terça-feira, 14 de julho de 2009

Adeus ao mito!


Michael Jackson: o rei do pop, das transformações e polêmicas que constantemente chamaram a atenção da imprensa. Suas músicas contagiantes, passos frenéticos e vídeos-clipes mirabolantes conquistaram fãs no mundo inteiro, que jamais esquecerão o astro. No Brasil, foram três visitas, mas os brasileiros foram ao delírio com a gravação de um clipe no ano de 1996, em uma favela do Rio de Janeiro e nas ruas do Pelourinho (BA), que também contou com o som dos tambores do grupo Olodum. Enfim, foram 50 anos de desempenho artístico espetacular, até mesmo no seu funeral-show que reuniu cerca de 20 mil pessoas. Agora, só desejamos que finalmente ele descanse em paz!
Fonte: Nota publicada na Coluna Axé - jornal Tribuna Independente (14/07/09)

Caixa lança três editais na área de cultura para 2010


Instituição inova e oferece manual eletrônico para o produtor cultural



A Caixa Econômica Federal anunciou no dia 04 de junho, o conteúdo de três editais para 2010: o de Ocupação dos Espaços Culturais da CAIXA, o de Apoio ao Artesanato Brasileiro e o de Festivais de Teatro e Dança, num total de R$ 27,5 milhões em investimento cultural. A novidade este ano é que as cinco unidades da CAIXA Cultural, situadas em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador, participarão da solenidade de lançamento, marcada para às 20 horas, conectadas via satélite. Na ocasião, será lançado também o novo Manual do Produtor, em formato totalmente digital e único até hoje lançado por um centro cultural no país. Em Brasília, a cerimônia terá a participação do balé acrobático da companhia Nós no Bambu.

O Edital 2010 de Ocupação dos Espaços Culturais da CAIXA vai destinar R$ 23 milhões para projetos nas áreas de artes visuais (fotografia, escultura, pintura, gravura, desenho, instalação, objeto, vídeoinstalação, intervenção e novas tecnologias ou performances); artes cênicas (teatro, dança e performance de palco); música; cinema e outros. Além das modalidades espetáculos, exposições, exibições, estão contempladas ainda palestras, encontros, cursos, workshops, oficinas e lançamento de livros.

Já o Programa CAIXA de Apoio ao Artesanato Brasileiro contemplará as várias etapas do processo produtivo, visando ao desenvolvimento de comunidades artesãs e à valorização do artesanato tradicional e da cultura brasileira. Em 2010, a CAIXA planeja investir no programa cerca de R$ 1 milhão.

Por fim, o Edital de Festivais de Teatro e Dança vai destinar R$ 3,5 milhões para eventos que deverão ocorrer entre janeiro e dezembro de 2010 em todo país.


Manual do produtor

A Caixa Econômica Federal também lançou o novo Manual do Produtor. Em versão totalmente digital, o guia eletrônico é uma inovação em atendimento às demandas da classe artística brasileira. Nenhum centro cultural do país possui uma versão tão moderna, explicativa, ilustrativa e, ao mesmo tempo, simples e acessível de um Manual do Produtor.

O guia eletrônico estará hospedado no site da CAIXA Cultural e poderá ser visualizado tanto na versão flash, quanto na versão mais simples em HTML. Pelo novo Manual do Produtor, os interessados poderão passear virtualmente pelos espaços das cinco unidades da CAIXA Cultural, baixar plantas atualizadas e ter uma boa noção das unidades antes de inscrever seus projetos. Galerias, teatros, fachadas, halls, tudo foi registrado em filmagens e mais de oito mil fotografias.

Esta iniciativa pioneira de um espaço cultural tem como objetivo democratizar o acesso dos espaços da CAIXA Cultural a todos os produtores do país interessados em inscrever um projeto.


Serviço
Assessoria de Imprensa da Caixa Econômica Federal - CAIXA Cultural - Brasília/DF
(61) 3206-8030 / 9895(61) 9202-2144
imprensa.cultura@caixa.gov.brwww.caixa.gov.br/caixacultural


Fonte: Fundação Cultural Palmares

Coluna Axé chega a 60ª semana


Nesta semana quando a Tribuna Independente inicia o seu novo layout e ainda encontra-se em estado de graça pelo aniversário de dois anos de muita luta e produção de qualidade, a coluna axé chega à 60ª edição de serviços prestados em favor da sociedade afrobrasileira. Publicada semanalmente, o veículo vem revolucionando a mídia étnicorracial, por ser respeitada nacionalmente e por destacar as informações sobre as principais conquistas do povo afrodescendente nas mais diversas áreas (educação, saúde, política, cultura, esporte, etc).

A jornalista Valdice Gomes, integrante da Cojira-AL e presidente do Sindicato dos Jornalistas profissionais de Alagoas (Sindjornal) ressalta que as/os profissionais do jornal Tribuna Independente podem ser facilmente chamados de heróis do jornalismo alagoano por causa das dificuldades que vivenciaram e por criarem a Cooperativa, principalmente, por valorizar a diversidade do nosso povo, por meio de suas matérias e colunas como a Coluna Axé e a Bivolt, que divulgam às questões e pessoas que são constantemente discriminadas no cotidiado e pela grande mídia.

Parabéns ao jornal Tribuna Independente pelos 02 anos de transformação e jornalismo responsável!


COJIRA-AL

domingo, 12 de julho de 2009

Secretaria da Mulher e Conselho da Criança têm vasta programação para comemorar os 19 anos do ECA

Segunda-feira (13) haverá caminhada pelo Centro de Maceió e aposição de placa no prédio da secretaria com números da mortalidade infanto-juvenil em Alagoas


A Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos e o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente promovem na próxima segunda-feira (13) caminhada em alusão aos 19 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), uma das mais importantes leis de garantia e proteção das crianças e adolescentes brasileiros. O evento contará com a presença da secretária Wedna Miranda e do presidente do CEDCA, Cláudio Soriano.

A concentração da caminhada está marcada para 9 horas, em frente ao prédio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL) e percorrerá o Centro de Maceió até o prédio da secretaria, localizado na rua Cincinato Pinto, onde será realizada solenidade para aposição de placa com os números da mortalidade infanto-juvenil em 2009. Jovens beneficiados pelo Protejo participarão com atividades culturais.

Criado pela Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, o ECA constitui um marco jurídico de todos os que se preocupam com a necessidade de proteger e educar, em sentido amplo, os brasileiros mais jovens. Além de assegurar os direitos à vida, à saúde, à alimentação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária a crianças e adolescentes, o ECA proíbe práticas prejudiciais ao pleno desenvolvimento desses seres em formação. Entre os seus objetivos, portanto, estão o fim do trabalho infantil, a extinção da violência contra esse público e a execução de melhores políticas de saúde e educação.

Tendo em vista o compromisso do governo do Estado com o tema, a Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos e o CEDCA realizaram uma vasta programação em 2008. Inclusive, foi criado e lançado o site do conselho com o endereço www.conselhodacrianca.al.gov.br, um instrumento valioso e indispensável para pesquisas, estudos e busca de informações das ações realizadas pelo conselho com a finalidade de garantir os direitos das crianças e dos adolescentes.

Conferências – O tema Criança e Adolescente será pauta de várias discussões nos próximos meses, quando o estado de Alagoas, por meio da Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos e do CEDCA, se prepara para realizar as conferências regionais da Criança e do Adolescente.

O primeiro encontro está marcado para Santana do Ipanema dia 7 de agosto; Anadia, dia 13, União dos Palmares, dia 20 e a Metropolitana dia 25 em Rio Largo. A conferência lúdica será no município de Taquarana dia 1º de setembro. A estadual está prevista para 15 de setembro e a 8ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente de 7 a 10 de dezembro, em Brasília, com o tema “Construindo diretrizes da política e do plano decenal”.


Fonte: Divulgação

Conferência com negros trata de segurança em AL


O evento contou com aproximadamente 50 representantes de várias entidades do movimento negro



No segundo dia do Encontro de Etnicidades Nordeste: Promoção da Igualdade Racial em Alagoas, que comemora o Dia Nacional contra a desigualdade racial, ocorreu mais uma conferência livre de segurança pública, em Maceió.

A reunião aconteceu no auditório da Casa da Indústria durante toda a manhã e início da tarde desta terça-feira (7). O evento contou com aproximadamente 50 representantes de várias entidades do movimento negro, pra discutir sobre as questões da segurança pública entre a sociedade negra em Alagoas.

O tenente-coronel PM, Mário da Hora, conduziu a leitura do texto-base, explanando para os participantes da reunião, os principais objetivos das conferências livres que servem para o debate de ideias e formulação de propostas que deverão ser encaminhadas para a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg) evento que acontecerá de 27 à 30 de agosto em Brasília.

Todos os representantes destacaram os trabalhos do tenente-coronel Mário da Hora, que sempre esteve representando o movimento negro, lutando pelos direitos da classe e participando de projetos sociais, dentro da Polícia Militar do Estado. José Sandro Santos, representante do Movimento Quilombola, falou das dificuldades sofridas dentro dos quilombos, detectando as comunidades mais vulneráveis que sofrem com a violência alertando para a falta de segurança em determinadas áreas.

A coordenadora do Projeto Raízes de Áfricas, Arísia Barros, destacou a iniciativa do governo do Estado em promover esta conferência. “O movimento negro necessita muito deste debate. É extremamente necessário enxergar as necessidades da comunidade negra em Alagoas. Os problemas se intensificam cada vez mais. Criar uma política séria de segurança pública, é o primeiro passo para a resolução dos nossos maiores problemas”, disse Arísia.

A conferência livre discutiu também a participação das comunidades quilombolas na etapa estadual da conferência nacional, que será realizada de 15 a 17 deste mês no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Jaraguá.


Fonte: Agência Alagoas

Negros têm só 3,5% dos cargos de chefia

Quem olha ao redor no seu ambiente de trabalho constata que há muito poucos colegas negros. Chefes, então, são raríssimos. Se não surpreendem, por mostrarem uma realidade facilmente perceptível, os números a respeito da presença de negros em cargos de nível executivo nas maiores companhias brasileiras -apenas 3,5%, segundo pesquisa do Ibope com o Instituto Ethos- chamam a atenção para um cenário que empresas e profissionais se acostumaram a tratar com naturalidade. Mas os negros são 49,5% da população do país.

"Eis o resumo da história desde a Lei Áurea, que depois de amanhã completa 120 anos. Mantivemos intacta uma estrutura excludente e discriminatória com base na cor da pele. O topo da hierarquia das firmas não é diferente de outros lugares de prestígio e status na nossa sociedade”, diz José Vicente, presidente da ONG Afrobras e reitor da Unipalmares (Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares).

"A cultura corporativa de um mundo homogêneo vai se reproduzindo. Como os espaços de convivência públicos e familiares são predominantemente brancos, quando é preciso escolher um novo membro para o grupo, as pessoas acabam buscando dentro do espaço que conhecem e no qual se inserem”, completa Cláudio Dedecca, professor do Instituto de Economia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Para as mulheres negras, a situação é ainda mais cruel, já que elas sofrem um duplo preconceito. De acordo com o levantamento Ibope/Instituto Ethos, feito em 2007, não chega a 0,5% a porcentagem de negras em cargos executivos. “As que rompem as barreiras não conseguem se incluir no cotidiano. É muito grave”, frisa Eliana Maria Custódio, coordenadora- executiva do Geledés (Instituto da Mulher Negra).

Na opinião dos especialistas, uma das explicações para o fato de os negros não alcançarem postos mais altos dentro das corporações é o seu limitado acesso a educação básica e superior de qualidade, o que os impede de entrar nas empresas em qualquer tipo de posto. Comparando com outros candidatos, que estudaram em escola particular, cursaram universidades de elite e aprenderam vários idiomas, eles ficam em enorme desvantagem.

A outra razão é o preconceito velado. “O senso comum é que o negro não tem qualificação ou competência intelectual. Assim ele é visto”, resume Vicente. Executivos negros ouvidos pela Folha contam não terem sido alvo de manifestações explícitas de discriminação -o que ocorre com frequência, dizem, são estranhamentos por parte de colegas e clientes, desacostumados a conviver com eles.

Consultorias de recrutamento e seleção e os departamentos de recursos humanos das empresas sustentam que não existe nenhuma espécie de filtragem dos candidatos por cor. “Isso não é mencionado nos currículos. Os interessados são chamados pela sua qualificação. Só quando adentram a sala é que sabemos se são verdes ou azuis”, afirma Carlos Diz, diretor do Instituto de Liderança Executiva. “Antes, fui “head- hunter” [”caçador de talentos”] por dez anos. Devo ter entrevistado cerca de 6.000 pessoas. Houve apenas um negro.”

As críticas de que as firmas de seleção não escolhem negros porque os avaliadores são brancos não fazem sentido, diz Fátima Zorzato, presidente da consultoria Russell Reynolds no Brasil. “Basta dizer que o meu chefe, baseado em Nova York, é um afro-americano.”


Mudanças

"Os números são críticos nas 500 maiores empresas. Podemos imaginar, então, um quadro ainda mais pessimista no restante”, comenta Hélio Gastaldi, diretor de atendimento e planejamento do Ibope.

Pesquisas como a que ele coordena estão servindo de alerta para que as companhias tomem alguma atitude a fim de começar a corrigir as distorções. “O objetivo do levantamento é trazer uma informação inconteste. Geralmente, os gestores fazem uma avaliação mais positiva do que está acontecendo: 34% responderam sim, quando questionados se a proporção de negros no patamar executivo é adequada. Confrontados com dados objetivos, eles são obrigados a fazer uma reflexão.” Na opinião de Gastaldi, isso é porque o brasileiro em qualquer assunto tem facilidade de fazer críticas no coletivo, mas não reconhece os problemas nele próprio.

Entretanto, Vicente aponta que está tendo início uma transformação nesse campo: “A globalização é uma manifestação da diversidade da qual não dá para escapar. As empresas precisam se adequar, pois qualquer pessoa minimamente esclarecida começa a perceber as incongruências e as pressiona. O Brasil não pode ser um país multicultural para quem vê de fora e branco por dentro.”


Fonte: Folha de S. Paulo / Dinheiro

Futebol e racismo – não tem jogo!

O racismo é um ato de violência (foto: google)


A União de Associações Europeias de Futebol (UEFA) aprovou algumas medidas contra o racismo que vem se intensificando em jogos e nos campos de futebol do continente. Agora, o árbitro de uma partida pode interromper e até suspender o jogo se os torcedores tiverem algum tipo de comportamento racista.

A determinação da entidade é para que o juiz paralise a partida ao constatar uma ocorrência racista e faça um alerta a respeito. Se ela se repetir, o árbitro pode paralisar o jogo por até 10 minutos. Se o comportamento permanecer após a paralisação, a partida pode ser suspensa.

Recentemente, o italiano de origem ganesa Mario Malotelli da Inter de Milão, foi alvo de racismo pela torcida do Juventus. Jogadores brasileiros que jogam na Polônia e na Bulgária também denunciam o comportamento de torcidas racistas.

No Brasil, o caso mais recente foi o argentino Maxi Lopez (Grêmio), que teria chamado o volante Elicarlos (Cruzeiro) de “macaco” e foi parar na delegacia. Em 2005, pelo mesmo motivo o zagueiro Desábato, do Quilmes, foi preso por agredir verbalmente o atacante Grafite, do São Paulo.


Fonte: Jornal Tribuna Independente (04/07/09 – Política / pág 5) – Coluna Tribuna Livre – Editor Bartolomeu Dresch

NOTA DE ESCLARECIMENTO - Estatuto da Igualdade Racial

Com o objetivo de esclarecer a posição do Governo Federal junto a entidades do movimento negro que, durante a II Conferência Nacional de Igualdade Racial (25 a 28 de junho de 2009), lançaram manifesto em defesa da aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, a SEPPIR divulga a seguinte nota:

Da Elaboração do Estatuto

O Estatuto da Igualdade Racial foi concebido para alcançar direitos essenciais à população negra brasileira em sua totalidade e, portanto, crianças, adolescentes, jovens e idosos são destinatários e beneficiários da norma. O Projeto tem caráter compensatório e, sobretudo reparatório, o que impõe a transversalização do público alvo nas ações nele contidas.

Tramita na Câmara dos Deputados, no âmbito de Comissão Especial, o Projeto de Lei 6264 de 2005, que institui o Estatuto da Igualdade Racial, resultado da aprovação, em 25 de novembro de 2005, do PLS nº 213/20031 no Senado Federal, em caráter terminativo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O referido Projeto veicula normas com finalidades de combater a discriminação racial incidentes sobre a população negra com a implementação de políticas públicas pelo Estado contemplando os seguintes eixos de atuação: saúde, educação, cultura, esporte, lazer, liberdade de consciência, de crença e livre exercício dos cultos religiosos, financiamento das iniciativas de promoção da igualdade racial, e moradia adequada, direito dos remanescentes das comunidades dos quilombos às suas terras, mercado de trabalho, sistema de cotas, meios de comunicação, ouvidorias permanentes nas casas legislativas e acesso à justiça.

A Casa Civil e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR/PR), com intuito de esclarecer o tema, iniciaram em 2003, debate mais sistemático sobre o Estatuto no âmbito do Governo Federal com a participação de diversos ministérios e outros órgãos diretamente envolvidos com os temas contemplados no PL.

O Estatuto da Igualdade Racial refletiu até o ano de 2005, o alcance do debate havido entre movimento negro, governo e Congresso Nacional, sobre a realidade da discriminação racial experimentada pela população negra brasileira.

Contudo, desde sua proposição até este ano, houve avanços significativos na implementação de novos instrumentos garantidores da promoção da igualdade racial pelo Governo Federal. Para tanto, na adequação dos dispositivos contidos no PL 6.264/2005, foram consultados importantes segmentos do movimento negro, parlamentares de amplo espectro partidário e órgãos do governo, a propiciar maior participação dos interessados no assunto.

Do texto substitutivo

A atual disposição dos artigos no substitutivo ao PL 6.264/2005, visa melhorar os eixos de atuação do instrumento normativo e, os assuntos que tratavam de assuntos específicos inseridos em outros capítulos foram remanejados para a área pertinente havendo apenas adequação estrutural, sem ferir o sentido original do projeto.

Da classificação das normas

Na construção do substitutivo ao nº PL 6.264/2005, as normas autorizativas foram substituídas por normas impositivas, permissivas, substantivas, de eficácia restringível, as quais ordenam a realização de ações pelo Poder Público, bem como regulam relações jurídicas, criam direitos e impõe deveres.

Das cotas

O Projeto de Lei n.º 6.264 de 2005 prevê nos artigos 18, 19 e 20 a adoção de programa que assegure a ocupação de vagas nos cursos oferecidos pelas instituições públicas federais. Garantindo a inserção dos estudantes negros nas instituições públicas de ensino médio e superior.

Das políticas de ações afirmativas

Desde o projeto de lei originário n.º 6.264/2005 constava indicativos de prioridade de atendimento as pessoas auto declaradas de cor preta/parda e se situem abaixo da linha de pobreza, vejamos:

"Art. 34. Entre os beneficiários das iniciativas de promoção da igualdade racial terão prioridade os que sejam identificados como pretos, negros ou pardos no registro de nascimento e que, de acordo com os critérios que presidem a formulação do Índice de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, se situem abaixo da linha de pobreza."

Substitutivo ao Projeto de Lei nº 6.264, de 2005 (publicado em 2008):

"Art. 78. Entre os beneficiários das iniciativas de promoção da igualdade racial terão prioridade os autodeclarados de cor preta ou parda e os que sejam identificados como negros ou pardos no registro de nascimento e que, de acordo com os critérios que presidem a formulação dos índices indicativos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, se situem abaixo da linha de pobreza."

O dispositivo supra, foi reestruturado no substitutivo ao PL 6.264/2005, mantendo a premissa apontada segundo os índices do IBGE. Contudo, o Estatuto da Igualdade Racial contempla toda a população negra, garantindo condições de igualdade e oportunidade, econômica, social, política e cultural.

Do direito dos remanescentes das Comunidades dos Quilombos às suas terras

O Estatuto da Igualdade Racial, PL 6.264/05 resguarda o direito dos remanescentes dos quilombos as suas terras.

No mais, o que tange os procedimentos garantidores da regularização fundiária das áreas de remanescentes de quilombolas é o Decreto n.º 4.887 de 2003. Instrumento legal específico à questão das terras quilombolas.

Financiamento das políticas públicas

A supressão do fundo deu-se em virtude da crescente destinação de recursos para implementação de políticas afirmativas.

Manifesto durante a CONAPIR para a provação do Estatuto

Durante a Plenária Nacional da II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (II CONAPIR), o excelentíssimo senador Paulo Paim em discurso fez referência à necessidade de aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, ocorrendo à aclamação por vários participantes (delegados e convidados) no anseio de aprovação do Estatuto.

Ressalta-se que durante a realização da II CONAPIR, em nenhum outro momento foi evidenciada a discussão acerca do Estatuto da Igualdade da Igualdade Racial, haja vista que o objetivo do evento visa ampliar o diálogo e a cooperação entre órgãos e entidades governamentais e não governamentais de promoção da igualdade racial, na qual foram apontados possíveis ajustes nas políticas de igualdade ora em curso, e fortalecidas as relações das mesmas com as políticas sociais e econômicas em vigor. Sendo ainda um momento de consolidação da promoção da igualdade racial enquanto política permanente de Estado, na busca do equilíbrio nas relações étnicas em nossa sociedade.


Mais informações:
Coordenação de Comunicação Social
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Presidência da República
Esplanada dos Ministérios, Bloco A, 9º andar - 70.054-906 - Brasília (DF)
Telefone: (61) 3411-3659 / 4977

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Vila Emater ganha Espaço Cultural




Por: Cibelle Araújo


Acontece hoje (10), às 15h, na Vila Emater, localizada na entrada do lixão de Maceió, a inauguração do Espaço Cultural do Ponto de Cultura Guerreiros da Vila, um lugar composto de arte e cultura em que acontecem atividades de circo, capoeira, teatro, música, folclore e cineclube para as crianças, jovens e adultos da Vila Emater.

A ideia da construção do Espaço Cultural surgiu no início de 2008 quando Jailson Carnaúba, mais conhecido como Pelé, integrante do Ponto de Cultura visitou um projeto cultural. A partir daí ele pensou em construir um local assim na Vila. Com as próprias mãos, ele começou a construção sozinho, contando depois com o apoio do Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu (Ceasb) e da comunidade.

O que antes era um sonho virou realidade. Hoje a Vila possui um local próprio para realizar suas atividades de circo, capoeira, teatro, música, folclore e cineclube para as crianças, jovens e adultos.


Programação

Apresentação da Banda de Percussão Guerreiros da Vila, Mesa de abertura, apresentação da história da Vila contada pelos moradores, apresentação teatral com os integrantes do Ponto de Cultura do “ABC dos Guerreirinhos”(cordel criado pelos moradores ) e atrações convidadas.
Ponto de Cultura - O Ponto de Cultura Guerreiros da Vila é um espaço voltado para o lúdico, as artes, formação do trabalho e inclusão socioeconômica dos catadores.

Coordenado pelo (Ceasb), atua em conjunto com a Associação dos Moradores da Vila Emater II (Asmov) e com a Cooperativa dos Catadores da Vila Emater (Coopvila). O Ponto integra a Rede Alagoana de Pontos de Cultura e conta com o apoio do Ministério da Cultura, através do Programa Cultura Viva.

Atualmente os jovens Guerreiros da Vila - como são chamados os integrantes do Ponto de Cultura - participam como monitores de atividades educativas e de incentivo à leitura no do Baú de Leitura – “Baú dos Guerreirinhos” e atividades musicais com a Banda Guerreiros da Vila.


Serviço
O que: Inauguração do Espaço Cultural do Ponto de Cultura Guerreiros da Vila
Quando: sexta-feira (10)
Onde: Vila Emater II, Jacarecica, próximo a entrada do Lixão
Hora: 15h
Entrada Franca
Contato: 3355 5196/ 99377359/ 8814 7521 (Jailson Carnaúba/ Ana Lúcia Ferraz de Menezes


Fonte: Assessoria Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu (Ceasb) / Ponto de Cultura Guerreiros da Vila

quarta-feira, 8 de julho de 2009

III Fórum Nacional de Performance Negra


Foi iniciado nesta segunda-feira e segue até o dia 09 de julho, o III Fórum Nacional de Performance Negra na cidade de Salvador (BA). O estado de Alagoas será representado pelo bailarino e ativista Edu Passos, uma das importantes referências da dança afro no país. Cerca de 150 representantes de Grupos e Companhias negras, além de pesquisadores e artistas dos mais diversos setores participarão das palestras, mesas redondas, debates, oficinas, grupos de trabalho e apresentações diversas. O evento é um marco do teatro e da dança negra no Brasil, é promovido, pelo Bando de Teatro Olodum/Teatro Vila Velha de Salvador (BA) e Companhia dos Comuns, Rio de Janeiro (RJ).



Fonte: Publicado na edição nº 59 da Coluna Axé no jornal Tribuna Independente (08/07/09) / Crédito da foto: Arquivo pessoal