
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Maracatu Baque Alagoano festeja Dia do Folclore

quinta-feira, 20 de agosto de 2009
IV Encontro Etnicidades Brasil discute educação, segurança pública, religiosidade e mídia

Os Direitos Étnico-Humanos
A discussão sobre segurança pública, pensada a partir das Conferências Livres, objetos de diálogo para a 1º Conferência Nacional de Segurança Pública,que ocorerrá em Brasília de 27 a 30 de agosto, busca aprofundar a questão dos direitos étnico-humanos visando a construção de um a segurança pública que observe a diversidade,o combate ao racismo e ao machismo institucional. Uma segurança que estimule espaços participativos de diálogos em sua formação profissional, apostando na construção das competências permeada pela igualdade e pelo cumprimento dos direitos humanos.
Parcerias
Considerando o novo olhar para a implementação da política de diversidade étnica, que inclui a construção de uma rede de parcerias e a criação de novas estratégias capazes de impulsionar o rompimento de antigos paradigmas e incentivar a construção de um novo modelo de desenvolvimento que tenha como meta conviver em harmonia, a realização do IV Encontro Etnicidades Brasil contou com o apoio da Secretaria de Educação Continuada Alfabetização e Diversidade/SECAD/MEC,Secretaria Especial de Promoção das Políticas da Igualdade Racial/SECAD,Vice Governadoria, Secretaria de Turismo de Maceió, Secretaria de Educação de Maceió,Comando da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, 59º Batalhão de Infantaria Motorizada, Academia da Polícia Militar, Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, Vereadora Heloísa Helena, vereadora Fátima Santiago, Deputado Judson Cabral, Coca Cola, Braskem, Embaixada da República de Cabo Verde, Grupo das Embaixatrizes em Brasília e Prefeitura de Viçosa.
Serviço: IV Encontro Etnicidades Brasil
Local: Auditório Gilberto Mendes Federação das Indústrias-Farol
Horário: 08 às 17 horas
Local: Academia da Polícia Militar- Trapiche da Barra
Horário: 08 às 17 horas
Informações: (82)8815-5794
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
NOTA DE ESLARECIMENTO: MULHER DISCRIMINDA EM CURSO DE FORMAÇÃO
Vem publicamente fazer alguns esclarecimentos considerados pertinentes diante de fatos ocorridos recentemente envolvendo suas ações junto ao Curso de Extensão Universitária “Ações Afirmativas e Capoeira na Promoção à Saúde”, realizado pelo Laboratório da Cidade e do Contemporâneo-LACC do Instituto de Ciências Sociais da Universidade Federal de Alagoas, pela Pró-reitoria de Extensão-PROEX, pelo CEMCAL com o apoio do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros-NEAB e da Secretaria Estadual de Saúde.
O referido curso teve suas inscrições abertas desde o dia 20 de julho de 2009, sendo encerradas as inscrições no dia 03 de agosto com número de vagas ilimitado para mestres de capoeira residentes em Alagoas e um número reduzido de vagas para monitores e instrutores. A própria ficha de inscrição disponibilizada na internet e no NEAB esclarecia que monitores e instrutores passariam por uma seleção.
Os critérios utilizados pelo CEMCAL para a seleção dos ocupantes das referidas vagas foram os seguintes:
Contemplar monitores(as) e instrutores(as) indicados por mestres e/ou entidades;
Ser residente no interior do Estado, para contemplar o processo de interiorização das ações de extensão do projeto Ações Afirmativas Através da Capoeira, que deu origem ao curso e do qual o CEMCAL é parceiro, fazendo inclusive com que a maioria dos mestres abdicasse da indicação de alunos dos seus respectivos grupos para selecionar inscritos de outros grupos;
Garantir representação feminina no curso, considerando um dos objetivos do projeto, que além da valorização da cultura popular e da capoeira, trabalha a questão de gênero incentivando a participação feminina na capoeira e na sociedade como um todo.
E estar dando aulas, conforme solicitava a ficha de inscrição.
Dentre os alunos selecionados para essa participação no curso elaborado com e para os mestres de capoeira, a postulante Maria Sandra conhecida como Monitora Loba, não foi selecionada, assim como muitos outros inscritos. Pois o número de vagas para instrutores e monitores estava condicionado ao número de mestres inscritos, não podendo ultrapassar o número de mestres considerando que inicialmente o curso tinha sido construindo apenas para os mestres, numa primeira etapa. A pedido de capoeiristas que inclusive vieram em reunião do CEMCAL, solicitar a inclusão de outras graduações, o mesmo se reuniu após entendimento com a coordenação geral do Curso, realizada pela professora Rachel Rocha, para disponibilizar as referidas vagas para instrutores e monitores.
Achamos que todos devem saber que um curso tem vagas limitadas, não é o fato de ser extensão, que é possível atender a todos os interessados, principalmente porque este curso é uma experiência piloto, e tem como principal objetivo o fortalecimento e valorização dos mestres de capoeira em geral e dos alagoanos, em especial.
O CEMCAL foi criado para esse objetivo, considerando em seu estatuto o apoio a todas as lutas pela garantia da diversidade cultural e contra toda forma de discriminação, seja de gênero, étnica, religiosa ou de opção sexual.
E foi considerando a possibilidade de ampliação da participação feminina que o CEMCAL aceitou que a referida postulante a vaga fosse conversar com os mestres no segundo dia de aula, para estudarem a possibilidade de ampliar mais uma vaga para atender ao anseio de mais uma mulher participando do curso. Pois a mesma já tinha sido comunicada anteriormente que não tinha sido selecionada. No entanto, a referida aluna não aceitou o resultado da seleção, dizendo inclusive que outra aluna, esposa de um mestre alagoano, que não faz parte do CEMCAL, tinha sido selecionada e não dava aula, inferindo que o mestre estaria mentindo. Mesmo com a atitude intempestiva dela e de desrespeito a um mestre perante outros, mesmo assim, o CEMCAL estava disposto a ouvi-la e esclarecê-la e até a reconsiderar a sua participação com a ampliação de uma vaga.
Mas, a aluna convidada a chegar antes das 8 horas para esses entendimentos chegou as 8h50, não conversou com os mestres, alegou que estava sendo discriminada e sendo impedida de assistir uma aula, para a qual ela não tinha sido selecionada, levando consigo um aluno que além de ser capoeirista é aluno da universidade, conhecedor certamente de que não se entrar numa sala de aula sem pedir licença à professora regente da classe ou sem estar devidamente matriculado. Ao mesmo foi solicitado mais uma vez que se retirasse, pois na aula anterior ele já tinha vindo e sido avisado que não poderia entrar.
A referida aluna, depois de uma discussão acalorada e ataques pessoais aos mestres e integrantes da equipe organizadora do curso não aceitou o fato do CEMCAL ter a atribuição de selecionar os demais participantes, a professora Rachel esclareceu que ela como capoeirista deveria saber mais que ela própria sobre a existência da soberania e autoridade dos mestres em assuntos pertinentes à capoeira. No entanto, a mesma respondeu que isso só valia na roda e nas academias e que na universidade as regras deveriam ser outras, se negando inclusive a falar com o coordenador geral do CEMCAL. A professora Rachel sugeriu inclusive que ela se desculpasse perante o Conselho pela intempestividade e por ter ultrapassado os limites, mas ela não aceitou a sugestão, preferindo outros caminhos .
É lamentável fatos como estes, enquanto clara demonstração de que o respeito aos mestres ainda não ocorre dentro da própria comunidade capoeirística, mas, foi para isto que o CEMCAL foi criado e são através das dificuldades que todos nós aprendemos. A humildade ainda é uma qualidade que precisa ser mais cultivada.
O CEMCAL enviou uma correspondência ao contra mestre Marco Baiano, representante da Associação Palmares e presidente da Federação Alagoana de Capoeira-FALC esclarecendo os fatos como realmente aconteceram e solicitando as providências cabíveis em tal fato lastimável de uma aluna de seu grupo, até porque, o mesmo foi comunicado das inscrições para monitores e instrutores, prestigiou a aula inaugural e em momento nenhum apresentou a indicação desta referida aluna para representar a Federação ou a Palmares. Pois, considerando os critérios anteriormente citados de indicação de mestres ou entidades, ela teria sido selecionada, pois nem mesmo a entidade que saiu em sua defesa, sem ao menos procurar ouvir a outra versão (até porque trata-se inclusive de uma capoeirista e poderia ter tido a delicadeza ética de ouvir o CEMCAL), em momento algum apresentou o nome de sua integrante para participar do curso.
Agradecemos a atenção e lamentamos que alguns integrantes da comunidade capoeirística ao invés de se alegrarem com a valorização dos mestres, não aceitem sua autoridade e hierarquia próprios da cultura afro-brasileira e faça tanta questão de assistir aulas ministradas pelos próprios mestres com os quais ela se nega a falar e aceitar a atribuição de seleção. Muito nos estranha ela não ter sido indicada por nenhuma das entidades que ela usou para construir um discurso desrespeitoso colocando em dúvida a seriedade do CEMCAL e da própria Universidade que foi a primeira a abrir suas portas para um projeto tão inovador que está sendo elogiado por mestres, capoeiristas e pesquisadores de todo o Brasil.
Atenciosamente o CEMCAL
terça-feira, 18 de agosto de 2009
MV Bill vem a Maceió proferir palestra sobre drogas

O evento conta com a participação do governo do Estado e outras instituições. Para participar deve ser adquirido o ingresso de adesão R$ 20, no estande Viva Alagoas, no shopping Iguatemi. Mais informações pelo telefone: 3035-0798.
MOÇÃO DE REPÚDIO - MULHER DESCRIMINADA EM CURSO DE FORMAÇÃO
- QUAIS FORAM DE FATO OS CRITÉRIOS PARA PARTICIPAÇÃO NO CURSO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIOS?
- EXISTE RECORTE DE GÊNERO? QUANTAS MULHERES ESTÃO PARTICIPANDO?
- SE O PROGRAMA ODÉ AYÉ – SIGNIFICA “O MUNDO TODO” E SE UM PROJETO DE EXTENSÃO DEVE ESTÁ ABERTO POR DIREITO Á COMUNIDADE, PORQUE UNS FICAM DE FORA?
- QUE SOCIEDADE QUEREMOS CONSTRUIR, SE NO DISCURSO PREGAMOS IGUALDADE DE DIREITOS E OPORTUNIDADES, MAS NA PRÁTICA ESSA REALIDADE NÃO VEM ACONTECENDO PRINCIPALMENTE NO TOCANTE A MULHER?
- QUEM VAI ASSUMIR A RESPONSABILIDADE POR ESSAS EXCLUSOES, O CONSELHO DE MESTRE OU A UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS?
No aguardo de respostas,
COLETIVO FEMINISTA DE CAPOEIRA /AL
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
21 anos da Fundação Cultural Palmares

Grupos folclóricos do Brasil e da Colômbia se encontram para celebrar os 21 anos da FCP. Tem ainda Luiz Melodia e Lazzo Matumbi
Tem ainda a exposição fotográfica Negrice Cristal, de Januário Garcia; Cortejo da Lavagem – Terreiro Ilê Ase Ode Onisegum; e degustação de comida afro-brasileira.
Conheça um pouco mais das atrações:
Contos do Congo: o Congado é uma manifestação cultural e religiosa de influência africana que em algumas regiões do Brasil desenvolve seu enredo sob o tema da vida de São Benedito, o encontro de Nossa Senhora do Rosário submergida nas águas e, em outras regiões, a representação da luta de Carlos Magno contra as invasões mouras. O grupo Contos do Congo surgiu em 2006 e vem mantendo as tradições e divulgando a arte e as origens do Congado mineiro, remetendo o público à mais pura expressão conga, fazendo com se vivencie a verdadeira Folia de Reis. O grupo nasceu da necessidade das pessoas preocupadas em se resgatar e preservar o congo nas suas mais diversas formas de manifestação cultural.
O Jongo da Serrinha: é uma manifestação cultural essencialmente rural diretamente associada à cultura africana no Brasil e que influiu poderosamente na formação do Samba carioca.
Tambor de Crioula: é uma dança com raízes africanas, praticada no Maranhão, tanto no meio rural como no urbano, tendo como característica marcante a punga (espécie de samba de roda), evidenciada no toque dos tambores e na coreografia das mulheres. O grupo Tambor de Crioula é uma das maiores referências culturais nesse estilo musical.
9 às 17h - Oficina de Percussão - Mário Pam - Galpão FUNARTE
9 às 10h - Abertura Solene do Aniversário da Fundação Cultural Palmares - Auditório FCP
10 às 12h - Abertura da Exposição: Negrice Cristal, do fotógrafo Januário Garcia e Café da manhã - Espaço Cultural Palmares
10 às 12h - Oficina Chula – Roberto Mendes - Auditório FCP
18 às 20h -Mostra Cultural – Jongo da Serrinha–Rio de Janeiro, Grupo Benkos Kusuto de la comunidad del Palenque de San Basílio (Colômbia) - Platô da FCP
9h às 11h - Oficina de Percussão Mário Pam - Galpão FUNARTE
9h às 11h - Oficina Chula – Roberto Mendes - Auditório FCP
18 às 20h -Mostra Cultural – Maracatu do baque solto–Pernambuco e “Entre dos mares: ensamble musical de Colombia, Ecuador y Panamá” - Platô da FCP
19/08
9 às 18h - Oficina de Percussão – Mário Pam - Galpão FUNARTE
18 às 20h -Mostra Cultural – Tambor de Crioula, Grupo Bahía Trio (Colômbia) e cantora convidada. - Platô da FCP
20/08
9 às 18h - Encontro de Mestres de Capoeira - Auditório FCP
9 às 17h - Oficina de Percussão Mário Pam - Galpão FUNARTE
18 às 19h -Mostra Cultural – Roda de Capoeira – Mestre Cláudio - Platô da FCP
21/08
10h - Cortejo da Lavagem – Terreiro Ilê Ase Ode Onisegum – Pai Ribamar - Platô da DEP
11h - Resultado da Oficina de Percussão - Platô da FCP
12h - Degustação de Comida Afro-Brasileira - Platô da FCP
13h - Mostra Cultural – Samba de Roda Suerdick–Bahia, Congada Contos do Congo–Minas Gerais - Platô da FCP
22/08
9 às 12h - Oficina de Ritmos Afro del Caribe y el Pacífico - Galpão da Funarte
21h
Desfile de Moda – Estilista Rodinei SP Abertura: “Entre dos mares: ensamble musical de Colombia, Ecuador y Panamá”
Entrega do Troféu Palmares
Homem negro espancado, suspeito de roubar o próprio carro
domingo, 16 de agosto de 2009
Leci Brandão ressalta honra de fazer parte do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR)
"Eu me sinto honrada", disse a cantora Leci Brandão ao tomar posse nesta terça-feira (11 de agosto) como integrante do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR). Ela ocupou uma das três vagas destinadas a cidadãos de notório reconhecimento das relações raciais. É a segunda vez que a cantora ocupa a vaga de conselheira do CNPIR. Leci Brandão aproveitou a ocasião para ressaltar que sempre lutou em favor das populações historicamente excluídas. "Canto por todas as encrencas brasileiras", completou sorrindo.
Também tomaram posse nesta terça-feira, como suplente ou titular, outros 12 conselheiros. São eles: Ualiid Hussen Ali Mohd Rabah, da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal); Carlos Roberto de Oliveira e Marcelo Braga Edmundo, da Central de Movimentos Populares (CMP); Eduardo Zylberstajn, da Confederação Israelita do Brasil (Conib); Ieda Leal de Souza, da Central Única dos Trabalhadores (CUT); Rui Leandro dos Santos e Givânia Maria Da Silva, ambos do Ministério do Desenvolvimento Agrário; Jorge Luiz Quadros, do Ministério da Justiça; Gláucia Silveira Gauch, do Ministério das Relações Exteriores; Andréa Costa Magnavita e Rafael Luiz Giacomin, do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão, e Maria do Carmo Rebouças da Cruz, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, da Presidência da República.
No total, o CNPIR possui 44 integrantes: 22 representantes de órgãos públicos, 19 da sociedade civil e três cidadãos de notório conhecimento. A composição atual do Conselho é a primeira formada por meio de chamada pública, o que garante transparência ao processo. A principal missão do CNPIR, órgão integrante da estrutura básica da SEPPIR, é elaborar propostas de políticas de promoção da igualdade racial, com ênfase na população negra, e combater o racismo, o preconceito e a discriminação, por meio de ações para reduzir as desigualdades raciais.
Moções - A posse ocorreu em Brasília durante a 21ª Reunião Ordinária do CNPIR. Antes, o CNPIR analisou todas as 84 moções apresentadas durante a II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (II CONAPIR). O ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, que presidiu o encontro, destacou que os participantes da II CONAPIR, realizada no fim de junho, discutiram e votar
am todas as propostas apresentadas. As moções, lembrou Edson Santos, tratam de assuntos que vão além da pauta da Conferência. A tarefa conferida aos conselheiros foi dada pela plenária final da II CONAPIR. Das 84 moções, apenas oito receberam destaques.
O Comitê de Articulação e Monitoramento do Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Planapir) e o Estatuto da Igualdade Racial estão na pauta do segundo dia do encontro, que termina nesta quarta-feira. O Plano foi aprovado por meio do Decreto nº 6.872, de 4 de junho deste ano. A proposta de criação do Estatuto tramita no Congresso Nacional, com previsão de ser votada no dia 19 de agosto. Ainda durante o evento serão apresentados uma pesquisa sobre diversidade nas escolas e um balanço da II CONAPIR.

