segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Heraldo Pereira encanta equipe do JN

Editores e produtores do JN vão à bancada encontrar o três apresentadores



Os editores e produtores do Jornal Nacional aproveitaram a presença de Heraldo Pereira na redação para registrar o momento. O repórter, que é também comentarista, faz as vezes de apresentador do JN, mas sempre em finais de semana ou nas férias de Fátima e Bonner.

A presença em um dia de semana comum, com a equipe toda presente, foi marcante. Esta foi a última entrevista da série que durou toda a semana, com os repórteres mais antigos do JN. Fátima e William receberam na bancada os representantes das maiores praças do país e, na última sexta-feira, foi a vez de Heraldo Pereira representando Brasília.


Heraldo, que costuma ir à bancada na ausência do casal, se junta a Fátima e William




quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Back to black


Nos dias 28 a 30 de agosto, a cidade do Rio de Janeiro celebrou a cultura africana durante o festival “Back to Black”, em uma estação de trens desativada. Foi uma verdadeira mistura de ritmos, estilos, cores e informações que atraiu uma média de 2.500 pessoas por dia, e superou as expectativas da organização.

"Não queríamos fazer mais um festival de música, trouxemos algo mais temático, com instalações, dança, filmes e conferências. Acho que o público buscou algo a mais, não só entretenimento, mas também informação", afirmou a organizadora do evento, Conceição Lopes.

O evento proporcionou debates políticos importantes sobre a realidade do continente africano e a herança cultural do povo brasileiro, desenvolveu um verdadeiro intercâmbio de conhecimentos e quebra de tabus.

Na programação teve mostra de filmes, exposição fotográfica, manifestações artísticas diversas, conferências e shows com o melhor da música afro. Da África, vieram a beninense Angélique Kidjo e Youssou N'Dour -, o angolano Paulo Flores e cabo-verdiana Mayra Andrade; de Cuba, Omara Portuondo, que lançou no ano passado um álbum em parceria com Maria Bethânia. Pelo Brasil, um time formado por cantores de diversas vertentes e épocas, como Luiz Melodia, Marina Lima, Margareth Menezes e Rodrigo Maranhão, indo da lenda do samba Dona Ivone Lara até a revelação Maria Gadú, todos sob o comando de Mart'nália.

A iniciativa belíssima deveria ser itinerante, passar ao menos nas metrópoles brasileiras de norte ao sul do país, pois ressalta a diversidade afro e estimula o visitante a refletir sobre suas raízes. Enfim, é na verdade o encontro da alegria, do aprendizado, do respeito mútuo, independente da cor da pele e religião, que deveria ser explorado cotidianamente. “Um abraço negro, um sorriso negro, traz felicidade”. Axé para todos!


Fonte: Coluna Axé / Tribuna Independente - 01/09/09

terça-feira, 1 de setembro de 2009

''Simpsons'' ganham traços afro para estreia em Angola


Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie Simpson mudaram sua cor amarela tradicional pelo marrom escuro para a estreia da série em Angola, segundo informa nesta sexta-feira (21) o jornal britânico "Daily Mail".

A iniciativa é uma uma manobra promocional de uma agência de publicidade para fazer a conhecida família de Springfield aterrissar pela primeira vez no continente africano, embora nos próximos capítulos os personagens continuarão com a aparência original.

Um Homer negro e calçando chinelo, calça curta e camiseta com motivos afros - e com uma pulseira artesanal em vez de relógio - substitui o da versão ocidental.

Transformação parecida sofreu a matriarca da família, Marge, cujo cabelo já não é azul mas preto, e exibe um pêndulo no pescoço no lugar do colar vermelho habitual, assim como um vestido amarelo.

Bart Simpson já não tem o cabelo espetado e veste camiseta sem mangas, enquanto sua irmã Lisa aparece com tranças afro no cabelo e a pequena Maggie muda seu pijama azul por uma espécie de fralda branca enrolada no corpo.

A imagem promocional mostra todos os membros da família com seus novos trajes e sentados em frente ao televisor, como ocorre ao princípio de cada capítulo.

A cerveja de Homer não é mais a tradicional Duff, mas a angolana Cuca. Um quadro pendurado na parede mostra a silhueta de dois elefantes.

Criados por Matt Groening, os Simpsons comemoram este ano seu 20º aniversário, após conseguir um enorme sucesso que transformou este desenho animado em uma série cult, traduzida para cerca de 20 idiomas e transmitida em mais de 90 países, inclusive com versão para o cinema.

Os 441 capítulos criados por enquanto retratam com humor e certa dose de ironia as peripécias de uma família de classe média americana.

A participação na série de personagens famosos na vida real como atores, políticos e músicos é outra de suas principais características.


Fonte: G1 (21/08/09)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Estudo parcial diz que negros e hispânicos sofrem mais com gripe


Negros e hispânicos têm quatro vezes mais chances de irem ao hospital caso contraiam gripe suína, ou A (H1N1), em comparação com os brancos, segundo um estudo divulgado em Chicago. O trabalho foi apresentado como o primeiro a avaliar o impacto do vírus sobre diferentes grupos étnicos e raciais.

No entanto, ainda não é possível afirmar se a diferença racial ou étnica se manterá quando os dados nacionais forem compilados, segundo um funcionário federal. As conclusões são baseadas em um pequeno número de casos, dos primeiros dias da pandemia.

Os pesquisadores avaliaram 1.500 casos da doença confirmados em laboratório, entre abril e julho. Os negros são hospitalizados com a doença em uma proporção de 9 para 100 mil, enquanto os hispânicos, de 8 para 100 mil. Entre os brancos, a taxa é de 2 para 100 mil, conclui o estudo. "Nós não temos nada definitivo para dizer que um grupo é mais afetado que outro", disse Daniel Jernigan, médico do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

O relatório coincide com um dado de Boston, segundo o qual três de cada quatro moradores da cidade hospitalizados com a gripe A (H1N1) eram negros ou hispânicos. A causa da diferença provavelmente não é genética, segundo funcionários do setor de saúde. É mais provável que isso ocorra porque negros e hispânicos sofrem mais com asma, diabetes e outros problemas de saúde, tornando-os mais vulneráveis a gripes.

Fonte:UOL

Somos racistas - artigo de Leandro Fortes

Jornalista analisa o racismo à brasileira em artigo publicado no Blog Brasília eu vi
Corta a cota!

Enquanto interessava às elites brasileiras que a negrada se esfolasse nos canaviais e, tempos depois, fosse relegada ao elevador de serviço, o conceito de raça era, por assim dizer, claríssimo no Brasil. Tudo que era ruim, cafona, sujo ou desbocado era "coisa de preto". Nos anos 1970 e 1980, na Bahia, quando eu era menino grande, as mulheres negras só entravam nos clubes sociais de Salvador caso se sujeitassem a usar uniforme de babá. Duvido que isso tenha mudado muito por lá. Na cidade mais negra do país, na faculdade onde me formei, pública e federal, era possível contar a quantidade de estudantes e professores negros na palma de uma única mão.

Pois bem, bastou o governo Lula arriscar-se numa política de ações afirmativas para a high society tupiniquim berrar para o mundo que no Brasil não há racismo, a escrever que não somos racistas. Pior: a dizer que no Brasil, na verdade, não há negros.

Antes de continuar, é preciso dizer que muita gente boa, e de boa fé, acha que cota de negros nas universidades é um equívoco político e uma disfunção de política pública de inserção social. O melhor seria, dizem, que as cotas fossem para pobres de todas as raças. Bom, primeiro vamos combinar o seguinte: isso é uma falácia que os de boa fé replicam baseados num raciocínio perigosamente simplista. Na outra ponta, é um discurso adotado por quem tem vergonha de ter o próprio racismo exposto e colocado em discussão. Ninguém vê isso escrito em lugar nenhum, mas duvido que não tenha ouvido falar – no trabalho, na rua, em casa ou em mesas de bares – da tese do perigo do rebaixamento do nível acadêmico por conta da presença dos negros nos redutos antes destinados quase que exclusivamente aos brancos da classe média para cima – paradoxalmente, os bancos das universidades públicas.

Há duas razões essenciais que me fazem apoiar, sem restrições, as cotas exclusivamente para negros. A primeira delas, e mais simples de ser defendida, é a de que há um resgate histórico, sim, a ser feito em relação aos quatro milhões de negros escravizados no Brasil, entre os séculos XVI e XIX , e seus descendentes. A escravidão gerou um trauma social jamais sequer tocado pelo poder público, até que veio essa decisão, do governo do PT, de lançar mão de ações afirmativas relacionadas à questão racial brasileira – que existe e é seríssima. Essa preocupação tardia das elites e dos "formadores de opinião" (que não formam nada, muito menos opinião) com os pobres, justamente quando são os negros a entrar nas faculdades (e lá estão a tirar boas notas) é mais um traço da boçalidade com a qual os crimes sociais são minimizados pela hipocrisia nativa.
Até porque há um outro programa de inserção universitária, o Prouni, que cumpre rigorosamente essa função. O que incomoda a essa gente não é a questão da pobreza, mas da negritude. Há contra os negros brasileiros um preconceito social, econômico, político e estético nunca superado. O sistema de cotas foi a primeira ação do Estado a enfrentar, de fato, essa situação. Por isso incomoda tanto.

A segunda razão que me leva a apoiar o sistema de cotas raciais é vinculado diretamente à nossa realidade política, cínica, nepotista e fisiológica. Caso consigam transformar a cota racial em cota "para pobres", as transações eleitoreiras realizadas em torno dos bens públicos irão ganhar um novo componente. Porque, como se sabe, para fazer parte do sistema, é preciso se reconhecer como negro. É preciso dizer, na cara da autoridade: eu sou negro. Alguém consegue imaginar esses filhinhos de papai da caricata aristocracia nacional, mesmo os mulatinhos disfarçados, assumindo o papel de negro, formalmente? Nunca. Preferem a morte. Mas se a cota for para "pobres", vai ter muito vagabundo botando roupa velha para se matricular. Basta fraudar o sistema burocrático e encher as faculdades públicas de falsos pobrezinhos. Ou de pobrezinhos de verdade, mas selecionados nas fileiras de cabos eleitorais. Ou pobrezinhos apadrinhados por reitores. Pobrezinhos brancos, de preferência.

Só um idiota não percebe a diferença entre ser pobre branco e pobre negro no Brasil. Ou como os negros são pressionados e adotam um discurso branco, assim que assumem melhores posições na escala social. Lembro do jogador Ronaldo, dito "Fenômeno", ao comentar sobre as reações racistas das torcidas nos estádios europeus. Questionado sobre o tema, saiu-se com essa: "Eu, que sou branco, sofro com tamanha ignorância". Fosse um perna-de-pau e tivesse que estudar, tenho dúvidas se essa seria a impressão que Ronaldo teria da própria cor, embora seja fácil compreender os fundamentos de tal raciocínio em um país onde o negro não se vê como elemento positivo, seja na televisão, seja na publicidade – muito menos nas universidades.

O fato é que somos um país cheio de racistas. Até eu, que sou branco, sou capaz de perceber.

Fonte: Blog Brasília eu vi

Mirante Cultural nesta sexta-feira

O CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS AFRO ALAGOANO QUILOMBO está dando continuidade ao segundo ano do projeto Mirante Cultural – “Um Quilombo Chamado Jacintinho ” em parceria com a Fundação de Ação Cultural da cidade de Maceió, Secretaria de Cultura de Alagoas e os comerciantes do bairro do Jacintinho. Será realizado sexta-feira (28), às 19h30, no Mirante localizado no Jacintinho (por trás da rádio 96 FM).

O C.E.P.A.A Quilombo vem lutando pela requalificação do Mirante com o objetivo de transformá-lo em um espaço de fomentação de cultura e lazer. Dentro dessa requalificação visa trabalhar também a mudança do nome de mirante Kátia Assunção para um ícone da luta quilombola, homenageando assim, um símbolo da resistência negra.

O Mirante Cultural continuará defendendo a integração entre educação e arte, buscando sempre impulsionar os artistas locais, trabalhando a geração de renda e valorizando a cultura popular e afro-alagoana.


PROGRAMAÇÃO:

PROJETO CINE VIVA A CULTURA - Exibição de quatro curtas-metragens
GRUPO DE ARTES DO PONTAL - Coco de roda
GRUPO NA HUMILDE - Hip Hop
JAILTON OLIVEIRA e SIRLENE GOMES - Perfomace de dança afro Essência Negra
GRUPO DE DANÇA DA GROTA DO MOREIRA - Dança
NÚCLEO DE CAPOEIRA - Capoeira
APRESENTAÇÃO TEATRAL



GRUPOS PARCEIROS DO C.E.P.A.A. QUILOMBO:

Escola de Samba Arco-Íris
Assoc. Comunitária Cultural e Esportiva Juventude
Grupo de Hip Hop Fênix Negra
Núcleo de Capoeira
Grupo Lésbico Dandara
Bumba-meu-boi Excalibur
Grupo de Teatro Máscaras sobre Máscaras


Fonte: Viviane Rodrigues - Relações Públicas do C.E.P.A.A. Quilombo
Contatos:
vi_magnifica@hotmail.com /(82) 8843-9311

Convite: CINE AXÉ

Clique na imagem para ampliar.

DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE LÉSBICA


O Grupo Lésbico Dandara em Alagoas luta para que a sociedade respeite e dê visibilidade à causa. Em comemoração ao Dia Nacional da Visibilidade Lésbica organizou uma série de atividades nos municípios de Maceió e na Barra de Santo Antônio. Confira a programação:


Sessão na Câmara Municipal

DIA: 27/08/2009
HORA: 9h
LOCAL: Barra de Santo Antônio


II Luau da Visibilidade Lésbica

DIA: 29/08/2009
HORA: 21h
LOCAL: Posto 7


I Torneio da Visibilidade

DIA: 07/09/2009
HORA: 8h às 16h
LOCAL: CEPA


Sessão na Câmara Municipal de Maceió

DIA: 11/09/2009
HORA: 9h
LOCAL: Auditório da Fits


Mais informações: Maria José Santos - (82) 8852.6646

Sociedade civil e militares discutem segurança pública


Por: Helciane Angélica - jornalista e integrante da Cojira/AL


Inicia hoje e segue até o dia 30 de agosto, em Brasília, a Conferência Nacional de Segurança Pública. Pela primeira vez, representantes da sociedade civil e militares de todo o país discutirão um novo plano de segurança pública para o Brasil.

O estado de Alagoas levará ao todo 30 delegados e delegadas: 17 da sociedade civil e 13 trabalhadores da área (policiais civis, PM, PF, PRF, bombeiros, guardas municipais, peritos criminalistas, agentes penitenciários e ouvidores de polícia). Dos ativistas que fazem parte do movimento negro alagoano estarão: Arísia Barros (ONG Maria Mariá) e José Antonio (Unegro-AL).

Esperamos que sejam elaboradas propostas eficientes e que realmente atendam aos anseios da sociedade, onde seja possível rever a forma como acontecem as abordagens policiais, principalmente, com os afrodescendentes e pessoas que moram nas periferias, automaticamente, rotuladas como bandidos.


Mais informações: www.conseg.gov.br