e a inscrição está sendo feita apenas pelo site. Para mais esclarecimentos é só acessar o edital Nº 01/2009 ou ligar para (82) 3214-1039.
Com quantas cervejas se desfaz o racismo?
Por Ana Claudia Mielki(*)
A “cervejada dos brigões”, como alguns veículos de comunicação denominaram o encontro promovido pelo presidente Barack Obama entre o policial e o professor preso ao tentar entrar na sua própria casa na última semana, na cidade de Cambridge, Massachussets, foi realizada nesta quinta-feira, dia 30.
No dia 16 de julho, o professor de Havard Henry Louis Gates Jr. foi preso, segundo informações que circularam nos jornais, dentro da própria residência, depois que uma vizinha, ao vê-lo tentando forçar a porta da casa, chamou a polícia. Gates teria voltado de uma viagem de uma semana à China e teria encontrado dificuldades para entrar em sua casa. Gates, além de ser um importante professor de Havard, apresenta uma “aparentemente sem importância” peculiaridade: é negro.
Os argumentos dados pela polícia foram inúmeros, inclusive de que a prisão teria sido ocasionada porque o professor estaria fazendo “excesso de barulho e bagunça”. Mas nenhum dos argumentos foi contundente o suficiente para convencer os norte-americanos de que não houve crime de racismo. Aos poucos, a notícia foi criando uma sensação de desconforto, e não por acaso, a repercussão acabou respingando no presidente Barack Obama. Em todos os lugares em que esteve presente na última semana, Obama teve que pronunciar alguma resposta em relação ao episódio.
A forma como o presidente Obama “cuidou” do fato levanta algumas questões importantes. Primeiro ele teria dito à imprensa que a ação da polícia foi estúpida e que os afroamericanos e latinos são parados pela polícia de forma desproporcional. Depois, após uma repercussão negativa de suas declarações – amigos do sargento James Crowley, responsável pela abordagem, e boa parte da corporação policial criticaram as declarações do presidente – Obama recua dizendo que “mediu mal” as palavras e toma a decisão de convidar os envolvidos para uma “cerveja conciliadora” na Casa Branca.
Ao que parece, a única polêmica durante o encontro, foi sobre a escolha da cerveja, se seria ela, norte-americana, belgo-brasileira ou inglesa. Sobre o racismo, nada além de um ou outro “tapinha nas costas”. E não poderia ser diferente, já que o objetivo declarado por Obama para tal encontro era mesmo o de por fim à polêmica acerca da existência ou não de uma atitude racista na ação do policial. O fato deixou de ser um incidente de cunho racial para ser tratado como um pequeno desentendimento individual. O encontro, neste caso, funcionou como uma conversa para “acalmar os ânimos” de dois sujeitos que se “alteraram”.
Em se tratando de um presidente negro, que eleito com forte apoio do eleitorado negro, e que propunha sempre um discurso de mudança, causa estranhamento o fato de que o presidente Barack Obama tenha levado em conta, mais a repercussão negativa de suas declarações na corporação policial, e menos a oportunidade de tornar o incidente um debate franco e construtivo, por exemplo, sobre a presença maciça de negros nas prisões norte-americanas.
Ao que parece, Obama segue sua estratégia, previsível desde sua campanha em 2008, de manter o debate sobre o tratamento diferenciado dos negros, tão presente quanto for capaz de elegê-lo, porém tão ausente tanto quanto for sua capacidade de constrangê-lo. Em outras palavras, o presidente norte-americano, não parece mesmo estar disposto a enfiar a “mão na cumbuca” do racismo, prefere o debate da conciliação, ou melhor, o debate da “não-raça”, da “não-etnia”, da “não-diferença”.
Felizmente, as diferenças existem e estão aí, e aprender a conviver com elas, definitivamente, não passa por ignorá-las ou encobertá-las num falso discurso conciliatório. Ao contrário, depende exclusivamente de torná-las públicas, de discuti-las e de mostrá-las, e que essa condição de estar manifesta enquanto diferença seja intransigentemente resguardada pelos direitos historicamente constituídos.
*Jornalista, mestranda em Ciências da Comunicação na ECA/USP
domingo, 2 de agosto de 2009
Capoeira-Saúde: Aula Inaugural do curso de extensão

Disciplinas do Módulo I:
*Aspectos Histórico-culturais da capoeira - Carga horária: 20h
Docentes: Rachel Rocha de Almeida Barros- ICS/ Sandra Bomfim de Queiroz-CEDU.
* Fundamentos e Comportamentos da Capoeira I - Carga horária: 24h
Cordenador: Mestre Tunico
Comportamento de Roda na Angola
Movimentação e organização na roda
Comportamento de Roda na Regional
Fundamentos na Angola
Chamadas de Angola
Movimentos de defesa e ataque
Fundamentos na Regional
Sequência de Mestre Bimba
Sequência de Movimentos na Angola
Movimentos de defesa e ataque na Regional
*Elementos de Anatomia e Fisiologia para a prática da capoeira.
*Confecção do conteúdo da publicação referente às disciplinas cursadas
Coordenação geral Rachel Rocha
Coordenação Pedagógica Sérgio Borba
Homem tenta registrar BO contra Exu e é preso em Florianópolis
A revelação ocorreu quando o policial de plantão inseriu o nome e os dados pessoais no computador. O sistema logo acusou o mandado de prisão expedido pela Justiça de Criciúma contra o professor de História Marcos Lino Mendonça, 27 anos.
Ele chegou à delegacia na terça-feira dizendo que era perseguido por Exu, e que as quatro mulheres dele teriam sido estupradas pela entidade. No entanto, num boletim de ocorrência registrado este ano, consta que o rapaz é solteiro.
Marcos declarou que ele mesmo foi abusado sexualmente por Exu. Ao delegado Pedro Fernandes Pereira Filho, o professor disse que ouvia a voz de Exu incitando ataques a pessoas sem motivos. As brigas teriam causado uma fratura de braço e outra nas costelas.
Quando questionado do porquê de ir a uma delegacia se ele era procurado por assalto, o rapaz respondeu que desejava processar a entidade do candomblé e exigia reparação financeira por prejuízos causados.
O assalto cometido por Marco foi contra o próprio primo, em dezembro do ano passado. Armado com uma navalha, ele invadiu a casa do parente, que fica em Criciúma, e levou uma barraca.
O delegado declarou que Marcos tinha sintomas de esquizofrenia. Pedro afirmou que um tio do professor esteve na delegacia e revelou que o rapaz tinha consulta no psiquiatra marcada para quarta-feira.
Juventude Negra: Aberto edital para previnir a violência

