sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Maracatu Baque Alagoano festeja Dia do Folclore


O Maracatu Baque Alagoano já é uma referência no cenário cultural em Alagoas e mais uma vez foi convidado para participar das atividades festivas do Dia do Folclore. O grupo irá apresentar seu trabalho no Museu Théo Brandão, nesta sexta-feira (21) às 19h, juntamente, com o Guerreiro Treme Terra de Alagoas um dos grupos folclóricos mais respeitados do Estado e a participação especial do Maracatu Nação Cambinda Estrela, do Recife (PE). Ainda em comemoração, o Baque Alagoano se apresentará no sábado, às 18h, em Arapiraca, e no domingo, no Projeto Maceió Viva Cultura às 17h30, no Posto 7, localizado na praia da Jatiúca.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

IV Encontro Etnicidades Brasil discute educação, segurança pública, religiosidade e mídia


O IV Encontro Etnicidades Brasil: “Negras em Movimento: Gênero, Raça e Religiosidade”, acontece nos dias 20 e 21 de agosto, na cidade de Maceió,Al e, surge como uma ação educativa, preventiva na busca de discutir o racismo como caráter endêmico, promovendo assim a reflexão sobre diversos aspectos tais como democratização da educação, segurança pública, religiosidade e mídia, agregando aos currículos institucionais temas que contemplem e problematizem as questões que dizem respeito ao negro na sociedade brasileira: Lei Caó nº 7.716/89. Lei Federal nº 10.639/03. Lei Estadual nº 6.814/07.

Uma realização do Projeto Raízes de Áfricas( ONG Maria Mariá), com o patrocínio da Federação das Indústrias do estado de Alagoas, o IV Encontro terá a presença de membros de países africanos, tais como o embaixador da República de Cabo Verde, Daniel Antonio( presidente de honra do Projeto Raízes de Áfricas), a presidente do Grupo das embaixatrizes em Brasília, embaixatriz,Sara Pereira, o ministro adjunto da Promoção da Igualdade Racial, Elói Ferreira, a professora Ilma de Jesus da Comissão Técnica Nacional de Diversidade para Assuntos Relacionados à Educação dos Afro-Brasileiros,o professor doutor em história Luis Sávio de Almeida,a moçambicana Sônia André, Valdice Gomes jornalista do COJIRA/AL e presidente do Sindicato dos jornalistas e a yalorixá alagoana Mãe Vera, entre outros palestrantes de diferentes movimentos sociais e entidades da sociedade civil organizada.

Os Direitos Étnico-Humanos

A discussão sobre segurança pública, pensada a partir das Conferências Livres, objetos de diálogo para a 1º Conferência Nacional de Segurança Pública,que ocorerrá em Brasília de 27 a 30 de agosto, busca aprofundar a questão dos direitos étnico-humanos visando a construção de um a segurança pública que observe a diversidade,o combate ao racismo e ao machismo institucional. Uma segurança que estimule espaços participativos de diálogos em sua formação profissional, apostando na construção das competências permeada pela igualdade e pelo cumprimento dos direitos humanos.

A questão para reflexão se consiste no redimensionar os currículos não só das escolas brasileiras, mas em todos os espaços de formativos na busca de criar um processo de formação que investigue, discuta os efeitos da escravidão no imaginário racial brasileiro, o "apartheid" social", a questão da identidade e confusão e a raça projetada no outro.


Parcerias

Considerando o novo olhar para a implementação da política de diversidade étnica, que inclui a construção de uma rede de parcerias e a criação de novas estratégias capazes de impulsionar o rompimento de antigos paradigmas e incentivar a construção de um novo modelo de desenvolvimento que tenha como meta conviver em harmonia, a realização do IV Encontro Etnicidades Brasil contou com o apoio da Secretaria de Educação Continuada Alfabetização e Diversidade/SECAD/MEC,Secretaria Especial de Promoção das Políticas da Igualdade Racial/SECAD,Vice Governadoria, Secretaria de Turismo de Maceió, Secretaria de Educação de Maceió,Comando da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, 59º Batalhão de Infantaria Motorizada, Academia da Polícia Militar, Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, Vereadora Heloísa Helena, vereadora Fátima Santiago, Deputado Judson Cabral, Coca Cola, Braskem, Embaixada da República de Cabo Verde, Grupo das Embaixatrizes em Brasília e Prefeitura de Viçosa.



Serviço: IV Encontro Etnicidades Brasil

20 de agosto de 2009-
Local: Auditório Gilberto Mendes Federação das Indústrias-Farol
Horário: 08 às 17 horas

21 de agosto de 2009
Local: Academia da Polícia Militar- Trapiche da Barra
Horário: 08 às 17 horas
Informações: (82)8815-5794


Fonte: Divulgação

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Solenidade de Posse da Nova Coordenação da UNEGRO-AL - DIA 25 DE AGOSTO, às 9 horas, na OAB.


NOTA DE ESLARECIMENTO: MULHER DISCRIMINDA EM CURSO DE FORMAÇÃO

O CONSELHO ESTADUAL DE MESTRES DE CAPOEIRA DE ALAGOAS-CEMCAL

Vem publicamente fazer alguns esclarecimentos considerados pertinentes diante de fatos ocorridos recentemente envolvendo suas ações junto ao Curso de Extensão Universitária “Ações Afirmativas e Capoeira na Promoção à Saúde”, realizado pelo Laboratório da Cidade e do Contemporâneo-LACC do Instituto de Ciências Sociais da Universidade Federal de Alagoas, pela Pró-reitoria de Extensão-PROEX, pelo CEMCAL com o apoio do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros-NEAB e da Secretaria Estadual de Saúde.

O referido curso teve suas inscrições abertas desde o dia 20 de julho de 2009, sendo encerradas as inscrições no dia 03 de agosto com número de vagas ilimitado para mestres de capoeira residentes em Alagoas e um número reduzido de vagas para monitores e instrutores. A própria ficha de inscrição disponibilizada na internet e no NEAB esclarecia que monitores e instrutores passariam por uma seleção.

Os critérios utilizados pelo CEMCAL para a seleção dos ocupantes das referidas vagas foram os seguintes:

Contemplar monitores(as) e instrutores(as) indicados por mestres e/ou entidades;

Ser residente no interior do Estado, para contemplar o processo de interiorização das ações de extensão do projeto Ações Afirmativas Através da Capoeira, que deu origem ao curso e do qual o CEMCAL é parceiro, fazendo inclusive com que a maioria dos mestres abdicasse da indicação de alunos dos seus respectivos grupos para selecionar inscritos de outros grupos;

Garantir representação feminina no curso, considerando um dos objetivos do projeto, que além da valorização da cultura popular e da capoeira, trabalha a questão de gênero incentivando a participação feminina na capoeira e na sociedade como um todo.

E estar dando aulas, conforme solicitava a ficha de inscrição.

Dentre os alunos selecionados para essa participação no curso elaborado com e para os mestres de capoeira, a postulante Maria Sandra conhecida como Monitora Loba, não foi selecionada, assim como muitos outros inscritos. Pois o número de vagas para instrutores e monitores estava condicionado ao número de mestres inscritos, não podendo ultrapassar o número de mestres considerando que inicialmente o curso tinha sido construindo apenas para os mestres, numa primeira etapa. A pedido de capoeiristas que inclusive vieram em reunião do CEMCAL, solicitar a inclusão de outras graduações, o mesmo se reuniu após entendimento com a coordenação geral do Curso, realizada pela professora Rachel Rocha, para disponibilizar as referidas vagas para instrutores e monitores.

Achamos que todos devem saber que um curso tem vagas limitadas, não é o fato de ser extensão, que é possível atender a todos os interessados, principalmente porque este curso é uma experiência piloto, e tem como principal objetivo o fortalecimento e valorização dos mestres de capoeira em geral e dos alagoanos, em especial.

O CEMCAL foi criado para esse objetivo, considerando em seu estatuto o apoio a todas as lutas pela garantia da diversidade cultural e contra toda forma de discriminação, seja de gênero, étnica, religiosa ou de opção sexual.

E foi considerando a possibilidade de ampliação da participação feminina que o CEMCAL aceitou que a referida postulante a vaga fosse conversar com os mestres no segundo dia de aula, para estudarem a possibilidade de ampliar mais uma vaga para atender ao anseio de mais uma mulher participando do curso. Pois a mesma já tinha sido comunicada anteriormente que não tinha sido selecionada. No entanto, a referida aluna não aceitou o resultado da seleção, dizendo inclusive que outra aluna, esposa de um mestre alagoano, que não faz parte do CEMCAL, tinha sido selecionada e não dava aula, inferindo que o mestre estaria mentindo. Mesmo com a atitude intempestiva dela e de desrespeito a um mestre perante outros, mesmo assim, o CEMCAL estava disposto a ouvi-la e esclarecê-la e até a reconsiderar a sua participação com a ampliação de uma vaga.

Mas, a aluna convidada a chegar antes das 8 horas para esses entendimentos chegou as 8h50, não conversou com os mestres, alegou que estava sendo discriminada e sendo impedida de assistir uma aula, para a qual ela não tinha sido selecionada, levando consigo um aluno que além de ser capoeirista é aluno da universidade, conhecedor certamente de que não se entrar numa sala de aula sem pedir licença à professora regente da classe ou sem estar devidamente matriculado. Ao mesmo foi solicitado mais uma vez que se retirasse, pois na aula anterior ele já tinha vindo e sido avisado que não poderia entrar.

A referida aluna, depois de uma discussão acalorada e ataques pessoais aos mestres e integrantes da equipe organizadora do curso não aceitou o fato do CEMCAL ter a atribuição de selecionar os demais participantes, a professora Rachel esclareceu que ela como capoeirista deveria saber mais que ela própria sobre a existência da soberania e autoridade dos mestres em assuntos pertinentes à capoeira. No entanto, a mesma respondeu que isso só valia na roda e nas academias e que na universidade as regras deveriam ser outras, se negando inclusive a falar com o coordenador geral do CEMCAL. A professora Rachel sugeriu inclusive que ela se desculpasse perante o Conselho pela intempestividade e por ter ultrapassado os limites, mas ela não aceitou a sugestão, preferindo outros caminhos .

É lamentável fatos como estes, enquanto clara demonstração de que o respeito aos mestres ainda não ocorre dentro da própria comunidade capoeirística, mas, foi para isto que o CEMCAL foi criado e são através das dificuldades que todos nós aprendemos. A humildade ainda é uma qualidade que precisa ser mais cultivada.

O CEMCAL enviou uma correspondência ao contra mestre Marco Baiano, representante da Associação Palmares e presidente da Federação Alagoana de Capoeira-FALC esclarecendo os fatos como realmente aconteceram e solicitando as providências cabíveis em tal fato lastimável de uma aluna de seu grupo, até porque, o mesmo foi comunicado das inscrições para monitores e instrutores, prestigiou a aula inaugural e em momento nenhum apresentou a indicação desta referida aluna para representar a Federação ou a Palmares. Pois, considerando os critérios anteriormente citados de indicação de mestres ou entidades, ela teria sido selecionada, pois nem mesmo a entidade que saiu em sua defesa, sem ao menos procurar ouvir a outra versão (até porque trata-se inclusive de uma capoeirista e poderia ter tido a delicadeza ética de ouvir o CEMCAL), em momento algum apresentou o nome de sua integrante para participar do curso.

Agradecemos a atenção e lamentamos que alguns integrantes da comunidade capoeirística ao invés de se alegrarem com a valorização dos mestres, não aceitem sua autoridade e hierarquia próprios da cultura afro-brasileira e faça tanta questão de assistir aulas ministradas pelos próprios mestres com os quais ela se nega a falar e aceitar a atribuição de seleção. Muito nos estranha ela não ter sido indicada por nenhuma das entidades que ela usou para construir um discurso desrespeitoso colocando em dúvida a seriedade do CEMCAL e da própria Universidade que foi a primeira a abrir suas portas para um projeto tão inovador que está sendo elogiado por mestres, capoeiristas e pesquisadores de todo o Brasil.

Atenciosamente o CEMCAL
Material recibido no email da Cojira/AL (cojira.al@gmail.com) no dia 18 de agosto de 2009.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

MV Bill vem a Maceió proferir palestra sobre drogas


O rapper MV Bill autor do livro e documentário Falcão - Meninos do Tráfico, juntamente com Celso Athayde, estará em Maceió nesta quinta-feira, para proferir palestra sobre “Como Livrar-se das Drogas. Promovido pelo Fórum Permanente de Combate às Drogas, o evento acontece no Centro de Convenções, a partir das 19h.

“O alagoano terá a oportunidade não só de assistir o cantor, mas poderá interagir fazendo perguntas sobre o assunto. As drogas hoje é uma preocupação para as autoridades de saúde, os pais e a sociedade de um modo geral. E a palestra tem como objetivo resgatar as discussões sobre as drogas lícitas e ilícitas, que tem destruído a vida de milhares de jovens”, afirmou a presidente do fórum, Noélia Costa.

O evento contará ainda com apresentação dos meninos da orquestra Bate Lata, que integram o Protejo (Programa de Segurança do Governo Federal) , que irão participam da abertura com a execução do Hino Nacional. MV Bill será homenageado pelos os jovens assistidos pelo projeto Erê e também será contemplado com uma placa, que será entregue pela presidente do Tribunal de Justiça, Elizabeth Carvalho.

Como escritor, o rapper também é autor do Livro Cabeça de Porco, que foi lançado em 2005 e co-escrito por Celso Athayde e Luiz Eduardo Soares. MV Bill foi um dos fundadores da Central Única das Favelas, entidade responsável por atividades sócio-educativas nas favelas do Rio de Janeiro.

O evento conta com a participação do governo do Estado e outras instituições. Para participar deve ser adquirido o ingresso de adesão R$ 20, no estande Viva Alagoas, no shopping Iguatemi. Mais informações pelo telefone: 3035-0798.

Fonte: Assessoria

MOÇÃO DE REPÚDIO - MULHER DESCRIMINADA EM CURSO DE FORMAÇÃO


CFCAL – CARTA DE REPÚDIO

A Universidade Federal de Alagoas – UFAL - através da Proex em parceria com o Conselho de Mestres de Alagoas – CEMCAL e patrocínio da Secretaria do Estado da Saúde de Alagoas instituiu um curso de formação com duração de um ano e a garantia de publicação de um livro com o conteúdo "Ações Afirmativas e Capoeira na Promoção á Saúde.

As inscrições foram abertas no dia 03 de agosto, na aula inaugural que se realizou no Museu Theo Brandão e contou com a presença de representantes da Universidade, mestres, Monitores, Instrutores de Capoeira e sociedade civil organizada.

O Curso se propõe á realização de aulas durante um ano toda, segunda-feira, no horário das 08:00 às 12:00hs.

A iniciativa é digna de elogios, pela necessidade de formação no que se refere a capoeira na escola uma vez que sabemos que o Estado de Alagoas continua campeão nos índices de analfabetismo e exclusão social.

Na perspectiva de participar do processo de formação e assim continuar seu trabalho Maria Sandra conhecida como Monitora Loba da Associação Brasileira e Cultural de Capoeira Angola Palmares, que realiza trabalhos com crianças e adolescentes em escolas em projetos sociais há 4 anos, (ATUALMENTE EM UMA ESCOLA PÚBLICA E 2 PROJETOS SOCIAIS) se inscreveu e como várias outras pessoas interessadas e qual foi sua surpresa? Foi impedida de participar do referido curso.

Questionando os motivos que impediram sua participação no curso de formação já que na divulgação realizada pelo Conselho de Mestres e Ufal/Proex, o referido curso destinava-se a instrutores, monitores e mestres, recebeu como resposta que seu tempo de capoeira não era suficiente para sua inclusão. No entanto, existem pessoas do conhecimento de todos que praticam capoeira em Alagoas que possuem menos tempo na pratica da capoeira enquanto facilitador de capoeira que estão inscritos e participando efetivamente sem nenhuma objeção.

Dessa forma o Coletivo Feminista de Capoeira de Alagoas - CFCAL - o qual a Monitora ajudou a construir, por compreender a dificuldade de ocupação dos espaços da mulher na capoeira em Alagoas e em outros espaços sociais vem questionar:


  1. QUAIS FORAM DE FATO OS CRITÉRIOS PARA PARTICIPAÇÃO NO CURSO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIOS?

  2. EXISTE RECORTE DE GÊNERO? QUANTAS MULHERES ESTÃO PARTICIPANDO?

  3. SE O PROGRAMA ODÉ AYÉ – SIGNIFICA “O MUNDO TODO” E SE UM PROJETO DE EXTENSÃO DEVE ESTÁ ABERTO POR DIREITO Á COMUNIDADE, PORQUE UNS FICAM DE FORA?

  4. QUE SOCIEDADE QUEREMOS CONSTRUIR, SE NO DISCURSO PREGAMOS IGUALDADE DE DIREITOS E OPORTUNIDADES, MAS NA PRÁTICA ESSA REALIDADE NÃO VEM ACONTECENDO PRINCIPALMENTE NO TOCANTE A MULHER?

  5. QUEM VAI ASSUMIR A RESPONSABILIDADE POR ESSAS EXCLUSOES, O CONSELHO DE MESTRE OU A UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS?

Esses e outros questionamentos precisam ser respondidos URGENTE para que não sejam cometidas novas injustas e criadas interpretações errôneas sobre o processo de formação dos profissionais em capoeira em Alagoas.


No aguardo de respostas,
Atenciosamente,


COLETIVO FEMINISTA DE CAPOEIRA /AL



Material recebido no email da Cojira/AL (cojira.al@gmail.com), no dia 17 de agosto de 2009.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

21 anos da Fundação Cultural Palmares



Grupos folclóricos do Brasil e da Colômbia se encontram para celebrar os 21 anos da FCP. Tem ainda Luiz Melodia e Lazzo Matumbi


A sede da Fundação Cultural Palmares vai ser palco de uma extensa programação que promete muito agito e muita cultura popular. Na semana de 17 a 22 de agosto, para celebrar mais um ano de existência da instituição, fundada em 1988, tambores vão ecoar, convidando o público para uma grande festa com direito a muito samba no pé. São mais de dez grupos de dança e música regionais.

Amantes do Maracatu, Jongo, Samba de Roda, Tambor de Crioula, Congo terão a oportunidade de desfrutar um pouco da beleza e encanto da cultura afro-brasileira, acompanhando os cortejos, que mantêm viva a tradição da cultura popular. Poderão também acompanhar mestres de capoeira e os grupos folclóricos que virão da Colômbia especialmente para esta grande festa da diversidade: Grupo Benkos Kusuto da comunidade do Palenque de San Basílio e Grupo Bahía Trio, e o coletivo de artistas “Entre dos mares: ensamble musical de Colombia, Ecuador y Panamá”.

Durante os cinco dias do evento, tocadores, cantadores, dançarinos, reis e rainhas do congo e do maracatu, baianas do samba de roda vão comandar a festa e tomar de alegria o platô da sede da Fundação Palmares. Quem vier conhecerá a riqueza das manifestações culturais de matriz africana que ainda resistem aos tempos modernos.

As oficinas também entram na programação. Teremos Roberto Mendes nas oficinas de Chula, Mario Pam, nas oficinas de Percussão, e ainda uma oficina de ritmos afro del Caribe y el Pacifico.
Tem ainda a exposição fotográfica Negrice Cristal, de Januário Garcia; Cortejo da Lavagem – Terreiro Ilê Ase Ode Onisegum; e degustação de comida afro-brasileira.

Destaque ainda para a apresentação de Luiz Melodia e Lazzo Matumbi, que se apresentam no dia 22, no palco do Teatro Nacional (Censura Livre). Ao final do show, o público poderá assistir a um desfile de moda afro.

Também como parte das comemorações, haverá a entrega do Troféu Palmares. Uma homenagem da Fundação para personalidades que têm representatividade e destaque na luta contra o preconceito e a favor da igualdade racial. Serão homenageados:

Mãe Beata de Iemanjá (Beatriz Moreira Costa): religiosa de matriz africana do candomblé, iniciada há mais de 50 anos, conhecida sacerdotisa e ativista social da cidade do Rio de Janeiro, dedica-se há décadas à valorização da cultura e da religião afro-brasileira, como também, pelos direitos das mulheres.

Esther Grossi: professora, escritora e ex-deputada federal, autora da lei 10.639/2003 – que institui a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura da África e dos afro-brasileiros.


Conheça um pouco mais das atrações:


Contos do Congo: o Congado é uma manifestação cultural e religiosa de influência africana que em algumas regiões do Brasil desenvolve seu enredo sob o tema da vida de São Benedito, o encontro de Nossa Senhora do Rosário submergida nas águas e, em outras regiões, a representação da luta de Carlos Magno contra as invasões mouras. O grupo Contos do Congo surgiu em 2006 e vem mantendo as tradições e divulgando a arte e as origens do Congado mineiro, remetendo o público à mais pura expressão conga, fazendo com se vivencie a verdadeira Folia de Reis. O grupo nasceu da necessidade das pessoas preocupadas em se resgatar e preservar o congo nas suas mais diversas formas de manifestação cultural.

O Jongo da Serrinha: é uma manifestação cultural essencialmente rural diretamente associada à cultura africana no Brasil e que influiu poderosamente na formação do Samba carioca.

Maracatu do baque solto: o grupo destaca-se por preservar a essência do maracatu e manter uma trajetória marcada pela originalidade na criação de novos temas e adereços. Surgiu da organização de trabalhadores rurais, com o intuíto de preservar a cultura dos seus antepassados.
Tambor de Crioula: é uma dança com raízes africanas, praticada no Maranhão, tanto no meio rural como no urbano, tendo como característica marcante a punga (espécie de samba de roda), evidenciada no toque dos tambores e na coreografia das mulheres. O grupo Tambor de Crioula é uma das maiores referências culturais nesse estilo musical.

Samba de Roda Suerdieck: é um dos mais antigos e autênticos grupos de samba de roda do Recôncavo Baiano. Liderado por dona Dalva Damiana, o grupo foi fundado em 1958 na antiga fábrica de charutos Suerdieck, pelas funcionárias, que, no intervalo do trabalho, cantavam estrofes rimadas no ritmo do samba, ritmados com pedaços de madeira e as sobras das caixas de charuto.

Benkos Kusuto da comunidade do Palenque de San Basílio (costa do Pacífico colombiano): grupo formado por quatro dos músicos mais destacados e reconhecidos percussionistas da comunidade palenqueira.

Bahía Trio: grupo de marimba tradicional, busca explorar todas as possibilidades melódicas através de conjuntos musicais folclóricos regidos pela improvisação e experimentação de ritmos de tradição africana com influência da sonoridade latina.

“Entre dos mares: ensamble musical de Colombia, Ecuador y Panamá”: grupo formado por um combinado de artistas da Colômbia, Equador e Panamá, com uma proposta de integração da música afro-latina desses três países.

PROGRAMAÇÃO ANIVERSÁRIO DA PALMARES - 17 a 22 de agosto

17/08
9 às 17h - Oficina de Percussão - Mário Pam - Galpão FUNARTE
9 às 10h - Abertura Solene do Aniversário da Fundação Cultural Palmares - Auditório FCP
10 às 12h - Abertura da Exposição: Negrice Cristal, do fotógrafo Januário Garcia e Café da manhã - Espaço Cultural Palmares
10 às 12h - Oficina Chula – Roberto Mendes - Auditório FCP
18 às 20h -Mostra Cultural – Jongo da Serrinha–Rio de Janeiro, Grupo Benkos Kusuto de la comunidad del Palenque de San Basílio (Colômbia) - Platô da FCP

18/08
9h às 11h - Oficina de Percussão Mário Pam - Galpão FUNARTE
9h às 11h - Oficina Chula – Roberto Mendes - Auditório FCP
18 às 20h -Mostra Cultural – Maracatu do baque solto–Pernambuco e “Entre dos mares: ensamble musical de Colombia, Ecuador y Panamá” - Platô da FCP

19/08
9 às 18h - Oficina de Percussão – Mário Pam - Galpão FUNARTE
18 às 20h -Mostra Cultural – Tambor de Crioula, Grupo Bahía Trio (Colômbia) e cantora convidada. - Platô da FCP

20/08
9 às 18h - Encontro de Mestres de Capoeira - Auditório FCP
9 às 17h - Oficina de Percussão Mário Pam - Galpão FUNARTE
18 às 19h -Mostra Cultural – Roda de Capoeira – Mestre Cláudio - Platô da FCP

21/08
10h - Cortejo da Lavagem – Terreiro Ilê Ase Ode Onisegum – Pai Ribamar - Platô da DEP
11h - Resultado da Oficina de Percussão - Platô da FCP
12h - Degustação de Comida Afro-Brasileira - Platô da FCP
13h - Mostra Cultural – Samba de Roda Suerdick–Bahia, Congada Contos do Congo–Minas Gerais - Platô da FCP

22/08
9 às 12h - Oficina de Ritmos Afro del Caribe y el Pacífico - Galpão da Funarte
21h
Desfile de Moda – Estilista Rodinei SP Abertura: “Entre dos mares: ensamble musical de Colombia, Ecuador y Panamá”
Entrega do Troféu Palmares
Show Luis Melodia e Lazzo Matumbi - Teatro Nacional


Fonte: Assessoria de Comunicação - Fundação Cultural Palmares

Homem negro espancado, suspeito de roubar o próprio carro


Tomado por suspeito de um crime impossível – o roubo do seu próprio carro, um EcoSport da Ford – o funcionário da USP, Januário Alves de Santana, 39 anos, foi submetido a uma sessão de espancamentos com direito a socos, cabeçadas e coronhadas, por cerca de cinco seguranças do Hipermercado Carrefour, numa salinha próxima à entrada da loja da Avenida dos Autonomistas, em Osasco. Enquanto apanhava, a mulher, um filho de cinco anos, a irmã e o cunhado faziam compras.

A direção do Supermercado, questionada pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP, afirma que tudo não passou de uma briga entre clientes.

O caso aconteceu na última sexta-feira (07/08) e está registrado no 5º DP de Osasco. O Boletim de Ocorrência - 4590 - assinado pelo delegado de plantão Arlindo Rodrigues Cardoso, porém, não revela tudo o que aconteceu entre as 22h22 de sexta e as 02h34 de sábado, quando Santana – um baiano há 10 anos em S. Paulo e que trabalha como Segurança na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, há oito anos - chegou a Delegacia, depois de ser atendido no Hospital Universitário da USP com o rosto bastante machucado, os dentes quebrados.

Ainda com fortes dores de cabeça e no ouvido e sangrando pelo nariz, ele procurou a Afropress, junto com a mulher – a também funcionária do Museu de Arte Contemporânea da USP, Maria dos Remédios do Nascimento Santana, 41 anos - para falar sobre as cenas de terror e medo que viveu. “Eu pensava que eles iam me matar. Eu só dizia: Meu Deus”.

Santana disse pode reconhecer os agressores e também pelo menos um dos policiais militares que atendeu a ocorrência – um PM de sobrenome Pina. “Você tem cara de que tem pelo menos três passagens. Pode falar. Não nega. Confessa, que não tem problema”, teria comentado Pina, assim que chegou para atender a ocorrência, quando Santana relatou que estava sendo vítima de um mal entendido.

Depois de colocar em dúvida a sua versão de que era o dono do próprio carro, a Polícia o deixou no estacionamento com a família sem prestar socorro, recomendando que, se quisesse, procurasse a Delegacia para prestar queixa.


Terror e medo


“Cheguei, estacionei e, como minha filha de dois anos, dormia no banco de trás, combinei com minha mulher, minha irmã e cunhado, que ficaria enquanto eles faziam compra. Logo em seguida notei movimentação estranha, e vi dois homens saindo depressa, enquanto o alarme de uma moto disparava, e o dono chegava, preocupado. Cheguei a comentar com ele: "acho que queriam levar sua moto". Dito isso, continuei, mas já fora do carro, porque notei movimentação estranha de vários homens, que passaram a rodear, alguns com moto. Achei que eram bandidos que queriam levar a moto de qualquer jeito e passei a prestar a atenção”, relata.

À certa altura, um desses homens – que depois viria a identificar como segurança – se aproximou e sacou a arma. Foi o instinto e o treinamento de segurança, acrescenta, que o fez se proteger atrás de uma pilastra para não ser atingido e, em seguida, sair correndo em zigue-zague, já dentro do supermercado. “Eu não sabia, se era Polícia ou um bandido querendo me acertar”, contou.

Os dois entraram em luta corporal, enquanto as pessoas assustadas buscavam a saída. “Na minha mente, falei: meu Deus. Vou morrer agora. Eu vi essa cena várias vezes. E pedia a Deus que ele gritasse Polícia ou dissesse é um assalto. Ele não desistia de me perseguir. Nós caímos no chão, ele com um revólver cano longo. Meu medo era perder a mão dele e ele me acertar.

Enquanto isso, a mulher, a irmã, Luzia, o cunhado José Carlos, e o filho Samuel de cinco anos, faziam compras sem nada saber. "Diziam que era uma assalto", acrescenta Maria dos Remédios.

Segundo Januário, enquanto estava caído, tentando evitar que o homem ficasse em condições de acertar sua cabeça, viu que pessoas se aproximavam. "Eu podia ver os pés de várias pessoas enquanto estava no chão. É a segurança do Carrefour, alguém gritou. Eu falei: Graças a Deus, estou salvo. Tô em casa, graças a Deus. Foi então que um pisou na minha cabeça, e já foi me batendo com um soco. Eu dizia: houve um mal entendido. Eu também sou segurança. Disseram: vamos ali no quartinho prá esclarecer. Pegaram um rádio de comunicação e deram com força na minha cabeça. Assim que entrei um deles falou: estava roubando o EcoSport e puxando moto, né? Começou aí a sessão de tortura, com cabeçadas, coronhadas e testadas", continuou.


Sessão de torturas


“A sessão de torturas demorou de 15 a 20 minutos. Eu pensava que eles iam me matar. Eu só dizia: Meu Deus, Jesus. Sangrava muito. Toda vez que falava “Meu Deus”, ouvia de um deles. Cala a boca seu neguinho. Se não calar a boca eu vou te quebrar todo. Eles iam me matar de porrada", conta.

Santana disse que eram cerca de cinco homens que se revezavam na sessão de pancadaria. “Teve um dos murros que a prótese ficou em pedaços. Eu tentava conversar. Minha criança está no carro. Minha esposa está fazendo compras, não adiantava, porque eles continuaram batendo. Não desmaiei, mas deu tontura várias vezes. Eu queria sentar, mas eles não deixavam e não paravam de bater de todo jeito".

A certa altura Januário disse ter ouvido alguém anunciar: a Polícia chegou, sendo informada de que o caso era de um negro que tentava roubar um EcoSport. “Eles disseram que eu estava roubando o meu carro. E eu dizia: o carro é meu. Deram risada.”


A Polícia e o suspeito padrão


A chegada da viatura com três policiais fez cessar os espancamentos, porém, não as humilhações. “Você tem cara de que tem pelo menos três passagens. Pode falar. Não nega. Confessa que não tem problema”, comentou um dos policiais militares, enquanto os seguranças desapareciam.

O policial não deu crédito a informação e fez um teste: “Qual é o primeiro procedimento do segurança?”. Tonto, Januário, Santana disse ter respondido: “o primeiro procedimento é proteger a própria vida para poder proteger a vida de terceiros”.

Foi depois disso que conseguiu que fosse levado pelos policiais até o carro e encontrou a filha Ester, de dois anos, ainda dormindo e a mulher, a irmã e o filho, atraídos pela confusão e pelos boatos de que a loja estava sendo assaltada. “Acho que pela dor, ele se deitou no chão. Estava muito machucado, isso tudo na frente do meu filho”, conta Maria dos Remédios.


Sem socorro


Depois de conferirem a documentação do carro, que está em nome dela, os policiais deixaram o supermercado. “Daqui a pouco vem o PS do Carrefour. Depois se quiserem deem queixa e processem o Carrefour”, disse o soldado.

Em choque e sentindo muitas dores, o funcionário da USP conseguiu se levantar e dirigir até o Hospital Universitário onde chegou com cortes profundos na boca e no nariz. “Estou sangrando até hoje. Quando bate frio, dói. Tenho medo de ficar com seqüelas”, afirmou.

A mulher disse que o EcoSport, que está sendo pago em 72 parcelas de R$ 789,00, vem sendo fonte de problemas para a família desde que foi comprado há dois anos. “Toda vez que ele sai a Polícia vem atrás de mim. Esse carro é seu? Até no serviço a Polícia já me abordaram. Meu Deus, é porque ele é preto que não pode ter um carro EcoSport?”, se pergunta.

Ainda desorientado, Santana disse que tem medo. “Eu estou com vários traumas. Se tem alguém atrás de mim, eu paro. Como se estivesse sendo perseguido. Durante a noite toda a hora acordo com pesadelo. Como é que não fazem com pessoas que fizeram alguma coisa. Acho que eles matam a pessoa batendo”, concluiu.


Fonte: Afropress

domingo, 16 de agosto de 2009

Sessão pública na Assembleia Legislativa de Alagoas


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Leci Brandão ressalta honra de fazer parte do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR)

"Eu me sinto honrada", disse a cantora Leci Brandão ao tomar posse nesta terça-feira (11 de agosto) como integrante do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR). Ela ocupou uma das três vagas destinadas a cidadãos de notório reconhecimento das relações raciais. É a segunda vez que a cantora ocupa a vaga de conselheira do CNPIR. Leci Brandão aproveitou a ocasião para ressaltar que sempre lutou em favor das populações historicamente excluídas. "Canto por todas as encrencas brasileiras", completou sorrindo.

Também tomaram posse nesta terça-feira, como suplente ou titular, outros 12 conselheiros. São eles: Ualiid Hussen Ali Mohd Rabah, da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal); Carlos Roberto de Oliveira e Marcelo Braga Edmundo, da Central de Movimentos Populares (CMP); Eduardo Zylberstajn, da Confederação Israelita do Brasil (Conib); Ieda Leal de Souza, da Central Única dos Trabalhadores (CUT); Rui Leandro dos Santos e Givânia Maria Da Silva, ambos do Ministério do Desenvolvimento Agrário; Jorge Luiz Quadros, do Ministério da Justiça; Gláucia Silveira Gauch, do Ministério das Relações Exteriores; Andréa Costa Magnavita e Rafael Luiz Giacomin, do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão, e Maria do Carmo Rebouças da Cruz, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, da Presidência da República.

No total, o CNPIR possui 44 integrantes: 22 representantes de órgãos públicos, 19 da sociedade civil e três cidadãos de notório conhecimento. A composição atual do Conselho é a primeira formada por meio de chamada pública, o que garante transparência ao processo. A principal missão do CNPIR, órgão integrante da estrutura básica da SEPPIR, é elaborar propostas de políticas de promoção da igualdade racial, com ênfase na população negra, e combater o racismo, o preconceito e a discriminação, por meio de ações para reduzir as desigualdades raciais.

Moções - A posse ocorreu em Brasília durante a 21ª Reunião Ordinária do CNPIR. Antes, o CNPIR analisou todas as 84 moções apresentadas durante a II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (II CONAPIR). O ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, que presidiu o encontro, destacou que os participantes da II CONAPIR, realizada no fim de junho, discutiram e votarNegritoam todas as propostas apresentadas. As moções, lembrou Edson Santos, tratam de assuntos que vão além da pauta da Conferência. A tarefa conferida aos conselheiros foi dada pela plenária final da II CONAPIR. Das 84 moções, apenas oito receberam destaques.

O Comitê de Articulação e Monitoramento do Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Planapir) e o Estatuto da Igualdade Racial estão na pauta do segundo dia do encontro, que termina nesta quarta-feira. O Plano foi aprovado por meio do Decreto nº 6.872, de 4 de junho deste ano. A proposta de criação do Estatuto tramita no Congresso Nacional, com previsão de ser votada no dia 19 de agosto. Ainda durante o evento serão apresentados uma pesquisa sobre diversidade nas escolas e um balanço da II CONAPIR.

Fonte: Seppir